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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

All That Never Was, Capítulo (4/4)

Eu nem acredito que eu consegui terminar essa fic hoje :D Eu traduzia, traduzia e quando eu olhava, ainda tinha uma infinidade de páginas hahaha; Espero que gostem. Não é uma daquelas fics fofas com um ‘e viveram felizes pra sempre’ (até porque não combinaria com o tema que a fic propôs) mas na minha opinião, é incrível.
Nas próximas semanas (e minhas férias estão se aproximando, então em breve não me sentirei como se tivesse abandonado esse blog) eu vou traduzir fics baseadas nos spoilers da décima temporada. *.* A grande maioria é, como se esperava, centrada no Oliver. E muito, muito boas. Mas enquanto eu não faço isso, leiam essa de hoje, e a que a Roberta postou essa semana, que é ótima.
E ainda tem spoilers que eu não traduzi. Nada especificamente novo, mas tem coisas interessantes. E um post de uma fã da Allie que foi na peça dela, ‘Love, Loss and What I Wore’, comentando sobre nossa loira favorita. 

Já falei demais (eu sempre falo demais, impressionante. hahaha)

Boa leitura e comentem!

All That Never Was é uma fic fruto da parceria entre chloeas e dl_greenarrow.
Vocês podem ver a fic original
aqui.

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4/4

Apesar de sua extrema relutância em deixar Chloe – mesmo que Clark estivesse com ela – Oliver se encontrava na mansão dos Luthors dois dias depois, o maxilar travado ao andar pelos corredores. “Tess!”

Tess estava sentada em sua mesa, esperava Oliver aparecer já há algum tempo, especialmente depois de Clark fazer isso e exigir todo e qualquer arquivo que ela supostamente pegou na Torre de Vigilância de volta, mas depois de uma semana se passar e ele não aparecer, ela imaginou que ele estava ocupado demais lambendo as feridas da namorada pra se incomodar com ela.

Ela não se levantou, simplesmente recostou-se na cadeira e esperou ele entrar no seu escritório, “Oliver, demorou tanto tempo assim pra Chloe te contar o que aconteceu? Eu esperava ela te ligar no segundo que acordasse.”

Ele a alfinetou com olhar, indo até a mesa dela até estar de frente pra ela, apoiando-se com as duas mãos. “Estive um pouco ocupado,” disse asperamente.

O sorriso zombeteiro saiu do rosto dela momentaneamente, mas depois voltou e ela se levantou, indo até o bar, “ah Oliver, ela pode lidar com alguns arranhões, ela tem sorte de eu não ter sentido necessidade de fazer uma bala passar pela cabeça dela.”

Os olhos dele escureceram. “Ela estava grávida.”

Tess congelou, a mão ao redor de uma garrafa de whisky e ela ficou feliz por estar de costas pra Oliver porque não deixou de notar o uso do pretérito perfeito.

“Está feliz agora, Tess? Está satisfeita por ter matado meu filho?” A voz dele era mortalmente baixa.

Ela virou lentamente para encará-lo, os olhos um pouco arregalados, “ela nunca disse nada, Oliver, eu não teria feito aquilo com ela se eu soubesse.”

“Então talvez você não devesse sair por aí brutalizando as pessoas sem uma maldita razão!” Ele explodiu.

Tess franziu as sobrancelhas, “Eu não tinha a intenção de brigar com ela, ela voltou mais cedo do que eu esperava e não sei se o que ela te contou, mas ela me atacou primeiro. De novo.”

“E nunca te ocorreu que talvez você não tinha direito algum de estar ali?” Ele se aproximou mais dela, os olhos sombrios com a raiva.

O maxilar dela travou e ela manteve o olhar no dele, não se afastando, “então talvez ela não tenha direito de ter todo aquele material sobre os Kandorianos, material que a Checkmate poderia facilmente acessar considerando o tanto que a sua namorada é descuidada.”

“Talvez você devesse calar a boca agora,” ele disse duramente. “Porque pra mim já chega disso. Eu te disse uma vez, sutilmente, pra ficar longe das pessoas que eu gosto.” Ele agora estava apenas a centímetros dela. “Se você chegar perto da Chloe de novo por qualquer motivo, eu te mato.”

Os olhos de Tess estreitaram-se, mas ela acatou o conselho dele. Só podia imaginar o que ele estava sentindo e , pelo menos uma vez, não queria tornar as coisas piores pra ele.

“E eu sei que você sabe sobre os outros,” ele chegou ainda mais perto dela. “Minha equipe, Tess. E se qualquer coisa acontecer com qualquer um deles, vou assumir que você teve alguma coisa a ver com isso. Fui claro?”

“Não tenho interesse nenhum na sua equipe desde que eles fiquem fora do meu caminho.” Ela disse firmemente, não piscando enquanto ele invadia seu espaço pessoal.

“Você devia ficar fora do nosso,” ele alertou quietamente. “E não assuma que está no controle das coisas como parece pensar que está.”

“Você está se repetindo, já entendi a mensagem.” Tess falou, a expressão perfeitamente vazia e até um pouco indiferente.

“Não acho que tenha entendido, mas pelo seu bem espero estar errado.” O maxilar dele travou mais uma vez enquanto a encarava, seus olhos intensos.

Ela finalmente se mexeu cruzando os braços, “se você já terminou de me ameaçar, eu tenho trabalho a fazer, acredito que você possa achar a saída.”

Uma risada suave, sem nenhum humor escapou dele. “Não era uma ameaça, Tess.” Ele a encarou mais uma vez por algum tempo e depois foi em direção à porta.

Tess observou ele ir e suspirou, relaxando os braços e revirando os olhos, “porque ela não me impediu?” Tess perguntou, muito mais pra si mesma. Não achava que Chloe seria estúpida o bastante pra brigar e arriscar a vida de seu bebê. A não ser... é claro, ela não sabia realmente que estava grávida.

“Como ela está?” Oliver perguntou pro Clark ao entrar no apartamento da torre do relógio e encontrar o outro homem no sofá.

“Dormindo,” Clark disse a ele, tirando os olhos das próprias mãos e os direcionando ao homem de pé, “o que está acontecendo, Oliver?”

“O que você quer dizer?” Ele sacudiu a cabeça um pouco, passando por Clark e indo pra cozinha.

Clark o seguiu com a expressão preocupada, “Eu conheço Chloe e sei quando ela não está bem, eu perguntei mas ela não me contou,” ele deu uma pausa, “Eu a ouvir chorar por mais de uma hora depois de ela dizer que estava cansada e que iria dormir.”

Oliver parou ao ouvir isso e então fechou os olhos, os ombros caindo um pouco.

“O que aconteceu?” Clark insistiu, os braços cruzados na altura do peito ao olhar pro outro homem com as sobrancelhas franzidas.

“Nós não estamos prontos pra falar disso,” ele disse em voz baixa.

“Nós?” As sobrancelhas de Clark franziram ainda mais, “o que você fez com ela?”

Ao ouvir isso, Oliver estreitou os olhos e se virou pra encarar Clark. “Não fiz nada com ela, Clark. Tess é que arrebentou com ela e desativou a Torre de Vigilância.”

Essa informação fez Clark parar e olhar pra situação de uma forma diferente, “é por causa do Jimmy e da Torre?” ele perguntou, confuso.

O maxilar de Oliver travou quase que imperceptivelmente. “Sabe, Clark, talvez se você estivesse por perto um pouco mais e tivesse demonstrado um pouco mais de preocupação com Chloe e o bem-estar dela antes de agora, ela já teria te contado o que está acontecendo.”

