domingo, 12 de setembro de 2010

sábado, 11 de setembro de 2010

Day 365, tradução

E em comemoração as 100 postagens do blog, uma fic também :D
Day 365 é uma fic da AllieJGK

Dia 365

‘Você se lembra do dia em que tudo mudou, Chloe?

Chlollie Awards!

 

O ChlollieAwards é uma premiação da ComunidadeChlollie no LiveJournal, e estas foram as fics vencedoras da edição 2010, algumas delas já foram traduzidas pelo JustChollie e pelo Chlollie4ever. Os vencedores foram:

 

Best Angst – Triste

Through a Glass, Darkly (chloeas & dl_greenarrow)
Strings (sarcastic_fina)
All That Never Was (chloeas & dl_greenarrow)
3º The Bottom of the Glass (bluesuedeshoes)

Best Comedic - Comédia
Tease (bluesuedeshoes)
1º I Hate You! or Why Chloe doesn't do Halloween (bella8876)
Obviously off Limits (novadelphine)
Green with envy (slytherinpunk)
Unexpected Purchases (lynzie914)

Best Fluff - Alegre
1º Love for Realsies (babydee1)
Late (smallvillefics)
Because You Deserve It (sxymami0909)

Best Oneshot - Capítulo único
All The Things She Said (freneticfloetry)
To Catch The Devil's Eye (calie15)
Eyes Wide Open (sarcastic_fina)

Best Multi-chapter - Em capítulos
I'll Explain Everything When it's Friday (bella8876)
2º Love for Realsies (babydee1)
3º The Last Job You'll Ever Have (bella8876)

Best Smut - Hot
1º Life Support (slytherinpunk)
Just for Funsies (babydee1)
Paper Targets (taraljc)

Best Family - Família
Distant Echoes (chloeas & dl_greenarrow)
2:00 AM Applesauce (bella8876)
3º The Matchmaker (sarcastic_fina)

Best Romantic - Romântica
1º Deja Vu (gen717)
Exposed (calie15)
3º Anything but Ordinary (gen717)
3º Love for Realsies (babydee1)

Best Time-Travel - Viagem no tempo
1º Love over time (calie15)
Through a Glass, Darkly (chloeas & dl_greenarrow)
3º Through Your Eyes (iluvaqt & miranda 882)

Best Alternate Universe - Universo Alternativo
I'll Explain Everything When it's Friday (bella8876)
2º Anything but Ordinary (gen717)
Five Times Chloe Met Oliver and One Time She Met Green Arrow (chloeas & dl_greenarrow)
3º An Origin Story (bluesuedeshoes)
3º The Last Job You'll Ever Have (bella9976)

 

P.S: Esse post foi preparado pela Sofia, do Chlollie4ever ;P

100 postagens do Just Chlollie e parceria com o Chlollie4ever

 

 

Ahh! O blog comemorou ontem, com o postagem do final de Friends, Lovers or Nothing da nossa querida Roberta o post nº 100! *_____* Pessoalmente, eu que tenho esse blog como meu xodó, meu refúgio e tudo mais, estou imensamente feliz. E imensamente grata. O que começou com um projeto despretensioso hoje é tão maior do que eu imaginava! E se tornou tudo isso graças a vocês, que leem, acompanham e incentivam as fics/traduções. É pra vocês e por vocês que eu, a Roberta, a Nathalia e a Silvia quase ficamos loucas com uma tradução que não quer sair, com uma palavra que a gente não acha. E tudo vale a pena. Então a todos que frequentam o blog, o meu mais sincero agradecimento :D

E claro, eu não podia deixar de falar das meninas: Nathalia, Roberta e Silvia. A Nathalia foi a primeira, me mandou um email oferecendo ajuda com o blog. E foi uma grande ajuda, grande mesmo. Quando eu estava enrolada com as coisas da faculdade eu sabia que as postagens estavam em boas mãos. Depois veio a Roberta, com suas fics simplesmente incríveis. Eu fiquei tão animada quando li a primeira, e tão feliz com poder publicar as fics dela aqui. Quando eu a chamei, alguns meses depois, pra ser uma das colaboradoras do blog eu sabia que estava fazendo uma ótima escolha. E veio a Sil, traduzindo Distant Echoes. Eu já conhecia a Sil tinha um tempo, desde antes, quando era só dizer que era Chlollier que éramos chamadas de iludidas. Quando ela me disse, que tava traduzindo e que queria postar aqui eu já fui e a convidei na hora pra ser outra colaboradora. E as traduções dela acrescentaram tanto pro blog, que eu só tenho a agradecer também :D

