"Bom, antes de tudo, temos que tirá-la daqui antes que alguém apareça. Clark, você procurar mais escutas nesse quarto?"
quinta-feira, 10 de maio de 2012
The Bottom of The Glass 13/13
"Bom, antes de tudo, temos que tirá-la daqui antes que alguém apareça. Clark, você procurar mais escutas nesse quarto?"
quarta-feira, 2 de maio de 2012
The Bottom of The Glass 12/13
Tess xingou. As luzes vermelhas estavam piscando e sirenes tocando os alertando que alguém violou a segurança. "Nós precisamos sair daqui. Agora!"
terça-feira, 24 de abril de 2012
The Bottom of The Glass 11/13
"Chloe, por favor me liga de volta. Nós precisamos conversar." Oliver desligou o telefone pela terceira vez desde que deixou Emil. Ele estava ficando muito perto de recorrer ao aparelho de rastreamento novamente, mas ele estava começando a se sentir culpa usando isso tantas vezes. Aparecendo quando ela o estava evitando não era exatamente a razão para que eles tinha criado esse programa,e ele sabia que Chloe iria começar a não gostar disso se usasse demais.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
The Bottom of The Glass 9/13
Autora: BlueSuedeShoes
Titulo: The Bottom of The Glass
Autora: BlueSuedeShoes
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13 2/13 3/13 4/13 5/13 6/13 7/13 8/13
Chloe sentou-se no balcão do bar e ficou olhando para o copo, desejando que isso magicamente curasse seus problemas, sabendo que só os faria pior. Fechando os olhos, apertou o copo contra os lábios e jogou a cabeça para trás.
terça-feira, 3 de abril de 2012
The Bottom of The Glass 8/13
Autora: BlueSuedeShoes
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13 2/13 3/13 4/13 5/13 6/13
"O que ele fez?" Oliver exigiu quando parou a moto na frente de Chloe.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13 2/13 3/13 4/13 5/13 6/13
quarta-feira, 14 de março de 2012
The Bottom of The Glass (5/13)
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13 2/13 3/13 4/13
Oliver se apoiou na porta. Ele não estava totalmente certo de que podia acreditar no que estava vendo, e ele teve que dar um passo para trás por um momento para registrar o cenário.
Ele tinha vindo correndo pela porta preparando-se para arrancar um cara de cima de Chloe - ou a Chloe de cima de um cara se fosse necessário- mas ele tinha parado entre ciumento e nervoso quando viu o que realmente estava acontecendo.
segunda-feira, 5 de março de 2012
The Bottom of The Glass (4/13)
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13 2/13 4/13
Lois andou de um lado para o outro ansiosamente. "Prima? Você poderia atender seu telefone? Você está me deixando nervosa com isso de não retornar minhas ligações."
Ela desligou pela quinta vez. Descobrir por Oliver que sua prima estava doente... havia simplesmente algo errado sobre isso. Ela deveria ser a pessoa que avisava o namorado da prima essas coisas, ou não-namorado nesse caso, como Chloe insistia.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
The Bottom of The Glass (3/13)
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13 2/13
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
The Bottom of The Glass (2/13)
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
1/13
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
The Bottom of The Glass (1/13)
Titulo: The Bottom of The Glass
Tradutora: Larissa
Resumo: Os poderes de meteoritos de Chloe voltam mais fortes do que antes. Em vez de falar com alguém sobre isso, ate mesmo Oliver, ela encontra um refúgio diferente.
Você nasce. Você vive. Um dia você morre.
Essa é a ordem natural, como as coisas são destinadas a ser. Chloe pensava que sua habilidade de curar tinha sido um presente, ela defendeu isso até que ela ficasse sem fôlego, mas não a impediu de ficar acordada se perguntando se ela não estava mexando com alguma coisa, meros mortais, não devem ter nenhum controle sobre isso. E se ela estivesse bancando Deus?
terça-feira, 17 de maio de 2011
How Stories Begin, tradução
Surpresa!
Aposto que não esperavam me ver aqui tão cedo!
Eu ainda estou de férias (e espero que isso prove que sim, eu ainda estou viva, respirando e tudo mais), mas achei que o último epi de Smallville merecia que eu levantasse do sofá e traduzisse alguma coisa (brincadeirinha, eu não fiquei deitada no sofá esse tempo todo, juro ^^). Então achei essa oneshot, gostei e traduzi. Eu não revisei, então ignorem os erros please ![]()
Boa leitura e comentem!
Original: How Stories Begin
Autora: BlueSuedeShoes
Classificação: K
Categoria: Romance/Família
Resumo: Continuação de Finale.
sábado, 11 de setembro de 2010
Chlollie Awards!
O ChlollieAwards é uma premiação da ComunidadeChlollie no LiveJournal, e estas foram as fics vencedoras da edição 2010, algumas delas já foram traduzidas pelo JustChollie e pelo Chlollie4ever. Os vencedores foram:
Best Angst – Triste
1º Through a Glass, Darkly (chloeas & dl_greenarrow)
1º Strings (sarcastic_fina)
2º All That Never Was (chloeas & dl_greenarrow)
3º The Bottom of the Glass (bluesuedeshoes)
Best Comedic - Comédia
1º Tease (bluesuedeshoes)
1º I Hate You! or Why Chloe doesn't do Halloween (bella8876)
1º Obviously off Limits (novadelphine)
2º Green with envy (slytherinpunk)
3º Unexpected Purchases (lynzie914)
Best Fluff - Alegre
1º Love for Realsies (babydee1)
2º Late (smallvillefics)
3º Because You Deserve It (sxymami0909)
Best Oneshot - Capítulo único
1º All The Things She Said (freneticfloetry)
2º To Catch The Devil's Eye (calie15)
3º Eyes Wide Open (sarcastic_fina)
Best Multi-chapter - Em capítulos
1º I'll Explain Everything When it's Friday (bella8876)
2º Love for Realsies (babydee1)
3º The Last Job You'll Ever Have (bella8876)
Best Smut - Hot
1º Life Support (slytherinpunk)
2º Just for Funsies (babydee1)
3º Paper Targets (taraljc)
Best Family - Família
1º Distant Echoes (chloeas & dl_greenarrow)
2º 2:00 AM Applesauce (bella8876)
3º The Matchmaker (sarcastic_fina)
Best Romantic - Romântica
1º Deja Vu (gen717)
2º Exposed (calie15)
3º Anything but Ordinary (gen717)
3º Love for Realsies (babydee1)
Best Time-Travel - Viagem no tempo
1º Love over time (calie15)
2º Through a Glass, Darkly (chloeas & dl_greenarrow)
3º Through Your Eyes (iluvaqt & miranda 882)
Best Alternate Universe - Universo Alternativo
1º I'll Explain Everything When it's Friday (bella8876)
2º Anything but Ordinary (gen717)
2º Five Times Chloe Met Oliver and One Time She Met Green Arrow (chloeas & dl_greenarrow)
3º An Origin Story (bluesuedeshoes)
3º The Last Job You'll Ever Have (bella9976)
P.S: Esse post foi preparado pela Sofia, do Chlollie4ever ;P
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Extraordinarily Ordinary, Capítulo 11 (final)
Depois de muito tempo, finalmente acabei essa fic. E confesso que nos próximos meses vocês não me verão traduzir nenhuma grande, estou com saudade de fics oneshot. Obrigada pela paciência de acompanhar a tradução nesse tempo todo. ;D
e não se esqueçam do Trending #Chlollie4s10, hoje no twitter. Detalhes no post abaixo.
Boa leitura.
-11-
Quando os olhos de Chloe abriram, foi a primeira coisa que ela viu. Em cima da mesa ao lado da cama dela, nem a 15 cm de distância estava uma pequena peça de xadrez branca. Uma rainha.
Ela estava prestes a sentar na cama quando percebeu que parte do motivo de ter finalmente acordado (os sedativos tinham deixado de fazer efeito há tempos) era a voz de uma Lois Lane extremamente irada.
“COMO VOCÊ PODE DEIXAR ELA SER ASSALTADA? O que diabos há de errado com você, Oliver?”
“Lois-”
“Quero dizer, eu a deixo com você por quase três dias apenas e isso acontece?”
“Escuta-”
“De todas as pessoas, você deveria ser capaz de protegê-la! Como você pode deixar um assaltante ser melhor que você?”
“Você poderia, por favor-”
“Ela é minha prima, Ollie! Minha prima! E agora ela está deitada ali, sem vida-”
“-falar baixo-”
“-porque você não conseguiu seguir instruções simples e cuidar dela!”
“Você vai fazer com que a gente seja-”
Uma enfermeira entrou no quarto.
“-expulsos,” Oliver suspirou, sentando na cadeira novamente.
“Realmente, Senhorita!” a enfermeira disse repreensivamente. “Se você não se acalmar, vou ter que pedir pra você sair do-”
“Não me diga pra me acalmar,” Lois disse ríspida. “Volte quando você realmente puder cumprir essas ameaças. Enquanto isso, eu vou ficar bem aqui.”
A enfermeira pareceu assustada e rapidamente saiu.
Oliver revirou os olhos. “Comportamento típico de uma dama, Lois.”
“Você, cala a boca.”
Ele fechou a boca e esperou.
“Bom,” ela quis saber depois de um momento. “Você não tem nada a dizer em sua defesa?”
Oliver abriu a boca irritadamente, mas antes que pudesse dizer qualquer coisa, os dois ouviram uma risada suave. Todos os olhos foram pra direção de Chloe, onde ela estava lentamente se sentando.