“O quer que você está escondendo de mim está machucando minha melhor amiga, e ela está chorando até a exaustão por causa disso. Pare de guardar segredos, Oliver, talvez eu possa ajudá-la.”

Ele deu um passo na direção de Clark, o encarando. “Não. Você não pode. Não com isso. Não há nada que você possa fazer.”

“O que faz você ter tanta certeza?” Clark exigiu saber.

“Porque eu a conheço. E eu sei o que está acontecendo,” ele disse vigorosamente.

Clark apenas encarou o homem mais baixo, cruzou os braços e abriu a boca pra falar alguma coisa, mas parou ao ouvir a porta do quarto abrindo e virou-se pra olhar pro corredor, esperando Chloe aparecer.

Instantaneamente, Oliver se afastou de Clark e foi até o corredor. “Chloe?”

“Achei que tinha ouvido você,” ela falou enquanto caminhava até encontrá-lo no meio do corredor, “você está bem.”

“Estou bem,” ele sussurrou, acenando com a cabeça. “Você está bem?”

“Sim, só estava cansada,” ela mentiu, a verdade era que ela tinha se cansado de fingir que estava bem na frente de Clark, ela tinha que sair de perto dele até não ter que ficar sozinha com ele.

“Você está melhor?” Clark perguntou, indo para o corredor também, mas ficando alguns passos atrás de Oliver.

Oliver a olhou por um momento, e depois hesitantemente colocou os braços ao redor dela, beijando sua testa. “Está com fome? Eu posso fazer alguma coisa pra você comer.”

“Estou bem,” Chloe garantiu a ele e depois mexeu a cabeça um pouco pra sorrir pro Clark, “obrigada.”

Clark não acreditou no sorriso, ele franziu a sobrancelha e se aproximou, ignorando a linguagem corporal entre Chloe e Oliver, “o que está acontecendo, Chlo?”

Oliver beijou sua testa e se afastou apenas o suficiente pra encontrar seus olhos.

Chloe sustentou o olhar e suspirou, depois olhou pra baixo e acenou com a cabeça levemente, concordando.

“Você tem certeza?” ele sussurrou, mais do que com vontade de se virar e mandar Clark dar o fora dali.

“Sim,” ela disse em voz baixa, olhando nos olhos dele, “desde que esteja tudo bem pra você.”

Oliver estendeu a mão e segurou a dela, entrelaçando seus dedos antes de se virar e olhar pra Clark, sua expressão impassível. “Chloe estava grávida quando Tess a atacou.”

Clark congelou, seus olhos indo de Oliver pra Chloe e arregalando-se.

Chloe engoliu seco e confirmou com a cabeça, o aperto na mão de Oliver se intensificando, “Eu não sabia,” admitiu, sem a capacidade de olhar Clark nos olhos.

O aperto dele na mão dela também se intensificou. “Não estávamos prontos pra contar pra ninguém quando nós mesmos ainda não lidamos direito com isso.”

Clark se aproximou e olhou pra Oliver por um segundo, quase como um pedido de permissão silencioso antes de envolver Chloe em seus braços.

Ela retraiu um pouco por causa dos arranhões e olhou pra Oliver pelo canto dos olhos, apertando de leve a mão dele antes de abraçar Clark também.

Oliver relutantemente soltou a mão dela, um aperto no peito ao ver os dois se abraçando.

“Eu sinto muito,” Clark disse finalmente, olhando de Chloe pra Oliver quando se afastou, “há alguma coisa que eu possa fazer?”

Chloe imediatamente procurou a mão de Oliver quando Clark se afastou, “não há nada a se fazer. Mas obrigada.”

Oliver deslizou os dedos entre os dela mais uma vez, sem encontrar os olhos de Clark. Ele inspirou fundo e expirou lentamente. “Você devia descansar mais, Chloe,” ele disse baixinho, olhando pra ela.

Clark olhou os dois por um tempo e depois suspirou, “Eu devo ir,” ele não queria ir, não queria deixar Chloe, mas tinha a impressão de que nenhum dos dois o queria ali.

Ele olhou pra Clark por um momento, notando sua relutância, sem ter certeza se ela vinha da culpa ou da falta de confiança nele. “Não estamos realmente prontos pra outras pessoas saberem sobre isso,” ele disse.

“Especialmente Lois,” Chloe acrescentou, olhando pra Clark com olhos implorantes.

Ele concordou e respirou fundo, focando-se em Chloe, “me avise se precisar de qualquer coisa.”

Oliver apertou a mão de Chloe gentilmente e observou Clark por um momento. “Nós apreciamos isso.”

Clark concordou, olhando rapidamente pra Oliver e depois fixando seu olhar em Chloe por um bom tempo antes de ir embora.

Chloe fechou os olhos quando sentiu o forte vento e depois os abriu, tirando o cabelo do rosto e se aproximando de Oliver, segurando seu braço com sua mão livre.

Ele lentamente a envolveu com o outro braço, beijando sua testa. “Você está bem?” perguntou.

“Sim,” ela o assegurou e depois respirou fundo e olhou pra ele, “como foi lá?”

“Acho que temos um acordo.” O maxilar dele endureceu um pouco só de pensar em Tess.

Chloe suspirou suavemente e sacudiu a cabeça, apertando de leve a mão dele, “não é culpa dela, Ollie.” Ela já havia dito isso pra ele antes, mas não adiantou nada.

“É claro que é” Ele a olhou atentamente. “Ela invadiu a Torre de Vigilância, arrebentou você, ela destruiu nosso sistema inteiro. Chloe, ela é a razão pela qual nosso bebê morreu.”

Ela congelou com as palavras dele, piscando e olhando pra longe, tinha alguns argumentos antes mas agora sua mente tinha ficado vazia e tudo que ela conseguia pensar eram as últimas palavras dele. Ela imaginou em vão quanto tempo levaria pra ela se acostumar com a idéia de que esteve grávida, e depois quanto tempo mais levaria pra ela lidar com o fato de que tinha perdido o bebê deles.

Assim que as palavras saíram de sua boca, ele se arrependeu delas, o rosto ficando pálido, “Eu – me desculpa,” ele murmurou. “Chloe, me desculpa. Eu não... eu não devia ter disso isso.”

Chloe negou com a cabeça, fechando os olhos, “é a verdade,” ela sussurrou, as palavras entrecortadas.

Oliver engoliu seco, o aperto no peito se intensificando enquanto a puxava pra mais perto dele. “Eu sinto muito.”

“Não entendo,” ela murmurou, lágrimas descendo por seu rosto enquanto se apoiava nele. “como posso sentir tanta falta de algo que eu nem sabia que tinha antes de ter perdido.”

Ele fechou os olhos com força. “Eu sei,” ele sussurrou. Deus, como ele sabia.

Ela o envolveu com força em seus braços e soluçou baixinho, “se eu não tivesse começado a briga, isso não teria acontecido.”

“Não, Chloe,” ele falou. “Isso não é sua culpa.” Ele pressionou os lábios perto do da orelha dela. “Me escuta. Ela é que invadiu um lugar em que ela não devia estar. Você estava tentando proteger a equipe. Você não fazia idéia de que estava grávida. Essa culpa é dela, não sua.”

“Então porque eu sinto como se tivesse falhado com... ele, como se eu tivesse falhado com você.”

