Autora: Roberta Clemente
Classificação: PG-13
Categoria: 9º Temporada
Casal: Chloe/Oliver
Spoilers: Não
Capítulos: 6
Completa: Sim
Nota: O nome da FIC é uma música de John Mayer
Resumo: Oliver e Chloe vão passar pelo primeiro teste de seu relacionamento.
Capitulo 1/6 e 2/6
Capitulo 3/6
Oliver conversava com executivos que não suportava mais encarar e lidar no dia-a-dia. Eram pessoas com quem não tinha nenhuma afinidade ou sequer simpatia. Que não estavam ali por ele, por serem seus amigos e lhe desejar felicidades. Estavam lá por interesse, mais puro e simples interesse comercial.
Diferente dos amigos, poucos, que estavam lá por ele. Notou quando Lois se juntou a Clark na mesa e não pode não notar ela. Que estava lá para ele todos os dias, há algum tempo, Chloe.
Um meio sorriso brotou em seu rosto, sem perceber quando se deu conta de seus pensamentos. Não imaginou quando ficaram juntos pela primeira vez na Torre de Vigilância que se tornaria tão dependente da presença de Chloe, que preferiria abrir mão de tudo e todos para ficar com ela, só com ela.
De repente sua visão daquela pequena loira ficou ruiva. Tess se colocou na frente de Oliver.
-O que? Não banque a ciumenta, não combina com você Mercy – devolve a provocação.
Tess olha em volta, tentando ser discreta.
-Ciúmes? Não! Interesse em manter os negócios de pé? Com certeza! – afirma ela, deixando claro sua intenção.
-Do que você está falando? – pergunta Oliver sem entender onde ela queria chegar.
-Você pode viver essa vida, mas isso aqui não é só uma festa de aniversário. Acho que meu representante foi bem claro quando te procurou
Oliver fica mudo, sem expressão, lembrando da visita que recebeu em seu carro antes de entrar no prédio. Onde foi comunicado de que deveria convencer os investidores de que não existia crise na Luthorcorp com a queda das torres. E que deveria fazer isso a qualquer custo.
-O que? - diz Oliver com a testa franzida, quase em choque. – Não vou fazer isso! – afirma ele, se recusando e rindo de nervoso.
-Você é quem sabe! Mas o que será que a diretoria vai dizer quando souber que sua namoradinha roubou uma pequena fortuna da empresa e você sabia? – pergunta Tess, desdenhando.
-A tinta vermelha entrou na sua mente? Você não tem como provar – afirma ele blefando.
-Não! Não tenho, mas não deve ser difícil de conseguir ou...fabricar. E duvido que não consiga o comando das Indústrias Queen, que seus pais lutaram tanto para construir, em minhas mãos – completa Tess, enquanto saboreia o pânico crescer nele.
Faria, mesmo que custasse algo que ele ainda nem tinha. O amor de Chloe.
Lois falava sem parar, sobre as perguntas que lhe tinham sido negadas. Sobre o passado obscuro de alguns dos convidados e Clark prestava atenção, tentando não perder nenhuma palavra das centenas por minuto que Lois falava.
Quando ele parou ao seu lado e ofereceu a mão Chloe deixou primeiro a cabeça cair. Sentia as pernas tremerem de nervoso. Esperou a noite toda por este momento. Estar com ele de novo. E seria na frente de todos.
-O que foi Ollie? – pergunta Chloe preocupada.
-Eu... – murmura ele, sem saber o que dizer.
-Algum problema? Você não está bem! Seu olhar parece pedir socorro – afirma ela, com uma ruga entre os olhos.
-Não é nada! – nega, balançando a cabeça e aproximando Chloe dele. – só gostaria de estar poder voltar no tempo e estar no seu apartamento de novo. – desabafa um desejo real.
-Sim! Preferia lá a aqui. – diz ele dando um meio sorriso.
-Por quê? O que há de tão especial no meu apartamento? – questiona Chloe olhando para ele de lado.
Oliver olha para baixo, sorrindo e deixa os olhos encontrarem os dela.
-Além do colchão macio, do balcão incrivelmente resistente, do café delicioso que ninguém mais no mundo sabe fazer, só você, e das gavetas de lingerie que não tem no meu apartamento? – sussurra ele, olhando para o alto, enquanto Chloe levanta cada vez mais a sobrancelha – A companhia, sem duvida! – completa olhando para ela.
-Sei! – concorda Chloe, sem se dar por convencida.
-Ah... você tem Xbox. E eu adoro esse jogo – provoca, só para não perder o costume.
-Shu!Fala baixo, se Lois descobre que eu deixo você usar o vídeo game dela, eu e meu colchão macio vamos para rua – adverte Chloe olhando para os lados.