“Não, por favor,” ela sorriu. “Não parem por minha causa. Vocês dois se matando é claramente muito importante.”
Oliver levantou e Lois correu pra abraçar Chloe. “Você vai voltar pra casa comigo e nunca mais vai sair de lá!”
“Oi, Lo,” Chloe deu tapinhas nas costas dela pra tranqüilizá-la, um sorriso divertido em seus lábios. Ela olhou pra Oliver e piscou.
“Sinto muito por ter ido pro México ao invés de ficar com você. Nada disso teria acontecido se eu não tivesse te deixado com o pasta-de-dente-bilionário ali.”
Oliver fez um barulho impaciente. “Como você está se sentindo, Chloe?”
“Com um pouco de falta de ar. Lo, você está interrompendo minha circulação.” Lois a soltou sem graça e se afastou. “E pare com isso. Ollie fez um ótimo trabalho cuidando de mim, considerando tudo.”
"O que você quiser,” Lois disse amuada. “Eu ainda acho que se você tivesse ficado comigo-”
“O que você disse?” Oliver perguntou de repente.
“Eu disse que se ela tivesse ficado comigo-”
“Não você, Lo,” Oliver interrompeu. “Você,” ele se virou pra Chloe, cujos olhos dançavam alegremente.
“Eu disse que você fez um ótimo trabalho cuidando de mim, considerando-”
“Você me chamou de Ollie.”
Ela acenou com a cabeça, concordando. “É o que eu normalmente te chamo, não é?” Ela mostrou a peça de xadrez em sua mão de maneira indicativa.
Lois foi a primeira a reagir. “Ai meu Deus, sua memória voltou?”
Chloe concordou. “E deixe eu te dizer uma coisa, eu tenho a pior dor de cabeça da história agora. Quero analgésicos. Pra ontem.”
“É pra já,” Lois disse, saindo voando do quarto pra caçar uma enfermeira que não desconfiava do que estava por vir, coitada.
O que deixou Chloe e Oliver numa situação estranha.
Chloe esperou pacientemente Oliver dizer alguma coisa, e Oliver apenas ficou parado ali, olhando pra ela, uma expressão que simplesmente gritava ‘atordoado’ pintada em seu rosto.
Os lábios de Chloe se contorceram num quase sorriso, divertidos.
“Então?” ela perguntou depois que vários minutos se passaram.
Oliver abriu a boca, mas foi poupado de falar pela entrada do médico de Chloe.
“Senhorita Sullivan, bom ver que está acordada. Acho que você devia estar exausta. Dormiu muito mais do que esperávamos.
“Eu não dormi muito bem nas últimas noites, infelizmente.”
O médico concordou, andando até ela pra medir sua pulsação. “Parece então que sua memória voltou?”
Chloe acenou que sim, visivelmente satisfeita.
“Totalmente?”
Ela concordou novamente, e notou com sua visão periferia que Oliver afundou na cadeira de novo.
“Isso é maravilhoso. Estava um pouco preocupado com isso. Você se lembra do acidente e dos últimos dias?”
“Sim.”
“Bom. E no mais, como você está se sentindo?” ele gentilmente examinou o lugar onde a cabeça dela tinha sofrido uma pancada.
“Como se eu tivesse uma enorme enxaqueca e precisasse muito de um copo grande de água.”
“Bem, eu certamente posso arranjar água pra você, e te darei um analgésico moderado, mas não quero que tome nada muito forte.”
Chloe concordou. “Obrigada.”
“Bem vinda novamente, Senhorita Sullivan,” o médico disse, quase mais pra sua prancheta do que pra ela ao sair do quarto.
“Obrigado, Doutor Cameron.”
Nesse instante, os olhos risonhos de Chloe se viraram automaticamente pra Oliver, que ainda parecia estar completamente apavorado.
Chloe revirou os olhos. “Fale.”
“Me desculpe por deixar você ser ‘assaltada.’”
“Fale outra coisa que não uma desculpa.”
“Estou muito feliz mesmo por sua memória estar de volta e por você aparentemente não me odiar profundamente.”
“Quando que eu te odiei profundamente?”
“Nunca. Mas eu continuo a esperar que você o faça. Eu costumo merecer.”
Chloe arqueou uma sobrancelha, cética.
Ele deu de ombros. Mas aí ele pareceu subitamente divertido. “Por falar nisso, eu mandei fazerem uma fronha de couro pra você.”
Chloe riu. “Você nunca vai me deixar esquecer os últimos dias, vai?”
Ele sacudiu a cabeça. “Nem em um milhão de anos. Eu também vou comprar mais gravatas verdes pra mim. Aparentemente a cor combina comigo.”
Chloe pegou seu travesseiro e atirou nele. “Você é horrível.”
Ele pegou facilmente o travesseiro e sorriu pra ela. “Também planejo contar ao Bart que você achou que ele era seu namorado.”
Ela tentou olhá-lo duramente, mas o efeito foi suprimido pelo sorriso que ela não conseguiu esconder. “Não ouse!”
“Porque? Eu acho que ele gostaria de saber que as flores deram certo.”
“Era uma dedução completamente lógica.”
“Verdade,” ele sorriu facilmente. “Não é sua culpa que todos os relacionamentos na sua vida desafiam os padrões normais.”
Ela arqueou uma sobrancelha pra ele, mas ele não parecia ter percebido o que havia dito. Ela suspirou. “Cadê o Clark?”
Do nada ele apareceu no quarto. “Apenas esperando lá fora você perguntar por mim.”
Chloe riu enquanto ele se abaixava e a abraçava. “Clark?”
“Que?”
“Eu gostaria de bater na sua cabeça agora, mas eu sei que é totalmente sem sentido porque eu apenas acabaria machucando minha mão. Então apenas leve em conta que a vontade existe, por favor.” Ela o olhou de forma significativa.
Clark a olhou tristemente. “Posso perguntar o por quê?”
“Porque primeiro, você tem sido um completo imbecil nos últimos meses e eu estou cansada de você me deixar de lado. Eu estou prestes a fazer você ter sessões de aconselhamento sobre relacionamentos comigo assim que eu estiver em casa. Segundo, eu não me importo com o quanto você se sinta culpado ou quantas coisas estúpidas você fez, gosto da minha vida exatamente como ela é, e não aprecio seu desejo inspirado pela culpa de me ver esquecer os aspectos mais importantes da minha vida.
Clark a estudou por um minuto antes de finalmente dizer um simples, “Me desculpe.”
“Você não está perdoado. Eu vou te perdoar apenas quando tiver recebido café e analgésicos e nenhum momento antes.” Ela lhe lançou um olhar cortante, que lentamente se tornou um sorriso exasperado.
“Se conta alguma coisa, eu estou feliz por você ter voltado ao normal.”
“Normal,” Chloe repetiu a palavra com escárnio. “Escolha interessante de palavras. Mas obrigada, Clark.”
O médico retornou com os analgésicos e depois deles tirarem mais alguns raios-X e uma tomografia, Chloe foi liberada.
Antes de Chloe sair do hospital, no entanto, ela contou a Oliver algumas informações importantes: quando ela foi atingida pelo carro, ela estava indo vê-lo porque tinha percebido que estava sendo seguida. Além disso, ela havia sido incapaz de se livrar da sensação de que seu apartamento estava sendo vigiado. Infelizmente, o conhecimento de que alguém estava atrás dela se perdeu quando ela perdeu a memória.
Claro, tudo fazia sentido agora. Chloe estava convencida que a Chequemate não tentaria a mesma coisa uma segunda vez, mas Oliver insistiu para que AC e Victor checassem o Talon antes que ela pudesse se mudar de volta. Todas as evidências mostraram que era seguro, mas Clark usou o pretexto de uma noite de filmes com Lois pra ficar de olho em Chloe. Chloe teria protestado, mas ela sabia que era melhor pecar pelo excesso, e Clark parecia estar usando a oportunidade pra cair em suas graças novamente. Era evidente que Clark estava se sentindo culpado, o que normalmente teria irritado Chloe, mas ao menos dessa vez ele sentia culpa pelos motivos certos, então ela decidiu não tocar no assunto.
Na manhã depois do retorno de Chloe do hospital, ela estava de volta ao trabalho. Clark tentou a persuadir a tirar o dia de folga, mas ela desconsiderou a idéia imediatamente, dizendo que já teve três dias de descanso. Clark tentou argumentar que amnésia e sequestro não contavam como folga, mas foi inútil.
Oliver ficou... surpreso quando Chloe apareceu em seu apartamento naquela manhã, apesar de perceber que não deveria ficar. Era surpreendentemente difícil aceitar que eles voltariam imediatamente à velha rotina.
“Bom dia, Feijão Verde,” ela disse quando entrou e o viu malhando. Ela colocou o laptop na escrivaninha dele, com um ar de negócios, e por um rápido instante ele se viu sentindo falta da Chloe do ensino médio. Ele descartou o pensamento, saindo pra trocar de roupa.
Você entrou em pânico, ele disse a si mesmo desgostosamente enquanto enfiava a camiseta pela cabeça. Você entrou em pânico ontem no hospital e perdeu sua chance.
“Estou tomando a liberdade de espalhar um boato de que você estava doente na noite passada pra explicar sua ausência no baile de caridade St. Jude. E estou fazendo com que você doe uma quantia enorme pra que ninguém possa reclamar,” ela gritou pra ele ao longe.