Oliver se afastou apenas o bastante pra colocar o rosto dela entre suas mãos, a olhando atentamente. “Você não falhou comigo,” ele disse em voz baixa. “Você não falhou com ninguém. Só... só não era a hora.” A voz dele ficou ainda mais baixa.

Chloe sustentou o olhar por um rápido segundo e depois o desviou pra longe de novo, a visão borrada enquanto as lágrimas continuavam vindo, “Me desculpa,” ela disse mesmo assim.

“Me desculpa também,” ele disse em retorno, seus olhos ardendo.

Ela respirou fundo e o abraçou apertado, “Eu não consigo...” ela engoliu seco, “não consigo parar de pensar em como teria sido.”

Ele beijou a cabeça dela, fechando os olhos mais uma vez. Ele também não conseguia parar de pensar nisso. “Talvez a gente tenha um segunda chance,” ele disse muito baixo.

“Quando estivermos prontos,” ela concordou.

Oliver relaxou um pouco com isso. “Chloe?” a voz dele era gentil.

Ela apenas olhou pra ele.

O olhar dele encontrou o dela. “Não iria querer isso com mais ninguém.” Ele sussurrou.

O peito dela apertou com as palavras dele e ela estendeu a mão, tocando sua bochecha, “Eu nunca nem considerei isso antes,” ela admitiu, mesmo com Jimmy, antes de eles se casarem tinham concordado que era uma conversa pra se ter em outra década ou mais, “mas eu sei que teríamos ficado bem, não confiaria em mais ninguém.”

Oliver acenou levemente, inclinando-se no toque dela e depois virando a cabeça pra beijar sua mão. “Eu também não. Não realmente. Mas você está certa. Teríamos ficado bem. Porque temos um ao outro,” ele disse baixinho.

Chloe tentou um sorriso e acenou de leve, acariciando a boca dele com o polegar enquanto o observava atentamente, “nós temos.”

“Vem cá,” ele falou. “Vamos descansar um pouco, ok?”

Ela respirou fundo e concordou, se afastando dele e instantaneamente procurando sua mão de novo. Talvez algum dia isso iria acontecer, e se acontecesse, iria parecer certo, desde que fosse com ele.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

All That Never Was, Capítulo (3/4)

Com tanto spoiler eu até esqueci que tinha que traduzir isso. hahaha Na verdade eu não esqueci, mas imaginei que vocês gostariam saber do que andaram falando sobre Chlollie. Me desculpem pelos erros, eu traduzi esse cap. agora a noite mesmo então não revisei. E também pela demora em postar, eu vivo me repetindo mas as coisas estão realmente caóticas ultimamente. Espero que vocês gostem desse capítulo, é meu favorito. ;D Sobre os spoilers, tem um vídeo do Justin e acho que outra coisa que eu não lembro agora que eu quero traduzir, mas talvez demore um pouco.
Outra coisa: alguns de vocês já devem ter percebido (ou não) :D, mas agora as fics também são separadas por categorias, pra facilitar pra vocês caso queiram uma em particular; Vocês podem procurar pelos autores, pelo tamanho (drabble, oneshot, multichapter), se a fic for multichapter tem uma categoria separada só pra ela  e enfim, muitas outras, deem uma olhada no menu Categorias pra ver o resto.

Enfim, chega de falar :)
Boa leitura!

All That Never Was é uma fic fruto da parceria entre chloeas e dl_greenarrow.
Vocês podem ver a fic original aqui.

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(3/4)

Oliver olhou pelo canto do olho pra Chloe enquanto eles saiam do Hospital Geral de Metropolis dois dias depois. As mãos dele eram firmes na cadeira de rodas e ele mordeu o lábio inferior por um longo tempo. “Não vou te levar pra Torre de Vigilância,” ele admitiu em voz baixa.

Chloe franziu um pouco as sobrancelhas ao ouvir a admissão dele, “pra onde estamos indo?”

“Minha casa,” ele disse suavemente. “Tudo bem pra você? Você prefere ir pro seu apartamento?”

“Não, está tudo bem,” ela garantiu, tentando dar um sorriso e suspirando suavemente em seguida, ela não queria fazer a viagem até Smallville, ela não queria ver Lois e mais do que tudo, ela queria ficar com ele.

Oliver hesitantemente estendeu sua mão direita pra ela, engolindo seco. “Como você está se sentindo?” perguntou “Está com fome? Devo parar em algum lugar e comprar alguma coisa pra você comer?”

“Não estou com fome,” ela disse em voz baixa, entrelaçando seus dedos com os dele.

“Ok.” Ele mexeu os dedos gentilmente ao redor da mão dela, apertando de leve. Eles fizeram o trajeto até a torre do relógio num silêncio confortável e quando ele estacionou o carro saiu logo em seguida pra ajudá-la a sair.

Ela pegou a mão dele e saiu do carro lentamente, ainda estava dolorida e cheia de machucados por causa de sua briga com Tess e se sentia como se tivesse uma menstruação daquelas, o médico disse que levaria até dez dias pra parar de sangrar completamente, só tinha passado três dias.

Oliver não deixou de ver o flash de dor que passou pelo rosto dela. “Eu posso te carregar,” ele sussurrou.

“Eu posso caminhar,” ela garantiu, “obrigada.”

“Ok.” Ele ficou perto dela enquanto eles caminhavam até seu elevador particular.

Chloe recostou-se à parede do elevador assim que eles entraram e olhou pra ele, “você se importa se não... contarmos pra ninguém? Ao menos por agora?”

“Não temos que contar nada que você não queira contar pra ninguém.” ele disse tranquilamente.

Ela o observou por um bom tempo e suspirou de leve, “você também está passando por isso, Ollie, não é tudo só sobre o que eu quero.”

Oliver olhou pra ela e apertou sua mão. “Eu sei. Mas acho que por agora, manter isso entre nós dois é provavelmente o melhor a se fazer.”

Chloe suspirou mais uma vez e concordou depois de um longo momento, ela teria que se esforçar em dobro pra evitar sua prima, ela saberia na mesma hora que tem alguma coisa acontecendo.

Quando o elevador parou, ele a guiou pra fora. “Você hã – quer tomar banho primeiro ou cair na cama?” perguntou gentilmente.

“Banho,” ela disse a ele e fez uma careta, “Me sinto impregnada de hospital, se isso faz sentido...”

Um fraco sorriso apareceu nos lábios dele. “Sim, faz.” Ele beijou sua testa e depois parou, olhando pra ela atentamente.

Chloe manteve o olhar preso no dele e arqueou um pouco as sobrancelhas.

“Você se importa se eu me juntar a você?” A voz dele era suave. Ele sabia que eles não podiam fazer nada, e sabia que só perguntar aquilo era uma sugestão de algo muito mais íntimo do que bons amigos se divertindo. Mas considerando tudo, ele tinha quase certeza de que esse título já era passado.

Ela congelou por um momento, um pouco surpresa pela pergunta, mas se encontrou fazendo que sim com a cabeça antes mesmo de ter uma chance pra pensar sobre isso, “claro que não.”

“Ok.” Oliver pegou a mão dela mais uma vez e depois a levou pelo corredor até seu quarto e o banheiro maior.

Chloe arqueou um pouco as sobrancelhas ao entrar no quarto dele e ver a bolsa que deixou lá quando passou a noite num canto, “acho que é uma boa coisa eu ter esquecido isso aqui,” ela comentou mas não parou pra pegar nada no caminho.