 

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Agora mudando um pouco de assunto, tem muito tempo que eu queria fazer esse post. Muito mesmo. Alguns de vocês devem ter visto eu e a Sofia conversando pelo orkut, então não é tão novidade assim. Basta dizer que tudo começou com Moving Targets. E aí a gente foi conversando e meio que o JustChlollie e o Chlollie4ever se juntaram no objetivo de traduzir o máximo de fics possível. Da mesma forma que a gente fazia aqui, avisar sobre uma nova tradução e tudo mais, agora é feito entre os dois blogs. Afinal, vocês não iriam querer que a gente traduzisse a mesma fic, não é?

E como eu disse pra Sofia, eu amei a iniciativa dela. Traduzir um spin-off como Moving Targets, que tem um episódio a cada semana, cada um com três partes no mínimo, é um grande desafio, que ela consegue superar muito e muito bem. E o Chlollie4ever foi crescendo assim como o JustChlollie. Nada mais lógico do que uma parceria, porque no final das contas somos todos Chlolliers!

Então a intenção desse post é anunciar que o blog vai avisar também das atualizações que a Sofia faz lá. Especialmente de Moving Targets, mas pretendo fazer do resto também sempre que der. Talvez até alguns posts em comum, como o do Chlollie Awards (que vou postar logo em seguida)

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Friends, Lovers or Nothing, Capítulos 5 e 6

Bem, como vou passar o final de semana fora ou melhor,  sem tempo, a pedidos das meninas vou postar o fim da fic. Agradeço desde já o carinho com a história, os comentários e incentivos. Vocês são uns amores...Ah, semana que vem começo a postar a minha nova fic, ok?\o/...Então sem mais, a fic. Boa leitura!! E comentem.


Titulo: Friends, Lovers or Nothing
Autora: Roberta Clemente 
Classificação: PG-13
Categoria: 9º Temporada
Casal: Chloe/Oliver
Spoilers: Não
Capítulos:  6
Completa: Sim
Nota: O nome da FIC é uma música de John Mayer
Resumo: Oliver e Chloe vão passar pelo primeiro teste de seu relacionamento.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

The Green Leather Jacket, tradução

 

Uma fic diferente de toda essa coisa da décima temporada, pra variar um pouco. Essa na verdade se passa na oitava temporada, uma espécie de continuação de Hex. E não é uma fic Chlollie romântica, então eu realmente não sei se vocês vão gostar. Mostra mais a amizade dos dois, ele a ajudando a superar as coisas :D E também mostra o Oliver dando aquela jaqueta de couro verde absurdamente linda pra Chloe (sério, eu quero uma daquelas.)

Enfim, falei demais de novo.
Boa Leitura e comentem! :D

The Green Leather Jacket é uma fic da iheartBL

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Friends, Lovers or Nothing

Olá!Mais alguns capitulos da minha fic. Espero que estejam gostando, tanto quanto gostei de escrever...Gostando ou odiando, comentem!Faça uma autora feliz(as tradutoras também)!!



Titulo: Friends, Lovers or Nothing
Autora: Roberta Clemente 
Classificação: PG-13
Categoria: 9º Temporada
Casal: Chloe/Oliver
Spoilers: Não
Capítulos:  6
Completa: Sim
Nota: O nome da FIC é uma música de John Mayer
Resumo: Oliver e Chloe vão passar pelo primeiro teste de seu relacionamento. 

Capitulo 1/6 e 2/6



Capitulo 3/6

Oliver conversava com executivos que não suportava mais encarar e lidar no dia-a-dia. Eram pessoas com quem não tinha nenhuma afinidade ou sequer simpatia. Que não estavam ali por ele, por serem seus amigos e lhe desejar felicidades. Estavam lá por interesse, mais puro e simples interesse comercial. 

Diferente dos amigos, poucos, que estavam lá por ele. Notou quando Lois se juntou a Clark na mesa e não pode não notar ela. Que estava lá para ele todos os dias, há algum tempo, Chloe.

Sem querer parecer mal educado Oliver se posicionou de frente para as pessoas que falavam com ele de uma maneira que pudesse olhar para ela sem ser notado. Discretamente observou os gestos delicados de Chloe conversando e rindo com os amigos e desejou saber o motivo do sorriso dela. Quis ser o motivo. Quis também estar de volta no apartamento dela, só ela e ele, na cama, fazendo a própria festa, em vez de estar cercado e separado por pessoas insignificantes.

