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sábado, 22 de maio de 2010

Persuasion

Até que nessa semana o blog teve muita coisa! Os capítulos de Extraordinarily Ordinary, a fic que a Nathalia traduziu (Phantom Of Watchtower, ótima por sinal) e agora pra fechar a semana uma da Roberta, que eu queria publicar há semanas! Um ótimo trabalho dela, adorei essa fic! Só uma pequena obsevação: a parte em negrito/itálico é uma lembrança da Chloe.

Titulo: Persuasion
Autora: Roberta Clemente
Classificação: PG - 13
Categoria: 9º Temporada
Casal: Chloe/Oliver
Spoilers: Não
Capítulos: 1/1
Completa: Sim
Resumo: Essa é minha versão para o que aconteceria com Chloe e Oliver no episódio "Persuasion", se Clark tivesse sido um pouquinho mais legal.
Para quem não viu o ep, Clark é infectado por kryptonita e ganha o poder de persuadir as pessoas a fazerem o que ele quer.

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Oliver espera a porta do elevador abrir, mas não consegue esperar colocar os dois pés em seu apartamento para começar a se desfazer de suas armas.
Joga o capuz para trás, tira os óculos e vai em direção de seu compartimento secreto.
Aperta um pequeno botão escondido e a parede se abre, revelando seus arcos e flechas.
Ele coloca com todo o carinho que tinha seu arco no suporte e antes que a parede se fechasse de novo escuta:

- Oi – diz Chloe do outro lado da sala.

- Jesus, Chloe! Você quer me matar? – acusa Oliver, ainda com os olhos fechados pelo susto.

- Te matar? Huhum! – diz Chloe acendendo a luz que ficava ao lado da poltrona que estava sentada.

- Veio me vigiar de perto? Não bastam as câmeras que aposto que tem aqui? – brinca Oliver.

- Elas não me dão o ângulo que eu tenho daqui! – responde Chloe tirando a mão que estava sobre as pernas estrategicamente cruzadas e levando até a boca.
Oliver se sente desconsertado quando Chloe morde a ponta do dedo.

- Já disse o quanto o couro verde lhe favorece? – diz Chloe levantando da poltrona que estava, e atravessando a sala com um sorriso no rosto.

Sorriso que desmontou Oliver. Ainda mais quando ele pode conferir a roupa que Chloe estava usando de baixo do sobretudo. Que ela tirou e jogou para trás. Um vestido vermelho e bem justo, como nunca a tinha visto usar.

-Você está... Uau! – diz ele tentando elogiar, mas perdendo o rumo da frase no meio.

-Gostou? – provoca Chloe, parando e colocando as mãos no quadril.

-Eu? Muito! – afirma Oliver deixando um suspiro escapar.

Chloe então continua sua caminhada até ele. Sem tirar o sorriso malicioso do rosto e os olhos dos dele. Ela alcança o abdômen de Oliver e com uma das mãos percorre o couro verde, até o peito dele, enquanto aproxima seu corpo do dele.

- Você não viu o resto! – sussurra Chloe.

Oliver franze a testa, confuso. Chloe lhe deixava bobo.

- Que resto? – pergunta ele inocentemente.

Chloe aperta o sorriso e baixa os olhos. Dando a entender que o resto estava sob seu vestido.
Quando Oliver entende sorri.

- Oh! Acho que isso significa que gostou das rosas – diz ele num tom mais suave que o dela.
Com um olhar esperançoso; Quase infantil.

- Eu adorei! – confirma Chloe, fazendo Oliver quase corar. – Rosas vermelhas são, sexy!

Chloe deixa os dedos escorregarem pela barriga dele e se afasta, indo até o bar.
Oliver estranha o comportamento dela. Não era o comentário que esperava sobre seu gesto.
Que pensou muito antes de fazer. Não teria como voltar atrás depois que Chloe recebesse as flores. Mas mesmo assim continua.

- Sei que nós não somos namorados – diz ele temeroso – Nem um casal, mas eu senti vontade de te agradar – desabafa temendo ser repreendido, enquanto Chloe se serve.

Ela termina de se servir e depois de dar um gole na bebida larga o resto no balcão. Olha pra Oliver e vai na direção dele como se houvesse um alvo no peito dele. Ela desce o pequeno degrau e quando o toca de novo o empurra direto para o sofá. Ele por sua vez não coloca resistência e deixa o corpo cair.
Chloe passa as mãos nos cabelos dele, bagunçados por causa do capuz e o olha com todo o desejo que sentia por ele naquele momento.

- Chloe...

- Shu! – interrompe Chloe colocando o dedo na boca dele.

Oliver obedece mais uma vez e como recompensa Chloe se aproxima e troca o dedo por sua boca. Ele se entrega e segurando as coxas dela que estavam à altura de suas mãos, puxando Chloe para mais perto.

Ela coloca as mãos sobre as dele e deixando escorregar mais um pouco puxa o vestido para cima. O suficiente para pode sentar no colo dele sem que o vestido atrapalhasse.

Sem interromper a dança que suas línguas faziam ela senta no colo de Oliver. Ele sobe as mãos das coxas dela pelo contorno perfeito que o vestido revelava.

Chloe descola a boca da dele e Oliver beija seu queixo. Ela inclina a cabeça para trás e Oliver afunda o rosto em seu pescoço, dando pequenos beijos até alcançar de novo o queixo e a boca.

Chloe joga o corpo sobre o dele e agora é ela quem investe no pescoço dele. Começando pela orelha. O que quase o impede de falar.

- Você tem certeza disso... Chloe? – pergunta ele gaguejando e se recriminando por dentro por fazer aquela pergunta – Espero que tenha certeza.

- E eu espero que sua roupa seja fácil de tirar! – sussurra Chloe no ouvido dele.

Levantando em seguida do colo dele. Mas não sem antes fazer um pouco de esforço para tirar as mãos dele de seu corpo. Ela dá a volta no sofá e Oliver fica sem reação olhando para sua roupa de couro, apertada, cheia de bolsos e cintos.

- Eu acho que é. Por quê? – questiona

- Por que o meu vestido sai fácil. – diz Chloe de longe.

Oliver não consegue conter o sorriso e olha para trás, a procura dela. E encontra no chão o vestido vermelho.

- Deu pra perceber – diz Oliver ainda olhando para o vestido, e intrigado com a rapidez com que ela se livrou dele.

Ele procura por ela e não encontra.

- Vai demorar, Sr. Queen? – diz Chloe do quarto.

Oliver dá um pulo do sofá. Parando de pé. No caminho para o quarto ele abre o colete de couro, deixando cair junto do vestido.

Em nem um segundo pensou que o que estavam para fazer fosse errado ou feio. Estranhava a forma com que Chloe estava agindo, mas não ela o procurar, não depois de ter lhe mandado flores, no dia dos namorados.

Ele para na porta do quarto e olha Chloe na ponta da cama, sentada de costa pra ele. Linda!
Ela olha sobre o ombro para ele com o olhar convidativo, como Oliver nunca tinha visto nela.

Oliver a admira por alguns segundos. Ela estava linda de lingerie preta. Sabia que por debaixo daquelas roupas comportadas existia uma linda mulher.

Chloe continua a olhar Oliver, enquanto este a olhava de braços cruzados. Ele parecia esperar um movimento seu. E ela fez.

- Vem! – chama Chloe, sussurrando.

Oliver atende ao pedido dela e entra. Ele para de frente para ela e passa gentilmente os dedos no rosto dela, tirando uma mecha de cabelo. Ele queria olhar mais uma vez para aqueles grandes olhos pidões, antes de se inclinar e beijar a boca rosa de Chloe.

Chloe não resistiu, sua boca seria território dele se ele quisesse. Ela se agarra ao pescoço dele enquanto se movimentam.

Oliver passa o braço em volta da cintura dela e num gesto rápido a coloca deitada no centro da cama. Enquanto recebe pequenas mordidas nos lábios, Chloe desliza as mãos no peito forte dele.