“Se você não tivesse, poderíamos ter pedido pro Bart ou qualquer um dos outros pra pegar algumas coisas e trazê-las,” ele disse.

“Não vou precisar de nada por agora,” ela disse, se abaixando pra tirar os sapatos.

Ele se esticou e gentilmente colocou as mãos nos ombros dela. “Senta,” ele sussurrou, indicando o assento do vaso fechado.

Chloe franziu as sobrancelhas, confusa e virou a cabeça pra ele, “o que você vai fazer?”

Ele lhe ofereceu um sorriso tranquilizador enquanto a guiava, depois se ajoelhou no chão, desamarrando seus sapatos e os tirando, junto com as meias.

Ela sorriu um pouco e balançou a cabeça, observando-o, “você não tem que fazer isso, Ollie.”

“Sim, eu tenho,” ele disse, erguendo seu olhar até o dela. Ele colocou as mãos nos joelhos dela.

Mantendo o olhar, ela se inclinou pra frente cuidadosamente e hesitou por um segundo antes de beijá-lo de leve.

Oliver retribuiu o beijo sem hesitar, levantando uma das mãos e colocando no rosto dela. Daí ele se levantou lentamente, ajudando-a mais uma vez e cuidadosamente tirando a blusa dela. O peito dele apertou ao ver os machucados que cobriam sua barriga e seus ombros. Tocou seu rosto mais uma vez e depois deixou a mão se afastar pra ligar o chuveiro, ajustando pra água ficar boa e quente.

Normalmente, ela não teria concordado com isso, deixá-lo cuidar dela desse jeito, ou sendo bem sincera deixar qualquer um cuidar dela desse jeito, mas ele precisava disso. Ela podia ver que ele estava incrivelmente ferido, chateado, dominado pela dor e confuso com tudo isso também e ela sabia que se concentrar em cuidar dela provavelmente iria ajudá-lo, então ela ia deixar e talvez isso a ajudasse também.

Ele respirou fundo, tirando sua camisa em seguida e depois lentamente tirando o resto das roupas dos dois no caminho. Ele entrou no chuveiro, estendendo a mão pra ela em silêncio.

Chloe pegou a mão dele e o olhou por um momento antes de entrar no chuveiro com ele. Eles tinham tomado banho juntos muitas vezes antes, e tinham feito muitas coisas que ela nunca tinha sequer pensado em fazer antes, mas isso parecia mais íntimo que qualquer uma dessas coisas, mas não a incomodava, o segredo que guardavam agora era tão maior que isso.

Oliver ficou atrás dela, deixando a água quente cair sobre eles. Ele deu um beijo carinhoso no ombro dela e depois descansou a cabeça na dela por muito tempo antes de pegar o sabonete. Ele esfregou suas mãos com ele e começou a passá-las por todo corpo dela, seus toques gentis e suaves. Como se ele estivesse com medo de que qualquer coisa pudesse quebrá-la. Porque era isso que ele temia de verdade. Machucá-la acidentalmente e essa era a última coisa que ele queria.

Ela se apoiou nele, respirando fundo e fechando os olhos. Ainda não sabia como se sentir sobre o fato de ter estado grávida, com um filho de Oliver. Seis semanas de acordo com o médico, ela não tinha nem notado nada diferente e não conseguia não imaginar como teria sido. Descobrir que estava grávida, ter que contar pra ele, imaginava como ele teria reagido, mas de alguma forma, não achava que ele teria ficado outra coisa além de completamente feliz com a idéia.

Mesmo eles não estando realmente juntos e mesmo que eles não fossem se declarar um para o outro, ela sabia o que família significava pra ele. Ou melhor, como o fato de ele nunca ter tido uma o afetava.

Ele a colocou debaixo do jato de água, tirando toda a espuma dela, depois ele pegou o shampoo – um que ela tinha deixado lá pra quando ela ficasse. Colocou só um pouco na mão e gentilmente começou a lavar o cabelo dela, sem pensar em nada, apenas permitindo-se concentrar na tarefa com suas mãos.

“Obrigada por fazer isso,” ela disse depois de muito tempo, levantando uma das mãos pra acariciar o braço dele mesmo quando ele lavava seu cabelo. Ele já tinha feito isso algumas vezes, só que não tinha sido exatamente assim.

“Você não tem que me agradecer,” ele disse gentilmente, parando por um instante e dando um beijo na bochecha dela.

“Eu sei,” ela disse, virando o rosto pra ele um pouco, “Mas eu quero.”

Oliver ficou em silêncio por um tempo, olhando-a e oferecendo-a um pequeno sorriso. “Vira,” ele disse suavemente.

Ela o fez sem questionar dessa vez, apenas o observando.

Ele olhou pra ela por uns segundos, e depois se concentrou em tirar a espuma do cabelo dela, o peito repentinamente apertado com emoções para as quais ele ainda nem tinha um nome e muito menos sabia expressar.

Chloe suspirou ao ver o olhar no rosto dele, e assim que ele terminou de enxaguar seu cabelo, ela foi na direção dele e o puxou pra mais perto, abraçando-o apertado. “Não fica prendendo,” ela sussurrou, dando um beijo no peitoral dele.

Ele engoliu seco e com hesitação, ele a abraçou de volta, mas com cuidado pra não abraçá-la apertado demais. “Teria ficado tudo bem,” ele murmurou, um nó se formando em sua garganta enquanto falava.

“Eu sei,” ela a puxou pra ainda mais perto, sentindo seus olhos se encherem de lágrimas, o médico disse que ela ficaria mais sensível que o normal por um tempo, mas ela realmente acreditava no que dizia, “teria sido assustador, mas eu sei que daríamos um jeito.”

Ele apoiou o queixo na cabeça dela, fechando os olhos. “Eu não teria te deixado,” ele sussurrou. “Nenhum de vocês.” Ele beijou a testa dela. “Eu teria amado esse bebê,” A voz dele era cansada. “Você sabe disso, né?”

Tudo que ela podia fazer era acenar com cabeça enquanto soluçava baixinho, apoiando a testa no peito dele. “Eu sei.”

O som suave dos soluços dela fez com que ele enterrasse seu rosto no pescoço dela, seu corpo inteiro tremendo.

Ela não conseguia realmente entender o que estava sentindo, como se tivesse perdido alguém sendo que ela nem sabia que estava grávida pra início de conversa, se alguém tivesse falado com ela sobre ter filhos uns dias antes, ela teria dito que não queria nenhum, como poderia? Sabendo que o mundo podia acabar a qualquer momento, sabendo de coisas como a Checkmate e os kandorianos e todos os outros perigos lá fora, e mais do que tudo, tendo a vida que ela e Oliver tinham, o filho deles seria um alvo antes mesmo de nascer.

Mas de alguma forma ela sabia que nada disso teria importado, que se ela soubesse que estava grávida, ela teria feito de tudo pra protegê-lo, e Ollie também teria.

Chloe nem percebeu o tanto que estava chorando até que soluçou alto, os braços o envolvendo com o máximo de força que conseguia.

Ele beijou sua testa, os braços a envolvendo um pouco mais apertado, conscientes dos machucados no corpo dela. As lágrimas dele se misturavam com a água que caia sobre eles, e todo soluço dele era uma faca em seu peito. Quase tinham sido uma família, ele pensou rapidamente. Ele a segurou enquanto eles choravam juntos.