Oliver imita o movimento dela e olha para os lados a procura de Lois, depois enquanto ela ainda olhava para longe para os olhos nela.
-Nunca deixaria você e seu colchão na rua – sussurra ele, sério.
-O que? – ela se assusta, encarando ele de volta. Depois um sorriso brota em seu rosto e em segundos ele vira um riso – Oliver!Você é tão espirituoso – diz ela suspirando e rindo ao mesmo tempo.
-Não é brincadeira! Você sabe que nunca te deixaria desamparada, não sabe? – suplica Oliver por aquela resposta.
-Sei claro que sei! Nós somos uma equipe, e, além disso...
-Amigos? – interrompe Oliver, evitando ouvir da boca dela. Mal podia se reconhecer.
Há algumas horas isso não o incomodaria, mas agora a palavra “amigos” era quase insuportável.
-E não somos? – pergunta ela, um pouco confusa com o tom da pergunta.
-Sempre! Mesmo quando discordamos, quando cometemos os maiores pecados que poderíamos cometer, sempre fomos amigos. – a tranqüiliza Oliver.
-Estranho não? Como nossos caminhos se cruzaram? Eu uma geek e você... – ela para e Oliver espera a definição dela sobre ele com curiosidade – tão, você – termina Chloe. Oliver concorda balançando a cabeça. – Quem diria que nossa pareceria poderia dar tão certo? – questiona Chloe com um sorriso encantador. Que desmancha Oliver. Chloe havia se tornado uma mulher forte, mas tinha o sorriso mais doce que já vira em toda a vida.
Antes que se perdesse nos olhos dela Oliver segura sua mão e a leva com ele. Discretamente eles atravessam o salão, até um terraço vazio. Chloe ri quando Oliver fecha a porta e olha mais uma vez para dentro do salão, se certificando de que ninguém tivesse visto ou ido atrás deles, antes de investir contra ela.
Ele olha para ela com tanta intensidade que Chloe pode sentir o peso de seus olhos sobre ela.
Ele toca seu rosto, deixando os dedos escorregarem para sua nuca. E com a outra mão puxa sua cintura para encontro do corpo dele. Oliver tem necessidade de sentir Chloe, a pele dela.
Ele passa a boca pela dela e só quando ela fica convidativa demais para agüentar a beija.
-Você é maluco Oliver, e eu adoro isso em você! – afirma Chloe sorrindo a centímetros da boca dele.
-Você tem esse efeito sobre mim – diz Oliver dando um selinho nela.
-Tenho certeza de que você já era assim antes de me conhecer – se esquiva Chloe.
-Antes de te conhecer? Nem lembro – afirma ele com um sorriso petulante.
-Quer parar? Sou eu! Chloe esqueceu? – pergunta Chloe rindo do charme jogado por ele.
Oliver afasta o rosto um pouco do dela.
-É você! Chloe Sullivan é você – declama Oliver, com os olhos brilhando.
-Você está infectado por alguma pedra alienígena? – brinca Chloe. O que faz Oliver rir, negando. Chloe concorda o beijando
Oliver sente todo aquele peso voltar aos seus ombros. Ele devolve para Tess o olhar de vitória com um de desprezo. Chloe não se deixa incomodar pela presença de Tess, sem saber que por dentro Oliver pedia socorro. Ela ajeita a gravata dele calmamente.
-Vai lá aniversariante. Jogue sua lábia para os convidados, mostre que não é só um rostinho bonito, mas não se esqueça de mim. Ok? Você me fez uma promessa – diz Chloe, baixinho olhando para a gravata e depois para ele, fazendo um leve bico.
-Isso vai ter volta! – promete Oliver.
Tess não se abala, não meche um músculo. Ela volta sua atenção para Chloe. Que não baixa a guarda e devolve a encarada. Mesmo estando sob o efeito da kryptonita lembrava todos os detalhes do último encontro delas. Da briga e principalmente que se não fosse por Clark Tess teria lhe dado um tiro.
-Concurso de encarada? Um pouco infantil não acha Tess? – pergunta Chloe firme.
-Você não significa nada pra ele, sabia? – responde Tess com outra pergunta. E Chloe ri do rumo que Tess da à conversa.
-Uau! Vai agarrar meu cabelo e me dizer pra me afastar do seu homem? – provoca Chloe com um sorriso de sarcasmo no rosto. – agora sim! Essa é minha deixa para entrar – fala Chloe caminhando para a porta. Quando se aproximava de Tess tem o braço agarrado.
-Todas as noites eu penso naquela briga e me arrependo amargamente do minuto perdido! – esbraveja Tess, pela primeira vez demonstrando descontrole.
-Pois eu, não perco um segundo do meu tempo pensando
CONTINUA...
