Bom, tinha um tempo que eu vinha querendo traduzir uma fic assim, com toda a JLA, uma fic de comédia :D Já avisando para os que esperam uma fic cheia de momentos Chlollie: essa não é a fic que você procura, na verdade apenas uma parte tem os dois(mas a parte que tem compensa). Eu me arriscaria a dizer que eles não são os personagens centrais dela. Mas eu amei a interação da JLA e não consegui evitar ^^ Espero que gostem como eu gostei.
Boa leitura e comentem!
Título: Anything For Their Watchtower Autora:Tarafina Classificação: T Gênero: Comédia/Romance Casais: Chloe/Oliver, AC/Dinah, Clark/Lois, Victor/OC, Bart/3OC's Resumo: Os irmãos da LJ estão apenas cuidando de Chloe e acabam tornando um banquete chato em algo muito interessante;
Oi de novo! :D Depois de bastante tempo eu estou de volta, e devo admitir que estava com saudades de tudo isso aqui. Ainda não estou de volta de verdade, mas é quase isso. Enfim… chega de falar das minhas idas e vindas. Entrando no espírito natalino, eu vou postar algumas traduções e a Roberta vai postar fics dela, todas temáticas. Eu sei, eu sei… ainda devo os capítulos finais de Til Kingdom Come, mas eu prometo que eles virão, só não nessas próximas duas semanas.
Agora falando da fic… tem muuuuuuuuuitas notas de tradução que eu precisei fazer, porque afinal de contas as tradições Natalinas de lá são diferentes, então precisei esclarecer algumas coisas. Essas notas constam no final da fic. Boa leitura pra todos! Depois, como a Roberta diz, façam uma autora/tradutora feliz e comentem! :D
Título: Christmas Miracle Autora:Tarafina Gênero: Romance/Humor Rating: PG13 Prompt: Compras de Natal Resumo: De shoppings lotados a viscos, Oliver pode acabar conseguindo seu milagre de Natal…
O ChlollieAwards é uma premiação da ComunidadeChlollie no LiveJournal, e estas foram as fics vencedoras da edição 2010, algumas delas já foram traduzidas pelo JustChollie e pelo Chlollie4ever. Os vencedores foram:
Best Multi-chapter - Em capítulos 1º I'll Explain Everything When it's Friday (bella8876) 2º Love for Realsies (babydee1) 3º The Last Job You'll Ever Have (bella8876)
Best Family - Família 1º Distant Echoes (chloeas & dl_greenarrow) 2º 2:00 AM Applesauce (bella8876) 3º The Matchmaker (sarcastic_fina)
Best Romantic - Romântica 1º Deja Vu (gen717) 2º Exposed (calie15) 3º Anything but Ordinary (gen717) 3º Love for Realsies (babydee1)
Best Time-Travel - Viagem no tempo 1º Love over time (calie15) 2º Through a Glass, Darkly (chloeas & dl_greenarrow) 3º Through Your Eyes (iluvaqt & miranda 882)
Bom gente, eujátraduzi essa fic há algum tempo, mas ainda não tinha postado não sei por quê. Então aqui vai. É da Tarafina. É muito bonita apesar de ser meio dramática (ou por ser meio dramática, depende do ponto de vista) e tem um final surpreendente. Se passa num futuro que nós sonhamos, com eles casados (;D) já alguns anos depois da série, digamos. Espero que gostem.
[[Os personagens e a história não pertencem a mim.]]
Ela está assustada. Nunca o viu tão abalado assim e não sabe o que fazer pra fazê-lo se sentir melhor. Em um minuto tudo estava bem; tudo estava como tinha que ser. Jantar. Eles iam jantar. Ela ligou pra avisar que estava chegando, mas quando chega lá, ele está arrasado. A mesa feita previamente, com velas e pratos, está virada no chão. Comida mancha o piso, esquecida e esmagada embaixo dos móveis jogados. Ela está de pé no meio disso, tentando evitar que algo fique preso no seu salto; mais porque ela está preocupada em poder mergulhar de cara na caçarola que ele fez da receita dela e que parecia estar gostosa.
O apartamento deles está em pedaços; não é só a sala de jantar, ela nota. Ele destruiu tudo, do piso ao teto. E está sentado no meio de tudo, com as costas contra a parede, joelhos encolhidos e o rosto entre eles.
Há quatro anos que eles estão juntos, há sete se conhecem, e ela nunca o viu tão destruído. Ela já o viu beber até o estupor, jogar fora a dupla-identidade e trocá-la pela fachada bilionária distante e briguenta. Mas as juntas dos dedos dele estão machucadas, sangrando, e a pele dele está manchada, como se enfurecida e dolorida. Os ombros dele estão sacudindo, mas não há lágrimas, não há soluços angustiados. O homem que ela conhecia não está mais ali, o homem que encarava qualquer coisa que viesse em seu caminho e consertava, não importa o que custasse.
Ela se ajoelha ao lado dele e vira a cabeça em dúvida. “Ollie?” Ela espera, mas não há resposta. “Oliver, o que há de errado?”
Perdida. Ela sente como se não houvesse nada que ela pudesse fazer. Ele não responde, nem levanta a cabeça pra olhar pra ela. Ela toca o cabelo dele, massageia o pescoço dele suavemente, mas não há reação. Os olhos dela ficam embaçados de lágrimas, agora ela está realmente preocupada. O que poderia ter acontecido? Foi algo com o grupo? Estaria algum machucado? Morto? Ela começa a hiperventilar, seu peito doendo; foi o Bart? Victor? AC? Dinah? Todos eles? Ela tenta lembrar onde cada um estava; o que estavam fazendo. Foi alguma missão que deu errado? Foi algum erro fatal ou um ataque planejado?
Ele suspira, põe pra dentro uma pesada e irregular respiração e esfrega o rosto. E então ele se levanta e ela levanta com ele. Ele não olha pra ela, porém; nem dá a entender que ela está lá.
“Olha, eu não posso ajudar se não souber o que tá acontecendo... Eu sou boa, mas não consigo ler mentes.”
Nem um sorriso. Ele atravessa a sala, chuta restos do caminho e nem parece se importar.
“Amei o que você fez com o lugar,” ela murmura, o seguindo. “Bem Feng-Shui. O chi é incrível!”
Ela se sente mal pela observação sarcástica quando ele pinça a testa, pausa na mesa dela e fica parado lá, ombros caídos. Ela vai rapidamente até ele então, enrola os braços na cintura dele e repousa a cabeça contra as costas dele. “O que quer que seja... eu tô aqui com você, tá bem?” É tudo que ela pode fazer; tudo que ela pode dizer. Ela gostaria que houvesse mais; deseja que ainda tivesse o poder de cura porque ela não quer nada mais do que tirar dele essa dor.
A mão dele aperta o peito, como se o coração dele doesse e ela desliza a mão dela para cobrir a dele.