Nenhum deles se mexeu por muito tempo, mas ela conseguiu se acalmar eventualmente e começou a fazer carinho nas costas dele, tranquilizando-o. Ela nunca tinha visto Ollie chorar desse jeito antes, o coração tão partido, e ela desejou pensar em algum jeito de fazer ele se sentir melhor.

Depois de mais uns minutos, a água começou a ficar mais e mais fria e ele desligou o chuveiro. Daí ele relutantemente puxou a cortina de volta, se esticando pra pegar a toalha na prateleira. Ele a secou gentilmente, e depois a envolveu com a toalha, abraçando-a novamente. “Se sentindo melhor?” ele sussurrou.

Ela fez que sim, o secando também, se sentia mais limpa, mas ainda abatida. “E você?”

Ele ficou quieto por um momento. “Um pouco,” disse, beijando a bochecha dela, e ajudando-a a sair. “Precisamos te colocar na cama.”

“É,” Chloe concordou, não tinha dormido bem no hospital apesar de todos os analgésicos, “você vai descansar um pouco também?”

“Sim.” Ele também não tinha dormido bem, considerando que estava numa cadeira desconfortável ao lado da cama dela durante todo o tempo em que ela esteva no hospital. Ele beijou sua testa. “Vou pegar seus analgésicos se você quiser cair na cama.”

“Vou só trocar de roupa e aí farei isso,” ela concordou, arrumando a toalha, “você devia tomar alguma coisa também, Ollie, ver se isso te ajuda a relaxar.”

Ele encontrou os olhos dela por um momento, colocando uma mão no rosto dela. “Eu ficarei bem,” ele disse. Não queria tomar alguma coisa e correr o risco de não acordar se ela precisasse dele, sem contar que ele tinha uma tendência de exagerar quando se tratava de coisas como álcool e pílulas. Especialmente quando não tinha o controle sobre suas emoções. Ele a beijou de leve, depois colocou sua boxer e saiu do quarto pra pegar os remédios.

Ela o observou saindo e terminou de se secar lentamente, suas costas ainda estavam muito machucadas e doía passar a toalha nelas. Depois ela saiu pro quarto e encontrou roupas íntimas e uma das camisetas dele, ela sabia que tinha se esquecido de trazer alguma coisa pra dormir da última vez.

Oliver retornou uns momentos mais tarde com um copo d’água, os remédios e uma bolsa de gelo enrolada numa toalha. Ele se sentou no outro lado da cama, entregando as coisas pra ela uma a uma silenciosamente.

“Obrigada,” ela disse, tomando o remédio com um pouco de água e depois franzindo um pouco as sobrancelhas pro gelo, “Não quero molhar a cama.”

“Não estou preocupado com a cama, Chloe,” ele disse suavemente. “Só com você.”

O rosto de Chloe suavizou um pouco e ela concordou, inclinando-se e beijando-o, “Eu estou bem, Ollie.” Fisicamente ela estava, em grande parte. Estava mais preocupada com ele no momento.

Oliver a beijou de volta carinhosamente, acariciando seu rosto com o polegar. “Vamos nos deitar e descansar,” sugeriu.

Ela inclinou-se pra mais perto com o toque dele e concordou, respirando fundo, “descansa também.”

Ele encostou a testa na dela por um momento e depois, lentamente, deitou, abrindo os braços pra ela.

Chloe sorriu pra ele e colocou a toalha com gelo no criado-mudo, ela pegaria se sentisse que precisava em suas costelas, depois chegou mais perto e aninhou-se em seu peito.

Oliver estendeu uma das mãos e gentilmente mexeu no cabelo dela enquanto ela descansava a cabeça em seu peito. Apesar do fato de eles estarem dormindo juntos nos últimos meses, esse era o máximo de proximidade que já haviam estado. E por mais que ele estivesse tentado a associar isso às circunstâncias, sabia que não era verdade. Ela estava certa há algumas semanas atrás quando disse pra tomar cuidado ou ela pensaria que ele estava se apaixonando por ela Exceto que ele já tinha se apaixonado.

próximo

domingo, 18 de julho de 2010

All That Never Was, Capítulo 2/4

 

Mais um capítulo pra vocês! Particularmente triste, mas na minha opinião muito bom. Depois de quarta feira as coisas ficam mais tranquilas pra mim então acredito que eu apareça mais frequentemente; Me desculpem por eventuais erros.
All That Never Was é uma fic feita de uma parceria entre
chloeas e dl_greenarrow.
Boa leitura e comentem :)

* Os personagens e todo o blablabla de sempre não nos pertencem, até porque se pertencessem a gente tinha feito coisa bem melhor :D

Original: http://community.livejournal.com/chlollie/640852.html

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2/4

Chloe se mexeu um pouco, seu corpo parecia pesado e ela se sentia incrivelmente dolorida, fraca, cansada, mas também tensa, como se tivesse dormido na mesma posição por tempo demais. Gemendo um pouco, ela se mexeu, e só nesse momento sentiu um peso sobre sua mão e parou, abrindo os olhos lentamente, piscando ao perceber quem era o dono da mão.

A cabeça de Oliver repousava na ponta da cama dela, a mão dele cobrindo a dela, e ele a sentiu mexer. Rapidamente levantou a cabeça pra olhar pra ela. “Chloe?” ele murmurou. Ele estava sentado ali havia horas, esperando ela acordar. Os médicos não lhe diziam nada sobre o que havia acontecido, só que ela precisaria de tempo pra se recuperar.

Ela sorriu um pouco ao ouvir a voz dele e apertou sua mão fracamente, fechando os olhos novamente ao se lembrar de tudo; Tess, acabando com ela, o hospital e depois o sangramento. Ela franziu as sobrancelhas ao pensar nisso, ao menos parecia que ela estava viva, era um bom começo.

Com um longo suspiro, ela abriu os olhos de novo, “o que aconteceu?”

“Não sei,” ele falou, engolindo seco ao encontrar os olhos dela. “Eles não me diziam nada.”

Chloe franziu ainda mais as sobrancelhas ao ouvir isso, “é ruim assim?” Ela perguntou antes que pudesse se conter.

“Não sei, Chloe.” Ele se sentou lentamente, acomodando-se melhor na cadeira em que estava. “Quero dizer, o médico disse que você ia ficar bem, mas não disse nada além disso.”

Ela respirou fundo e concordou com um aceno de cabeça, “Eu devia falar com ele.”

Oliver beijou sua mão suavemente. “Vou atrás dele.”

“Obrigada,” ela disse, apertando a mão dele e suspirando suavemente.

Ele apertou levemente a mão dela em retorno e ficou de pé. “Voltarei num segundo.” Foi até a porta.

Chloe concordou e sorriu cansadamente, depois se acomodou nos travesseiros mais uma vez.

Um momento mais tarde, o mesmo médico de antes entrou no quarto, segurando uma prancheta, uma expressão inflexível em seu rosto. “Srta. Sullivan?”

Ela se endireitou e acenou com a cabeça, franzindo as sobrancelhas e feliz por Oliver não estar no quarto porque a expressão no rosto do médico estava a assustando, e ela estava cansada demais pra fazer cara de corajosa.

“Como você está se sentindo?” ele perguntou gentilmente, indo checar as máquinas conectadas a ela.

“Cansada,” ela disse, mantendo os olhos nele, “o que aconteceu?”

“Você vai ficar bem,” o médico a assegurou, a voz ainda gentil. “Mas...”

“Mas?” ela repetiu, o coração batendo mais rápido,

“Sinto muito,” ele disse em voz baixa. “Mas você perdeu o bebê.”