Um meio sorriso brotou em seu rosto, sem perceber quando se deu conta de seus pensamentos. Não imaginou quando ficaram juntos pela primeira vez na Torre de Vigilância que se tornaria tão dependente da presença de Chloe, que preferiria abrir mão de tudo e todos para ficar com ela, só com ela.

De repente sua visão daquela pequena loira ficou ruiva.  Tess se colocou na frente de Oliver.

-Poderia ao menos disfarçar que está envolvido com sua empregadinha! – provoca Tess sem um pingo de humor na voz.

-O que? Não banque a ciumenta, não combina com você Mercy – devolve a provocação.

Tess olha em volta, tentando ser discreta.

-Ciúmes? Não! Interesse em manter os negócios de pé? Com certeza! – afirma ela, deixando claro sua intenção.

-Do que você está falando? – pergunta Oliver sem entender onde ela queria chegar.

-Você pode viver essa vida, mas isso aqui não é só uma festa de aniversário. Acho que meu representante foi bem claro quando te procurou 

Oliver fica mudo, sem expressão, lembrando da visita que recebeu em seu carro antes de entrar no prédio. Onde foi comunicado de que deveria convencer os investidores de que não existia crise na Luthorcorp com a queda das torres. E que deveria fazer isso a qualquer custo.

-Sim, ele foi! – esclarece Oliver, contrariado.

-Bom! E acho que melhor deixar as distrações para depois – diz ela olhando para Chloe – e fazer de conta que nós dois somos uma dupla perfeita, como um dia fomos – diz ela divagando.

-Quantos copos você bebeu? Ninguém vai acreditar nisso Mercy, basta olhar o campo elétrico que impede que nós dois fiquemos a menos de um metro um do outro – afirma Oliver, firme e levemente irritado.

-Então vai doer, por que vou ficar ao seu lado quando fizer o seu discurso e chamar o meu nome – surpreende Tess. 

-O que? - diz Oliver com a testa franzida, quase em choque. – Não vou fazer isso! – afirma ele, se recusando e rindo de nervoso.

-Você é quem sabe! Mas o que será que a diretoria vai dizer quando souber que sua namoradinha roubou uma pequena fortuna da empresa e você sabia? – pergunta Tess, desdenhando.

-A tinta vermelha entrou na sua mente? Você não tem como provar – afirma ele blefando.

-Não! Não tenho, mas não deve ser difícil de conseguir ou...fabricar. E duvido que não consiga o comando das Indústrias Queen, que seus pais lutaram tanto para construir, em minhas mãos – completa Tess, enquanto saboreia o pânico crescer nele.

E sem dar a ele a oportunidade de debater ela sai. Deixando Oliver incrédulo e sem reação para trás. Ele olha para Chloe buscando nela uma resposta e como um imã o olhar dela encontra o dele. Ela sorri gentilmente para ele. Como se estivesse lhe dando a benção.

Oliver não acreditou no que teria que fazer para preservar o nome da empresa, dele e principalmente o dela. Se negar a fazer o que Tess lhe obrigava era entregar o nome de seus pais nas mãos de uma mulher sem escrúpulos e envolver Chloe em um escândalo, maior do que ela poderia suportar e isso não era uma opção. Ele suportaria qualquer coisa, menos isso. 
Faria, mesmo que custasse algo que ele ainda nem tinha. O amor de Chloe.

Lois falava sem parar, sobre as perguntas que lhe tinham sido negadas. Sobre o passado obscuro de alguns dos convidados e Clark prestava atenção, tentando não perder nenhuma palavra das centenas por minuto que Lois falava.

Chloe tentava fingir interesse. Tentava não demonstrar que sua atenção estava toda em Oliver. Ainda mais quando depois de lhe encarar, caminhou em sua direção, mais uma vez. Tentava sem muito sucesso mostrar indiferença a sua presença, mas a verdade é que não conseguia não sorrir quando ele se aproximava.

Quando ele parou ao seu lado e ofereceu a mão Chloe deixou primeiro a cabeça cair. Sentia as pernas tremerem de nervoso. Esperou a noite toda por este momento. Estar com ele de novo.  E seria na frente de todos.