“Parece bom. Eu estava doente do que?”
“Gastroenterite.”
“Parece horrível.”
“É uma infecção estomacal.”
“Eu ficarei melhor logo?” ele perguntou bem humorado enquanto entrava novamente na sala, esfregando o queixo e pensando que ele devia se barbear.
“Você está horrível,” ela observou.
Ele riu. “Você está linda.”
Eles diziam isso um ao outro quase todo dia, como uma brincadeira, mas hoje, Oliver notou com interesse, as orelhas de Chloe ficaram vermelhas enquanto ela mantinha os olhos grudados à tela do computador.
Era o sinal pelo qual ele estava esperando, a indicação de que eles não estavam mais no campo das brincadeiras que estavam antes do acidente.
“Sabe o que eu acho?” ele perguntou, caminhando até ela e recostando-se no balcão para observá-la.
Ela riu, nunca tirando os olhos da tela. “O que você acha, Sr. Queen?”
“Eu acho que minha infecção vai durar mais um dia.”
Ela olhou pra ele, divertida. “É mesmo? Não está tentando se livrar das suas obrigações empresariais, está?”
“Claro que não. Se chama delegar.”
Chloe revirou os olhos antes de voltá-los para o computador. “Sei, e o que você planeja fazer com o seu dia de doente?”
“Bom, eu quase terminei o designei do meu novo arco-”
“É mesmo?”
“Sim. Então eu acho que eu vou dar os toques finais no projeto.”
“Bom plano. Duvido que você precisa de um dia inteiro pra isso.”
“Não preciso. Tem outro projeto que eu quero dar uma olhada.”
Ela arqueou uma sobrancelha, curiosa, mas continuou com seu trabalho. Oliver se inclinou um pouco pra ver o que ela estava fazendo. Parecia que ela estava tentando fazer perfis de algumas pessoas que a seqüestraram, mas não parecia estar dando muito certo. “Que projeto?” ela perguntou, finalmente mordendo a isca dele.
“Bom, é uma coisa pessoal, na verdade,” ele disse, movendo-se atrás dela com o pretexto de dar uma olhada na pesquisa que ela estava fazendo, o rosto dele agora ao lado do dela. “Vai precisar de muita atenção.”
O corpo de Chloe ficou rígido com o contato tão próximo. “Ah?”
Com um suspiro, Oliver deixou de lado o fingimento. “Sabe, eu não sofri perda de memória essa semana. Eu me lembrava de você.”
“E?” ela perguntou, se preparando.
“E daí que eu não estava beijando uma estranha.”
O rosto de Chloe ficou magnificamente vermelho. “Certo. Aquilo.” Ela disse tensa, a garganta subitamente se fechando.
Oliver riu, revirando os olhos enquanto a virava pra olhar pra ele. “É, aquilo.”
“Eu estava confusa,” ela disse evasivamente, os olhos olhando pra longe dele.
“E?” ele perguntou, reunindo mais coragem do que ele sabia ter.
Chloe se forçou a olhar pra ele. Ter sua memória de volta não mudava o fato de que Oliver ter sentimentos por ela era a coisa mais absurda que ela poderia pensar. Tudo que mudava era que ela lembrava como ela tinha sido machucada.
E então ela lembrou da conversa com Dinah na cafeteria. Dinah era amiga dela, e queria que Chloe deixasse pra trás o tanto que havia sido machucada, e o medo que sentia. Mantenha isso em mente, ela havia dito.
“E daí que eu não sei,” ela disse finalmente, a voz exasperada. “É muita coisa pra assimilar.”
“Você não sabe como você se sente por mim agora que sua memória voltou,” Oliver disse astutamente.
Ela concordou.
“Então vamos descobrir,” ele disse, fazendo com que ela desse um grito surpreso quando ele abaixou sua cabeça pra capturar seus lábios pela segunda vez.
Chloe sentiu seu coração batendo freneticamente, pânico se espalhando pelo seu corpo. Talvez era por causa do pânico, ela decidiu posteriormente. Talvez esse fluxo de adrenalina foi o que fez com que ela praticamente atacasse os lábios dele em resposta. Até mesmo Oliver estava surpreso com a resposta entusiasmada, apesar de rapidamente tirar vantagem disso, envolvendo sua cintura firmemente com os braços e a puxando pra perto dele. Ele a segurava tão apertado que ela teve que afastar a cabeça pra ofegar numa inspiração risonha.
“Você tem idéia do tanto que eu senti sua falta?” ele quis saber enquanto beijava seu pescoço.
“Oliver!” ela deu um gritinho assustado, tentando manter a dignidade e afastá-lo dela.
“Você não tem permissão de me esquecer nunca mais,” ele disse a ela, beijando seus lábios novamente.
“Confie em mim, eu não esquecerei,” ela riu.
“Isso é o que você diz,” ele disse com falsa repreensão, “mas você me fez passar por maus bocados, sabe.”
Chloe o olhou seriamente. “Obrigada por cuidar de mim, Ollie.”
O canto dos lábios deles se curvou com um traço de sorriso. “Essa foi a única parte divertida.”
“Divertida?” ela riu.
“É. Eu pude ver você usando pijamas, observar você andando por aí olhando tudo com olhos de uma garota de 15 anos, fingir não notar você bisbilhotando as minhas coisas, ver quanto tempo você levava pra descobrir os segredos de todo mundo, fazer você surtar toda vez que eu não usava uma camisa, o que por falar nisso, foi possivelmente a coisa mais interessante que eu já vi.”
“Ah, cale a boca,” Chloe revirou os olhos, tentando sair dos braços dele enquanto ele a provocava. Oliver, naturalmente, a segurou ainda mais apertado pra impedir isso.
“Estou falando sério! Nada te deixa nervosa. Mas aparentemente quando você era uma adolescente...” ele começou.
“Imbecil,” ela acusou.
“Isso também te deixa nervosa? Anotado.”
Chloe apenas riu. “Você pode calar a boca? Está se tornando menos atraente a cada minuto.”
“Não estou não,” ele disse, beijando-a de novo. Ela a soltou apenas o bastante pra que ela pudesse envolver seu pescoço com os braços.
“Você precisa se barbear,” Chloe disse, rindo com a barba dele lhe fazendo cócegas.
“Você precisa parar de interromper os beijos com coisas bobas como falar e respirar,” ele retrucou, as mãos descendo pra apertar sua bunda. Chloe gritou e deu um tapa no ombro dele em resposta, saindo de perto dele.
“Neanderthal.”
“Sim, eu sou. Gostaria de ver minha caverna?”
“Não posso acreditar que você disse isso,” ela revirou os olhos, zombeteira.
“É, é. Vem cá, mulher,” ele disse a ela, puxando-a de volta pra ele. Ele encostou a testa na dela.
“Oi,” ela disse graciosamente.
“Oi,” ele disse de volta.
“Me desculpa por fazer você passar por maus bocados.”
“Posso pensar em algumas formas de recompensar por isso.”
“Ah?”
“É. E todas elas envolvem um comportamento típico das cavernas da minha parte.”
“Bom, verei o que posso fazer.”
“Chloe?”
“Hmm?”
“Você sabe que vou me certificar que você nunca me esqueça de novo, certo?”
“Estou contando com isso.”
terça-feira, 1 de junho de 2010
Extraordinarily Ordinary, Capítulo 10
-10-
“Cara, acho que estão a mudando de lugar.”
“O que?” Oliver perguntou a Victor pelo comunicador. Eles tinham se infiltrado com sucesso no prédio sem alertar ninguém – ou menos era o que esperavam.
“O sinal do GPS dela está se movendo.”
“Isso não faz sentido,” AC argumentou. “Porque eles a tirariam de lá?”
“Eu não sei, mas ela não está mais naquela sala. E há apenas um instante um dos dois traços de calor que estavam com ela saiu de lá.”
“Que?” Oliver perguntou.
“Bem, pra onde eles estão a levando?” Dinah interrompeu.
“Eu – espera – eu não tenho certeza se estão mesmo. Ela está se movendo rápido o bastante pra estar correndo agora, e eu não acho que ela está com alguém.”
“O que você quer dizer com ela não está com ninguém?” Oliver exigiu saber.
“Acho que ela está escapando!” Victor disse animadamente.
“Essa é a Mamacita que eu conheço!” Bart disse alegremente.
“Arqueiro, ela está indo pro corredor sul. Tire-a de lá. Cuidaremos de qualquer segurança que aparecer em seu caminho.”
“Você acha que ela irá com você?” Bart perguntou
Tudo em Oliver queria gritar que sim, mas a verdade era que ele não tinha certeza.
“Ela irá,” Dinah respondeu calmamente. “Ela confia nele.”
Oliver gostaria de ter visto a expressão no rosto da Canário pra tentar entender o que diabos a fazia ter tanta certeza disso, mas não perguntou nada. “Estou indo até ela. Lembrem-se, entramos, pegamos a Torre de Vigilância, saímos. Isso não é uma missão de reconhecimento ou algum tipo de derrubada. Não sabemos nem o mínimo suficiente sobre esses caras pra fazer qualquer outra coisa que não tirá-la daqui.”
“Ei, relaxa, amigo. Nós sabemos,” Bart disse com um sorriso, derrubando um segurança antes que o mesmo pudesse ver o que estava por vir.
Chloe parou na esquina do corredor. O peito dela subia e descia pesadamente enquanto ela respirava sofregamente, a cabeça pulsando, e seu coração disparado dentro do peito como se tentasse escapar de suas costelas.