Chloe congelou completamente, piscando e apenas encarando o médico por um longo momento, “bebê?” Ela conseguiu dizer, piscando mais e balançando a cabeça. “que bebê?”

O médico também pareceu congelar. “Você não sabia que estava grávida?”

Os olhos dela arregalaram e ela não podia respirar, tudo que ela conseguiu foi balançar a cabeça.

“Sinto muito,” ele disse ainda em voz baixa. “Assumi que você sabia.”

“Era isso…” um nó se formou em sua garganta, “o sangramento?”

Ele confirmou com a cabeça. “Sim.”

Chloe deixou o ar sair lentamente, mas não ajudou nada, ela passou uma mão pelo rosto e olhou pra baixo, tentando processar a informação.

“Você precisa de alguma coisa? Quer que eu peça pro Sr. Queen voltar?”

Ela congelou completamente, prendendo a respiração, os olhos arregalando. Ela teria que contar pra Ollie... tudo que ela podia fazer era acenar. Ela não sabia como ia contar pra ele ou o que iria dizer, não sabia nem o que pensar, mas ele estava obviamente preocupado com ela.

O médico concordou e saiu do quarto, e num instante depois, Oliver voltou, uma expressão preocupada no rosto. “Está tudo bem?”

“Eu estou bem,” ela disse, engolindo seco e mantendo os olhos em seu colo.

O estômago dele deu um nó. Ele podia dizer, pelo jeito que ela não o olhava, que não era verdade. “Mesmo?”

“Sim,” Chloe manteve as mãos unidas e respirou fundo, olhando pra ele pelo canto dos olhos.

Oliver lentamente voltou pra seu lugar ao lado dela, estendendo a mão pra ela.

Ela segurou sua mão e olhou pras mãos deles, “o médico me contou o que aconteceu.”

“O que aconteceu?” ele perguntou suavemente.

Chloe olhou pra ele por um momento, observando-o atentamente de perto e segurando com suas mãos a dele ainda mais fortemente, ela não sabia o que esperar, não fazia idéia de como ele iria reagir, eles nunca tinham falado de nada parecido com isso antes, porque falariam?

“Eu estava grávida.”

Oliver congelou, e depois ergueu a cabeça lentamente pra olhar pra ela. “Que?” ele sussurrou.

“Eu tive um aborto,” ela explicou num sussurro, os olhos se enchendo de lágrimas sem ela ter ao menos idéia de como se sentia em relação a isso, “o sangramento... era por causa disso.”

Um nó se formou na garganta dele, e ele se sentiu um jorro de emoções enquanto se sentava na ponta da cama dela, a mão ainda segurando a dela bem apertado.

Chloe se mexeu na cama, dando espaço pra ele e intensificando também seu aperto na mão dele, mantendo os olhos nele.

“Mas você vai ficar bem?” A voz dele mal dava pra ouvir.

Engolindo seco, ela confirmou, olhando pras mãos deles novamente, “sim, ele disse que eu estou bem.”

“Bom,” ele sussurrou. “Isso... isso é bom.” Ele se forçou a respirar fundo e soltar o ar lentamente.

“Eu não sabia,” ela disse em voz baixa, “que eu estava-” ela respirou fundo, “que eu estava grávida.” Ela sentia que tinha que explicar-se pra ele, não queria que ele achasse que ela sabia e estava escondendo dele.

O aperto na mão dela se intensificou um pouco. “Eu sei, Chloe.” A voz dele estava grossa. Ele levantou a cabeça pra encontrar o olhar dela mais uma vez. “Sei que você não esconderia algo assim de mim.”

Chloe relaxou um pouco e manteve os olhos nos dele, confirmando e depois expirando e olhando pra baixo de novo.

“Você está sentindo muita dor?” ele murmurou.

“Eu só estou... dolorida,” ela disse em voz baixa. E entorpecida. Principalmente entorpecida, com um jorro de emoções, e confusa. Ela não sabia o que fazer ou o que tudo isso significava.

Ele ficou em silêncio por um tempo, e aí tirou os sapatos. “Vou ficar com você,” ele disse gentilmente. “Se estiver tudo bem pra você.”

Ela olhou pra ele com olhos enormes e fez que sim, a última coisa que queria era que ele fosse embora, “obrigada.”

“Você não tem que me agradecer, Chloe, eu—” Ele respirou fundo. “Eu quero ficar com você.”

“Eu quero que fique,” ela disse baixinho, a voz sumindo.

O peito de Oliver apertou e ele hesitantemente se espremeu na cama ao lado dela, entre ela e a grade. Ele deu um beijo em sua testa. “Estou aqui.”

Ela se mexeu pra dar mais espaço pra ele e acenou com a cabeça, “Eu sei.”

Ele a olhou, os olhos preenchidos com uma variedade de emoções.

O peito dela apertou ao retribuir o olhar e sem pensar no que estava fazendo, ela estendeu a mão pra acariciar o rosto dele, “Sinto muito.”

Oliver cobriu a mão dela com a dele. “Eu também,” ele disse.

Um nó se formou na garganta dela, os olhos se enchendo de lágrimas mais uma vez e ela apoiou a cabeça no ombro dele.

Ele beijou a testa dela suavemente, fechando os olhos. “Nós vamos ficar bem,” ele murmurou.

Ela concordou novamente e também fechou os olhos, acariciando inconscientemente o rosto dele com o polegar.

“Descanse um pouco,” ele sussurrou. “Estarei aqui quando você acordar.”

Ela se acomodou e colocou o braço ao redor dele, suspirando profundamente, suas costas doíam, sua barriga doía, e a cabeça dela também doía, mas ela queria ficar perto dele.

Oliver hesitantemente a abraçou, observando seu rosto a procura de qualquer sinal de dor.

Ela retraiu um pouco com a dor, mas depois de um momento, encontrou uma posição confortável o bastante e adormeceu logo em seguida.

Ele a observou atentamente, o aperto no peito aumentando enquanto ela dormia.

Ela esteve grávida. Esperando o bebê dele.

E agora ela não estava.

Ele engoliu seco.

Ele não sabia como se sentia em relação a tudo isso. E não tinha idéia de como ajudá-la.

próximo

domingo, 11 de julho de 2010

All That Never Was, Capítulo 1/4

 

Depois de muito, muito tempo, estou de volta. Primeiro queria pedir desculpa pela demora pra postar, as coisas por aqui estão caóticas, por assim dizer. Muita coisa pra fazer e pouco tempo pra fazer tudo, enfim, tenho certeza que vocês sabem como é. Eu ia postar outra oneshot antes dessa, mas era uma meio grandinha demais, então preferi postar essa aqui. E prometo que vou tentar postar com mais frequência. E antes que eu esqueça: Para os que estão acompanhando ‘I’ll explain everything when it’s friday’, a Nathalia tá com um problema com a internet e não tá podendo postar. Mas ela tá se adiantando nos caps, então não é de todo ruim.
Agora falando dessa nova fic: Ela é feita de uma parceria que vem dando muito certo:
chloeas e dl_greenarrow, composta de quatro capítulos. É uma versão alternativa de Sacrifice, em que a Chloe leva a pior na briga com a Tess e acaba indo parar no hospital e… bom, eu não quero estragar a surpresa. É bem carregada no aspecto dramático, assim como Distant Echoes então estejam avisados :D
Enfim, já falei demais…
Boa leitura!