Sob os olhares de Clark e Lois ela aceita. Oliver segura firme sua mão em direção a pista de dança.  E antes de se posicionarem para dançar, antes dele segurar a cintura dela, Oliver olha nos olhos dela. Tentando passar tudo o que sentia naquela hora. Queria que Chloe lesse seus pensamentos, que usasse toda a cumplicidade deles naquele momento e visse que a culpa não era dele.

-O que foi Ollie? – pergunta Chloe preocupada.

-Eu... – murmura ele, sem saber o que dizer.

-Algum problema? Você não está bem! Seu olhar parece pedir socorro – afirma ela, com uma ruga entre os olhos.

-Não é nada! – nega, balançando a cabeça e aproximando Chloe dele. – só gostaria de estar poder voltar no tempo e estar no seu apartamento de novo. – desabafa um desejo real.

-Mesmo? – pergunta Chloe envaidecida. 

-Sim! Preferia lá a aqui. – diz ele dando um meio sorriso.

-Por quê? O que há de tão especial no meu apartamento? – questiona Chloe olhando para ele de lado.

Oliver olha para baixo, sorrindo e deixa os olhos encontrarem os dela.

-Além do colchão macio, do balcão incrivelmente resistente, do café delicioso que ninguém mais no mundo sabe fazer, só você, e das gavetas de lingerie que não tem no meu apartamento? – sussurra ele, olhando para o alto, enquanto Chloe levanta cada vez mais a sobrancelha – A companhia, sem duvida! – completa olhando para ela.

-Sei! – concorda Chloe, sem se dar por convencida.

-Ah... você tem Xbox. E eu adoro esse jogo – provoca, só para não perder o costume.

-Shu!Fala baixo, se Lois descobre que eu deixo você usar o vídeo game dela, eu e meu colchão macio vamos para rua – adverte Chloe olhando para os lados.

Oliver imita o movimento dela e olha para os lados a procura de Lois, depois enquanto ela ainda olhava para longe para os olhos nela.

-Nunca deixaria você e seu colchão na rua – sussurra ele, sério.

-O que? – ela se assusta, encarando ele de volta. Depois um sorriso brota em seu rosto e em segundos ele vira um riso – Oliver!Você é tão espirituoso – diz ela suspirando e rindo ao mesmo tempo.

-Não é brincadeira! Você sabe que nunca te deixaria desamparada, não sabe? – suplica Oliver por aquela resposta.

-Sei claro que sei! Nós somos uma equipe, e, além disso...

-Amigos? – interrompe Oliver, evitando ouvir da boca dela. Mal podia se reconhecer. 
Há algumas horas isso não o incomodaria, mas agora a palavra “amigos” era quase insuportável.

-E não somos? – pergunta ela, um pouco confusa com o tom da pergunta.

-Sempre! Mesmo quando discordamos, quando cometemos os maiores pecados que poderíamos cometer, sempre fomos amigos. – a tranqüiliza Oliver.

-Estranho não? Como nossos caminhos se cruzaram? Eu uma geek e você... – ela para e Oliver espera a definição dela sobre ele com curiosidade – tão, você – termina Chloe. Oliver concorda balançando a cabeça. – Quem diria que nossa pareceria poderia dar tão certo? – questiona Chloe com um sorriso encantador. Que desmancha Oliver. Chloe havia se tornado uma mulher forte, mas tinha o sorriso mais doce que já vira em toda a vida.

Antes que se perdesse nos olhos dela Oliver segura sua mão e a leva com ele. Discretamente eles atravessam o salão, até um terraço vazio. Chloe ri quando Oliver fecha a porta e olha mais uma vez para dentro do salão, se certificando de que ninguém tivesse visto ou ido atrás deles, antes de investir contra ela. 

Ele olha para ela com tanta intensidade que Chloe pode sentir o peso de seus olhos sobre ela.
Ele toca seu rosto, deixando os dedos escorregarem para sua nuca. E com a outra mão puxa sua cintura para encontro do corpo dele. Oliver tem necessidade de sentir Chloe, a pele dela. 
Ele passa a boca pela dela e só quando ela fica convidativa demais para agüentar a beija.

Chloe curva o corpo para trás tamanha é a força que ele coloca no beijo. Oliver passa os dois braços na cintura dela tirando-a do chão. Chloe se agarra ao pescoço dele enquanto é erguida. 

-Você é maluco Oliver, e eu adoro isso em você! – afirma Chloe sorrindo a centímetros da boca dele.

