segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Somewhere Only We Know - 1/3

Olá pessoal. Vamos começar a semana natalina do blog. Eu fico com a primeira. Espero que gostem... Não esquecendo de fazer a autora e tradutoras felizes(ainda mais nesta semana), comentem... Então é isso, puxem uma cadeira, fiquem a vontade e boa leitura.


Titulo: Somewhere Only We Know
Autora: Roberta Clemente
Classificação: R
Spoiler: Não
Categoria: Décima temporada
Completa: Sim
Nota: Emprestei o nome da minha música preferida a está FIC de natal, ela é da banda Keane.


1/3



Dia 24 e dirigir pelo centro de metrópoles foi surpreendentemente tranqüilo. As ruas sempre caóticas estavam agora vazias e silenciosas. Parecia que o tempo havia desacelerado aquela noite. Véspera de natal, um bom motivo para não estar no transito e sim em casa com seus familiares.

Para Oliver que dirigia enfim para sua cobertura era um alivio. Não ter que encontrar pessoas afetadas pelo espírito do natal já era grande coisa. Estava tão irritado que se escutasse mais uma canção de natal cortaria os pulsos com uma de suas flechas.

Deixou o carro com o manobrista e entrou no prédio se segurando para não correr. Queria subir e se trancar em seu quarto e dormir até o dia 26, quando o mundo deixaria de ser tão feliz e as pessoas voltariam a ser o que sempre eram.

Deu um aceno ao porteiro que lhe oferecia um sorriso daqueles que Oliver queria destruir violentamente. Tinha que se isolar, rápido. Correu pro elevador e fez uma careta quando foi chamado.

“Senhor Queen” a voz do homem  era tão simpática que Oliver não teve como não se virar. “Chegaram alguns presentes para o senhor” ele tira de trás do balcão alguns pacotes e caminha até Oliver.

Era quatro caixas de tamanhos diferentes, uma pilha. Oliver vinha recebendo dezenas por dia. Nenhuma ele abria, não tinha curiosidade nem vontade. Examinou sem animo e por um segundo considerou deixar para o porteiro mesmo, mas eram para ele Oliver Quenn, o Arqueiro verde, mesmo que estivesse passando por uma fase difícil as pessoas agora confiavam nele, não era justo ou certo. Oliver pega os pacotes e olha pensativo para o homem de meia idade.

“Você está dispensado” ele sorri pela primeira vez e olha para a porta “Vocês dois” Oliver não espera um agradecimento, nem merecia, na verdade nem pensou em seus dois funcionários, se eles tinham para onde ir aquela noite. Ele só entra no elevador e agradece quando o homem fecha a porta para ele com um sorriso ridiculamente feliz.

As coisas estavam entrando nos eixos de novo, não tinha mais que fugir, não tinha que se explicar. Podia ser o Arqueiro Verde e não ser mais temido por isso. Graças ao maior escândalo na história do país.

Marta Kent apresentou ao país e ao mundo um grupo de criminosos que trabalhavam para o governo dos Estados Unidos e tinham liberdade suficiente para seqüestrar matar ou destruir. Grupo de vilões amparados sob a bandeira americana.

Depois disso a população olhou para ele e os outros vigilantes com outros olhos. Deixaram de ser a ameaça para se transformar em esperança.

O escândalo durou meses. Foram semanas de batalhas judiciais nos maiores tribunais e cortes nacionais e internacionais. A senadora Kent apresentou provas tão concretas e detalhadas que ninguém conseguiu escapar. Nomes, imagens, missões que para a maioria da população havia sido apenas incidentes sem importância ou causa, modo de operação, recrutamento e hierarquia. Nada tinha escapado da pessoa que construiu o dossiê mais impactante da história.

E Oliver sabia quem tinha sido o responsável por derrubar e destruir o Esquadrão Suicida. Reconheceria o modo de trabalho dela de longe. Só uma pessoa seria capaz de trabalhar nas sombras e conseguir trazer a luz daquele jeito.

Mesmo de longe Chloe salvou a sua vida e de todos, mais uma vez. Ela sempre esteve um passo a frente de todo mundo e se agora ele, Clark e os outros não tinham entrado definitivamente para a lista de procurados deviam a ela.