- Você é tão... Não sei como não reparei antes! – diz Chloe ofegante.

- Sempre estive aqui, Chloe! – responde Oliver cobrindo a boca dela de novo com a sua e não dando chance dela responder.

Chloe nem tentou, se agarrou a ele quase cravando as unhas nas costas dele.
Os beijos eram cada vez mais intensos e urgentes.

- Não sei o que deu em você! – diz Oliver, sobre a mudança de comportamento dela.

- Por que, não gosta? – pergunta Chloe, com a boca na orelha dele.

- Claro! Só nunca pensei que você tivesse esse lado. – afirma Oliver, sorrindo com a novidade.

- Qual é Oliver, não é como se eu estivesse afetada por...

Chloe quase tem um choque antes mesmo de terminar a frase. Ela para com as mãos no peito de Oliver, que para apenas por alguns segundos. Num pequeno instante os últimos minutos antes de seguir para o apartamento de Oliver lhe vieram à mente.

- Sei que está dizendo isso por que quer proteger as pessoas. Mas quero que se concentre em me dar cobertura. Deixe o resto do planeta comigo.

- Clark... Vou protegê-lo! Não importa o que for preciso!

- Eu sei que vai! Mas enquanto isso, por que não vai encontrar a pessoa que lhe mandou essas flores? E divirta-se pra variar!

- Kryptonita! – diz Chloe hesitante, não querendo acreditar.

- O que? – pergunta Oliver sem esperar por uma resposta e beijando Chloe.

Ela o empurra de novo.

- Eu tenho que ir! – diz ela com uma enorme careta.

- Ir? Como assim Chloe? – pergunta Oliver enfurecido.

Chloe tira vantagem de seu tamanho e passa por debaixo do braço dele saindo da cama e deixando Oliver ainda sem entender.

- Clark está com problemas – resume.

- Clark? Qual é Chloe, não coloque Clark no meio, por favor – esbraveja Oliver sentando na cama.

Chloe procura sua roupa pelo chão e então para e olha para ele, aflita.

- Eu não sei como, mas isso, não era pra acontecer, não assim – lamenta Chloe, saindo do quarto em seguida.

Oliver agarra um travesseiro e joga longe. Ele derruba o seu computador e nem por um segundo se afeta. Só consegue pensar que por um segundo teve Chloe em seus braços e que ela simplesmente fugiu. Usando a desculpa que ele mais temia. Clark!

No dia seguinte Oliver não conseguiu se concentrar no que precisava fazer. Durante uma reunião em que a queda das Torres de energia era discutida e seus efeitos sobre a empresa, ele não conseguia tirar da cabeça a noite anterior.

Havia perdido milhões em uma noite, sua empresa, que tinha herdado de sua família poderia sofrer as piores conseqüências. Mas nada tinha a mesma importância de Chloe em seu apartamento, sendo sua por alguns segundos e o deixando antes mesmo que pudesse piscar.

Encerrada a reunião Oliver se isolou em sua sala. Apoiou-se na vidraça e encarou a Torre de Vigilância. Tentando imaginar, adivinhar o que Chloe estaria fazendo naquele momento.

Se ela estaria pensando na noite anterior como ele estava. Se na mesma intensidade que ele. Se aquele momento tinha tirado a calma dela como tirou a dele.

Eram tantos “se” que Oliver sentiu o cérebro fervilhar.

Tirou os olhos da Torre e sentou de novo tentando pegar algo para se concentrar, algo que o fizesse parar de pensar... Em Chloe. Pegou alguns relatórios sobre o “acidente” da noite anterior e se forçou a ler.

Quando sua secretária entrou em sua sala, meio tímida, colocando um pequeno cartão a sua frente e sem saber o que dizer, saindo logo em seguida.

Oliver não esperou ela fechar a porta para pegar aquele cartão branco, todo branco em sua mão. Era tão impessoal que Oliver teve medo de abrir e lê-lo. Mas tinha que fazer.

E confirmando a previsão de que não gostaria do que leria em seguida as duas palavras solitárias no cartão lhe confundiram mais que tudo.
“ME DESCULPE – CHLOE”

Oliver sempre foi muito inteligente. Considerava-se um homem inteligente. Mas aquele cartão e aquelas palavras lhe travaram o raciocínio, como se por um instante seu cérebro desse um branco.

-Desculpa?...Como assim, desculpa? O que?...

Oliver rodou a cadeira e olhou de novo para a vidraça redonda da Torre. A ruga em sua testa denunciava sua frustração e estranheza. Chloe o tirava dos eixos, ela parecia sempre estar um passo a sua frente.

Sem pensar mirou no prédio mandando seus pensamentos e perguntas na frente enquanto caminhava até lá. Invadindo a Torre sem pedir licença, sem avisar.

Mas em vez de Chloe encontra Clark, parado no centro da sala redonda, encarando um monitor. Onde tinha um gráfico das torres que haviam caído misteriosamente na noite anterior.

- Oi – diz Oliver para Clark, enquanto olha para os lados.

- Oi, Oliver – responde Clark, distante e apático.

- Tudo bem? – pergunta Oliver ao ver a expressão de Clark.

- Quase! – responde brevemente.

Oliver concorda balançando a cabeça. E se posta do lado de Clark. Também olhando o monitor.

- Você fez o que tinha que fazer, Clark. Ninguém vai te julgar por isso – afirma Oliver.

Surpreendendo Clark, que tira os olhos da tela e os fixa em Oliver.

- Como...

- Qual é? Você queria fazer isso há muito tempo. Mas não encontrava um motivo – diz Oliver, naturalmente.

- Eu não queria, mas encontrei – desabafa Clark.

- Imaginei quando Chloe disse que você estava com problemas. – diz Oliver apertando os lábios em seguida.

Clark balança a cabeça e esfrega a nuca por um segundo.

- Chloe quase... Alia está morta – afirma Clark.

Oliver franze a testa, pensando. Depois um quase sorriso brota em seu rosto.

- Alia, aquela que no futuro mata nossa pequena heroína? – pergunta temeroso, por garantia.

- Sim!

Oliver suspira aliviado, não precisava esconder o alivio em saber que a responsável pela morte de Chloe não poderia mais fazer mal a ela. Eles eram amigos acima de tudo.

- Mas mesmo assim Chloe quase levou um tiro por mim ontem – diz Clark com uma sombra em seus olhos, visivelmente magoado.

- Ela está bem? – pergunta Oliver tentando se controlar.

- Sim. Mas eu vivo colocando Chloe em perigo. De tudo o que eu podia dizer a ela ontem eu escolhi palavras que a levaram a arriscar a vida dela pra me proteger. – afirma Clark aborrecido por como sua amizade com Chloe havia mudado.

- Deixe-me adivinhar! Kryptonita? – pergunta Oliver juntando uma coisa com a outra e entendendo mais ou menos o comportamento de Chloe na noite passada.

- Sim – confirma Clark.

Oliver deixa escapar um sorriso. Agora as coisas começavam a clarear. Clark contou tudo a ele e Oliver escutou tudo sem dizer que um dos efeitos da persuasão dele sobre Chloe foi ela ter ido até ele. Não existia nada entre os dois além de suposições e alguns “se”. Então não havia por que dizer nada a Clark. Até por que escutaria dele um enorme sermão de irmão mais velho.
E gostaria de pular ou adiar essa parte o quanto pudesse.

Quando bateu a porta do apartamento de Chloe ouviu a voz baixa dela responder e dizer que a porta estava aberta. Quando entrou encontrou Chloe sentada no sofá, sozinha.

Assustou-se com a cena. Ela não tinha um computador a sua frente, nem papéis, nem um aparelho eletrônico que demonstrasse que ela estivesse ocupada com algo. Chloe estava apenas pensando. Nele talvez.

-Oi – diz Chloe se ajeitando na poltrona e colocando os pés descalços no chão.