Ela não agüenta o silêncio; gostaria que ele falasse, ou gritasse ou qualquer coisa. Nos quatro anos do relacionamento deles, ele nunca foi chamado de quieto. Até na calada da noite, dormindo, ele roncava alto o suficiente para acordá-la às vezes. Geralmente ela dormia com a voz dele; ou quando ele estava no telefone discutindo com algum associado dos negócios do outro lado do país ou compartilhando detalhes da última missão com ela e ela estava muito cansada pra ficar acordada. A voz dele era acalante; poderia levá-la a qualquer coisa. Ela acordava com a voz dele rouca do sono brincando com ela, ela geralmente se acalmava com as palavras gentis murmuradas, se fortalecia com os discursos.
Ela quer forçá-lo a se sentar, a cuspir logo o que o deixou tão machucado. Mas então ele se vira para o outro lado, senta no banco embaixo da escada, cotovelos nos joelhos, olhos analisando a bagunça na frente dele. A expressão dele então é solene, como se ele estivesse se fechando, indo para dentro de si mesmo.
“Não,” ela argumenta, envolvendo o braço ao redor do ombro dele quando senta ao seu lado, o apertando e querendo sacudi-lo. “Fala comigo... Só... Só não faz isso com você... Por favor...” Ela não sabe se agüenta mais uma queda e sabe para onde isso está indo; a bebedeira, as apostas, a perda de si. Ela não pode e não vai deixar isso acontecer com ele; não de novo. Ele é bom demais, não merece isso. “O que quer que seja... nós podemos ajeitar. Podemos consertar...” Ela o encara e não vê mudança nenhuma de expressão, somente a perda desesperadora nos olhos dele, lágrimas na beira, presas. “Vamos, Ollie... Não foi você que disse que o amor salvaria a todos nós? Hmm?” Ela o encara, sentindo seu próprio coração quebrar um pouco. “Tá... Que seja assim... Eu vou amar você o suficiente por nós dois e quando isso acabar, você pode me agradecer uma segunda vez por salvar o seu traseiro de couro.” Nem um sorriso, e os ombros dela caem, um suspiro escapa dela. “Ollie?” ela sussurra.
“Você prometeu,” ele murmura, sua voz rouca, despedaçada.
E então, como uma martelada no plexo solar, ela se lembra.
Ela estava dirigindo; tinha acabado de sair do telefone com ele. “O jantar tá pronto, Parceira, e o seu lugar tá vazio.”
Ela riu. “Estou a caminho, Romeo. Mantenha meu lugar disponível, hein?”
“Como se alguém pudesse substituir você.”
Ela sorriu. “Mantenha isso em mente, se você sair da linha e se lembrar porque ela está ali há tanto tempo.”
“Apesar do sexo enlouquecedor e dos heroísmos?” ele brincou.
“Mm, esses são fatores bem grandes pra nós, não são? É melhor você comprar ume estoque de Viagra pra quando a idade bater na porta.”
Ele riu. “Com você por perto, não vou precisar.”
Sorrindo, ela revirou os olhos. “Ok, eu chego em casa em meia hora no máximo.”
“Vou cobrar isso... Se você se atrasar haverá repercussões...”
Ela mordeu o lábio ao ouvir a promessa nas palavras dele. “Mal posso esperar.”
“Estou olhando o relógio... Se apresse.”
“Tá, tá. Te amo, nos vemos já já.”
“Também te amo. Tchau.”
Não passaram cinco minutos quando ela viu os faróis; quando um carro virou tarde demais, bateu contra ela tão forte que lhe sacudiu os ossos. E então houve um caminho de destruição vermelho, um borrão de luzes e vozes e batimentos cardíacos sumindo. Ela se lembra de ter ficado olhando para o teto da ambulância, pensando nele, em casa, esperando por ela. Ele ia ligar... Como se tivesse ouvido ela, o telefone tocou, estridente no fundo, ignorado pelos paramédicos. Um homem pairou sobre ela, tentando falar com ela.
“Eu prometi,” ela tossiu, mexendo a cabeça e tentando respirar.
Mas foi em vão, sem uso. A luz sumiu, o coração parou, as vozes se foram assim como ela.
E então aqui está ela, no seu lar, vendo a desordem que era o marido dela, o amor da vida dela, sentado em um fragmento do que era antes.
“Você prometeu...” Ele engole seco. “Você prometeu que não me deixaria...”
O coração de Chloe pula um batimento, doe no peito fantasma dela. “Eu não o deixei...” ela diz, desejando desesperadamente que ele pudesse ouvi-la. Com lágrimas brilhando nos olhos, ela repousa o queixo no ombro dele, o encara e sussurra, “Eu não vou deixá-lo.” É tudo o que ela pode fazer, tudo o que ela pode oferecer, e ela gostaria que fosse suficiente, o tempo todo sabendo que ela pode estar morta, mas seu coração está vivo e se quebrando, junto com o homem que o reviveu. Ela supõe que viver uma vida após a morte com ele vai ter que servir, mesmo que ele não saiba que ela está lá, que ela vai cumprir com o seu dever. Chloe Queen, fantasma da Watchtower, mantém sua promessa mesmo depois da morte.
Mais dois drabbles, também da Tarafina. xD O que posso fazer se ela é uma das melhores escritoras de Chlollie... Mas prometo que procuro de outros(as) autores(as).
As duas são, mais ou menos, do ponto de vista do Oliver.
Boa leitura.
Personagens e história não pertencem a mim.
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Meant to Be
Ele sabe que ela não está pronta pra ouvir. Ele sabe que ela não vai aceitar, pode até afastá-lo. Sem laços, sem presentes, sem celebrações ou aniversários. Mas quando o tempo começa a passar, ele percebe. Ela diz pra ele ser cuidadoso ou ela pode pensar que ele está se apaixonando por ela. Bem, ele tem uma notícia pra ela; isso já aconteceu. Nunca antes na vida ele pôde dizer que esteve nervoso quando ao redor de mulheres. Ele sempre teve jeito com elas; tem sido charmoso desde jovem e tinha só adaptado isso quando cresceu. O dinheiro e a aparência ajudavam, disso ele tinha certeza. Mas Chloe se importava pouco com isso; desconsiderando o uso dos fundos dele mais cedo no relacionamento deles. Mas ele se sente jovem e inexperiente como nunca ao redor dela. Ele nem sempre sabe o que dizer, como se aproximar dela, e ele não quer levar as coisas para fora da área de conforto até saber que é necessário. Então ele se atrapalha um pouco e vê o sorriso divertido dela e tenta se segurar, mas sabe que isso é novo e apesar de se sentir envergonhado, ele até gosta. É como se fosse diferente com ela, como se juntos eles fossem diferentes.