Ótimo plano, Chloe, ela pensou irritada consigo mesma enquanto comprava algum tempo. Certo, você acabou com os valentões idiotas, mas você pensou em onde você estava ou em como você conseguiria sair desse maldito... LABIRINTO?
Ela xingou baixinho enquanto se preparava pra virar a esquina do corredor, onde sem dúvida haveria mais seguranças.
Quando ela foi deixada apenas com um segurança naquela sala, ela tirou vantage da confusão dele e chutou a arma pra longe da mão dele, em seguida passou por ele correndo antes que ele pudesse prever o que aconteceria. Derrotar os três do lado de fora da porta tinha sido bem mais difícil, mas felizmente, ela teve o bom senso de levar a arma do seu primeiro captor. Aqueles três foram rapidamente seguidos pelo cara que foi pegar a água, e ela também lidou com ele rapidamente, mas isso a desgatou mais do que ela queria admitir. Ela não tinha certeza se podia aguentar mais.
Ah, cala a boca, sua molenga, ela ordenou a si mesma. Pense como Lois. O que ela faria agora? Provavelmente citaria o General, reclamaria sobre não estar usando roupas íntimas apropriadas pro caso de sequestro, e aí daria umas porradas e obteria alguns nomes.
“Certo,” ela disse em voz baixa. “Pulando pra última parte já.”
Ela passou pela esquina, preparada pra derrubar qualquer um que cruzasse seu caminho.
... menos ele.
Oliver quase não conseguia conter seu alívio quando ela colidiu com ele. Chloe quase gritou, surpresa.
Ele segurou seus ombros. “Relaxa, sou –”
Mas ela lançou os braços ao redor dele, o abraçando como se não visse outro humano há anos. “Ah, graças a Deus. Oliver!”
Oliver começou. “Você se lem—”
Ela balançou a cabeça. “Não. Descobri.”
“Ei, você a encontrou?” Vic perguntou no comunicador, claramente tendo visto os sinais deles colidirem um com o outro.”
“Sim, ela está comigo.”
“Isso é o que eu gosto de ouvir,” Bart regozijou-se.
“Vamos sair logo daqui,” AC respondeu.
“Isso mesmo,” Oliver disse. Ele olhou pra Chloe, que tinha enterrado o rosto no peito dele.
“Quando eu sair daqui, vou fazer uma fronha feita de couro pra dormir à noite,” ela riu exausta.
Oliver riu. “Certo, Parceira, estamos indo.”
Foi brutal, e duas vezes Chloe pensou que eles estavam lascados. Clark apareceu mais no final, finalmente capaz de sair de perto de Lois pra vir e ajudar.
E mais uma vez nossos heróis enganaram os vilões, Chloe pensou sarcasticamente. Quando eu recuperar minha memória, vou arranjar uma vida menos clichê... ou talvez mais clichê... Não sei muito bem qual.
Ela sacudiu a cabeça, exausta. Oliver estava meio que a carregando pela porta da Torre De Vigilância.
Certo. Oliver. O Arqueiro Verde. E Bart, e Victor, e AC, e Dinah, e é claro, Clark.
“Ai!”
Oliver a olhou com preocupação. “Que foi?”
“Dor de cabeça.” Ela murmurou, levando uma de suas mãos até suas têmporas. “Estou tendo essas dores agudas aleatórias.”
O time a olhou cautelosamente.
“Ela precisa ir pro hospital, Oliver,” Dinah disse em voz baixa.
A cabeça dele virou bruscamente na direção dela.
“O médico disse nada de choques. Tenho praticamente certeza de que esse dia inteiro é considerado um choque.”
“Eu a levarei,” Clark disse, dando um passo a frente. “E depois eu tenho que voltar pro México antes que Lois sinta a minha falta.”
Antes que Oliver pudesse protestar, Clark desapareceu com Chloe nos braços, deixando nada a não ser uma rajada de vento em seu lugar.
“Vou descobrir que história ele vai inventar pra eles,” Bart disse de repente antes de desaparecer também.
“ELES SEMPRE TEM QUE FAZER ISSO?” Oliver gritou frustrado quando os papéis caiam no chão por causa da segunda rajada de vento.
Dinah apenas revirou os olhos e olhou pro teto. “Vai pegar sua moto, Feijão Verde, e ver como ela está. O resto de nós irá se desintoxicar e cuidar de algumas feridas de batalha.”
Oliver notou pela primeira vez que Victor estava cuidando de um inchaço na cabeça, e que o braço de AC estava sangrando. Dinah se virou e foi cuidar do braço de AC enquanto Victor arranjava um pouco de gelo pra si.
“Vocês estão–”
“Estamos bem, Ollie,” Dinah disse rispidamente enquanto pegava um pano e pressionava-o contra o braço de AC. O rosto dele ficou vermelho ao observá-la. “Vai cuidar da Chloe.”
Oliver concordou e foi pegar roupas comuns antes de sair.
No hospital, a dor de cabeça de Chloe estava ficando pior. O médico lhe deu um sedativo, que devia começar a fazer efeito logo, mas no momento a mente dela era um novelo de imagens, uma poça enlameada de lembranças lutando pra chegar a parte principal de sua mente.
Com um gemido, ela colocou a cabeça de volta no travesseiro. Os médicos disseram que sua concussão se curou anormalmente bem e anormalmente rápido – mas eles acharam o retorno de todas as lembranças dela do ensino médio incomum, e achavam que talvez isso fosse tudo que ela conseguiria. Eles suspeitavam que ou o resto das células cerebrais dela estava danificado demais pra recuperar o resto, ou ela estava reprimindo coisas. Chloe ouviu um deles perguntar a Clark se ela passou por algo traumático nos últimos anos.
Clark não respondeu.
Ela não ia deixar isso acontecer. Ela lembraria de tudo mesmo se isso a matasse.
Ela lutou contra sua consciência, determinada a se lembrar quem realmente era. Encontrar com o Arqueiro Verde no castelo... despertou alguma coisa. Ela percebia isso. Era a mesma sensação que teve na outra noite em que ele a encontrou, mas ela estava lutando pra agarrar-se às imagens que vagavam insultuosamente diante dela.
...
Não é essa a parte em que você aparece e me salva?”
. . . . .
“Você quer isso mais do que quer Clark?”
. . . . .
“Eu não posso assistir você se casar com o homem errado.”
. . . . .
“Casar com você foi o pior erro da minha vida.”
. . . . .
“Algo em mim acalma o monstro dentro dele.”
“Falando como a próxima vítima do Davis, garanto que seu plano tinha sérias falhas.”
. . . . .
“Isso é bom. Você está aceitando seu lado kryptoniano. Não sobrou mais nada humano em você.”
. . . . .
“Você me salvou, Chloe, tanto o mito quanto o homem.”
. . . . .
Os olhos de Chloe fecharam-se exaustos na medida em que o sedativo confundia seus sentidos.
Oliver, no entanto, estava bem acordado. Bart o informou da história que Clark contou aos médicos de que Chloe foi assaltada, o que explicava as feridas (mas infelizmente não as marcas em seus pulsos causadas pela corda,) e que o choque a fez entrar em pânico.
Oliver sacudiu a cabeça olhando pro teto quando Bart o contou sobre o que o médico disse sobre as circunstâncias incomuns da cura de Chloe e das lembranças seletivas.
Era possível que a recuperação rápida dela teve alguma coisa a ver com sua antiga habilidade causada por pedras de meteoro? Talvez, mas talvez curar-se rápido demais foi algo ruim. Talvez—
Ele se distanciou do pensamento. Não havia nada que ele podia fazer sobre isso e ele não devia ficar remoendo a possibilidade.
Todos os outros estavam otimistas. Porque ele também não podia estar? Devia tentar ao menos pelo bem dela.
Oliver colocou as mãos nos bolsos e olhou pra parede. “Vai pra casa, Bart. Eu ficarei com ela.”
Bart olhou pra Oliver com um quê de preocupação. “Ei, todos os médicos disseram que ela está bem. Ela está apenas abalada. Eles ficaram surpresos por ela não ter mencionado nenhuma dor de cabeça até então.” Ele deu um tapinha no ombro de Oliver. “Não se preocupe tanto. Faz você parecer um medroso.”
Oliver se moveu pra bater na cabeça de Bart, mas antes que pudesse, Bart já não estava lá. Ele riu cansado e se virou em direção ao quarto de Chloe. Exausto, ele olhou pra mulher adormecida. Oliver não rezava muito, mas naquele momento ele ajoelharia se ajudasse.
Deus, nós dois sabemos que eu sou muito mais do tipo ‘faça algo sobre isso’ do que ‘peça isso a Deus’, mas agora, uma ajudinha seria útil. Então se você tiver um tempo livre qualquer hora dessas, eu seria muito grato.
Ele tirou um pequeno objeto do bolso e o examinou. Ele estava surpreso que Chloe o tivesse guardado. Ele o descobriu quando foi atrás de Dinah no Talon depois de Chloe ter sido sequestrada. Estava ali, no criado-mudo de Chloe no meio de um amontoado de coisas: uma caneca com um pouco de café seco no fundo, um colar, um daqueles mini-buquês de colocar no braço, velho, o despertador...
Com um pequeno sorriso ele o colocou na mesa ao lado da cama dela e foi sentar na cadeira perto da janela.