- Oi – responde Oliver colocando as mãos no bolso. – Vim saber como estava, soube que se envolveu numa briga com Tess Mercer.

Chloe toca o machucado no rosto e interrompe o contato visual, desviando para baixo.

- Não está tão ruim assim. Tess sabe lutar, eu sei, e se você sai só com um corte é por que também bateu – diz Oliver, se esforçando para descontrair o ambiente

Não tendo como fazer mais ele diz:

- Recebi seu cartão.

- Me desculpe Oliver – se desculpa mais uma vez Chloe, ainda sem conseguir olhar para ele. Constrangida por seu comportamento.

Oliver explode com aquelas palavras repetidas.

- Lá vem você. “Desculpe!” Desculpe o que? O que você quis dizer com aquilo? Desculpe não estou interessada em você? Ou desculpe passe outra hora por que não estou no meu normal? – pergunta Oliver, nervoso, mas tentando sorrir.

Ele se senta na ponta da mesa de centro, de frente para Chloe, do jeito que ela não teria como correr dele. Ela olha para ele com a boca trêmula.

- Desculpe... Eu não sou aquela mulher que te visitou – exclama Chloe, levantando e escapando antes que Oliver segure suas mãos.

- Chloe...

- Desculpe, não sou uma mulher que aparece no apartamento de alguém daquele jeito. Desculpe, eu sou isso – diz Chloe olhando para suas roupas, diferentes da noite passada. –E desculpe por nosso primeiro beijo ser quando eu estava sob o efeito de alucinógeno alienígena!

Oliver levanta e vai atrás dela.

- Confesso que aquela Chloe era tudo o que eu queria. Interessada em mim – desabafa Oliver enquanto Chloe escuta. – Eu queria tanto que você me quisesse que não me importei com como isso estava acontecendo. Deveria ter enxergado que havia algo de errado com você. – diz segurando os ombros dela agora.

- Mas eu não sou a pessoa mais encantadora do mundo no momento Oliver. Eu sou só preocupação! – diz Chloe deixando uma lagrima correr.

Que ela tenta esconder virando o rosto. Oliver impede que ela se esconda, tocando a ponta do queixo dela e trazendo os olhos dela até os dele.

- Você carrega o mundo nas costas Chloe – diz Oliver, baixo e sério.

Chloe força um sorriso e concorda com as palavras dele.

- Melhor colocar a mira da sua flecha em outra, Sr. Queen. Alguém que não tenha que impedir o apocalipse de acontecer – brinca Chloe.

- Ou alguém com quem eu possa esperar o apocalipse chegar? – pergunta Oliver.

Chloe conformada e internamente arrasada com a pergunta responde:

-Exatamente! Uma modelo, que a maior preocupação seja as calorias do almoço, aposto que conhece muitas. – diz ela se afastando e dando a volta no balcão da cozinha.

Ela mexe em algumas louças na pia, se punindo por dentro pela sugestão idiota, tudo muito rápido e diante do silêncio de Oliver se vira. Ela dá de cara com ele parado a sua frente. Ele se aproxima bloqueando a passagem dela colocando as mãos na pia, em volta dela. Chloe estremece com a proximidade dele.

- Você é muito inteligente, mas às vezes um tanto lerda, Chloe – diz Oliver direto como uma de suas flechas.

Chloe não gosta do comentário. Ela encara Oliver, irritada.

- Você é a mulher mais pés no chão que conheço. Enquanto eu sou o mais avoado, se essa conta não dá um numero exato, não sei o que dá – afirma Oliver a alguns centímetros do rosto dela.

- O que você quer dizer com isso? – pergunta Chloe querendo passar para ele a responsabilidades daquelas palavras.

- Nós somos o equilíbrio um do outro. Você não vê?

Chloe diz que sim com a cabeça e com o olhar que já é mais suave àquela altura.

- Então! Você sempre me traz de volta quando eu extrapolo e se você deixar posso te levar às alturas – diz Oliver se aproximando mais dela.

Chloe começa a sorrir, mas o sorriso se transforma em uma risada em segundos. Tanto que ela tem que se inclinar para trás para poder rir. Oliver fecha os olhos e deixa a cabeça cair para baixo.

- Isso foi cafona, eu sei! – diz ele balançando a cabeça.

- Foi, muito. – concorda Chloe.

- Achei que te levar às alturas era melhor que... ao telhado. – se justifica ele.

- Você deveria ter colocado isso no cartão das rosas! – diz Chloe ainda rindo. Mas foi fofo – afirma ela, colocando a mão no rosto dele. Fazendo Oliver olhar para ela de novo. Ele sempre conseguia arrancar um sorriso dela. Oliver tinha esse dom sobre ela e não havia nada que pudesse fazer. Ao lado dele as coisas eram mais fáceis.

- Você sempre consegue, não é? – pergunta Chloe passando a mão no cabelo dele.

- O que? – pergunta Oliver passando o nariz de leve no dela.

- Tornar as coisas melhores do que elas são – responde Chloe.

- Isso significa que vai me fazer companhia rumo ao fim do mundo? – sussurra Oliver

- O fim do mundo deve ter mais graça acompanhada, não é? – pergunta Chloe baixinho.

- Aham! – responde Oliver dando um pequeno selinho nela.

- Quanto tempo será que nós temos? – provoca Chloe

- Eu não sei, mas o mundo não vai acabar essa noite – responde Oliver não agüentando mais aquela provocação e beijando ela de uma vez.

A mão livre de Chloe tem que ir para a pia, para manter o equilíbrio. Seu corpo muito menor não agüenta o peso que ele coloca no beijo e se inclina para trás. Oliver passa o braço na cintura dela e a coloca sentada sobre a pia, sem descolar a boca da dela. Da mesma altura ela pôde passar os braços em volta dele e se agarrar a nuca dele.

O beijo dele era melhor do que o da noite anterior. O gosto era diferente, os movimentos eram diferentes também. Ela era diferente, era ela mesma. Não tinha nada a influenciando ou persuadindo a estar com ele. Estava por que queria. Ele era tudo o que ela queria aquela noite.

Fim

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Be Mine, tradução

Uma fic da Tarafina, pós persuasion. Sooo cute ;D

*a parte em negrito é um flashback

A idéia dele pro dia dos namorados não era uma reunião chata da diretoria na companhia de velhos rabugentos que não apreciariam rosas ou chocolate. Na verdade, ele tinha em mente uma linda e espirituosa loira que iria ajudar muito mais o seu humor e o manter com os pés no chão. Ao invés disso, ele ficou estudando imagens e discutindo com pessoas que sempre achavam que sabiam mais. Não importa o quão velho ele ficasse, quantas boas decisões de negócio ele fizesse, eles sempre o veriam como um mulherengo festeiro sem cabeça pros negócios. No entanto, ele não podia se importar menos com o que eles pensavam dele. Oliver já tinha vivido muita coisa e enquanto ele podia agir como um bobo pra qualquer um que observasse, ele era um homem inteligente e perspicaz. Excelsior tinha afiado suas habilidades quando ele era novo e apesar dos vários erros em seu passado, ele era o diretor executivo por uma boa razão e ele não deixaria ninguém o tirar de sua posição.

Hoje, porém, ele estava amaldiçoando seu trabalho herdado enquanto preferia muito mais estar em Metropolis persuadindo certa mulher teimosa a estar em sua companhia. Ela relutava muito e usava um escudo em volta do coração no qual as suas flechas pareciam ricochetear, mas nunca que ele ia deixar que dissessem que ele desistia fácil. Ele mandou rosas pra ela, duas dúzias, apesar de saber que tulipas eram as favoritas dela. Era a flor do dia e ele queria que ela soubesse que estava pensando nela e no dia mais romântico do ano também. Ele sorriu pra si mesmo, pensando que ela provavelmente revirou os olhos, tentando ao máximo não sorrir, mas seus lábios se curvaram ela querendo ou não. Ele não voltaria até o dia dezesseis e ele teria que se redimir pela perda do dia dos namorados tradicional, mesmo que ela espertamente argumentasse que eles não combinavam, especialmente naquele momento.