O fato é que ele sabia que isso ia acontecer. Só amizade com ela o ensinou uma valorosa lição e entrar em qualquer tipo de relacionamento físico estava sujeito a levar a algo mais. Então ele a deixou acreditar que isso tudo era diversão e talvez no começo ele tenha até convencido a si mesmo. Mas havia pouco que ele pudesse fazer quando o sorriso dela mexia com o estômago dele ou a risada dela fazia o peito dele doer. Ele não podia evitar quando acordava no meio da noite e arrastava pra perto o diminuto corpo dela pra ficar envolto pelo dele. Se ela se encaixava contra ele certinho e se ela podia terminar as frases dele, então ele encarou isso como um sinal. Ela o conhecia, seus segredos e sua vida, seus erros e seus triunfos, e ela nem aplaudia ou o repreendia por isso. Ela aceitava isso tudo como sendo parte dele, bem como ele fez com ela.
Desde o primeiro momento em que ele colocou um dedo nela as coisas mudaram. Desde o primeiro beijo, algo soltou faísca. Então ele deixou isso crescer sem expectativa e sentiu florescer algo que ela não queria ou esperava. Ele caiu sem procurar por uma rede, se deixou levar e soube que, apesar de que isso poderia doer, poderia até explodir na cara dele, valia à pena. Ela valia à pena. Ela ainda não caiu, ou ele ao menos acha que não. Mas ela vai. Não existe a possibilidade de isso vir só de uma das partes. Não com a química deles e os amassos deles e o jeito com que ela caía nos braços dele como se soubesse que ele estaria lá. Não com o modo com que ela o beija, e demora, como ela o segura e sorri pra ele e como os dedos dela se encaixam com os dele perfeitamente. Não quando ela o procura na calada da noite, olhos fechados, e não diz nada além de, “Ollie,” e espera ele a puxar pra perto e aquecê-la, segurá-la, mantê-la segura e acalmá-la de volta ao sono.
Eles não vão ser perfeitos e o mundo não vai deixá-los viver em harmonia, mas eles crescerão e amarão. Do jeito que ele sabe que tem que ser.
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Justice Dreamer
Parece que quando ele retomou sua confiança no mundo, ela perdeu. Ele imagina se não é algum esquema de equilíbrio; se ele está destinado a segurá-la quando ela cai e vice-versa. Mesmo assim, a causa deles está sempre lá, sempre entre eles, os empurrando para frente.
O mundo poderia desmoronar amanhã e ele tinha certeza de que ela estaria lá, ao lado dele, ou com um plano para levantá-lo ou confiando que ele pensaria em um pra eles. Talvez ele seja um sonhador, sonhando vida afora, esperando o melhor quando o melhor pode não vir nunca. E talvez ele esteja certo, sonhando com dias melhores e sabendo que, desde que ele tente, ele pode ser capaz trazê-los.
A história se repete; Clark, os Kandorianos, ou qualquer super vilão do tipo fim do mundo têm aparecido de vez em quando e a única constante que ele conhece é ela. Eles podem não ser perfeitos, eles têm cometido e vão cometer erros, e talvez eles estejam exaustos demais para serem super-heróis, mas eles são.
Não há serenidade, e a esperança pela paz entre eles e os Kandorianos é escassa, mas ele pode sonhar com mais do que isso. Ele vai se guarnecer e vai ter um plano reserva porque ele conhece a verdade por trás disso. Confiar na esperança não vai levá-lo longe; eventualmente ele vai ter que lutar pela paz.
Então quando o fim chegar, ele vai ter sua flecha da justiça preparada e Chloe ao seu lado. Não há certeza nenhuma nisso, mas ele pode sonhar vida afora, desejando que quando o sonho acabe ele tenha feito tudo certo.
Mais drabbles. =D Essas duas também são da Tarafina e a segunda é uma das minhas favoritas. Eu sei, são pequenas... Mas as próximas serão maiores. ;D
Espero que gostem.
--
Always
Houve momentos na vida em que ele pensava honestamente o que diabos ela via nele, porque ela ainda estava por perto. Aqui estava ele em um jatinho do outro lado do mundo, se desculpando mais uma vez. “Eu não vou estar de volta até amanhã.”
Ela suspira. “É Natal.”
Os olhos dele se fecham e ele sacode a cabeça. “Eu sei... Sinto muito, Chloe, eu-“
“Tá bem,” ela interrompe e aquela mesma nota de compreensão pela qual ela era conhecida aparece.
“Não tá,” ela argumenta, cerrando a mandíbula.
“Continue repetindo isso,” ela responde. “Eu espero te ver cedinho amanhã, com um laço e nada mais.”
Ele ri, olhos meio molhados, e balança a cabeça. “O que eu fiz pra merecer você?”
A gargalhada suave dela é calorosa. “Confia em mim, o amanhã vai nos lembrar da sua utilidade.”
Os lábios dele se curvam. “Eu to falando sério.”
Há uma pausa e então, “Eu sempre vou esperar por você, Ollie”
E pela primeira vez no relacionamento deles de desculpas e invenções, ele reconhece a verdade. Ela esperaria. Não importam as circunstâncias. E ele não poderia amá-la mais por isso.
-----
His Home
Em toda a vida dele, houve tão poucos lugares onde ele se sentiu seguro, onde ele sentiu o tipo de conforto que só um lar pode prover. Nem mesmo a cobertura dele tinha esse encanto. E foi preciso tempo, trabalho, mas ele reconhecia a sensação quando ela o cobria, quando voltar da ronda significava ir até ela. Para a Watchtower, tanto a pessoa quanto o lugar.
A quietude é preenchida somente com o bipe dos computadores, com a inteligência e a segurança e o conhecimento de que o mundo está nos dedos dela, sob uma cuidadosa vigilância. Ele tem um lugar onde colocar seu equipamento, tem lugar no closet dela onde as roupas normais dele ficam, tem um lado da cama dela reservado pra ele e um calor entre os braços dela onde ele se encaixa.
Por um momento, ele fica no meio disso tudo, com todo o brilho do vidro manchado caindo sobre ele, e ele sorri porque conhece isso. Ele fica parado, quieto, deixa tudo isso invadir cada sentido dele. O clicar dos dedos dela, as cores pelo corpo dele, a segurança e o calor do lar. E então os braços dela estão ao redor da cintura dele, o rosto dela enterrado no peito dele, e ele sabe que enquanto ela e esse lugar são o lar dele, ele é o dela.
E graças a Deus por isso.
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Mais drabbles. =D Essas duas também são da Tarafina. A segunda é uma das minhas favoritas. Eu sei, são pequeninas, mas as próximas serão maiores. ;D
Espero que gostem.
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Always
Houve momentos na vida em que ele pensava honestamente o que diabos ela via nele, porque ela ainda estava por perto. Aqui estava ele em um jatinho do outro lado do mundo, se desculpando mais uma vez. “Eu não vou estar de volta até amanhã.”