Uma enfermeira apareceu. “Senhor? Sinto muito, mas você não pode–”
“Posso ficar se quiser. Paguei por pelo menos um terço desse hospital a essa altura,” ele disse calmamente, recostando a cabeça e fechando os olhos.
A enfermeira nervosamente saiu, presumivelmente pra perguntar ao seu superior se devia ou não deixá-lo ali.
Oliver percebeu enquanto começava a cair no sono que talvez ele não pudesse ter certeza se Chloe chegaria a recuperar totalmente a memória, mas ele sabia de uma coisa: ele não iria desistir dela. Ela havia descoberto o bastante pra que ele pudesse contar quase toda lembrança que eles deviam ter juntos. E depois eles podiam trabalhar em mais algumas novas até que ela confiasse nele e pensasse nele como amigo novamente.
Extraordinarily Ordinary, Capítulo 9
Juro que a intenção era postar o final hoje. Mas ultimamente não tenho tempo nem pra dormir direito, então traduzir ficou mais complicado. Assim que der, eu posto o capítulo 11 :D
Lembrando: essa fic é da BlueSuedeShoes e os personagens infelizmente não são dela, nem meus, nem de ninguém que não seja a DC Comics e a Warner.
Boa leitura. E comentem depois, please ;D
(desculpem pelos erros, não deu tempo de revisar direito)
-9-
Quando Chloe voltou a si, ela estava numa estranha sala branca, amarrada à uma cadeira com uma TV na frente dela.
A situação despertou algo nela, como se seu cérebro estivesse lutando pra lembrá-la de algo importante.
Onde ela estava? E porque diabos alguém a seqüestraria?
Então de repente ela percebeu que com sua ligação ao Borrão e também sua suposta ligação ao Arqueiro Verde, havia cento e uma razões pra alguém sequestrá-la.
Mas onde estou? Chloe se perguntou. A tela diante dela a deixava nervosa. Eles vão fazer uma lavagem cerebral em mim? Chloe imaginou loucamente.
“Fico feliz em te ver acordada, Torre de Vigilância.” Chloe se assustou quando uma mulher apareceu na tela. “Estava começando a me perguntar se você chegaria a voltar a si.”
“Quem é você e porque estou aqui?” Chloe perguntou, lutando contra as amarras.
A mulher a respondeu friamente. “Pode parar com a encenação.”
“Que encenação? O que está acontecendo? Quem é você?”
A mulher a estudou atentamente. Então, depois de algum tempo, ela falou de novo, “Então você tem amnésia. Interessante. Achei um erro surpreendente seu voltar para seu apartamento quando devia saber que estaríamos monitorando tudo por lá.”
“Do que você está falando?” Chloe exigiu saber.
“Não se preocupe, Torre de Vigilância. Você terá tempo de sobra pra lembrar enquanto esperamos seus amigos virem atrás de você.”
A Agente Waller encerrou a transmissão do vídeo e virou-se para o homem que estava com ela.
“Quero dois guardas com ela e ao menos três do lado de fora. Se eles a levarem bem debaixo dos seus narizes como da vez passada, Deus me ajude, cabeças vão rolar.”
O homem a assegurou que nada daria errado e saiu rapidamente.
Waller recostou-se novamente na cadeira, curiosa com a aparente amnésia da qual Sullivan sofria. Waller tinha originalmente pensado que os relatórios do hospital eram um artifício, um jeito de Sullivan ter uma desculpa pra se esconder em algum lugar e ficar longe do radar deles. Aparecer em seu próprio apartamento, no entanto... bom, apenas servia pra mostrar que nem sempre há um plano por trás de cada movimento no tabuleiro de xadrez.
Ela se acomodou na cadeira e esperou seus oponentes fazerem o próximo movimento.
De volta a Torre de Vigilância, Oliver tinha uma forte convicção de que havia algo errado. O sinal rastreador de Chloe ainda estava ativo, e mostrava que de fato os agentes da Chequemate a levaram.
Dinah acabou conseguindo se livrar do agressor, salvando-se de também ser capturada, mas não a tempo de salvar Chloe. Oliver gostaria de ter ficado com raiva dela, mas sabia que não era culpa dela. Além do mais, ela já parecia mal demais sentindo culpa. E se Chloe estivesse ali, e ele que tivesse sido seqüestrado, ela nunca teria ficado com raiva de ninguém. Ela teria calmamente formado um plano como sempre fazia e deixado todos tranquilos.
“Como pode eles não terem desativado o sinal dela?” Victor finalmente vocalizou a pergunta que estava na cabeça de todos. “É simplesmente descuidado demais. Eles são mais espertos que isso.”
Oliver olhou fixamente pro ponto que piscava na tela. “Eles querem que a gente vá atrás dela.”
Bart o olhou. “O que? Porque? Achei que ela fosse o alvo principal da última vez. Eles conseguiram o que queriam então, não é?”
“Já jogou xadrez, Bart?”
“Não mesmo. É um jogo lento demais. Porque?”
“Porque,” AC respondeu por Oliver, “parte do jogo é tomar o máximo possível de peças do outro jogador.”
“Que, tipo ‘colecionar todas elas’ ou algo assim?”
“Acho que a idéia é exatamente essa,” Oliver disse, olhando pra todos eles, tentando não pensar no que isso significava pra eles sem a Torre de Vigilância pra guiar essa missão.
“Clark vem?” Dinah perguntou.
“Ele já tem as mãos cheias o suficiente com Lois, infelizmente. Ela está de olho nele o tempo inteiro e concordamos que não é uma boa idéia contar pra Lois que a prima com amnésia dela foi seqüestrada por uma organização secreta do governo, se pudermos evitar isso. Ele virá se surgir uma chance, mas caso isso não aconteça teremos uma baixa.”
“Duas baixas,” Bart lembrou. “Contando Chloelicious.”
Oliver o encarou, e Bart parou nervosamente.
“Desculpa.”
“Olhem, eis como iremos fazer isso. Victor, você pode visualizar um mapa do prédio a qualquer instante, certo?”
“Com certeza.”
“Ótimo. Quero que você vá primeiro e nos ajude a andar por lá.” O maxilar de Oliver travou enquanto Victor concordava. Esse era pra ser o trabalho da Chloe.
Chloe, horas depois, estava no processo de formular um plano só dela. Porém, não começou desse jeito. Começou com o pensamento solitário, Deus do céu, o que eles querem comigo?
E então, lentamente, várias peças finalmente se encaixaram.
Ela se sentia um pouco idiota, na verdade, considerando o tempo que levou pra ela perceber o que estava bem na sua frente.
Tudo levava a isso: A relação misteriosa de Oliver com Clark, que incluía ele estar a par dos segredos de Clark. O jeito superprotetor dele. O fato de que não somente ele percebeu imediatamente quando ela saiu, mas claramente entrou em pânico por causa disso.
E ela não tinha se deparado com o Arqueiro Verde naquela mesma noite? De que outra forma ele saberia que deveria procurá-la? Era evidente que foi isso que aconteceu. Ele não tinha simplesmente dado de cara com a única garota em milhas aleatoriamente no meio da noite.
Havia as coisas pequenas também. Sua altura, por exemplo. A covinha no queixo.
O cheiro de couro.
É por isso que todo mundo está escondendo coisas de mim, por isso eles estão receosos que eu entre em choque ou reaja mal.
O Arqueiro Verde disse que trabalho com ele. Como eu poderia fazer isso e ser a assistente pessoal de Oliver Queen – sendo que nesse último eu trabalharia o dia inteiro se fosse verdade – sem alguém notar?
Chloe revirou os olhos. Pelo amor de Deus, ele me chama de ‘Parceira’, dentre todas as coisas!
Uau. Demorei bastante, ela pensou exausta. Lentamente também fez sentido a razão pela qual eles a capturaram. Não estavam interessados nela. Descobriram de alguma forma sua relação com o Arqueiro. O Arqueiro disse alguma coisa quase exatamente igual, também. “Não é seguro aqui fora pra você. Há pessoas que sabem sobre nós e te usariam pra chegar até mim. Eu não quero você andando por aí sozinha até se lembrar de nós.”
Ela era a isca.
Bem, então, ela pensou inflexivelmente, simplesmente terei que sair daqui antes que ele entre em alguma encrenca por mim.
Ela olhou pros dois homens de pé, ambos parecendo bastante entediados.
Não são exatamente o melhor que eles tinham, são? Ela arqueou uma sobrancelha. Ok, bom, posso ser mais uma jornalista do que uma atriz, mas certamente posso inventar alguma coisa num instante aqui.
Ela lembrou que no Talon quando foi atacada, ela quase derrotou um dos valentões. Ela era mais forte do que aos dezoito, e seus instintos a guiaram mais do que qualquer outra coisa. Ela lembrava-se de saber alguma coisa sobre defesa pessoal. Ela foi forçada a aprender isso depois de um tempo, mas aparentemente suas habilidades ficaram mais aguçadas com o passar dos anos.
Ou assim espero, de todo modo. Provavelmente terei que me guiar quase que inteiramente por instinto aqui.
Ela virou a cabeça pro homem mais perto dela, que estava sentado contra a parede, os cotovelos apoiados casualmente nos joelhos.
“Então,” ela disse, “o que uma garota tem que fazer pra conseguir um gole de água por aqui?”
“Cale a boca,” ele rosnou brevemente.
“Que?” ela perguntou inocentemente. “Você tem idéia do tanto que a boca fica seca depois de tanto tempo desacordada assim? É só um copo d’água.”