-Você tem esse efeito sobre mim – diz Oliver dando um selinho nela.

-Tenho certeza de que você já era assim antes de me conhecer – se esquiva Chloe.

-Antes de te conhecer? Nem lembro – afirma ele com um sorriso petulante.

-Quer parar? Sou eu! Chloe esqueceu? – pergunta Chloe rindo do charme jogado por ele.
Oliver afasta o rosto um pouco do dela.

-É você! Chloe Sullivan é você – declama Oliver, com os olhos brilhando.

-Você está infectado por alguma pedra alienígena? – brinca Chloe. O que faz Oliver rir, negando. Chloe concorda o beijando em seqüência. Tão intenso quanto o que recebeu. O barulho da porta interrompe o beijo.

Eles se olham, rindo por terem sido pegos. Por alguns segundos eles se divertem com a situação. Então Oliver coloca Chloe no chão e vê nos olhos dela que a pessoa a flagrar os dois não era alguém de agrado dela. Imaginando quem seria ele se vira para a porta e encontra Tess parada diante da porta.

-Está na hora do seu discurso! - avisa Tess, fingindo um sorriso.

Oliver sente todo aquele peso voltar aos seus ombros. Ele devolve para Tess o olhar de vitória com um de desprezo. Chloe não se deixa incomodar pela presença de Tess, sem saber que por dentro Oliver pedia socorro. Ela ajeita a gravata dele calmamente.

-Vai lá aniversariante. Jogue sua lábia para os convidados, mostre que não é só um rostinho bonito, mas não se esqueça de mim. Ok? Você me fez uma promessa – diz Chloe, baixinho olhando para a gravata e depois para ele, fazendo um leve bico.

Oliver se diverte com o comentário e a promessa lembrada, de que seria só dela. Mesmo que isso estivesse ameaçado. Em seguida ele caminha para a porta e quando passa por Tess sussurra:

-Isso vai ter volta! – promete Oliver.

Tess não se abala, não meche um músculo. Ela volta sua atenção para Chloe. Que não baixa a guarda e devolve a encarada. Mesmo estando sob o efeito da kryptonita lembrava todos os detalhes do último encontro delas. Da briga e principalmente que se não fosse por Clark Tess teria lhe dado um tiro.

Mas o que passava na cabeça de Tess era outro encontro delas. Onde quem morria era ela e quem a matava era Chloe. Isso não saia de sua cabeça há meses. Seu fim pelas mãos de Chloe.

-Concurso de encarada? Um pouco infantil não acha Tess? – pergunta Chloe firme.

-Você não significa nada pra ele, sabia? – responde Tess com outra pergunta. E Chloe ri do rumo que Tess da à conversa.

-Uau! Vai agarrar meu cabelo e me dizer pra me afastar do seu homem? – provoca Chloe com um sorriso de sarcasmo no rosto. – agora sim! Essa é minha deixa para entrar – fala Chloe caminhando para a porta. Quando se aproximava de Tess tem o braço agarrado.

-Todas as noites eu penso naquela briga e me arrependo amargamente do minuto perdido! – esbraveja Tess, pela primeira vez demonstrando descontrole.

-Pois eu, não perco um segundo do meu tempo pensando em você Tess! – responde Chloe olhando bem nos olhos dela. Sem saber das conseqüências que suas palavras teriam.



CONTINUA...



Capitulo 4/6

-Onde está o conteúdo daquele contêiner? – escutou Chloe, ainda com a mão de Tess apertando seu braço, um pouco mais forte.

Ela não respondeu, só devolveu a ela um olhar de desdém.

-Não seja dissimulada!

-Não estou sendo! – responde Chloe puxando o braço e se livrando da mão dela. Mas mantendo a posição.

-Eu sabia que fazia tudo por Clark, sempre foi um cachorrinho, mas Oliver? – diz Tess com um olhar irônico.

-Oliver, Clark, pode dizer, é inveja? - pergunta Chloe com o mesmo tom – Você gostaria de ter a confiança deles, mas não tem! Desculpe, o clube está cheio, novas inscrições só no próximo semestre! – ironiza Chloe dando um passo para frente, na direção de Tess ficando frente a frente com ela.

-Espero que saiba no que está se metendo, com quem está se metendo. – avisa Tess também dando um passo a frente.