-Onde está o conteúdo daquele contêiner? – escutou Chloe, ainda com a mão de Tess apertando seu braço, um pouco mais forte.
Ela não respondeu, só devolveu a ela um olhar de desdém.
-Não seja dissimulada!
-Não estou sendo! – responde Chloe puxando o braço e se livrando da mão dela. Mas mantendo a posição.
-Eu sabia que fazia tudo por Clark, sempre foi um cachorrinho, mas Oliver? – diz Tess com um olhar irônico.
-Oliver, Clark, pode dizer, é inveja? - pergunta Chloe com o mesmo tom – Você gostaria de ter a confiança deles, mas não tem! Desculpe, o clube está cheio, novas inscrições só no próximo semestre! – ironiza Chloe dando um passo para frente, na direção de Tess ficando frente a frente com ela.
-Espero que saiba no que está se metendo, com quem está se metendo. – avisa Tess também dando um passo a frente.
O ar entre elas era pesado, tenso, qualquer faísca causaria uma explosão. Tess não conseguia não se ver sendo morta por Chloe enquanto a encarava. E Chloe não podia não sentir o ódio no olhar de Tess. Mas a frieza de Tess voltou a sua mente e sua expressão, quando ela desviou o olhar e se retirou.
Chloe só deixou o ar sair dos pulmões quando a porta foi fechada e ficou sozinha. Há algum tempo pessoas como ela lhe fariam tremer, mas agora depois de tudo, poucas coisas ainda causavam medo.
Chloe parou no meio das pessoas para ouvir, preferiu não se aproximar demais. Só que Oliver não parecia feliz, nem mesmo entusiasmado. Não como ela estava.
Encontrando os olhos de Chloe sobre ele. Se antes não sabia como continuar, agora tinha encontrado força e as palavras certas. – Mas eu tenho certeza que uma parte de mim eles aprovariam, uma que ninguém mais conhece. Que só permiti a uma pessoa ver – ele para mais uma vez, balançando a cabeça e rindo quando seus olhos e os de Chloe se encontram de novo. – na verdade acho que foi essa pessoa que enxergou, antes de mim e me mostrou o quanto eu valho a pena. Essa pessoa, essa mulher faria meus pais orgulhosos de mim... Ela é... – Oliver não consegue continuar. A garganta apertada e quase fechada não deixava o nome subir até sua boca. Teve que se esforçar muito, ainda mais quando os olhos de Chloe lhe eram tão doces e brilhantes... - Tess Mercer! – praticamente cospe o nome Oliver.
E quando os olhos de Chloe mudaram de doçura para estranheza e choque, baixou a cabeça, envergonhado. Não podia vê-los virarem decepção.
Chloe quase saia do meio das pessoas que aplaudiam Oliver e sua “companheira”, totalmente ignorantes de que a mulher de quem ele falava era ela, quando avistou Clark e Lois aplaudindo também, enquanto se encaravam.
Nem o desconforto no rosto deles faria Chloe se aproximar e encarar a reprovação de Clark. Não tinha condições de encará-lo. Chloe se viu perdida entre as pessoas.
Conversou com ela mesma, tentou se convencer de que não tinha importância. De que não podia se importar com aquilo, afinal era só uma amiga de Oliver e vice e versa. Não tinha motivo muito menos direito de se importar. Mas se importava e muito.
-Sinto muito Chloe – se desculpa Oliver, balançando a cabeça. – Eu posso explicar...
-Você não entrou comigo! – afirma Chloe - não me apresentou as pessoas – e ficou bem claro que não disse o meu nome – diz Chloe, forçando um riso defensivo. – Acho que ficou bem explicado – termina ela, andando em direção a porta e parando quando Oliver impediu sua passagem.
-Não é nada disso. Eu tive que fazer isso, Tess praticamente me forçou – explica Oliver.
-Forçou você a me esconder a noite toda? – questiona Chloe
-Não, eu não te escondi, eu só não sabia como agir. Nós não somos um...
-Casal!- responde Chloe, por ele.
-Exato! Você não diz o que quer de mim, de nós. Mas não foi isso, tudo o que eu disse em cima daquele palco...
-Oliver!- interrompe Chloe, impaciente.
-Me deixa falar, por favor!Sei que você tem essa mania de sempre se defender, mas só me escuta... Tudo foi pra você! – afirma ele, esperando dela uma resposta. E recebendo um olhar de confusão.
-Pra mim? Uau! Se você já vai começar a trocar meu nome, eu paro por aqui – ironiza Chloe tentando se afastar.
-Confia em mim! – pede Oliver, em desespero.
-Eu confio, confio minha vida se precisar. Mas não meu coração. Eu não sei o que somos ou fomos. Amigos, amantes... ou nada? – pergunta Chloe, sem esperar resposta.