Mas agora Oliver só conseguia pedir e esperar que ela voltasse para casa. O nome dela não tinha sido citado nenhuma vez em meses de escândalo, a fonte do dossiê havia ficado no anonimato. Marta Kent se assegurou disso. E mesmo assim, para todos os efeitos Chloe Sullivan não existia. Chloe salvou a todos, menos ela mesma.

E Oliver ansiava por uma chance de poder reparar este erro. De trazer Chloe de volta ao mundo, ela só tinha que dar sinal de vida.

Depois de jogar os pacotes na mesa da sala Oliver caminhou para o bar e se serviu. Pensar nela doía demais, ainda mais hoje, onde todos estariam com quem mais amava, ele estaria sozinho, de novo. Ela estaria sozinha.

Clark não estaria em outro lugar neste momento que não com a mãe, não quando ela mais precisava de apoio. Lois estaria onde a noticia estava e pra sorte dela, onde seu noivo estava. Oliver tinha ficado com Metropoles.

Cidade que ele começava a se despedir. Estava chegando à hora de seguir em frente. Ela havia aceitado o Blur como seu grande guardião e Oliver percebeu que era suficiente. Aquela não era sua cidade, seu lar definitivo. Mas todas as vezes que ameaçava se despedir perdia a coragem por que talvez, talvez, um dia quem sabe, ela voltasse.

Ridículo pensar que uma mulher que sozinha derrubou o maior grupo de mercenários do mundo não o acharia em uma cidade da Califórnia, mas Oliver intimamente tinha medo. Medo de que se ele fosse embora ela pensaria que tinha superado ou esquecido dela. Quando era exatamente o contrário. Silenciosamente estava arrasado, mas por ela se manteve forte.

Depois de desviar o olhar da cidade silenciosa Oliver procura por ela e a encontra sobre sua mesa. Linda e dourada no porta-retrato que ele tinha escolhido para ela. Eles suspira cansado e alimentado pela imagem dela.

As caixas ainda estavam lá e talvez abrir-las fosse um jeito de espantar a saudade que apertava em seu peito.
Deixou o copo sobre a mesinha de centro e se sentou na cadeira em frente à mesa. Mal podia esperar por alguma coisa engraçada, do tipo cereais, ainda procurava algo que batesse os cereais do Arqueiro Verde, que ele queria muito um dia mostrar a Chloe e se vangloriar, só pra ver a cara dela de desdém.

Colocou os quatro pacotes lado a lado e seu peito quase abriu pra que seu coração saltasse para fora quando olhou o menor deles. Era uma caixa branca, retangular, achatada com uma fita verde presa por uma etiqueta dourada onde estava escrito “McDougal In”.

O choque impediu de tocar a caixa. Quis por tanto tempo algum contato que agora tinha medo de não ser. A decepção o mataria, ele tinha certeza.

Apelou para o cartão preso de baixo da fita. Puxou devagar, com precisão quase cirúrgica e sentiu o nariz arder quando reconheceu a letra com que seu nome, o apelido pelo qual ela o chamava escrito.

Sem hesitar agora abriu com pressa, queria ler, queria ter algo dela pra ele. Tirou o cartão do envelope e abriu.

Ollie... Como é difícil dizer qualquer coisa quando o que mais quero é escutar a sua voz. Um momento de silencio observando seu rosto perfeito e depois você dizendo o meu nome. Seria o meu presente de natal perfeito.

Saiba de que não me arrependo do que fiz, mas me arrependo de uma coisa e se pudesse, voltaria no tempo, para o dia, o lugar em que nos conhecemos e diria para aquela garota boba não temer quando aquele homem lindo na frente dela tentar dizer que a ama, por que por mais que ela tenha medo, ela também o ama.

Me perdoe se a tática para chamar sua atenção para o meu presente foi cruel, queria que o meu fosse o primeiro.

Na verdade não é um presente e sim uma devolução. Algo que você nunca deveria ter aberto mão, por que faz parte de você, meu herói.

Feliz Natal Ollie! Espero que goste e vou pensar em você quando enfim abrir o meu, mesmo sabendo que é uma colher.