Ela suspira. “É Natal.”
Os olhos dele se fecham e ele sacode a cabeça. “Eu sei... Sinto muito, Chloe, eu-“
“Tá bem,” ela interrompe e aquela mesma nota de compreensão pela qual ela era conhecida aparece.
“Não tá,” ela argumenta, cerrando a mandíbula.
“Continue repetindo isso,” ela responde. “Eu espero te ver cedinho amanhã, com um laço e nada mais.”
Ele ri, olhos meio molhados, e balança a cabeça. “O que eu fiz pra merecer você?”
A gargalhada suave dela é calorosa. “Confia em mim, o amanhã vai nos lembrar da sua utilidade.”
Os lábios dele se curvam. “Eu to falando sério.”
Há uma pausa e então, “Eu sempre vou esperar por você, Ollie”
E pela primeira vez no relacionamento deles de desculpas e invenções, ele reconhece a verdade. Ela esperaria. Não importam as circunstâncias. E ele não poderia amá-la mais por isso.
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His Home
Em toda a vida dele, houve tão poucos lugares onde ele se sentiu seguro, onde ele sentiu o tipo de conforto que só um lar pode prover. Nem mesmo a cobertura dele tinha esse encanto. E foi preciso tempo, trabalho, mas ele reconhecia a sensação quando ela o cobria, quando voltar da ronda significava ir até ela. Para a Watchtower, tanto a pessoa quanto o lugar.
A quietude é preenchida somente com o bipe dos computadores, com inteligência e a segurança e o conhecimento de que o mundo está nos dedos dela, sob uma cuidadosa vigilância. Ele tem um lugar onde colocar seu equipamento, tem lugar no closet dela onde as roupas normais dele ficam, tem um lado da cama dela reservado pra ele e um calor entre os braços dela onde ele se encaixa.
Por um momento, ele fica no meio disso tudo, com todo o brilho do vidro manchado caindo sobre ele, e ele sorri porque conhece isso. Ele fica parado, quieto, deixa tudo isso invadir cada sentido dele. O clicar dos dedos dela, as cores pelo corpo dele, a segurança e o calor do lar. E então os braços dela estão ao redor da cintura dele, o rosto dela enterrado no peito dele, e ele sabe que enquanto ela e esse lugar são o lar dele, ele é o dela.
Chloe Sullivan sempre teve segredos, então quando um dia ela percebeu que entre ela e Oliver não havia nenhum, que eles compartilhavam tudo, ela se surpreendeu. Por toda sua vida ela quis uma coisa... Ela quis alguém que a amasse pelo que ela era. O estranho, o bizarro, o inevitável talento que ela tinha para atrair perigo. Não era simplesmente destino que ela se apaixonasse por um herói?
Mas ela ainda não tinha ido tão longe em aceitar as coisas como eram; ela foi feita para a suspeitar e descobrir a verdade e nunca aceitar as coisas só pela capa. Então quando Oliver oferece um futuro, ela não pega sua mão logo. Ela quer saber como, por que, e se ele sabe tudo o que está aceitando nesse acordo.
Ele sorri pra ela. “Você acha que não lhe conheço? Que não conheço tudo sobre você?”
Ela morde o lábio. O problema é que ela sabe que sim, e não consegue entender porque ele ainda a quer.
Ela prende uma mecha de cabelo atrás da orelha dela, envolve a palma da mão por trás do pescoço dela e a puxa para mais perto. “Eu amo você pelo que você é... Cada parte, boa ou ruim.”
Ela engole seco, encarando aqueles olhos castanho-escuros que nunca mentiram para ela. E, droga, ela queria ele, queria acreditar nele e neles dois e em tudo que ele oferecia. Isso era tão ruim?
Não. E por isso ela aceitou, se deixou acreditar e confiou nele. E pela primeira vez na longa lista de más decisões no que diz respeito a relacionamentos, ela acertou.
A aurora está chegando, uma luz começa a brilhar. Ela ainda está dormindo, um resmungo suave mostra a ele que ela estava evitando acordar. Ele está tão enrolado nela, estaria feliz em ficar assim uma vida inteira. Mas assim que os olhos dela se abrem, ele sabe que isso vai mudar. Ele está aberto e ela fechada; ele está apaixonado e ela fingindo que isso não existe, que não sabe.
Ele está disposto a esperar; sabe que, eventualmente, ela não vai poder mais evitar isso. Então ele não desiste, segura ela quando ela não está disposta a admitir que precisa, junta ela quando ela não diria que caiu, a beija só para sentir os lábios dela em momentos de apreciação afetuosa despercebida. E de alguma forma, apesar da negação e do evitar, eles continuam a colidir; seus mundos, seus corpos, seus próprios corações.
“Até os melhores caem, às vezes,” ele diz e ela franze a testa, querendo negar, duvidando dele. Mas então... ela sorri e talvez veja também, talvez ela tenha percebido. Mesmo se não tiver, ela está quase lá. Então ele pega a mão dela e a beija na testa, olha quando os olhos dela se abrem e ela inspira de repente e aí está, está nascendo. Não o sol, mas o amor que ele sabia que a encontraria eventualmente.
Depois de um tempinho sem traduzir, aqui estou eu de novo, com outra da Tarafina. kkkkk As pessoas devem achar que eu tenho uma preferência absurda por ela, mas ela tem escrito MUITA coisa ultimamente. ;D Essa é tão fofa. Sempre me deixa com um sorriso no rosto toda vez que leio. Boa leitura.
Velvet Blindfolds and Boxes -1/1-
“Me lembre mais uma vez porque a venda é necessária?” ela perguntou, mordendo os lábios
Ele sorriu pra ela. “Você vai espiar se eu apenas te pedir pra fechar os olhos... Você é curiosa demais pro seu próprio bem, Parceira.”
Ela tentou aparentar indiferença, mas a boca dela se curvava num sorriso. Ele estava certo; Apesar dele já estar levando-a pra surpresa dela, ela já estava se coçando pra saber o que era sem esperar mais. Paciência era uma virtude que Chloe Sullivan não tinha. Quando ele a convidou pra passar a noite e prometeu uma surpresa, ela estava esperando algo mais... Nu. Não ajudava a camisa do pijama dele estar desabotoada, revelando uma extensão de músculos e pele bronzeada. Ela lambeu os lábios, sabendo que ele estava logo atrás dela e que o corpo quente dele estava tentadoramente perto. Quando ele arranjou uma venda, ela ficou ainda mais interessada, até que as roupas dela permaneciam intactas e ele a levava pra algum lugar desconhecido, a promessa de sexo espetacular aparentemente distante.
“Tem coisas muito mais divertidas que poderíamos estar fazendo com essa venda, sabe...” ela sugeriu, rindo.
A risada rouca dele no ouvido dela a fez tremer da cabeça aos pés. “O jogo está apenas começando...”