-Eu não sei! Tudo talvez! – tenta responder Oliver.
-Não sei, só sei que por de baixo dessa casca de mulher forte que ajuda a salvar o mundo, eu sou... só uma garota! – lamenta Chloe dando de ombros com um sorriso apertado.
Oliver sente aquelas palavras como golpes de um inimigo. E sem força deixa Chloe escapar por entre seus dedos e desaparecer no salão. Ela estava tão magoada, como ele não achou que ficaria. Esperava fúria, gritos ou até indiferença dela, mas não magoa. Aquela reação lhe tirou o chão, a fala, o rumo.
Demorou minutos para juntar forças e voltar ao salão à procura dela. Sua primeira opção foi à mesa e Clark. Ela teria corrido para o melhor amigo. Mas se enganou a mesa só Lois, Clark e seus olhares de reprovação.
-Onde está Chloe? – pergunta Oliver, olhando para os dois e em volta.
Clark se apressa em levantar e encarar Oliver colocando o dedo no peito dele.
-Aonde você acha que ela iria depois daquele discurso romântico? – esbraveja Clark.
Oliver não se importa e olha para a direção da porta. Ele da à volta em Clark quando sente uma dor esmagadora no antebraço esquerdo. A dor foi à única coisa que o impediu de seguir seu caminho. Clark sabia que estava machucando Oliver e não se importou.
-Me deixe ir Clark – pede Oliver.
-Não vou deixar você machucar Chloe – afirma Clark, convicto.
-Mais do que você já machucou? – devolve a acusação.
-Não adianta tentar virar o jogo – responde Clark.
-Juro que deixo você me jogar na parede, mas depois que eu falar com Chloe, ok? – implora Oliver.
Clark não responde, em vez disso olha fundo nos olhos de Oliver, tentando lê-los.
-Vai com minha caminhonete – fala Clark, soltando o braço de Oliver. E saindo do caminho dele.
Oliver agradece balançando a cabeça. E depois de pegar as chaves ele corre. Em segundos a porta, mais alguns o carro. E em pouco tempo estava saindo de Metrópoles. Nenhum sinal do carro de Chloe pelo menos até chegar à estrada para Smallville.
Oliver ficava mais e mais ansioso a cada quilometro percorrido. Quando se viu sozinho na rodovia escura só teve seus pensamentos para ouvir. E eles eram confusos. O que diria ou faria quando a encontrasse? Era torturante pensar nisso quando não tinha condições de construir uma frase lógica em sua mente.
Seu coração disparou quando reconheceu o objeto
Ele gritou o nome de Chloe e correu o mais rápido que pode. Continuou a gritar até chegar ao veiculo e se jogar na terra, a procura dela. Seu desespero aumentou, quando encontrou o carro vazio. Isso só podia significar uma coisa e tinha medo de pensar, que ela teria sido jogada do carro durante o acidente.
Em desespero deu a volta, olhando em volta e não encontrando. Gritou em plenos pulmões o nome dela. Como se ele estivesse em perigo, como se sua vida dependesse disso. A escuridão da noite impedia de enxergar muito além naquele vasto campo.
Oliver juntou todas as suas forças e se concentrou. Sua falta de controle estava lhe cegando. E não podia se permitir a isso. O fogo do carro de repente aumentou fazendo luz suficiente para ele poder ver um pedaço de tecido verde balançar no ar. Foi apenas um segundo, mas era o que ele precisava, um rumo.
Enquanto corria para aquele pequeno pedaço de seda, o fogo se tornou uma labareda, iluminando tudo a sua volta. Tudo inclusive o corpo inerte de Chloe. Oliver se jogou ao seu lado e quase perdeu o ar quando notou a poça de sangue em que ela estava deitada. De bruços, com o rosto na terra e os cabelos sobre os olhos.
A confusão tomou conta dele quando viu o ferimento que ela tinha nas costas. Redondo e perfeito, não parecia com um ferimento causado por um acidente automobilístico, e sim por uma arma. Chloe havia levado um tiro nas costas.
Oliver tinha a impressão de que ela já tinha perdido todo o sangue do corpo, tamanha era a quantidade que havia ficado na terra e no vestido dela. Desesperou-se mais uma vez quando o rosto pálido e sem vida dela tombou para o lado.
-Chloe? – chama Oliver, perdido. – Abre os olhos, por favor – pede sem ser atendido. Tinha de conseguir ajuda, a vida de Chloe se esvaia a cada segundo. Conseguiu raciocinar por breves dois segundos e lembrou que se celular não estava com ele. No meio do nada, sem ninguém por perto, baixou a cabeça, tocando a testa fria de Chloe, sem esperança. E em um ultimo ato, olhou para o alto e gritou:
-Clark!...Clark!... Clark!
CONTINUA...