Original: http://community.livejournal.com/chlollie/640852.html

 

1/4 -

Oliver tirou o capuz da cabeça ao entrar pela janela do andar superior da Torre de Vigilância. Ele tirou seus óculos. Havia passado a noite patrulhando e depois encontrou-se com Clark – que estava agindo bem estranhamente com ele por alguma razão que ele desconhecia – e agora ele apenas queria passar algum tempo com sua... não-namorada. Suspirou suavemente, passando uma mão pelo cabelo e indo em direção as escadas. Na metade do caminho ele parou congelado, olhando com olhos arregalados toda a destruição ao redor. Os monitores estavam despedaçados, vidro e outros destroços no chão. Seu coração disparou com força no peito quando viu Chloe caída no meio disso, imóvel.

“Ah Deus.” Ele desceu a escada de dois em dois degraus, indo até ela, e olhando horrorizado o sangue perto de sua cabeça. “Não, não. Chloe? Chloe, você pode me ouvir?” Ele rapidamente colocou os dedos em seu pescoço, aliviado ao encontrar pulsação.

Chloe se mexeu e grunhiu baixinho quando ouviu a voz dele, mas ela não conseguia abrir os olhos, tudo doía e isso era praticamente a única coisa que ela sabia.

“Chloe, abra os olhos,” ele insistiu, estremecendo com a grande quantidade de cortes e marcas no pouco de pele que ele podia ver. “Abra os olhos, Torre de Vigilância.”

Ela estava tentando, de alguma forma conseguiu dar sentido às palavras dele. Por um segundo, ela abriu um pouco os olhos e então os fechou novamente, abrindo a boca ao invés disso, e sussurrando muito baixo.

Ele se inclinou pra mais perto dela. “Não te ouvi. Não tente falar. Vou te tirar daqui.”

Tudo que ela podia fazer era fechar a boca, engolir e seco e se esforçar em tentar acenar com a cabeça.

Oliver beijou sua testa gentilmente, e então com o maior cuidado possível, deslizou os braços pra debaixo dela, levantando-a do chão gelado e a aninhando em seu peito. “Segure-se” ele sussurrou. “Eu peguei você.”

Quando ele a segurou, Chloe grunhiu baixinho de novo, suas costas e seu estômago repentinamente parecendo estar em chamas, ela não queria se mexer.

“Desculpa,” ele murmurou, carregando-a até o elevador. Sua mente estava agitada com perguntas, mas ele sabia que elas teriam que esperar. Naquele exato momento a única coisa que importava era buscar ajuda pra Chloe.

Ela abriu os olhos depois de um tempo pra olhar pra ele, piscando várias vezes enquanto tentava focalizar sua visão.

“Fique comigo,” ele murmurou, seu peito apertando ao olhar pra ela, esperando o elevador chegar no térreo.

“Vic,” Chloe sussurrou, sua cabeça inteira parecendo estar prestes a explodir, ela devia ter batido com força, então fechou os olhos por mais um segundo, depois os abriu mais uma vez pra olhar pra Ollie.

“O que tem ele?” As sobrancelhas dele estreitaram-se com preocupação, imaginando se Vic estava em algum lugar na Torre de Vigilância e também ferido.

Ela respirou fundo, “Torre-“ ela parou, tossindo de repente, o que fez com que seu corpo inteiro doesse.

“Shhh.” Ele retraiu-se ao ver a expressão de dor no rosto dela. “Vic estava lá? Só faz que sim ou não com a cabeça.”

Chloe fechou os olhos e fez que não com a cabeça algumas vezes antes de abri-los pra olhar pra ele, torcendo para que fosse o bastante pra ele saber qual era a resposta.

“Você quer que ele vá dar uma olhada no seu equipamento?”

Suspirando aliviada, ela acenou que sim, deixando seus olhos se fecharem mais uma vez, “segurança,” ela conseguiu dizer bem baixinho.

Ele beijou sua testa. “Vou falar com ele,” ele sussurrou, o peito apertado novamente. A carregou pra fora, e então parou, percebendo que ainda estava com seu uniforme. “Ainda estou disfarçado. Vou ter que chamar o Clark pra ajudar. Tudo bem pra você?”

Chloe apenas acenou novamente, a cabeça ficando pesada então ela a apoiou no braço dele e tudo ficou preto mais uma vez.

Menos de quarenta minutos depois, Oliver se apressava pelo corredor do Hospital de Metropolis, o coração batendo acelerado no peito enquanto ele ia até a enfermaria. “Estou procurando por Chloe Sullivan. Ela foi trazida pra cá há cerca de quarenta minutos atrás.”

“Oliver,” Clark chamou, se levantando e indo até ele.

“Onde ela está? Ela está bem?” Ele foi até onde Clark estava.

“Não ouvi nada ainda,” Clark disse vagamente e depois franziu as sobrancelhas, “o que aconteceu?”

“Eu não sei. Tinha acabado de voltar da... de outras responsabilidades e encontrei o lugar destruído. Ela estava inconsciente.” Ele engoliu seco.

O maxilar de Clark travou e ele balançou a cabeça, coçando-a, “quem poderia ter entrado lá?”

“Não faço idéia. Os únicos que sabiam sobre o lugar eram a equipe, o Dr. Hamilton, você e a SJA.” Ele se forçou a respirar fundo. “Vic está lá agora, certificando-se de que todas as informações estão seguras. Chloe estava preocupada com isso.”

Ele parou com essa informação e olhou pra Oliver. “Vou dar uma olhada no vídeo de segurança.”

“Se é que ainda tem algum,” ele murmurou, passando uma mão pelo cabelo. “Onde ela está?”

“Não sei,” Clark admitiu, “eles só a levaram, eu escutei por um tempo mas...” ele balançou a cabeça, engolindo seco.

O coração de Oliver afundou. “Mas o que, Clark?”

Clark olhou pra baixo por um momento e sacudiu a cabeça, “eles achavam que havia uma hemorragia interna, não sei, não consegui me concentrar depois disso.”

Ele xingou baixinho pra si mesmo, afastando-se de Clark e voltando pra enfermaria. “Onde está Chloe Sullivan?” Seu maxilar estava completamente endurecido.

“Volto daqui a pouco,” Clark disse a Oliver antes de sair do hospital.

A enfermeira olhou pro homem por um momento e franziu as sobrancelhas, “você é da família?”

“Sim,” ele disse sem hesitar. “Ela é a única família que eu tenho. Onde ela está?”

Ela o observou por um momento e depois deu uma olhada nas fichas, “os médicos ainda estão com ela, você vai ter que esperar um deles sair.”

“Você sabe quem eu sou?” A voz dele era muito tranquila.

A enfermeira ergueu a cabeça, “você pode ser o Papa, não há nada que eu posso fazer por você, terá que esperar aqui assim como todo mundo.”

Os olhos dele se estreitaram um pouco e ele a encarou atentamente. “O nome é Oliver Queen. E você pode ou não saber disso, mas eu sou atualmente o maior doador de verbas desse hospital. Agora, você vai me dizer onde Chloe está ou eu vou ter que encontrá-la sozinho?” A voz dele era controlada, prática.

Os olhos dela arregalaram um pouco e ela pigarreou, “ela precisava de um raio-x, você não pode entrar lá.”

“Então vou esperar aqui até que eles terminem o exame.”

Mais ou menos dez minutos depois um dos médicos saiu e falou discretamente com a enfermeira, acenou levemente com a cabeça e se virou pra Oliver, “Sr. Queen?”