Oliver tinha um jeito de fazer as coisas parecerem tão promissoras; ele nem tinha a tocado ainda, não realmente, e não somente ela estava vestida como ele acrescentou ainda mais tecido. Quase um ano disso e o homem ainda tinha o mesmo efeito sobre ela; ela jurava que ele sabia exatamente o que era preciso pra fazer as pernas dela tremerem, pra respiração dela ficar irregular, e o coração dela saltar uma batida. No começo, amizade com alguns benefícios era tudo que ela queria, mas aí os limites ficaram borrados e o que era pra ser apenas pra aliviar o stress, conforto entre duas pessoas que confiavam uma na outra, ficou mais intenso e a luxúria evoluiu pra amor. Naturalmente, ela evitou qualquer possibilidade disso, mas como se ele sempre soubesse que isso ia acontecer, ele não somente aceitou como a convenceu também.
Asmãos dele apertaram de leve os ombros dela, trazendo-a de volta pro presente, e então ela estava claramente consciente quando eles saíram da sala e foram pro quarto dele. Foi o cheiro dele; masculino, o indistinto perfume que aguçou seus sentidos, ela podia até sentir o cheiro do sabão na roupas penduradas no guarda-roupa dele e nos lençóis. Não muito atrás estava o cheiro dela que parecia se misturar ao dele agora, o perfume dela perto da cômoda dele, das folhas aromáticas¹ que ela usava nas roupas. Ela tinha umas coisas na casa dele uma vezque ele insistia que ela não passasse a noite na Torre de Vigilância e não voltasse pra Smallville de carro quando ficava muito tarde.
“Mantenha uma mente aberta,” ele disse pra ela, a bochecha dele encostando no cabelo dela, a boca próxima da orelha.
Ela bufou “No meu campo de trabalho? Uma mente aberta é um requisito.”
“Isso não é trabalho, Professora,” ele murmurou, uma certa mudança gentil no tom dele, que fez as sobrancelhas dela se franzirem.
“Considere minha mente bem aberta mesmo assim.”
“E apenas pra garantir, pode manter seu coração aberto também...” ele sugeriu. “Não quero que os dois discordem.”
“Você está nervoso?” ela perguntou, um riso leve se fazendo perceber em sua voz. “Eu é que estou com a venda e confiando que o quer que seja, não mata, mutila ou deforma. Uma vez que os exercícios na cama estão fora de questão por agora, a única pessoa que deveria estar nervosa sou eu!”
Ele riu perto da orelha dela, o som grave fazendo o estômago dela afundar em resposta. Como ela queria se livrar das roupas dela, tirar as dele, e ir direto pra parte divertida!
Ele beijou o pescoço dela então, a barba que começava a crescer roçando na pele dela, e ela parou de respirar por um segundo. E aí os dedos dele desataram o nó da venda atrás da cabeça dela. Enquanto a venda de veludo vermelho caia, ele acariciava o pescoço dela, observando-a. Ela levou um momento pra abrir os olhos. Expectativa como ela nunca conheceu fazendo o coração dela bater acelerado.Ao abrir os olhos, ela levantou o olhar do chão lentamente. O quarto dele, exatamente como ela suspeitava, masagora que ela olhava ela podia notar algumas diferenças. A bolsa de roupas e extras que ela normalmente deixava perto da porta não estava lá.O perfume dela estava na cômoda, ao lado do dele ao invés de estar guardado na bolsa. Dentro do guarda-roupa estavam as roupas dele e dela, penduradas e juntas. Na cama não estava mais a colcha verde escuro que combinava com os lençóis e fronhas, mas a colcha colorida favorita dela e o travesseiro laranja dela estava ao lado do verde dele. E lá, no meio do meio da cama, tinha uma caixa de veludo esmeralda. Ela engoliu seco, joelhos nem um pouco firmes.
A primeira coisa que ela pensou foi um anel, e automaticamente a mente dela criou uma imagem do que ele escolheria, do que ela gostaria. Dois diamantes um de cada lado numa esmeralda brilhante; no entanto pequena, nada ofuscante, mas elegante, belo, simples, e não somente ‘ela’, mas ‘eles’. E então os olhos dela arregalaram; um anel – rápido demais, cedo demais. Ela não tinha certeza se estava pronta pra isso, se eles estavam prontos pra isso. Ela estava entre a animação e o medo; uma parte dela pensava que daria certo, eles podiam fazer isso. E outra parte estava apavorada que eles não pudessem, que iria acabar do mesmo jeito que acabou com o Jimmy. Logicamente, ela sabia que era bem impossível. Jimmy não sabia de nada sobre a maior parte da vida dela enquanto Oliver estava na verdade vivendo-a com ela, consciente de cada segredo. E não havia nenhum monstro apaixonado por ela, mas destruindo o mundo; não agora. Então nada de Davis pra matar Oliver e a deixar sem seu coração.
Mas eles estavam prontos? Só fazia um ano e sim, ela o amava, mas ainda havia tempo, ainda havia coisas que eles podiam aprender um sobre o outro.
“Abra,” ele sugeriu, lábios roçando na orelha dela delicadamente. Ela acenou que sim, incapaz de falar, e atravessou o quarto, saindo do abraço dele. Ela teve que ajoelhar na ponta da cama larga dele, alcançar o centro e tirar a caixa de lá. O veludo era macio, gelado contra os dedos dela. Ela não conseguia não olhar pra ele, pro jeito calmo que ele estava em pé na porta, um meio-sorriso em seus lábios e os braços cruzados no peito nu. Os olhos castanhos e risonhos dele foram o que fizeram ela abrir a caixa; talvez ela não fosse paciente mas era definitivamente orgulhosa. A respiração ficou presa em sua garganta enquanto ela olhava dentro da caixa. Não um anel mas uma chave. Ela não sabia se estava decepcionada ou aliviada.
“Então... você passa seis dos sete dias e noites aqui, você tem seu próprio lado da cama e eu não faço idéia de onde você colocou a comida que estava no armário mas eu sei que você tem café pra durar até durante um apocalipse...” Aí ele sorriu. “Não temos uma vida convencional e nossa relação não é sempre normal, mas... Eu amo você e...” Ele abaixou um pouco a cabeça. “Quando você não está aqui eu fico desejando que você estivesse.”
Ela segurou a chave e olhou pra ela um pouco mais. “Você sabe que sua casa é protegida por um cartão e senha, certo? E que eu posso passar pelo seu servidor qualquer dia da semana se eu quisesse entrar?”
Ele riu, andou até a cama e sentou ao lado dela. “Então eu sou um pouco sentimental... e um cartão não caberia na caixa.”
Ela riu, concordando. “Ok... Então você mudou minhas coisas pra cá, me arranjou uma chave e essencialmente me pediu pra morar com você...” Olhando pra ele, pro sorriso suave na boca dele, ela sentiu um sorriso dela curvando os lábios. “Se eu disser sim, o que eu ganho em troca?”