O ar entre elas era pesado, tenso, qualquer faísca causaria uma explosão. Tess não conseguia não se ver sendo morta por Chloe enquanto a encarava. E Chloe não podia não sentir o ódio no olhar de Tess. Mas a frieza de Tess voltou a sua mente e sua expressão, quando ela desviou o olhar e se retirou.

Chloe só deixou o ar sair dos pulmões quando a porta foi fechada e ficou sozinha. Há algum tempo pessoas como ela lhe fariam tremer, mas agora depois de tudo, poucas coisas ainda causavam medo.

E em segundos se deu conta de onde estava e o motivo. Quase deu um pulo, estava lá por Oliver. E estava perdendo seu discurso. Entrou apressada no salão e sorriu quando o avistou, sobre o pequeno palco, diante do púlpito. Lindo, sempre o achou lindo. Desde a primeira vez que o viu.

Chloe parou no meio das pessoas para ouvir, preferiu não se aproximar demais. Só que Oliver não parecia feliz, nem mesmo entusiasmado. Não como ela estava.

-... Luthorcorp e Indústrias Queen se tornaram uma só. Não sei se meus pais estariam orgulhosos disso. Das escolhas que fiz ou das pessoas que me associei, mas... – ele pausa, colocando as duas mãos sobre o púlpito. Respira fundo e olha para as pessoas a sua frente. 
Encontrando os olhos de Chloe sobre ele. Se antes não sabia como continuar, agora tinha encontrado força e as palavras certas. – Mas eu tenho certeza que uma parte de mim eles aprovariam, uma que ninguém mais conhece. Que só permiti a uma pessoa ver – ele para mais uma vez, balançando a cabeça e rindo quando seus olhos e os de Chloe se encontram de novo. – na verdade acho que foi essa pessoa que enxergou, antes de mim e me mostrou o quanto eu valho a pena. Essa pessoa, essa mulher faria meus pais orgulhosos de mim... Ela é... – Oliver não consegue continuar. A garganta apertada e quase fechada não deixava o nome subir até sua boca. Teve que se esforçar muito, ainda mais quando os olhos de Chloe lhe eram tão doces e brilhantes... - Tess Mercer! – praticamente cospe o nome Oliver. 

E quando os olhos de Chloe mudaram de doçura para estranheza e choque, baixou a cabeça, envergonhado. Não podia vê-los virarem decepção.

Oliver não viu Chloe paralisar, sentir vergonha, raiva e decepção, tudo ao mesmo tempo. Por que enquanto ele esperava Tess se aproximar, com um sorriso de orelha a orelha, Chloe saiu de fininho, tropeçando em algumas pessoas no caminho.

Chloe quase saia do meio das pessoas que aplaudiam Oliver e sua “companheira”, totalmente ignorantes de que a mulher de quem ele falava era ela, quando avistou Clark e Lois aplaudindo também, enquanto se encaravam.
 
Nem o desconforto no rosto deles faria Chloe se aproximar e encarar a reprovação de Clark. Não tinha condições de encará-lo.  Chloe se viu perdida entre as pessoas.

A sua frente perguntas, atrás a decepção. Olhou para o lado e viu a porta do terraço. Correu até ele e quando fechou a porta procurou a chave. Se ela estivesse onde deveria estar trancaria e a jogaria prédio a baixo. Mas não estava onde deveria. Respirando muito rápido, o que era o prenuncio de um choro inevitável, Chloe andou de um lado para o outro tentando se acalmar.
Conversou com ela mesma, tentou se convencer de que não tinha importância. De que não podia se importar com aquilo, afinal era só uma amiga de Oliver e vice e versa. Não tinha motivo muito menos direito de se importar. Mas se importava e muito.

Aos poucos a respiração voltou ao normal e a mente ficou mais clara. Já poderia ser vista em publico, então se virou na intenção de sair pela porta e ir embora quando deu de cara com ele. Parado diante da porta, lhe encarando.

Toda a conversa que teve com ela mesma foi por água a baixo quando viu os olhos castanhos de Oliver lhe encarando. Tentou impedir que sua boca tremesse lhe denunciando mordendo o lábio inferior.

-Sinto muito Chloe – se desculpa Oliver, balançando a cabeça. – Eu posso explicar...

-Você não entrou comigo! – afirma Chloe - não me apresentou as pessoas – e ficou bem claro que não disse o meu nome – diz Chloe, forçando um riso defensivo. – Acho que ficou bem explicado – termina ela, andando em direção a porta e parando quando Oliver impediu sua passagem.