“Sem ofensa, parceira, mas eu não acho que em algumas semanas as coisas irão amansar pro nosso lado,” ele argumentou, arqueando uma sobrancelha.

Ela suspirou, dando de ombros e saindo de perto dele pra tentar se concentrar nos computadores. “Sim, bem, mais uma razão pra não começar nada!”

Ele sacudiu a cabeça em negação, seguindo-a e a olhando até que ela se cansasse de ignorá-lo. “Que é?” ela grunhiu.

Ele sorriu. “Ainda fingindo que não sente nada?”

Ela olhou pra ele, os lábios se franzindo num bico. “O que eu sinto e o que eu faço são duas coisas muito diferentes, Oliver.”

Chegando mais perto dela, ele acariciou seu lábio inferior com o dedão, facilmente tirando o bico da boca dela. “Então eu terei que fazer você mudar de idéia.” Não era uma esperança ou possibilidade, era uma promessa. E ela não respondeu então ele se inclinou pra frente, beijou a testa dela demoradamente a deixou com os computadores dela. Sem dúvida ela refletiria sobre cada coisa que ele disse e viria com alguma desculpa para o que quer que ela sentisse ou fizesse sobre isso. Ele já tinha se acostumado; desde aquela noite na Torre de Vigilância, quando ele deixou suas intenções bem claras, ela estava nervosa. Pra uma mulher tão forte e teimosa, ele tinha ficado levemente surpreso. Mas levando em conta os últimos meses tão inconstantes, ele a entendia melhor que muitos e então aceitou que convencê-la a começar algo que podia ser maravilhoso daria mais trabalho do que ele inicialmente estava disposto. Acostumado a conseguir o que queria rapidamente e sem muito esforço, especialmente se tratando de mulheres, era meio que divertido pra ele ter que dar tudo de si pra isso. No entanto, Chloe Sullivan valia muito à pena.

Ele aparecia frequentemente, tanto quanto era normal pra ele mesmo antes de dizer pra ela que o que ele queria, o que eles podiam ter, estava sendo definitivamente considerado. Mas agora que ela sabia, ela estava sendo bem cautelosa com ele, seus olhos constantemente abertos e observando. Ele recebeu a natureza desconfiada dela com um sorriso; um herói que não levasse em conta cada aspecto da situação eventualmente era morto – era apenas o treinamento dela, seu instinto natural. Mas ele não queria matá-la; mais ainda, ele queria fazer exatamente o oposto. Ele queria a fazer viver de novo.

Quando o dia dos namorados estava perto, ele já tinha tudo planejado. Teria vinho e os chocolates recheados com café preferidos dela e ele tinha feito reserva num restaurante que ela gostava muito ao invés de reservar um para impressioná-la. Ela era bem consciente do tanto de dinheiro que ele tinha e o que ele podia oferecer; era conhecê-la e aceitá-la que ajudariam a derrubar as defesas dela. Então ele estava pronto pra fazer de tudo, o que fosse preciso e fazer com que ela visse que ele não estava brincando ou blefando ou qualquer coisa do tipo; ele estava sendo sincero e verdadeiro e ele queria muito, muito mais com ela do que só amizade.

A ligação veio cedo naquela manhã, antes mesmo que ele se levantasse pra fazer ioga na sua sala de exercícios e despertasse completamente com café. Trabalho. Não tão incomum. E com resignação, ele teve que adiar todos os planos que tinha pra ela e o dia especial deles. Ele se levantou e fez sua mala. Ele ficaria ausente por uns dias e sabia que ela ainda estava dormindo e, portanto não podia sequer se explicar pra ela. A última coisa que ela gostaria era que ele a tirasse da cama com justificativas; especialmente com seu horário de sono já tão caótico. Por mais que ele gostasse muito dela, ela era viciada em trabalho e por mais que negócios sempre estivessem presentes em sua mente, ele estava aprendendo que a diversão tinha que aparecer na equação algumas vezes, assim como sono, comida e companhia.

Ele estava no jato antes mesmo que o alarme dela despertasse, já olhando os papéis da empresa e amaldiçoando seu azar. Ele ligou pra um florista particular e pagou uma considerável gorjeta pra ter certeza que ela receberia as flores. Com um simples cartão – Eu vou te recompensar depois. Nada mais que isso; ela saberia de quem as flores eram. E pouco depois, os olhos dele estavam concentrados em todas as coisas relacionadas às Indústrias Queen e à Luthorcorp. Dois dias sem parar de longas reuniões, comida encomendada e discussões que o faziam ficar tonto com tanto andar de um lado pro outro. Finalmente, na noite do dia quinze, ele estava ansioso pra dormir e na manhã seguinte voltar pra casa. Com alguma sorte, ele podia tirar Chloe da Torre de Vigilância na noite seguinte e ganhar de volta um pouco do afeto dela antes que ela se convencesse ainda mais de que eles não iriam a lugar algum.

Mas assim que ele se acomodou na cama bem larga e confortável do hotel, o celular dele tocou. O número de Emil apareceu e por mais que ele quisesse ignorar a ligação, ele não podia. Emergências eram uma preferência da sua equipe e Emil nunca ligava a não ser que fosse um problema.

Atendendo, ele ouviu alarmes disparados no fundo; do tipo que Chloe tinha colocado nos computadores. Pânico o atingiu com força e dolorosamente e ele estava bem acordado e já procurando sua mala com suas roupas pra se vestir. “Qual o problema?”

“Chloe,” ele disse, sua voz grave. “Ela enlouqueceu e eu não tenho idéia do motivo. Num minuto ela estava bem, no outro estava desligando tudo e me dizendo que suas responsabilidades residiam com Clark e ninguém mais...” Ele suspirou. “Ela colocou firewalls sobre firewalls sobre firewalls! Eu estou tentando, mas quando ela quer bloquear alguém ela o faz e não se detém.

A cabeça de Oliver girava pensando em todas as razões possíveis pra súbita reviravolta dela. Ele não conseguiu evitar o estremecimento causado por saber que apesar de tudo, ela tinha escolhido Clark. Não era a mesma coisa com toda mulher que ele se apaixonava? Até mesmo Mercy parecia ter uma certa fascinação afetuosa por Clark Kent. Fazendo uma careta, ele sacudiu a cabeça. Ele conhecia Chloe e por mais que ela estivesse sofrendo ultimamente, isso não era o tipo de escolha que ela faria. Abrindo a mala, ele tirou uma calça e uma camisa. “Faça o que puder. Estarei aí em breve.” Desligando, ele jogou o telefone num canto e passou as mãos pelo cabelo. Parecia que ele ia dormir no jato; ele não deixaria isso continuar de forma alguma. Se ela estava assustada, por ele ou qualquer outro problema, ele a ajudaria. Ele precisava dela; como amiga e membro do time. E mais do que isso, ele precisava dela na vida dele, pro que der e vier, e ele faria o que fosse preciso pra tê-la de volta.

Engraçado, ele pensou ironicamente. Ele nem mesmo a tinha e ainda assim ele já estava tentando convencê-la a deixar ele ficar com ela.

Levou horas pra chegar em Metropolis e por mais que ele tivesse dormido, foi um sono inquieto. Subindo as escadas da Torre de Vigilância, ele hesitou em bater na porta, preocupado com a possibilidade dela estar lá e simplesmente não responder e ao mesmo tempo preocupado que ela não estivesse lá e não voltasse. Com todos seus recursos, ele imaginou se seria capaz de encontrá-la. Chloe Sullivan tinha inteligência e habilidade pra se esconder de quem quisesse, mas ele faria todos os esforços possíveis pra encontrá-la e ela sabia disso.