Ele rapidamente foi até o doutor, a respiração presa na garganta. “Como ela está?”

“Ela está estável,” o médico disse com um aceno de cabeça, “você pode vê-la agora.”

Ele fechou os olhos, soltando o ar lentamente. “Onde ela está?”

“Ela ficará bem, Sr. Queen,” o medico o assegurou, conduzindo-o pelo corredor, “ela está no quarto.”

“Ela está acordada?” Oliver o seguia de perto.

“Sim, ela pode ficar desacordada por um tempo por causa dos analgésicos que demos, mas eles não devem fazer efeito até a próxima dose,” ele abriu uma porta, mas não entrou, “me procure se precisar de alguma coisa.”

“Obrigado,” ele murmurou, entrando no quarto, seu olhar recaindo instantaneamente na forma imóvel dela na cama. Ele se sentia como se alguém tivesse lhe dado um chute. “Chloe?” A voz dele mal era um sussurro.

Chloe piscou quando ouviu a voz dele e virou a cabeça pra olhá-lo, tentando dar um sorriso, “ei.”

Oliver lentamente foi até o lado dela na cama, hesitantemente estendendo a mão pra segurar a dela. “Você está bem?”

“Não consigo sentir nada, na verdade, então estou ótima,” ela brincou, a voz cansada, “você falou com Vic?”

“Ele está lá agora,” ele a assegurou. “Não se preocupe com nada.”

Com um suspiro, ela concordou lentamente, apertando a mão dele de leve e fechando os olhos por um segundo.

Ele a olhou por um momento, e então se inclinou, dando um beijo gentil na testa dela.

Chloe abriu os olhos quando ele se afastou e acenou levemente, “eles disseram que eu vou ficar bem.”

“Graças a Deus,” ele murmurou. “Quem fez isso, Chloe?”

Ela parou por um instante, desviando o olhar do dele e depois voltando. “Tess apareceu para o segundo round,” ela murmurou, fazendo uma careta, “obviamente, ela venceu.”

Oliver congelou por um momento, olhando pra ela com olhos arregalados. “Tess fez isso com você?” O maxilar dele travou, raiva queimando em seu peito.

“Ei, eu fiz algum estrago também,” Chloe disse a ele, “se não fosse pelo chute bem no meio da barriga, eu teria conseguido.”

Ele retraiu-se, e então deslizou os dedos entre os dela, gentilmente levando as mãos deles até a boca e beijando os nós dos dedos dela.

Chloe suspirou suavemente e apertou a mão dele de novo, “Vic não te ligou desesperado porque perdemos tudo, ligou? Ela provavelmente fez o download de todas as informações depois de me deixar desacordada, Ollie.”

“Não ouvi notícias dele desde que ele chegou.” Ele hesitantemente sentou do lado da cama dela, os olhos cheios de preocupação. “Clark foi checar os vídeos de segurança.”

Ela balançou a cabeça, tentando se sentar, mas retraindo-se de dor e parando ao invés disso, “ele precisa ir atrás dela, descobrir o que ela sabe, pegar o pen drive de volta.”

“Ei, vai com calma,” ele disse, os olhos arregalando um pouco ao ver a expressão de dor no rosto dela. “Apenas descanse. Vou ligar pra ele e contar o que sabemos.”

Suspirando, Chloe fez que sim com a cabeça e levou a outra mão até a barriga, esfregando-a lentamente, “ok.”

“Você está sentindo muita dor?” ele perguntou.

“Me sinto como se tivesse sido chutada na barriga, repetidamente,” ela disse a ele, tentando sorrir, “Tenho certeza que você sabe como é a sensação.”

Ele fechou os olhos por um momento, deixando o ar escapar lentamente. “Me desculpe.” Chloe franziu as sobrancelhas e balançou a cabeça negativamente, “não se desculpe, não é sua culpa,” ela disse seriamente.

“Não, eu sei, eu só...” Ele engoliu seco abrindo os olhos pra olhar mais uma vez pra ela. “Ver você assim...” A voz dele sumiu e ele baixou o olhar para as mãos deles.

“Estou bem, Ollie,” ela o assegurou, fazendo o melhor que podia pra não se mover enquanto sentia uma dor aguda em seu ventre, “ela nem chegou a quebrar um osso.”

“Ela não vai chegar perto de você de novo,” A voz dele era tensa quando ele encontrou os olhos dela.

Ela arqueou uma sobrancelha e balançou a cabeça, “da próxima vez que eu chegar perto dela, a situação vai se inverter.”

“Chloe, ela é perigosa. E claramente louca.” Ele a encarou. “Não a quero perto de você de jeito nenhum. Nunca.”

Com um suspiro, ela balançou a cabeça mais uma vez, “Estarei pronta pra ela se ela vier atrás de mim de novo.”

O maxilar de Oliver endureceu um pouco. “Ela não vai atrás de você de novo,” ele disse, levantando-se.

“Onde você vai?” Ela franziu a sobrancelha, contraindo-se enquanto tomava impulso pra sentar mas ignorando a dor tão bem quanto podia.

“Deite-se,” ele disse tranquilamente, franzindo a sobrancelha pra ela também. “Descanse. Vou ligar pro Clark e pro resto da equipe, contar pra eles o que está acontecendo. Depois eu volto. Você quer que eu pegue alguma coisa?”

“Não, vai lá,” ela disse, a voz um pouco tensa com a dor que se intensificava, mas ela não queria que ele visse isso.

Ele franziu a sobrancelha ainda mais. “Vou chamar o médico de novo,” ele falou, sem esperar por uma resposta e saindo pela porta.

Chloe expirou profundamente quando ele saiu do quarto, fechando os olhos e se inclinando pra frente, envolvendo a barriga com os braços e gemendo tão baixo quanto podia, ela se sentia como se alguém tivesse com uma mão dentro dela e apertando seus órgãos. Ela congelou quando sentiu algo úmido em sua mão e abriu os olhos, olhando pra baixo, os olhos arregalados de terror ao ver o sangue nos lençóis, “Ollie!” Ela chamou, usando toda a energia que ainda tinha, inclinando-se ainda mais na medida em que a dor piorava.

Ele mal tinha dado alguns passos pelo corredor quando a ouviu gritar seu nome. O peito dele apertou e ele rapidamente girou, voltando pro quarto. “Chloe?” Ele entrou no quarto, o ar deixando seus pulmões de uma só vez ao ver ela toda encolhida na cama, ao ver todo o sangue nos lençóis.

Meu Deus.

Hemorragia interna. As palavras de Clark ecoaram em sua mente. “Alguém nos ajude!” Ele berrou, rapidamente indo pro lado dela. “Chloe.”

Ela virou, conseguindo ficar de lado e se encolher em posição fetal, fechando os olhos com força, doía tanto, ela se sentia como se estivesse prestes a vomitar.

“Deus,” ele falou, incerto do que fazer.

Por sorte ele não teve que fazer nada já que o médico chegou rapidamente, seguido por uma enfermeira. “O que aconteceu?”

“Não sei, ela simplesmente começou a sangrar do nada.” Ele engoliu seco.

“Prepare a sala de cirurgia,” o médico disse pra enfermeira, checando Chloe quando outra enfermeira correu pra dentro do quarto e o ajudou a tirá-la de lá e levá-la pelo corredor.

Oliver engoliu seco, o medo o mantendo colado ao chão. “Por favor, fique bem,” ele sussurrou.

próximo