Sinto sua falta!

Oliver fechou o cartão e soltou a respiração que nem percebeu que segurava. Um misto de sentimentos rodeou seu pensamento e esmagou seu coração. Tentou ler de novo, mas a visão embaçada pela parede de lagrimas em seus olhos impediu. Queria ter certeza de que era ela mesma, mas não precisava, tinha certeza, era ela. Soltou inconscientemente um suspiro de alivio. Ela não tinha se esquecido dele.

De repente olhou para o presente e delicadamente pegou com as duas mãos e posicionou na ponta da mesa. Onde podia abrir com cuidado. Tirou a fita e colocou de lado e antes que percebesse estava segurando o ar de novo.

Puxou levemente a tampa o que se revelou para ele foi o que faltou para empurrar a parede de lagrimas por seu rosto. Cobriu a boca contendo o choro enquanto olhava dentro da caixa um porta-retrato com a foto de seus pais. Foto que ele tinha deixado em uma capela meses atrás quando estava se sentindo perdido e machucado. Aquela foto era sua maior ligação com os pais, com a vida que tinha com eles. Nada, nem dinheiro herdado nenhum se comparavam a imagem naquela foto. Pensou que nunca mais veria de novo, mas Chloe a devolveu para ele.

Oliver tirou o porta-retrato da caixa e levantou levando a imagem de Chloe também. Caminhou devagar até uma prateleira e colocou no lugar onde estava antes, de onde nunca deveria ter saído. Engoliu o nó que dificultava a respiração e respirou profundamente quando colocou Chloe ao lado de seus pais. As três pessoas mais importantes de sua vida. Pessoas que lhe ensinaram tudo e foram embora.

Não soube quanto, mas ficou muito tempo olhando para eles, perdido em seus pensamentos, em suas dores, mas em momentos bons compartilhados também. E do nada uma coisa chamou sua atenção. Correu de volta para a mesa e pegou o cartão. Uma parte do texto pareceu saltar em seus olhos.

Saiba de que não me arrependo do que fiz, mas me arrependo de uma coisa e se pudesse, voltaria no tempo, para o dia, o lugar em que nos conhecemos e diria para aquela garota boba não temer quando aquele homem lindo na frente dela tentar dizer que a ama no futuro, por que por mais que ela tenha medo, ela também o ama.

A fazenda Kent, o celeiro Kent... Como que com um estalo ele entendeu. Ela estava lá.


CONTINUA...

9 comentários:

  1. AHHHHHHHHHHH que linda e fofa
    Amei Betinha e a mensagem subliminar na cartinha DEMAIS!!
    Torturas perto do Natal? NÃO PODEEEEEEEE!!
    QUERO MAIS!!!
    VIlm@

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  2. Mensagem subliminar é ótimo!hahaha

    Imagina, nunca!Nada de tortura essa semana, a continuação já está feitinha e a fic terminada, só esperando.

    Valeu!!!

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  3. ai meu Deus que lindo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Amei amei amei... emocionante... ai, quero mais... nossa, Roberta, que história linda!!!! Parabéns!!!!

    Sofia

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  4. mais um aiiiiiiiiiiiii
    sério Roberta...linda, toda linda!!!
    que saudades, que saudades deles...
    enfim, fic linda, emocionante, poética...

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  5. Olá meninaaas!

    Sofia, obrigada!Queria escrever uma de natal, mas atual, ai saiu essa.

    Lêh, muita saudade deles né?=(

    Valeu pelos comentários.
    Então,estou fazendo umas coisas aqui e mais tarde eu posto a continuação.

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  6. ahhh, adorei! :D e o pior é saber que tá pronta e que eu tenho que esperar hahahaha

    Ivy :D (a preguiça de fazer login é grande ^^)

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  7. hahahahaha...calma, sem muita espera, mais tarde tem mais.

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  8. Beta. Tô adorando sua fic, linda história mesmo.
    Coitadinho do Ollie no começo.
    Que fofa a carta que a Chloe escreveu pra ele.

    Clarice

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  9. Ae Clarice!!!! \o/


    Chloe é fofa!!!
    Valeu!!!

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