Ele arqueou a sobrancelha. “Colocar a venda de volta...”
Ela mordeu os lábios, esperou. “Pra que?”
Inclinando-se na direção dela, o nariz dele lentamente se aproximando do dela, ele olhou intensamente nos olhos dela e sussurrou, “Eu não quero estragar a surpresa...”
Ela tremeu, e a reação se espalhou pelo corpo todo. “Você entende que estará preso a mim se fizermos isso, certo? Não tem volta... Não de verdade.”
Ele riu, concordando, e aí enterrou a mão no cabelo dela, puxando seu rosto pra perto. “É essa a idéia.”
Quando os lábios dele encontraram os dela, ela derreteu; no abraço dele, na proposta e em tudo mais que ele oferecesse. Deitando na cama, as mãos dela no peito musculoso dele, os dedos afundando como se ela esperasse que ele se afastasse, desaparecesse, no estilo bom demais pra ser verdade. Mas ele não fez nada disso, ao invés disso ele mordeu os lábios dela epuxou mais pra perto, as mãos tirando a roupa dela e fazendo o corpo dela entrar num frenesi com as carícias. O toque dele tinha um jeito de dissipar os pensamentos dela, de deixá-la inconsciente de qualquer outra coisa que não ele. Mas dessa vez, ela agarrou-se ao pensamento, à idéia que ele fez entrar na cabeça dela. Ele, ela, vivendo juntos, devidamente. Sem mais noites dirigindo de volta pra Smallville, sem mais escutar Clark e Lois tentando ficar quietos, e sem mais ficar longe dele quando tudo que ela queria era estar com ele.
Quando ele se afastou pra beijar o pescoço dela, os olhos dela piscaram várias vezes, encarando o teto. “Sim,” ela sussurrou inspirando o ar.
Ele parou, mordeu o pescoço dela e então se levantou até que eles estivessem cara-a-cara de novo. Ele olhou intensamente em seus olhos com atenção. “Sim?”
Ela segurou o rosto dele entre as mãos, algo dentro dela se suavizando ao ver a leve sombra de preocupação nos olhos dele. “Sim... Vou me mudar e aceitar sua chave que na verdade não abre nada e o que quer que venha com isso...”
Ele riu, concordando. “Bom...” Beijando a boca dela mais uma vez, ele se afastou e sorriu. “Porque te mudar de volta pra Lois ia ser um inferno... Ela já estava tentando alugar seu quarto e eu acho que ela atirou um sapato na minha cabeça quando eu estava indo embora.”
Rindo, Chloe envolveu o pescoço dele com os braços. “Então eu vou ter que ficar.”
Ele fingiu decepção. “Vou fazer meu melhor pra estarà altura.”
“Mm.” De repente, ela o rolou na cama e ficou por cima dele, sorrindo enquanto as mãos dele acariciavam suas coxas. Se esticando, ela pegou a venda e a segurou nas mãos. “Agora sobre aquelas outras surpresas que você tinha guardadas...” Ela riu. “Você primeiro, companheiro de quarto.”
Então não era um anel ou um noivado, mas era uma parte definidora do relacionamento deles. O fato dela até mesmo ter se animado, momentaneamente, com a possibilidade de ser esposa dele dizia um bocado de qualquer forma. Em um ano, ela aprendeu a confiar, amar, e receber o mesmo. Eles brigavam, faziam as pazes, compartilhavam segredos e superavam a pior parte. E agora ela tinha um novo lar, uma chave pro futuro, e um homem com quem ela estava rapidamente se convencendo de que passaria toda a sua vida. O casamento ainda podia esperar um pouco mais, mas o sexo espetacular... isso era uma certeza diária.
Observações: 1 - folhas aromáticas. Eu realmente não sei se a tradução está certa, mas sei que no texto original eles falam de um produto específico, Bounce, que pelo que eu pesquisei é um detergente de roupas mas também existem esses lenços, que tem o mesmo efeito.
Oi gente! Eu sou a Nathalia e vou ajudar a Ivy a partir de agora com as traduções, então se tiverem alguma sugestão é só mandar. Me apresento com uma fic muito fofinha da Tarafina. Não vou falar mais nada sobre a fic porque é legal descobrir tudo no desenrolar da história. Eu ia postar outra, de uma das minhas autoras favoritas de Chlollie, mas estava dando uma olhada e ainda tem muitos ajustes pra fazer (xD), então ela vai ser a próxima. Espero que gostem dessa! ^^
Era uma vez um bilionário... que também era um super herói vestindo couro verde à noite, mas poucos sabiam disso então isso não era frequentemente usado em conversas sociais. Em todo caso, havia um bilionário chamado Oliver Queen; um bom homem que tinha um passado não tão bem definido e trabalhava duro, diariamente, para ser tornar o tipo de pessoa que seus pais teriam orgulho. Veja, na sensível idade que cinco anos, Oliver perdeu seus pais, Robert e Laura, em um trágico acidente de avião; um acidente que foi orquestrado por pessoas que ele tinha uma vez considerado amigos. Então Oliver cresceu em um lar sem o amor e a família que ele conhecia e ao chegar à adolescência estava aborrecido e sombrio, descontando a sua infância triste nos outros. Durante sua juventude, ele já tinha ido tão longe para se proteger que afastou a primeira mulher que amou verdadeiramente. Tess “Mercy” Mercer. Mas diante de uma revelação e um entendimento de si mesmo e do mundo de transformar a vida, Oliver Queen foi capaz de se corrigir e se transformar em um homem melhor, que olhava para o futuro e jurava que iria mudá-lo, que iria fazer algo digno de orgulho.
Oliver tinha tomado seu couro verde e seu arco e flecha e estava começando suas aventuras como Arqueiro-Verde, defensor da justiça para todos, quando encontrou seu segundo amor. Mas não foi tão fácil assim. Lois Lane, uma impetuosa, bela e brilhante mulher, havia dado a ele mais uma chance para o amor, o compromisso e o companheirismo, mas sua lealdade para com salvar o mundo o fez fechar os olhos para aquele futuro. Então, de coração partido, eles se separaram e ele estava mais uma vez dependendo unicamente de sua dupla personalidade para ajudá-lo em sua dura vida.
Foi uma surpresa quando um dia ele se encontrou enrolado em um beijo ardente com ninguém menos que sua favorita e mais confiável ajudante, Watchtower. Mais chocante era que ela era, na verdade, a mais querida prima de sua ex-namorada Lois. Tendo ficado arrependido de ter terminado com Lois por algum tempo, um longo tempo na verdade, ele estava receoso em começar algo entre ele e a boa amiga, Chloe, então eles concordaram com algo menos permanente. Um pacote amigos-com-benefícios os ajudaria em tempos de estresse, proveria o conforto que ambos precisavam, mas permitiria a liberdade que eles desejavam−
“O que é isso, papai?” A pequena Anna Queen, quatro anos e sempre curiosa, perguntou.