Quando ele entrou, estava tudo quieto. Nada de alarmes e as telas zuniam com a atividade, mas faltava o caos de quando Emil ligou. Ele olhou em volta, sobrancelhas franzidas, e viu as rosas que tinha mandado pra ela apoiadas lindas e brilhantes no balcão da área de trabalho dela. Ele caminhou até elas e estendeu a mão pra tocar as pétalas vermelhas aveludadas. E então ele ouviu o familiar barulho dos saltos dela e os seus ombros, tensos e duros, relaxaram ao perceber que ela estava ali e parecia bem. “Você as recebeu,” ele disse com um meio sorriso antes de virar pra olhar pra ela.

Ela parou de andar, olhou pra ele e depois desviou o olhar numa rara demonstração de nervosismo. “Sim... Elas são lindas, obrigada.”

Ele acenou de leve com a cabeça. “Quer me contar o que aconteceu?”

Ela suspirou e o peso dos dois últimos dias parecia que ia derrubá-la. “Clark e pedra de meteoro,” ela murmurou, revirando os olhos. “Aparentemente, por mais teimosa que eu seja, não posso resistir a uma droga persuasiva que faz com que eu faça o que ele quiser; e o que ele queria era, aparentemente, que eu focasse mais minha atenção em protegê-lo.” Ela sacudiu a cabeça, quase parecendo irritada consigo mesma. “Nem é preciso dizer que fiz minha prima chorar, quase destruí anos de informações dos meus computadores, estava pronta pra matar Tess Mercer e aí de alguma forma acabei salvando a vida dela usando kryptonita no Clark...” Olhos arregalados, ela sorriu confusa. “Você sai por dois dias e eu fico totalmente enlouquecida. Você provavelmente deveria investir em camisas de força pra qualquer outra loucura no futuro.”

As sobrancelhas dele se ergueram. “Huh...” Piscando rapidamente, ele sacudiu a cabeça antes de atravessar o cômodo até ela. “E eu pensando que você estava apenas exausta, como esperado, e decidiu que eu e meu bando de heróis não éramos mais tão importantes como o Escoteiro.”

Os lábios dela franziram. “Essa tropa de apoio de uma garota só não vai a lugar nenhum! Vocês podem deixar uma mulher louca com sua falta de organização, mas eu tenho muita fé em vocês e não vou embora até que vocês resolvam esse negócio de salvar o mundo de uma vez por todas.”

Ele sorriu orgulhoso do apoio dela. “Então isso não foi você decidindo me deixar... nos deixar... por um certo super-herói borrado?

Mordendo o lábio, ela desviou o olhar. “Ollie... Clark sempre vai ser meu melhor amigo e eu farei o que puder pra ajudá-lo, mas... Quando eu aceitei o trabalho como Torre de Vigilância eu estava falando sério e eu levo tudo isso, todos vocês, muito a sério.” Estendendo as mãos, ela ajeitou a lapela do casaco dele, sorrindo calorosamente. “Então não preocupe essa sua cabeça bilionária, huh? Eu não vou a lugar algum.”

Ele sorriu, olhando nos olhos verdes dela com mais afeto do que ela parecia esperar. Ele a viu entendendo, a consciência de que os sentimentos dele não eram tão amigáveis. E então suas bochechas ficaram, vermelhas, ela olhou pra baixo e o sorriso desapareceu, parecendo que ela já estava pronta pra afastar qualquer possibilidade. Ele a pegou, levou as mãos dela ao peito dele e as manteve ali;

“E eu, Chloe?” ele perguntou, olhos estreitos pra ela, querendo total sinceridade. “Onde exatamente eu me encaixo nessa equação?”

Ela engoliu seco, focando seu peito ao invés do rosto. “Você é o líder, Oliver. Arqueiro Verde, justiceiro e fonte sempre confiável de amizade e ajuda.

Soltando uma das mãos dela, ele segurou seu rosto, colocando uma mecha do cabelo loiro dela atrás da orelha, tracejando o formato do rosto delicadamente. “E o que mais eu sou?”

Ela franziu os lábios, relutante em responder.

“Sabe…” Ele sorriu. “Eu tinha uma noite inteira planejada pra nós... só eu e você e toda aquela atmosfera sentimental e cafona de dia dos namorados.”

Ele viu os lábios dela tremendo e lentamente, ela levantou o rosto.

“Vinho, jantar, flores, doce... Todos os gestos românticos que eu consegui pensar.” Ele acenou com a cabeça gentilmente. “Mas agora estou achando que eu pensei errado.”

A expressão dela desapareceu, olhos capturando os dele rapidamente. Algo parecido com mágoa ou decepção os preenchendo antes que ela criasse um escudo que a impedia de mostrar muita emoção. “É mesmo?” ela perguntou, puxando a mão dela e tentando se afastar dele.

Ele apenas a apertou, segurando mais forte. “Sim...” Passando seu polegar pela bochecha dela, ele acariciou sua pele afetuosamente, observando os cílios dela longos e escuros que emolduravam seus olhos verdes, olhos estes que se fechavam, perfeitamente “Agora estou achando que todo o romantismo não era necessário. Você teria ignorado isso de qualquer forma. Talvez uma abordagem mais direta...” Ele sorriu, invadindo seu espaço pessoal, sentindo o calor do corpo dela mesmo com as camadas de roupa. “Talvez eu não tenha sido tão claro quanto pretendia.” A mão dele deixou o rosto dela e deslizou até a sua nuca, os dedos acariciando a região ternamente. “Então eu vou dizer isso apenas uma vez, Parceira... E eu gostaria de uma resposta de verdade dessa vez ao invés de você dar de costas e fingir que não combinamos tão perfeitamente quanto combinamos.”

A boca dela abriu, obviamente prestes a discutir, mas o aceno dele com cabeça a impediu.

Ela parecia frustrada, mas ela não falou e ele sorriu triunfante.

Pegando a mão dela, ainda pressionada contra o peito dele, ele a deslizou uns centímetros até que os dedos dela cobrissem por cima da camisa o seu coração palpitante. “Sente isso?” ele perguntou, a voz baixa e penetrante.

Ela olhou pra ele brevemente e depois pras mãos deles, a pulsação dele forte em suas mãos. “Sim,” ela sussurrou.

Passando a língua pelos lábios, ele apertou o pescoço dela levemente e ela entendeu como uma deixa pra olhar pra ele, o olhar dele capturando e mantendo o dela firmemente. Ele olhou, esperou até ter absoluta certeza de que ela estava escutando, de que ela o ouviria de verdade dessa vez ao invés de ignorá-lo. E simplesmente, sem humor ou provocação, ele disse, “Seja minha.”

E ela piscou, respirou fundo e então sorriu. “Sim.”

Ele riu, acenando com a cabeça. “Você não vai mudar de idéia.”

Ela revirou os olhos. “Pensei que você possivelmente mereceu, mas você deve estar bem ciente por agora que eu não sou o seu tipo de mulher normal.”

Rindo, ele se inclinou pra frente até que suas bocas estivessem a centímetros de distância. “Uma das muitas razões pra eu estar aqui.”

Ela sentiu a respiração dele nos lábios dela e um arrepio percorreu seu corpo, a percepção dando vida e calor aos seus olhos. “Uma pessoa sábia me disse uma vez que temos que ver o que está bem na nossa frente.”

“Tenho a impressão de que ele estava procurando e não vendo por um tempo...” Ele arqueou a sobrancelha. “Olhos abertos, muita claridade … Você aprende a apreciar as pessoas que realmente são importantes.”

Ela riu. “É uma coisa boa o fato de você estar sendo menos idiota ultimamente ou eu consideraria tudo isso uma cantada.”

Ele sorriu. “Tudo no momento certo, Parceira.”