-Não é nada disso. Eu tive que fazer isso, Tess praticamente me forçou – explica Oliver.

-Forçou você a me esconder a noite toda? – questiona Chloe

-Não, eu não te escondi, eu só não sabia como agir. Nós não somos um...

-Casal!- responde Chloe, por ele.

-Exato! Você não diz o que quer de mim, de nós. Mas não foi isso, tudo o que eu disse em cima daquele palco...

-Oliver!- interrompe Chloe, impaciente.

-Me deixa falar, por favor!Sei que você tem essa mania de sempre se defender, mas só me escuta... Tudo foi pra você! – afirma ele, esperando dela uma resposta. E recebendo um olhar de confusão.

-Pra mim? Uau! Se você já vai começar a trocar meu nome, eu paro por aqui – ironiza Chloe tentando se afastar.

-Confia em mim! – pede Oliver, em desespero.

-Eu confio, confio minha vida se precisar. Mas não meu coração. Eu não sei o que somos ou fomos. Amigos, amantes... ou nada? – pergunta Chloe, sem esperar resposta.

-Eu não sei! Tudo talvez! – tenta responder Oliver.

-Não sei, só sei que por de baixo dessa casca de mulher forte que ajuda a salvar o mundo, eu sou... só uma garota! – lamenta Chloe dando de ombros com um sorriso apertado.

Oliver sente aquelas palavras como golpes de um inimigo. E sem força deixa Chloe escapar por entre seus dedos e desaparecer no salão. Ela estava tão magoada, como ele não achou que ficaria. Esperava fúria, gritos ou até indiferença dela, mas não magoa. Aquela reação lhe tirou o chão, a fala, o rumo.

Demorou minutos para juntar forças e voltar ao salão à procura dela. Sua primeira opção foi à mesa e Clark. Ela teria corrido para o melhor amigo. Mas se enganou a mesa só Lois, Clark e seus olhares de reprovação.

-Onde está Chloe? – pergunta Oliver, olhando para os dois e em volta.

Clark se apressa em levantar e encarar Oliver colocando o dedo no peito dele.

-Aonde você acha que ela iria depois daquele discurso romântico? – esbraveja Clark.

Oliver não se importa e olha para a direção da porta. Ele da à volta em Clark quando sente uma dor esmagadora no antebraço esquerdo. A dor foi à única coisa que o impediu de seguir seu caminho. Clark sabia que estava machucando Oliver e não se importou. 

Oliver faz uma careta e olha para Clark, furioso desta vez. Sabia que se ele assim quisesse não se soltaria. 

-Me deixe ir Clark – pede Oliver.

-Não vou deixar você machucar Chloe – afirma Clark, convicto.

-Mais do que você já machucou? – devolve a acusação.

-Não adianta tentar virar o jogo – responde Clark.

-Juro que deixo você me jogar na parede, mas depois que eu falar com Chloe, ok? – implora Oliver.

Clark não responde, em vez disso olha fundo nos olhos de Oliver, tentando lê-los.

-Eu sou apaixonado por ela, Clark! Eu estou apaixonado por Chloe!E eu preciso dizer isso a ela – desabafa Oliver, alto o suficiente para Clark e metade do salão escutar. – Eu tenho que encontrar Chloe, esclarece Oliver, quase se desmanchando.

-Então corre! – encoraja Lois, se intrometendo entre os dois búfalos. – Ela foi com meu carro, o que significa que não está longe 

-Vai com minha caminhonete – fala Clark, soltando o braço de Oliver. E saindo do caminho dele.

Oliver agradece balançando a cabeça. E depois de pegar as chaves ele corre. Em segundos a porta, mais alguns o carro. E em pouco tempo estava saindo de Metrópoles. Nenhum sinal do carro de Chloe pelo menos até chegar à estrada para Smallville.

Oliver ficava mais e mais ansioso a cada quilometro percorrido. Quando se viu sozinho na rodovia escura só teve seus pensamentos para ouvir. E eles eram confusos. O que diria ou faria quando a encontrasse? Era torturante pensar nisso quando não tinha condições de construir uma frase lógica em sua mente. 

Tudo o que queria era olhar pra ela. Só depois disso saberia o que dizer ou fazer. Por isso se permitiu relaxar por um segundo. Oliver quase sorria quando avistou a alguns metros a frente uma luz alaranjada. Quanto mais perto chegava mais tinha certeza de que era fogo. Vindo do campo, à esquerda, um pouco afastado da pista.