Ele não respondeu, então ela suspirou dramaticamente.
“Vocês dois são companhias horríveis, sabiam disso? Porque não me contam alguma coisa sobre vocês? Como os nomes, pra começar?”
Ela olhou de um para o outro, mas ainda assim ninguém respondeu.
“Tímidos? Tudo bem. Eu costumava ser tímida, também... bem, não, acho que nunca fui tímida, mas meu melhor amigo era. Muito tímido. Dolorosamente até. Ele costumava tropeçar apenas por estar no mesmo lugar que a menina que ele gostava. Na verdade isso era porque ele era seriamente alérgico ao colar que ela usava – o que é uma coisa bem esquisita pra se ter alergia, não acham? – mas enfim, ele nunca realmente deixou de ser tímido também. Acho que é simplesmente parte da essência da pessoa. Além do mais ele foi criado numa fazenda por pessoas muito educadas, então aposto que tem muito a ver com isso, também. Eu gostava dos pais dele. Eles eram sempre muito gentis comigo, e a mãe dele, meu Deus, ela fazia os melhores –
“Se eu pegar sua água, você fica calada?”
Chloe concordou, sorrindo pra ele. Ele foi até o parceiro e murmurou alguma coisa que ela não conseguiu ouvir. Ela usou a oportunidade pra determinar com qual tipo de nó ela estava lidando ao redor dos pulsos. Tinha passado uma boa parte dos seus anos de ensino médio aprendendo como escapar de algemas e cordas, e ela só podia agradecer a Deus ter sido seqüestrada depois de se lembrar dessa parte de sua vida.
Quando o primeiro cara saiu supostamente pra pegar sua água, o segundo se levantou e andou até ela, arma em punho.
Chloe arqueou uma sobrancelha pra armar. “Bom, isso não é muito amigável,” ela brincou.
Ele revirou os olhos em resposta.
Chloe sorriu.
“Porque você está tão feliz?”
“Você não tem idéia de como essas cordas estavam esfolando meus pulsos.”
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Tradução: Easy
Essa é uma fic pequena da BlueSuedeShoes muito bonitinha. Não se passa em um momento determinado da série nem dá a entender onde eles estão, mas estão juntos. Muito fofa mesmo. ^^
[[Os personagens e a história não nos pertencem.]]
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Easy - BlueSuedeShoes
“Estou com fome.”
Chloe fungou.
“O quê?”
“Você está sempre com fome.”
“Você deve estar me confundindo com o Bart.”
“Não. O Bart está sempre ridiculamente com fome. Você está sempre com fome no exato momento em que estamos prontos para fazer alguma coisa - neste caso assistir a um filme que estou morrendo de vontade de ver - que você então tem que interromper para pegar algo para comer.” Ela o olhou de sua confortável posição no sofá, no colo dele.
“Isso não é verdade.”
Ela ergueu uma sobrancelha.
“Na maior parte.”
Ela riu. “Bem, odeio ser portadora de más notícias, mas na última vez que chequei, você dispensou os funcionários da cozinha pelo resto da noite, e nenhum de nós tem nenhuma utilidade na cozinha.”
Ele a empurrou do seu colo e ela rolou no sofá com um suspiro de derrota. “Então vamos achar algo fácil,” ele disse confiante. “O filme vai estar aqui quando voltarmos.”
“Consigo convencê-lo a simplesmente comer algumas batatas fritas?” Ela gritou quando ele foi para a cozinha.
“Não,” ele gritou de volta do fim corredor. Ela riu quase sem controle antes de levantar-se e ir atrás dele.
Ela o achou na cozinha, remexendo a dispensa alegremente. Ele a olhou quando a ouviu entrar. “O que você acha de macarrão com queijo?” ele perguntou.
“Que é mais trabalho do que vale à pena?” ela sugeriu. Oliver ignorou.
“Eu acho que é bom,” ele disse, jogando para ela uma caixa com vários tipos de massas e metendo a cabeça no refrigerador para procurar por cheddar. “De qualquer forma, é possivelmente a coisa mais fácil do mundo de se fazer. Você não pode ferrar com o macarrão & queijo nem mesmo se tentar.”
“Você não tem do tipo instantâneo de um bom e conveniente pacote?” ela perguntou desanimada.
“Aquele negócio pulverizado? Nah, o caseiro é melhor.”
“Você ao menos sabe como ferver água?” ela brincou, pegando uma panela.
Ele lançou a ela um olhar indignado e ela riu, enchendo a panela com água e colocando em cima do fogão.
“Você poderia achar para mim um azeite de oliva?” ela perguntou quando ele colocou uma peça de cheddar em cima da mesa.
“Para quê?” ele perguntou.
“Truque de Martha Kent. Evita que a massa se grude.”
Ele sorriu para ela. “E você diz que não tem utilidade na cozinha.”
“Não tenho. Martha Kent é quem sabe o que está fazendo.” Ela procurou pelo sal enquanto esperava a água ferver.
Eventualmente a massa estava fervendo e as mãos do Oliver estavam se movendo para o sul. “Dá pra parar?” ela perguntou, lutando contra um tremor quando ele cheirou o pescoço dela.
“Hã? Você é muito sexy quando está assim tão concentrada,” ele brincou.
Chloe revirou os olhos. “Pensei que estivesse com fome.”
“Isso se chama multi-tarefa.”
“Toma,” ela disse tentando distraí-lo. “Diga se já está macia.” Ela ofereceu a ele um pedaço da massa na colher de pau. “Cuidado, está--“
Ele engasgou com a massa antes que ela pudesse terminar, engolindo rapidamente depois de queimar a língua. Ele a encarou.
“-- quente,” ela terminou, rindo da expressão dele.
“Está pronta,” ele disse amargamente.
Sorrindo ela foi escorrer a água da panela e colocou a massa em um refratário de vidro. Oliver assistiu enquanto ela trouxe o cheddar que ele ralou e cuidadosamente o peneirou sobre a massa, tendo o cuidado de não haver mais do que o suficiente cobrindo o macarrão.
“Aqui,” ela disse, dando para ele. “Coloca no forno.”
Ele obedeceu com prazer, feliz de que estava conseguindo o que queria. “Preciso programar um tempo?” ele perguntou fechando o forno.
“Não, só precisamos ficar olhando até o queijo derreter,” ela informou.
“Ótimo,” ele disse, e Chloe não percebeu o olhar travesso no rosto dele enquanto ela lavava as mãos. Algo a acertou na nuca e ela sentiu várias coisas frias e meladas descendo pela camisa dela. Gritando de susto ela se esticou e mexeu na camisa para tirar as coisas. “O que foi isso?” ela exigiu, rodeando o Oliver, que tinha mais pedaços de queijo nas mãos e sorria.
“Isso foi pelo macarrão quente,” ele disse.
“Seu porco,” ela disse, o que fez com que ele jogasse mais queijo nela. “Oliver!” ela exclamou antes de se virar para a torneira e puxar a mangueira para espirrar água no rosto dele.
Oliver cuspiu a água, espirrando de volta nela e Chloe percebeu que cometeu um erro grave. “Ah não,” ela disse ao ver o olhar no rosto dele, “não se--ATREEEVAAA!” ela gritou a última palavra quando ele começou a correr atrás dela em volta do balcão da cozinha, quase a alcançando em um momento. Rindo alegremente, ela pegou uma mão cheia de queijo para jogar nele. Ele se esgueirou a tempo e pulou por em cima do balcão, parando bem atrás dela. Ele rolou do balcão bem a tempo de segurá-la, envolvendo os braços ao redor dela fortemente e prendendo os braços dela ao lado. Chloe gritou, rindo ao mesmo tempo, quando ele a carregou em seu colo. Ela se debateu contra ele enquanto ele beijava o pescoço dela. “Me solta seu primitivo,” ela insistiu, mas ele a cutucou nos lados em resposta, causando o riso dela.
“Ah, se conforma. Você pediu por isso,” ele disse a ela, virando-a em seus braços para beijá-la propriamente.
“Mmm... talvez,” ela admitiu enquanto suas mãos seguravam a camisa dele, se arqueando contra ele quando o beijo a forçou para trás.
Antes que ela percebesse, ela já estava no chão, com o Oliver se pressionando contra ela enquanto a língua dele passou pelos lábios dela. Os dedos dela deslizaram pelo cabelo dele e ela pressionou seu quadril contra o dele, provocativamente.
Ele rosnou. “Mulher, sugiro que você pare com isso ou nunca vai assistir aquele filme que queria tanto.”
“Não me chame de Mulher,” ela rebateu, “e talvez eu tenha mudado de idéia sobre o filme.”
“Por mim tudo bem,” ele sorriu, baixando a cabeça para beijá-la novamente.
Logo quando as coisas estavam esquentando eles foram despejados da euforia por um bipe irritante.
“Pensei que você não tivesse programado um tempo,” Chloe murmurou, pensando que tinham se passado apenas cinco ou dez minutos--o que tecnicamente era mais do que suficiente para a massa.
“Não programei.”
“Então o qu--“ Os olhos da Chloe se abriram e ela viu a fumaça se acumulando no teto. “AH MEU DEUS!” ela gritou, jogando-o de cima dela. Correndo até o forno, ela pegou o extintor, abriu o forno e mirou o extintor, apagando as chamas. Ela encarou a massa negra em choque, então foi desligar o gás do forno, se dando conta que deveria ter feito isso em primeiro lugar. Então sua mão parou no ar. Ela pegou uma luva e jogou no Oliver, que estava ocupado desligando o alarme de incêndio.