E com isso, ele abaixou pra capturar a boca dela, selando um momento que já passava da hora. Dedos enterrados no cabelo loiro, ele pressionou sua boca contra a dela possessiva e excitadamente, absorvendo o gosto de café e paixão. Ela correspondeu igualmente; língua e dentes nunca cedendo à natureza teimosa dele. Não era surpresa que eles estivessem embolados numa questão de segundos: ele levantando-a do chão, o braço como um aro de aço em volta da cintura dela, os pés dela suspensos no ar e os braços apertando-o forte. Quando a respiração fez com que eles se separassem numa arfar profundo, lábios ainda se encontrando em selinhos rápidos que eles não conseguiam resistir, ela riu, com as mãos enterradas no cabelo curto dele.

“Então, sobre aquele encontro de dia dos namorados,” ela murmurou, dando uma mordida carinhosa no queixo dele.

“Posso te recompensar por isso.” Ele sorriu. “Um pouco tarde, mas...”

“Mmmm.” Ela sacudiu a cabeça. “Não, eu acho que você acertou o momento.”

Com os brilhantes olhos verdes dela iluminados e alegres como ele não via há tempos, ele não podia discordar. Eles estavam apenas começando e sempre haveria coisas no caminho deles, mas ele sabia que eles estavam destinados a ser e fazer grandes coisas. Eram Oliver Queen e Chloe Sullivan dali em diante; o que quer que a vida desse pra eles, eles apenas teriam que encarar juntos e seguir adiante. Ela fazia valer à pena o esforço e desde que ele se focasse no futuro, ele podia vê-lo ficar mais e mais brilhante a cada segundo.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dozen or so, tradução

Essa é bem pequena, leva em conta o episódio Persuasion e supõe (assim como todos nós Chlolliers) que aquelas rosas perfeitas foram dadas pelo Oliver.
Foi escrita por Crystalkyubbi-chan

Chloe cheirou as rosas, tinham que ter pelo menos três dúzias delas ali, que misteriosamente apareceram na mesa dela nessa manhã de dia dos namorados. Um sorriso suave apareceu em seu rosto quando ela se lembrou do cartão escrito a mão que ela encontrou no meio da folhagem.

Parceira

Rosas geralmente dão vida a um ambiente, e a um dia como esse. São bem entediantes comparadas as nossas atividades usuais, mas ei, dê algum crédito à planta. Enfim, este é o meu jeito de te lembrar que você tem um time de heróis que amam você.

Ollie

P.S. esteja pronta as cinco, roupas normais, porque aí você não vai precisar das rosas pra se divertir.

Ela até podia imaginar o sorriso nos lábios dele ao escrever o cartão. Borboletas agitavam-se em seu estômago enquanto ela pensava no tipo de diversão que ele tinha em mente. Nada impuro é claro! Oliver era Oliver, e eles provavelmente só iriam praticar arco e flecha, ou artes marciais. Mas os toques mínimos, mas de alguma forma íntimos que ela sabia que viriam com a prática ainda faziam seu coração acelerar. Ela fez uma careta, ela não devia estar pensando nele dessa forma. Não mesmo. E não era como se ele fosse o único que tinha lhe dado alguma coisa.

Chloe olhou pra sua mesa lateral repleta de simples presentes como chocolates e não de flores extravagantes mandados pelos vários membros do time e por Emil. Como AC encontrou um chocolate na forma de peixe, ela nunca tentaria descobrir. Todas aquelas coisas faziam dela muito mais feliz do que ela esperava nesse dia do amor, uma vez que Jimmy falecera. No entanto, ela não podia não notar que um certo viajante intergaláctico não lhe dera nada. Ela entendia que ele estivesse ocupado; Lois, salvar a cidade, e os kandorianos podiam fazer isso com uma pessoa.

O assunto dos kandorianos veio à tona, ela tinha um favor pra terminar. As novas identidades e papéis pra algumas das pessoas que controlariam o mundo com punhos de aço tinham de ser terminadas. Sim, ela estava um pouco amarga, mas uma dessas pessoas a matava no futuro. Colocando os papéis e tudo que uma pessoa com uma nova identidade precisava em envelopes separados, ela espreguiçou e decidiu tomar mais café. Com certeza esse seria o quinto naquela tarde, era dia dos namorados, e ela pensou que merecia.

Chloe checou o relógio, mas eram 15:00. Ela sabia que podia estar fazendo um trabalho extra... Mas ela queria estar adiantada. Então ela foi pra debaixo do chuveiro e se secou rapidamente depois de terminar. O que fazer com o seu cabelo? Ondas, mas não estranhas, ela não usava aquela fivela com a flor preta tinha tempo, ah, aquela blusa ficaria bem com o cinto que ela comprara no mês anterior... E antes que ela soubesse estava vestida impecavelmente. Nas suas roupas normais, mas ainda dava uma sensação especial, ela pensou feliz. E eram... 16:23. O que ela ia fazer agora?

Ela acabou tomando mais três xícaras de café. Organizando os presentes e os colocando no quarto. Fazendo-se parecer ocupada. Trabalhando de verdade, é claro, ela checou a localização e as condições dos membros do time. Então ela checou as câmeras de segurança, e revisou uns firewalls, e lembrou-se de verificar se tinha algum hacker. Logo ela já estava enfiada no trabalho. E quando mãos cobriram seus olhos e um sorriso se espalhou pelo seu rosto, ela disse “Eu ainda tenho umas cinqüenta câmeras de segurança, Oliver.”

“Ah, parceira, você nem me deu uma chance de dizer ‘adivinha quem é’.” Oliver disse tirando as mãos do rosto dela.

“Bem eu estava esperando menos diversão de segunda série. Mas se é isso que você planejou, então ei, quem sou eu pra julgar.

“Se não andarmos logo não teremos a chance de nos divertir.” Ele disse, o riso belamente estampado em seu rosto.

“Então vamos! Eu não suportaria perder qualquer fiasco que você tenha planejado.” Chloe disse rindo também.

Ficando de pé e encontrando sua bolsa amarela, ela se virou pra ele, pronta pra ir. Ela não se sentia tão alegre assim há muito tempo. E ela gostava de estar com Ollie. Ela olhou pra ele, mãos nos bolsos e olhando pras rosas que ele mesmo tinha mandado.

“Você gostou delas? Eu sei que tulipas são as suas favoritas, mas eu pensei que as rosas seriam mais adequadas.”

“Eu amei, Ollie, de verdade. Mas...”

“O que? Eu exagerei na quantidade?” ele realmente parecia nervoso, desconcertado, e isso era adorável de se ver.

“Não, estou bem feliz com elas. Mas agora eu estou um pouco ansiosa pela Páscoa, eu não sei se devo ou não esperar ovos o bastante pra fazer minha própria caça.”

“Eu prometo: sem forçar caças ao ovo, esse ano. Agora, no entanto, você terá uma noite de dia dos namorados forçada.” Ele disse isso brincando, mas os olhos dele ficaram mais escuros, com o quê ela não podia realmente determinar, mas ela entendeu a mensagem, ‘Ele estava indo longe demais a convidando pra sair num dia como aquele?’

“Não é forçado se ambas as partes querem isso.” Uma pequena dica, talvez ele entendesse.

Um sorriso iluminou o lindo rosto dele, parecia que ele tinha tirado um peso das costas, e ele ofereceu o braço pra ela. Sem um segundo de hesitação, e com um sorriso de certa forma nervoso, Chloe passou o braço em volta do dele. E então eles saíram, não somente deixando a Torre de Vigilância pra trás, mas os problemas da semana, e suas identidades secretas também. Pela próxima hora e meia pelo menos, eles seriam apenas Ollie e Chloe; Juntos.

*-------*

Mais tarde, quando ela estava voltando pra casa, pro seu trabalho, ela ficou pensando se qualquer outro casal tinha se divertido tanto de uma forma tão simples nas últimas duas horas. Um jantar bem privado, prática de arco e flecha, e vários flertes brincalhões e divertidos; E ela meio que duvidou disso. Mas sua mente vagou até Lois e Clark, o que eles fizeram no primeiro dia dos namorados deles como casal? Quando ela alcançou seus computadores, ela sentiu uma rajada de vento, e ouviu um leve ‘woosh’. Falando no diabo...