“Oliver franziu a testa. “Err, é quando duas pessoas se beijam e ficam bastante de mãos dadas para não se sentirem solitárias... Mas não são namorado e namorada, docinho, somente muito, muito bons amigos...”
Chloe estreitou os olhos pra ele, estupefata. “Boa explicação, Oliver.”
Ele levantou os ombros inocentemente antes de voltar para seu conto...
Então Chloe e Oliver começaram sua... muito íntima amizade, sem contar a nenhum de seus amigos ou familiares para o caso de a crítica ser a primeira coisa no cardápio. Entretanto, quanto mais tempo eles passavam juntos, fingindo que era só amizade, mais próximos eles ficavam. Como Chloe havia estado lá, no passado, para juntá-lo do chão e tirar a poeira depois de seus muitos tropeços e passos errados, ele também esteve lá para evitar que ela se tornasse a reclusa que estava decidida a ser−
Chloe fungou, revirando os olhos.
“Você vai me deixar contar a estória?” Ollie perguntou, franzindo a testa pra ela.
Ela levantou uma mão inocente simulando um olhar de rendição. “Ah, por favor, continue...”
E com o passar dos dias e meses de risadas e, err... amizade íntima, Chloe e Oliver começaram a se apaixonar. Nunca tendo planejado isso e ambos concordando que nada mais viria do seu acordo, nenhum dos dois contou ao outro sobre essa mudança. Então, se fingindo de distraídos, eles agiram como se tudo estivesse como deveria. Mas, sendo o sempre encantador e astuto que era, Oliver decidiu que o acordo deles simplesmente não poderia continuar como estava. Era hora de mostrar a Chloe que ele a amava e era hora de ela o amar de volta. Então ele fez um plano; um que mostraria a ela como eles poderiam ser bons juntos, o quanto eles se amavam, e−
“Não me lembro de ter sido assim,” Chloe interrompeu. “Na verdade, acho que eu percebi tudo antes de você...”
Oliver revirou os olhos. “Mas você fez alguma coisa?”
Apertando os lábios, ela ergueu uma sobrancelha. “Confia em mim, Verdão, você não estava só nessa sua missão!”
Prendendo os cabelos loiros dela atrás da orelha, ele sorriu. “Isso importa? Nós dois vencemos no final.”
Lentamente, os lábios de Chloe se curvaram em um sorriso e ela se inclinou para frente para beijá-lo.
Entretanto, antes que eles pudessem começar, a cabeça de Anna apareceu entre eles, fazendo com que eles beijassem as bochechas dela.”Eu quero saber como acaba!” ela exclamou, impaciente.
Oliver riu, suspirando exageradamente desapontado. “Tá bem...”
Com planos elaborados para flores e chuvas de presentes, tudo do melhor, desde o melhor em cafés importados até os mais altos avanços tecnológicos em laptops, e até entrevistar um palhaço cantor que a seguiria por aí e cantaria baladas, Oliver se pôs a impressionar sua parceira e ajudante para que ela visse a verdade.
Mas... Ele suspirou para dar efeito. Nada era fácil na vida de Oliver Queen e o que quer que ele planejasse parecia dar horrivelmente, horrivelmente errado. O café se foi trocado por descafeinado, o laptop explodiu ainda em seu pacote original, e o palhaço não estava tomando seus remédios direito... Então, desapontado e sentindo como se o mundo estivesse dando um sinal, Oliver foi pra casa, afrouxando sua gravata e deixando os ombros cair, fracassado. Mas quando ele entrou em seu apartamento, ficou frente à frente com a mulher que tentava tão esforçadamente impressionar.
Segurando uma garrafa de vinho e duas taças, ela sorriu maliciosa pra ele, como era o forte dela. “Se importa com uma comemoração, Sr. Queen?”
Apesar do dia ruim, um sorriso se prendeu aos lábios dele. “E o que estamos comemorando, Senhorita Sullivan? Eu não devo ter recebido o memorando.”
Indo em direção a ele, seus saltos verdes estalando, ela inclinou a cabeça para encontrar o olhar dele. “O começo...”
Sobrancelhas enrugadas, ele esperou por mais explicações.
“Engraçado... Ou você esqueceu ou esteve tão concentrado em seu esquema que negligenciou uma informação um tanto vital...” ela hesitou, intencionalmente.
Tirando o paletó, desabotoou o punho da camisa e enrolou as mangas antes de pegar a garrafa de vinho e estourar a rolha. “Que era...”
Ela sorriu. “Que eu monitoro suas contas bancárias; cada transação, mesmo aquelas que foram canceladas devido à má operação por parte da companhia.”
Pausando, ele sacudiu a cabeça, sorrindo lentamente. “Então mesmo que você não tenha recebido meus presentes, você sabia que eles estiveram a caminho,” ele disse, compreendendo.
Fazendo que sim com a cabeça, ela sorriu. “Pareceu que você estava indo longe para chamar a atenção de alguém, Ollie.”
“Um certo alguém,” ele concordou gravemente. Ao pegar as taças, ele serviu cada uma e colocou a garrafa na mesa. Com o braço livre agora em volta da cintura dela, ele a puxou pra perto. “E eu consegui, professora?”
Tomando um longo gole do seu vinho, sem tirar os olhos dos dele, ela lambeu os lábios e jogou a taça pra trás. “Nunca esteve em outra pessoa.”
Oliver pausou a estória, sorrindo largamente com a lembrança feliz.
“E então o que aconteceu?” Anna perguntou inocentemente.
Chloe fungou. “Sim, Oliver, e então o que aconteceu?”
“Err...” Oliver encarou sua curiosa filha de quatro anos e limpou a garganta. Enrugando o nariz pra dar efeito, ele a abraçou apertado e levou seu rosto próximo ao dela. “Eles se abraçaram e se beijaram e ficaram todos emotivos e sentimentais!” ele exclamou, roçando o narizinho dela com o dele.
Rindo, Anna sacudiu a cabeça. “Eeeca!” ela gritou.
“Exatamente!” Fazendo cócegas nela, ele beijou os cabelos loiros dela afetuosamente.
“Então ele ficou feliz para sempre?” ela perguntou, olhando pra ele esperançosamente.
Sorrindo gentilmente, Oliver olhou para sua esposa, que o encarava com os mesmos olhos verdes de sua amada filha. “É... Oliver e Chloe viveram felizes para sempre...”
Chloe olhou para sua garotinha e fez que sim com a cabeça. “Eles se casaram e tiveram uma linda filha, orgulho e alegria deles!”
Anna sorriu excitada e então tocou a barriga arredondada da mãe. “E um filhinho também, certo? Eles tiveram o bebê Connor e a família deles era perfeita!”