“Por que isso?” ele perguntou surpreso.
“VOCÊ BOTOU EM GRELHAR? O QUE HÁ DE ERRADO COM VOCÊ?” ela gritou com ele incrédula.
“O quê?” ele encolheu os ombros, confuso.
“Você deveria ter posto em assar, não grelhar. Não é surpresa que tenha pegado fogo.” Ela sacudiu a cabeça, exasperada.
“Desculpa?” ele disse tolamente, descendo da cadeira em que tinha subido.
Ela finalmente desligou o forno, impressionada com a densidade dele. “Você é incorrigível.”
“Não sou incorrigível. Sou incrível.”
“E por que isso?” ela perguntou, tentando segurar o riso enquanto ele caminhava em direção a ela para beijá-la.
“Sou incrível porque sou tão persistente,” ele disse contra os lábios dela.
“Ah?”
“É. Vou tentar tudo de novo. Acho que dessa vez devemos adicionar chantili à guerra de comida, porém,” ele sugeriu, mexendo as sobrancelhas para cima e para baixo.
Chloe gemeu. “Você tem sorte por eu amar você.”
Ele sacudiu os ombros. “Eu sei. E você tem sorte por eu ser tão incrível.”
“Tem certeza de que não podemos simplesmente pedir pizza?” ela perguntou esperançosa.
Ele sorriu para ela. “Isso seria muito fácil.”
--
Extraordinarily Ordinary, Capítulo 8
Extraordinarily Ordinary é uma fic da BlueSuedeShoes ;D
--8—
Na manha seguinte Oliver imitou Chloe e fingiu que nada tinha acontecido na noite anterior a não ser a volta da memória dela. Ele entrou na cozinha e a encontrou já acordada. Ela estava debruçada sobre os jornais que Bart tinha deixado, alternando entre eles várias vezes, e – ele notou com interesse – constantemente voltando ao retrato-falado do Arqueiro Verde.
“Lembrou de mais alguma coisa?” ele perguntou casualmente, tentando não denunciar seu desespero.
Ela balançou a cabeça negativamente, sem tirar os olhos do jornal. “O Clark é o Borrão?”
“Sim.”
Aí sim ela tirou os olhos do jornal. “Sério?”
Oliver confirmou, pegando uma caixa de cereal. “Quer alguma coisa?”
“Não, obrigada. Quando ele se tornou o Borrão?”
“Uns dois anos atrás.”
“Uau.” Ela voltou para o jornal. Depois, passado um momento, ela pareceu se preparar pra algo. “O que você sabe sobre o Arqueiro verde?” Chloe suspeitou que talvez o fato dela saber da identidade de Clark era a razão do Arqueiro Verde dizer que a conhecia. Ela devia o ter conhecido através do Clark. E se Oliver sabia sobre Clark, então havia uma grande chance dele conhecer esse segundo herói também. Ela planejou perguntar a mesma coisa pra Clark quando ele ligasse mais tarde.
“Porque você pergunta? Lembrou de alguma coisa sobre ele?” ele perguntou se sentindo um pouco idiota. Era bizarro fingir pra Chloe que ele não era o Arqueiro Verde.
“Não, eu só... só estou curiosa. Tenho uma sensação estranha que me diz que eu devo conhecê-lo.” Ela cuidadosamente pulou a parte em que ela encontrou esse homem misterioso na noite anterior.
Oliver a olhou agudamente, irritado com a falta de sinceridade dela. “Ah?”
Ela deu de ombros. “Sim. Mas sei lá. Deve ser porque eu aparentemente escrevi um ou dois artigos sobre ele. Tanto faz.”
Oliver sorriu amargo pra si mesmo. Ela era boa. Qualquer outro que não ele teria acreditado nisso facilmente.
Chloe olhou pra Oliver, dessa vez pensativa. “Pergunta.”
“Qual?”
“Porque e como você sabe sobre o Clark?”
Oliver não estava preparado pra essa, embora devesse estar. Ele conseguiu um pouco mais de tempo colocando um pouco de cereal na boca. Depois de engolir, respondeu cuidadosamente. “Bom, o cara não exatamente usa uma máscara. Enfim, eu e ele ajudamos um ao outro numas enrascadas aqui e ali.”
Chloe mordeu a língua, seus olhos parecendo procurar os de Oliver. Ele via que ela estava tentando obter mais informações dele, determinar se havia mais informações.
“Então Clark e Lois voltam em dois dias, e você tem uma consulta com o médico amanhã. Está basicamente livre hoje. O que quer fazer?” ele perguntou, mudando de assunto pra evitar as águas perigosas e turbulentas do anterior.
“O que você vai fazer?”
Ele deu de ombros. “Não tenho nenhuma reunião hoje, só um evento à noite.”
“Ah.” Ela se sentiu culpada por secretamente ter esperanças de que ele ficasse ausente como no dia anterior. Ela estava quase que com medo de ficar sozinha com ele.
“Então...” ele a encorajou.
“Umm... Não sei. O que eu faço pra me divertir?”
Ele olhou pra cima, surpreso com a pergunta. “Ehhh...”
Chloe se lembrou do que Dinah disse no outro dia sobre ser anti-social. “Eu sou tão reclusa assim?” ela disse cansadamente.
Oliver a olhou compreensivo, mas não respondeu.
“O que aconteceu? Todo mundo me diz que eu passei por muita coisa. O que foi tão desolador assim? E não me diga que não pode me contar!” ela o cortou, vendo as palavras já se formando nos lábios dele.
Oliver fechou a boca e olhou pra baixo. Fazendo um barulho frustrado, Chloe levantou e saiu da mesa.
“Onde você vai?” ele perguntou.
“Vou tirar esse pijama e colocar outra roupa, Oliver. E depois vou ligar pra Lois e perguntar quais filmes eu vi nos últimos anos que eu tenha gostado. E depois eu vou assisti-los na sua TV.”
Oliver riu, balançando a cabeça. “Ah, Chloe,” ele murmurou. Mas aí ele ficou sério. Como Chloe reagiria se lembrasse de Brainiac e Davis e Jimmy e todas as coisas que aconteceram nos últimos anos? Ele não achava que podia suportar ver a dor nos olhos dela de novo. Era isso que o tinha feito fugir, afundando-se no álcool e se escondendo dela mais do que de qualquer outra pessoa. Ela seria capaz de perdoá-lo mais uma vez pelo papel dele na tragédia dela? Isso o surpreendera já na primeira vez.
Talvez Clark tenha um pouco de razão, ele pensou amargamente. Talvez Chloe esteja melhor não se lembrando de tudo isso... não se lembrando de mim.
Ele levantou da cadeira, pegando a tigela do cereal e o prato de Chloe. Deu uma olhada no último e percebeu que ela encontrou as panquecas de mirtilo do dia anterior no freezer e as esquentou. Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto.
Chloe ficou em casa e assistiu filmes a manhã inteira. Oliver, enquanto isso, estava pesquisando sobre a Chequemate e algumas das novas informações da LJ sobre essa organização. Sua cabeça estava começando a doer ao revisar arquivo após arquivo, tentando descobrir do que essas pessoas realmente estavam atrás. O que eles queriam com heróis? Porque eles seqüestraram Chloe?
Chloe. Isso era trabalho dela, não dele. Era ela que sempre juntava as peças do quebra-cabeça. Victor podia quebrar um galho na próxima missão como Torre de Vigilância, mas a verdade era que eles precisavam dela de volta.
Ele olhou pro canto do sofá em que ela estava sentada. Pensou como seria se ela nunca recuperasse totalmente a memória. Sem dúvidas ela descobriria sobre o Arqueiro Verde novamente. Já tinha feito isso uma vez, não tinha? Ele viu o olhar no rosto dela durante o café. Ela estava determinada a resolver esse mistério. Ele suspeitava que ela talvez já pensasse que Oliver estava de alguma forma envolvido. Não lamentaria quando ela descobrisse. Seria bom restaurar pelo menos essa parte do relacionamento deles. E talvez ele pudesse convencê-la a voltar pro seu trabalho. Ela recuperaria as habilidades com o computador mesmo sem a memória? Era discutível, mas duvidoso. Porém, ela podia reaprender. Victor poderia ajudá-la. Talvez eles pudessem ter a Torre de Vigilância de volta sem ela ter que sofrer a dor do Apocalipse toda de novo.
Ele balançou a cabeça. Isso não era justo. Não era ele que dizia pra ela que queria que recuperasse todas as lembranças, não importa quão sombrias fossem? Ela tinha ficado grata a ele por isso, chateada com o fato de Clark querer o contrário.
A percepção de que ele estava começando a pensar como Clark o incomodou, e ele se afastou da mesa, admitindo que não faria nenhum progresso com Chequemate. Ao menos não naquele momento.
Olhou pra Chloe novamente. “Vou sair por um minutinho,” ele disse a ela. “Você está bem? Precisa de alguma coisa?”
Chloe tirou os olhos da TV. “Não, estou bem.”
Oliver pegou sua jaqueta de couro preta e saiu do apartamento, os olhos de Chloe o seguindo enquanto o fazia, se perguntando onde ele estava indo.