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Persuasion of a Different Kind, tradução

Contém Spoilers de Persuasion. Na verdade, é a visão da Calie sobre como seria Persuasion (se o episódio fosse assim seria perfeito) ;D Os personagens não me pertencem e blá, blá, blá...

Um tipo diferente de Persuasão

“O que você fez?” Oliver perguntou com os dentes cerrados.

Clark soltou um suspiro alto e massageou o rosto. “Foi um acidente. Uma pedra preciosa de kryptonita está fazendo coisas que eu digo se tornarem verdade. Mais como realizando desejos.”


“E? Você desejou duas perseguidoras?” Oliver disse e apontou pra Lois e Chloe, que estavam desmaiadas naquela hora.

“Não,” ele sacudiu a cabeça, “Não foi assim.”

“Mesmo?” Oliver se inclinou e pegou seu arco do chão e o mostrou pro Clark. “Porque pra mim parecia que a Chloe estava prestes a colocar uma flecha no coração da Lois.”

“E como que ela aprendeu a fazer isso?” Clark perguntou rudemente, lembrando de se virar e ver sua melhor amiga na parte de cima do celeiro, flecha apontada pra Lois.

“Não vem jogar isso pra cima de mim. O que você desejou?”

Com um suspiro Clark sentou no braço do sofá. Ele olhou pra Lois, que no momento estava estirada no sofá, a cabeça virada pro lado num sono profundo. “Que Lois e eu pudéssemos ter um relacionamento mais tradicional. E que Chloe passasse mais tempo se preocupando comigo do que com todo mundo.”

Um lampejo de raiva passou por Oliver enquanto ele se lembrava de Chloe o afastando, proclamando que ela não podia se incomodar com ele e que precisava estar ao lado do Clark. “Você é realmente egoísta, sabia disso?” Clark virou a cabeça bruscamente e estreitou os olhos, mas Oliver não se intimidou nem um pouco. “Você finalmente está com Lois e ainda não está feliz. E por alguma razão, você espera que a existência da Chloe ainda gire em seu redor? Não vamos nos esquecer do fato de que você a abandonou como um amigo. Você tem muito a dizer sobre o que você acha que ela deve fazer, mas eu não te vejo fazendo nenhum esforço pra ir até ela pra algo além do que você precisa.”

“Não percebi você a apoiando tanto assim quando você estava por aí bebendo por um mês,” Clark respondeu. “Não acho que deveria estar me dando lição de moral.”

“Talvez não,” ele admitiu, lembrando-se do terrível mês. Ele estava envergonhado da maneira que tinha agido e ele sabia que não havia muito a fazer pra recompensar por sua desatenção, seu descuido. “Mas eu pelo menos posso dizer que fiz um esforço pra estar lá pra Chloe. O que é mais do que eu posso dizer de você.” Ele deu as costas pro Clark e olhou pra loira dormindo na poltrona. Por mais que ele agora soubesse o motivo dela ter dito o que disse, isso ainda não tinha apagado completamente a dor que as palavras dela causaram, dor pra qual ele não estava mesmo preparado. Foi bem depois de falar com o Clark sobre o comportamento estranho da Lois que ele somou dois mais dois e se apressou pra voltar pra Torre de Vigilância só pra encontrar a porta de onde ele guardava seus equipamentos aberta e seu arco sumido. Ele pegou a balestra, carregada com dardos tranqüilizantes, e correu de volta pra fazenda. Vinte minutos depois ele encontrou Chloe apontando uma flecha pra Lois. Ele as derrubou em segundos, com os tranqüilizantes.

“Pegue minhas coisas,” Oliver mandou e se abaixou pra pegar Chloe em seus braços.

“O que você está fazendo?” Clark perguntou quando ele se levantou, confuso pela visão de Oliver levantando Chloe.

“Estou tirando ela daqui antes que ela tente outra vez com Lois. Ou antes de você fazer mais pedidos. Além do mais, você realmente acha que ela pode me derrubar com uma flecha?” Clark não viu o jeito que ele riu de leve quando olhou pra mulher dormindo em seus braços. Desconsiderando como a situação podia ter sido mais séria e o fato de que Lois estava do outro lado da flecha, Oliver tinha que admitir que ele estava meio que orgulhoso.

“Ela teria atingido Lois?” Clark perguntou seguindo Oliver, arco, balestra e flechas nas mãos.

“Você estava lá, então acho que não,” Oliver disse simplesmente e andou em volta do seu carro até a porta do lado do passageiro.

“Não é o que quis dizer e você sabe disso. Você me disse que não era qualquer um que pode pegar seus arcos e usá-los.” Clark abriu a porta do carro de Oliver e se afastou. Ele esperou Oliver colocar Chloe no banco e colocar o cinto nela.

Depois de fechar a porta e se endireitar, Oliver virou pra encarar Clark. “Se você está perguntando se a flecha da Chloe teria acertado a Lois, definitivamente. Ela tinha mirado pra matar e eu posso te garantir que ela não ia errar. E se você está me perguntando se eu a ensinei a usar o arco então a resposta é sim.”

“Não acha que ela já está em perigo suficiente?” Clark desafiou.

“Chloe estará em perigo não importa o que aconteça. Você não pode controlar isso e eu também não. Mas ao menos eu posso lhe dar uma maneira a mais de se proteger e nisso ela não fica com a cara enfiada nos computadores, bloqueando o resto do mundo.” Ele se afastou de Clark e parou ao lado da porta. “Conserte isso. Porque se eu tiver que tranqüilizá-la novamente porque ela quer me matar por ficar no caminho dela, eu não vou ficar feliz.”

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Chloe gemeu e contraiu-se quando abriu os olhos.

“Bom dia, bela adormecida.”

Ela virou e procurou pela voz familiar. “Oliver?” Então ela lembrou. A conversa com Oliver, ela pegando o arco e a flecha dele, e dirigindo pro celeiro com a intenção de matar Lois. “Lois!”

Ela saltou pra fora da cama, mas as mãos dele nos ombros dela a impediram de fazer algo mais que sentar. “Ela está bem. Foi um tipo de pedra preciosa kryptoniana. Levou as palavras do Clark ao pé da letra. Ele disse que queria que você desse mais atenção pra ele e não pros outros. O resultado final foi você apontando uma flecha pra Lois.”

“Oh, Deus.” Ela cobriu a boca em choque. “Eu quase a matei.”

“Sim, mas Clark estava lá e ele não deixaria isso acontecer. E eu cheguei lá a tempo. E me desculpe por isso. Os dardos tranqüilizantes te deixarão com um pouco de dor de cabeça. Ela finalmente pareceu focar-se nele. “Como você se sente?”

“Você fez aquilo?” Chloe perguntou lembrando-se vagamente da dor no pescoço.

“Sim.” Ele a observou levar a mão pra nuca e depois retrair-se. Ele sentiu uma pequena pontada de culpa e levantou a própria mão, tirando as dela gentilmente do caminho, e esfregou a pele do pescoço dela suavemente apesar de saber que não iria diminuir a dor.

Ela encontrou os olhos dele e o encarou em silêncio enquanto ele gentilmente massageava seu pescoço. Saber que a vida de Lois estava a salvo e que tinha sido algum tipo de pedra kryptoniana que tinha a feito ficar louca tornava mais fácil se focar em outras coisas, como o que ela tinha dito pro Oliver. “Me desculpa, pelo que eu disse. Tudo mesmo. Eu não queria dizer nada daquilo.” A preocupação no rosto dele desapareceu, deixando sua voz livre de qualquer emoção.

“Tá tudo bem.” Ele tirou a mão do pescoço dela e se moveu pra levantar. “Não era você.”

“Eu sei.” Ela agarrou a mão dele para impedi-lo. “Mas você pensou que eu queria dizer aquilo e eu sinto muito por isso. Não abriria mão de nada disso, especialmente não pelo Clark. Quero dizer, Clark é importante pra mim, mas o resto do time também é, e você também é.”