“Certo,” Oliver concordou, envolvendo os braços em sua família. “Absolutamente perfeita.”
Outra fic da Tarafina, mas essa não foi eu que traduzi! ;D Agora o JustChlollie tem outra tradutora: a Nathalia, que ofereceu uma ajudinha mais que bem vinda aqui no blog. No próximo post com tradução dela ela mesma vai postar, só não aconteceu isso hoje porque eu esqueci de acrescentá-la na conta do blog ¬¬'
Ele a perseguiu, medo pinicando a sua pele e a ansiedade correndo por ele. “Chloe! Por favor!”
Apesar das lágrimas e do coração partido, ela estava do outro lado do apartamento e no elevador antes que ele pudesse ao menos terminar seu apelo. Ele desceu pelas escadas, correndo pelos degraus tão rápido que quase tropeçou um desconfortável bocado de vezes. Estava sem fôlego quando chegou ao piso principal, mas não tinha certeza se era pelo cansaço ou pelo pânico. Apressou-se pela porta, quase a batendo contra a parede e correu para o elevador. O elevador se abriu bem quando ele parou na frente, respirando pesadamente e a encarando na sua frente. Lágrimas corriam pelo rosto dela, suas bochechas lavadas, olhos tristes, o coração que ela deixava exposto caindo e se partindo com cada segundo que passava.
Se fosse qualquer outra situação, ele a pegaria nos braços, a seguraria bem perto, beijaria os cabelos e prometeria que o que quer que fosse, ele consertaria.
“Não é o que você pensa.” Ele amaldiçoou a si mesmo no segundo que as palavras saíram da sua boca. Que clichê.
Ela fungou e suas mãos se elevaram, esfregando as lágrimas, espalhando a máscara pela bochecha sem se importar. “É, certo. Não me alimente com as falas prontas, Oliver. E já as escutei antes. Essa não é a minha primeira viagem nessa carona, lembra?”
Ele sacudiu a cabeça, sua garganta se apertando. “Por favor, só me escuta.”
Sua mandíbula se firmou e seus olhos viraram, braços se cruzando no peito enquanto ela saiu do elevador e ficou esperando.
“A Dinah chegou, disse que queria falar comigo sobre a Liga. Eu honestamente pensei que era só isso”
Ela fungou indelicadamente.
“E foi durante os primeiros minutos, então eu não desconfiei de nada. Eu sabia que você estaria em casa logo e pensei que a Dinah iria embora então. Mas aí...” Ele mudou de posição. “Eu não esperava que ela...” Suas sobrancelhas se enrugaram.
“Te beijasse,” ela terminou; voz neutra, olhos ainda não o encarando.
“Sim.” Ele olhou para o chão e de volta a ela. “Eu nunca... Eu nunca tive esses sentimentos por ela. Ainda não tenho.”
Ela não disse nada, encarando o salão, olhos na porta que leva pra longe dele. E ele sabia que se ele a deixasse ir agora, estaria terminado. Tudo estaria acabado.
“Eu nunca arriscaria você, Chloe. Não por alguém com quem nem me importo dessa forma.” Ele a encarou, sobrancelhas subindo. “Você realmente acha que eu desistiria de você por ela?”
“Não até essa noite.”
Ele suspirou, fechando os olhos por um minuto. “Foi um erro. Uma decisão imprudente da parte dela que não mudou nada.” Ele foi até ela, mãos caindo em seus braços, fazendo-a recuar. Ele se retraiu, mas se recusou a retirar a mão. “Chloe?”
“Eu preciso ir.”
“Não faz isso,” ele implorou, sua voz oscilando levemente.
“Eu não fiz nada.” Seus olhos se estreitaram, boca se prendendo em uma carranca.
Ele olhou para cima, amaldiçoando Dinah por ter vindo. “Eu pensei que você confiasse em mim.”
Ela virou para ele, seus olhos brilhavam com lágrimas. “E eu pensei que fosse suficiente pra você.”
“Você é!” ele quase gritou. “Eu não a quero. Nunca quis. Ela é só... Eu nem sei o que ela é. Ela tá confusa, eu acho.” Ele jogou as mãos para cima. “Eu sabia que você estava vindo, eu sabia que você estaria aqui a qualquer minuto. Você realmente acha que eu ia te trair assim? Não é só incrivelmente cruel como também é ridiculamente estúpido.”
Ela mordeu o lábio, olhos encarando o chão, cílios molhados por lágrimas derramadas.
Ele suspirou, sua mão alcançando o outro braço dela e puxando ela pra perto. Ele se inclinou para frente, pressionando sua testa contra o topo da cabeça dela. “Eu sei que as coisas têm sido difíceis ultimamente e eu sei que sou eu quem tem dito que não deveríamos dizer a ninguém. Mas isso nunca foi porque eu não amava você. O que você viu, o que aconteceu, foi só da parte dela.” Ele fechou os olhos, inalou a essência dela; suavemente floral. Sua mão deslizou para cima e circulou o pescoço dela por trás, as pontas dos dedos se alinhando ao cabelo dela. “Por favor, não me deixe por causa do erro de outra pessoa.”
Ela fungou, suas mãos indo até ele e repousando na cintura dele, bem sobre suas costelas, agarrando sua camisa. “Entrar lá...” ela murmurou em uma voz engasgada. “Ver ela beijando vo...” Ela não conseguiu terminar, sacudindo a cabeça ao invés.
“Eu sei. Sinto muito. Se eu soubesse que ela ia fazer aquilo...” Ela a abraçou contra ele, colocando o rosto no cabelo dela.
Os braços dela escorregaram ao redor dele, segurando firme nas suas costas. Ele podia sentir as lágrimas dela através da sua camisa e fez uma careta, odiando ter machucado ela, mesmo inadvertidamente como foi. Ele não sabe quanto tempo eles ficaram lá, agarrados nos braços um do outro, mas quando o choro dela finalmente parou, ele abriu os olhos e a soltou lentamente, virando a cabeça para baixo para olhar nos olhos dela, agora bem menos machucados do que antes. Ele deu um suspiro de alívio. “Me perdoa?”
Ela limpou o rosto, franzindo as sobrancelhas pra esconder o menor dos sorrisos. “Você vai ter que compensar,” ela disse.
Ele sorriu. “O que você tem em mente?”
Ela elevou uma sobrancelha sugestiva. “Você precisa perguntar?”
Ele riu fracamente antes de pressionar seus lábios contra os dela; agradecendo a Deus por não a ter perdido. Por um momento bem escuro, ele pensou ter verdadeiramente perdido tudo. Enquanto suas respirações se misturavam, línguas se enrolando, lábios juntos como tantas outras vezes antes e por vir, ele soube que deixaria claro para todo mundo envolvido que ele era dela e ela era dele e que ele queria continuar assim. Para sempre.