Chloe suspirou quando a porta do elevador se fechou, e ela afundou no sofá. Isso era... estranho. Tudo ao redor dela era estranho. Estava tão feliz por lembrar de Clark e sua vida dupla. Tantas peças se encaixaram quando ela se lembrou do ensino médio, e ainda assim tantos outros mistérios permaneciam, a maioria deles envolvendo Oliver.
Ela levantou pra ver o que ele estava fazendo no computador, o coração batendo acelerado como sempre fazia quando ela metia o nariz onde não era chamada.
Mas a maioria dos arquivos estava encriptada, e ela não achava que tinha tempo pra quebrar os códigos antes de Oliver voltar. Nem tinha certeza se era capaz. Ela era uma hacker decente, mas isso parecia avançado demais pra ela. Tudo que conseguiu descobrir foi que a maioria dos arquivos tinha alguma coisa a ver com algo chamado Chequemate.
De repente Chloe teve uma visão de um homem mais velho, morrendo na frente dela, sua última palavra “Cheque.”
Mas tão logo que veio, logo sumiu, como água escorrendo entre seus dedos, e ela não conseguia se lembrar mais.
Ela balançou a cabeça. O que era Chequemate e porque Oliver pesquisava tanto sobre isso? Achou que talvez fosse relacionado à empresa, mas quando ela pegou seu próprio computador pra pesquisar isso no Google, o resultado era virtualmente infrutífero.
“Chequemate... a palavra dançou em seus lábios com uma familiaridade desconcertante. Finalmente, porém, depois de não lembrar nada, ela desistiu. Fechando o computador, ela notou o barulho do elevador se movendo, o que queria dizer que Oliver estava voltando. Ela correu pela sala e deitou de volta no sofá, como se nunca tivesse se movido. Ela queria voltar um pouco o filme, mas não queria correr o risco dele notar alguma coisa.
Bem feito, ela pensou irritada consigo mesma. Não descobriu nada.
Oliver entrou na sala com dois cafés na mão e a primeira coisa que notou foi que seu laptop estava novamente aberto. Ele arqueou uma sobrancelha com deleite enquanto olhava pra Chloe. Por um momento ele pensou se devia ou não falar com ela sobre ela ter espiado, como ela reagiria se ele fizesse isso, mas ele decidiu não fazer. Apenas o fato dela estar espiando – o investigando, basicamente – era um sinal promissor de que ela estava voltando a ser uma Chloe com a qual ele estava mais familiarizado. Ele se perguntou se ela descobriu alguma coisa útil.
Se permitindo dar uma risada baixinha, ele andou até ela e entregou o café que trouxe pra ela.
Ela parecia surpresa. “Obrigada”
“De nada,” ele disse, sentando ao lado dela. Ele não tinha tirado a jaqueta e Chloe involuntariamente inspirou o cheiro de couro novamente.
“Você cheira bem,” ela disse aleatoriamente.
Ele riu. “Obrigado?”
Ela riu também. “Desculpa. Eu não sei. Por alguma razão eu gosto do cheiro de couro.”
As sobrancelhas de Oliver se ergueram, arqueadas, mas ela não notou, os olhos grudados na tela da TV naquele momento. Finalmente, aceitando que isso era tudo que ela iria dizer sobre o assunto, ele se virou pra TV também. “O que você está vendo?”
“O filme do Anjo Guerreiro que Lois diz que teve uma parte filmada na fazenda Kent. Na verdade não é inteiramente ruim. Bem do tipo Blockbuster, mas bom.” Ela deu um gole no café. “Lois disse que gosto muito de filmes de super-heróis,” ela acrescentou, uma das sobrancelhas se erguendo levemente. “Sem dúvida uma consequência de ser amiga de Clark Kent,” disse.
Oliver concordou com um aceno de cabeça. “Provavelmente.” Ele não sabia isso sobre ela. Não tinha idéia de que tipos de filme ela gostava ou não.
Depois de um tempo Chloe falou de novo, os olhos nunca deixando o filme. “Para com isso.”
“O que?” ele perguntou sorrindo.
“Me assistir assistindo o filme. É desconcertante e muito irritante.”
“Aw,” ele provocou. “Porque? É tão divertido.”
“É estranho. Pare.”
Sorrindo, ele relutantemente tirou os olhos dela e olhou pra TV. “Tá bem, tá bem.”
Quando o filme acabou Chloe se virou pra ele. “Que horas é a consulta com o médico amanhã?”
“Não antes da tarde. 12:30, eu acho.”
“Obrigada.” Ela levantou do sofá e foi jogar fora o copo agora vazio de café. “Obrigada pelo café, por falar nisso.”
“De nada.” Oliver a observou e então se preparou. “O que você acha de sair essa noite?”
Ela olhou pra cima, surpresa. “O que?”
“Eu tenho aquele... evento que te falei. Você quer ir? Você não tem que ir,” ele acrescentou rapidamente. “Com certeza posso encontrar outra pessoa,” ele xingou mentalmente ao perceber o quão estúpido isso soava em voz alta, “mas achei que talvez você gostaria de sair à noite.”
Chloe o olhou com cautela. “Que tipo de evento?”
“Não é grande coisa.”
Ela arqueou uma sobrancelha pra ele com suspeita.
“Baile de Caridade,” ele admitiu.
Chloe fechou os olhos, pensando. Por um lado, era uma oferta muito tentadora. Por outro, era uma idéia muito ruim ir a algo que parecia um encontro com Oliver. Ela mordeu o lábio.
Mas novamente, ela se perguntou, porque é uma idéia tão ruim? Quero dizer, doeria tanto assim fazer isso? Talvez eu estava errada sobre a noite passada. Não sei. Ainda parece estranho que ele pense em mim dessa forma… mas ele está convidando, não está? Não posso ter certeza de que irei sequer recuperar minha memória completamente – apesar de que a noite passada certamente me deu motivos pra ter esperança – mas mesmo assim, talvez eu devesse tentar conhecê-lo de verdade. Todo mundo insiste que somos tão bons amigos...
“Porque não?” ela disse em voz alta. “Mas devo dizer que não acho que vi uma roupa formal entre as que Clark trouxe pra mim,” ela acrescentou.
“Sem problemas. Comprarei alguma coisa pra você.”
Chloe pareceu surpresa. “Nem pensar.”
“Mas você disse—”
“Não vou deixar que você compre um vestido pra mim.”
Oliver revirou os olhos. “Porque não?”
“Porque—” ela se atrapalhou com as palavras, “porque é inapropriado e... e—”
“Você não tem nenhuma razão válida, não é?”
“Não. Mas ainda assim eu não quero que você faça isso. E se eu fosse com Dinah no Talon pra escolher alguma coisa minha?” Chloe estava surpresa com a própria genialidade. Seria uma oportunidade perfeita pra procurar no Talon algum vestígio de seu passado mais recente
Oliver parecia cauteloso. “Você levará Dinah com você?”
“Claro.”
Ele coçou a parte de trás da cabeça. O que podia fazer? Não era como se ela fosse sua prisioneira ou algo assim. Ela era livre pra ir se quisesse. Ela estará segura com a Canário, ele acrescentou pra si mesmo. “Sim, claro. Porque não?”
E foi assim que Chloe acabou no Talon, ajudando Dinah a fazer uma busca em seu closet.
... ou, mais precisamente, Dinah estava fazendo uma busca no closet de Chloe enquanto ela imperceptivelmente explorava as mudanças no lugar, comparando ao que lembrava. A falta de fotos a surpreendeu. Ela sempre gostou de ter vários porta-retratos espalhados no ensino médio. Não havia nenhuma a ser encontrada agora. Ela tinha a estranha impressão de que elas foram guardadas por alguma razão desconhecida – como se ela não quisesse olhar pra elas.
Ótimo, ela pensou, agora estou guardando segredos até de mim mesma.
“E esse?” Dinah interrompeu seus pensamentos, segurando um vestido rosa brilhante.
“Definitivamente não,” Chloe fez uma careta. Era o vestido que ela usou no baile de recepção com Clark.
Dinah pendurou o vestido novamente. “É, rosa realmente não combina muito a ver com você, não é? Muito Barbie.”
Chloe riu. “Que cor você acha que devo usar?”
Dinah arqueou uma sobrancelha pra ela, os olhos dançando. “Definitivamente verde. Vamos ver se –”
As palavras de Dinah foram interrompidas por alguém arrombando a porta.
“O que –” Alguém agarrou Chloe por trás, e o instinto a dominou enquanto ela se debatia contra o assaltante, quase conseguindo se soltar antes de uma segunda pessoa se juntar à briga.
“Chloe, tape os ouvidos!” Dinah gritou e Chloe deu uma olhada a tempo de vê-la começar a gritar, um grito sobrenatural preenchendo o lugar. As mãos de Chloe foram pros ouvidos instantaneamente, tentando bloquear o som. O que diabos estava acontecendo? De repente o barulho que fez os dois agressores caírem de joelhos foi abruptamente interrompido quando um terceiro homem se lançou na direção de Dinah, jogando uma espécie estranha de líquido que parecia uma cola na boca dela. Dinah tentou tirar aquele treco do rosto dela, mas não teve chance quando o agressor deu um golpe que a derrubou.
A última coisa que Chloe viu foi Dinah lutando com o agressor antes de Chloe sentir uma picada no pescoço. Numa questão de instantes tudo ficou preto.
Vinte minutos depois, Oliver pegou o celular e viu o nome Dinah Lance na tela. Ele atendeu, mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, Dinah falou freneticamente.
“Oliver, eu perdi Chloe.”
“Você o QUE?”