“Chloe...” Ele sorriu gentilmente, e rezou para que não aparentasse tão forçado como ele sentia que era. “Tá tudo bem.” Ele pegou a mão dela e tirou do pulso dele. “Eu entendo. Você não tem que tentar me convencer. E eu sei muito bem que você conhece o Clark há muito mais tempo, não tem nada de errado com a amizade dele ser mais importante.” Mesmo que Clark tenha sido um total idiota com ela no ano anterior.

Ela observou ele se levantar e engoliu seco. Mesmo que ele soubesse que ela não queria ter dito nada daquilo e mesmo que ele dissesse que aceitava as desculpas dela, alguma coisa ainda não estava certa. “Mas não é assim. Quero dizer, Clark é importante pra mim, mas as coisas são diferentes agora.” Ele se virou lentamente para encará-la, e ela quase teve a impressão de que ele estava esperando. “Você sabe disso. Clark e eu, as coisas mudaram.”

Ele sacudiu a cabeça, afastando sentimentos que rasgavam a superfície com suas garras, querendo ser libertados da prisão que ele os colocou. “Isso não importa, Chloe.”

Ele se virou de novo e ela saltou da cama não familiar, a cama dele. “Não me diga isso. Não aja como se eu não lembrasse o que você falou.” Dessa vez quando ele olhou pra ela a máscara de calma que ele havia colocado tinha ido embora. Os olhos dele eram duros, o maxilar travado. E ele desejou que pudesse retirar o que disse. Ela o cegara mais cedo quando o afastara, pra sempre pelo que parecia na hora. Independentemente do que ele sabia agora, a lembrança dela tão calma e serena, o deixando de lado e depois dizendo o quanto Clark precisava dela...

Flashback

“Ele precisa de mim, Oliver. Em qual propósito maior eu posso ser útil do que devotar meu tempo ao Clark, provavelmente a pessoa mais poderosa nesse planeta? Estou feliz por fazer o sacrifício por ele. Tudo mais, todos os outros, bem, eles não importam.”

Ele a observou andando, desligando os equipamentos, nem sequer dispondo de um olhar de preocupação pra ele. No começo pareceu uma péssima piada, porque a idéia de que Chloe iria abandonar tudo pelo que ela trabalhou, tudo pelo que ela trabalhou com ele pelo Clark parecia ridícula. “Isso é ridículo. O que há de errado com você?”

“Nada.” Ela virou pra ele e deu de ombros. “Na verdade, pela primeira vez tudo está claro pra mim. Não há o que temer do meu futuro ou de onde eu pertenço. Eu sei agora. Meu futuro é com o Clark, ao lado dele, protegendo-o, ajudando-o. Ninguém mais importa, não quando sei que ele precisa de mim.”

“Precisa de você?!” Oliver exclamou com raiva. “Ele precisa de você quando é conveniente pra ele! Mas não o vejo estando ao seu lado quando você precisa dele!”

“Eu sabia que você não entenderia.” Ela sacudiu a cabeça e pegou a bolsa. “Mas eu realmente não tenho tempo pra conversar sobre isso, Clark precisa de mim.”

Nem mesmo uma desculpa, ou uma explicação que fizesse sentido. Ele agarrou o braço dela mais forte do que pretendia, a fúria borbulhando até a superfície e o cegando. “E quanto a mim? Você não acha que eu preciso de você aqui?” ela abriu a boca pra falar, mas ele pegou seu outro braço e a puxou contra ele. “Posso te garantir que o Clark não precisa de você metade do que eu preciso, Chloe, e eu sei que ele não se preocupa com você da mesma forma.”

“Sério, Oliver,” ela pressionou a palma da mão contra o peito dele e se afastou, “Não posso conversar, eu tenho que ir.”

Ele deixou as mãos dele caírem dos braços dela, chocado demais com a total desconsideração dela pelos sentimentos dele até para segurá-la. Foi como um tapa na cara que o deixara frio e vazio.

Fim do flashback


“Portanto não me diga que não importa quando obviamente importa. Porque dizer aquilo então?”

“O que mais eu poderia dizer?!” ele exclamou, finalmente perdendo as rédeas de suas emoções. “Você estava saindo por aquela porta! Eu achei que se talvez você entendesse você pararia por um minuto. Mal sabia que você não estava funcionando a pleno vapor.”

Ela escolheu ignorar o golpe e continuou. “Eu estou tentando entender agora. Estou tentando te dizer que não é mais só sobre o Clark e até ele deve saber disso.” Ele se virou de costas pra ela e ela sabia que ele não diria mais nada voluntariamente. “Então agora você vai agir como se isso não importasse? Jogar isso pra cima de mim?”


Ele girou a cabeça bruscamente, um pouco surpreso com ela sequer achar que era isso que ele tentava fazer. “Não é assim. É claro que importa.”

Ela não queria discutir com ele e suspeitava que não restava muito nela pra encontrar as palavras pra discutir. Ao invés disso, ela deu um passo à frente, hesitante, ainda mantendo os olhos nos dele, e envolveu seu pescoço com os braços, impulsionando-se na direção dele e enterrando o rosto no peito dele. Houve um longo momento em que o coração dela pareceu parar em seu peito e ela temeu que ele fosse se afastar, tirar as mãos dela do pescoço dele. No entanto, o momento terminou rapidamente quando ela sentiu os braços dele envolverem sua cintura e a puxar fortemente pra ele. Pela primeira vez ela suspirou aliviada.

Ele deixou os olhos se fecharem enquanto seu corpo o traía e relaxava contra o dela. Ele a puxou mais pra perto, mesmo que uma pequena parte dele ainda insistisse para ele afastá-la.

Ela se prendeu ainda mais ao pescoço dele, com medo de soltar e de alguma forma arruinar o momento entre eles. “Eu preciso de você também,” Chloe disse finalmente, com medo do quão exposta as palavras a deixavam e aliviada por isso estar esclarecido. “E o jeito que eu me sinto por você,” ela engoliu seco e fechou os olhos com força, “é diferente do jeito que eu me sinto pelo Clark.”

Ele não disse nada em resposta, mas a segurou mais forte, levantando-a até que apenas os dedos dela tocassem o chão e enterrou o rosto no pescoço dela. Ela suspirou quando a respiração quente dele acariciou seu pescoço e os lábios dele pressionaram de leve a região logo abaixo da orelha dela. “Esse foi um dia bem ruim,” Chloe admitiu. As mãos dele moveram-se pelas costas dela, acariciando gentilmente. “Você acha que alguém vai ficar com raiva por eu ter tentado matar a Lois?”

Ele sorriu no pescoço dela e resistiu à vontade de rir. “Eu acho que Clark se sente culpado o bastante, e Lois, pelo que ouvi, está tentando esquecer que ela chegou a tentar se casar com Clark.”

Chloe se afastou e olhou pra ele em confusão. “Ela estava usando um vestido de noiva, não estava?”

Ele fez que sim e se endireitou, deixando um dos braços em sua cintura mas levantando o outro para que pudesse tirar umas mechas de cabelo loiro da bochecha dela. “Ela estava. É claro que isso veio depois dela se demitir do Planeta e se mudar pra casa dele.”

Os olhos dela arregalaram-se em surpresa. “Uau. Claro, minha saída dos trilhos não foi nem um pouco menos maluca.”

“Não,” ele fez com que ela apoiasse o rosto na mão dele, acariciando sua bochecha com o polegar, “mas eu tenho que admitir, esquecendo o fato de que você quase matou a Lois, você ali, com a flecha apontada perfeitamente, foi bem mais excitante do que Lois se tornando dona de casa.”

Os dedos dele deslizaram pelo cabelo dela e ela logo o sentiu guiando sua cabeça pra trás. “Eu tive um bom professor.”

“Você teve um professor excepcional,” Oliver sussurrou rente aos lábios dela antes de pressionar os dele contra os dela.