Seu coração disparou quando reconheceu o objeto em chamas. Um carro esporte, vermelho, igual ao de Lois. Era o de Lois. Dirigindo a picape de Clark Oliver atravessou a pista e chegou ao carro em segundos. Saltou no acostamento e teve que firmar as pernas ao ver o carro de cabeça para baixo com fogo no motor.

Ele gritou o nome de Chloe e correu o mais rápido que pode. Continuou a gritar até chegar ao veiculo e se jogar na terra, a procura dela. Seu desespero aumentou, quando encontrou o carro vazio. Isso só podia significar uma coisa e tinha medo de pensar, que ela teria sido jogada do carro durante o acidente.

Em desespero deu a volta, olhando em volta e não encontrando. Gritou em plenos pulmões o nome dela. Como se ele estivesse em perigo, como se sua vida dependesse disso. A escuridão da noite impedia de enxergar muito além naquele vasto campo. 

Oliver juntou todas as suas forças e se concentrou. Sua falta de controle estava lhe cegando. E não podia se permitir a isso. O fogo do carro de repente aumentou fazendo luz suficiente para ele poder ver um pedaço de tecido verde balançar no ar. Foi apenas um segundo, mas era o que ele precisava, um rumo.

Enquanto corria para aquele pequeno pedaço de seda, o fogo se tornou uma labareda, iluminando tudo a sua volta. Tudo inclusive o corpo inerte de Chloe. Oliver se jogou ao seu lado e quase perdeu o ar quando notou a poça de sangue em que ela estava deitada. De bruços, com o rosto na terra e os cabelos sobre os olhos.

A confusão tomou conta dele quando viu o ferimento que ela tinha nas costas. Redondo e perfeito, não parecia com um ferimento causado por um acidente automobilístico, e sim por uma arma. Chloe havia levado um tiro nas costas.

Ele chamou pelo nome dela enquanto com as pontas dos dedos tirava a mecha de cabelo de seu rosto. Revelando mais sangue, vindo de um corte na testa. Sem saber o que fazer, notou que ela não respirava. Então sem pensar duas vezes a virou, com todo o cuidado. Sentiu o ódio percorrer seu corpo ao constatar que a bala saiu um pouco abaixo da clavícula direita dela, um tiro pelas costas, um tiro de execução, causando um sangramento que ele não seria capaz de estancar. 

Oliver tinha a impressão de que ela já tinha perdido todo o sangue do corpo, tamanha era a quantidade que havia ficado na terra e no vestido dela. Desesperou-se mais uma vez quando o rosto pálido e sem vida dela tombou para o lado.

-Chloe? – chama Oliver, perdido. – Abre os olhos, por favor – pede sem ser atendido. Tinha de conseguir ajuda, a vida de Chloe se esvaia a cada segundo. Conseguiu raciocinar por breves dois segundos e lembrou que se celular não estava com ele. No meio do nada, sem ninguém por perto, baixou a cabeça, tocando a testa fria de Chloe, sem esperança. E em um ultimo ato, olhou para o alto e gritou:

-Clark!...Clark!... Clark!





CONTINUA...

sábado, 4 de setembro de 2010

I'll Explain Everything When it's Friday - Capítulo 8

Aqui vai mais um capítulo. Esse foi um dos mais fáceis de traduzir pq tem poucas transições de um dia para outro. Entretanto, porém, contudo, todavia, é bem dramático lá pelo fim. Só lembro da minha ansiedade pela continuação. Desculpa fazer isso com vocês. xD

Boa leitura. ;D

[Personagens e história não nos pertencem.]

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-- 8 --

16 de Outubro de 2008 (Dia 148)

Chloe suspirou e abriu os olhos, vendo Oliver sorrindo para ela da mesa de centro. “Isso é muito desconcertante.” Chloe disse se sentando e recebendo seu beijo de bom dia.

“Sei o que você quer dizer.” Ele sorriu e estendeu a mão para ela. “Então para ter certeza de que você não vai ligar a cafeteira essa manhã...” Ele a levou até a cozinha e ela sorriu ao ver dois copos do Starbucks no balcão.

“Porque exatamente levamos 148 dias pra fazer isso?” Ela perguntou tirando a tampa do copo dela para colocar açúcar e creme.

“Humanos são muito estranhos, nós gostamos de repetição, gostamos de rotina, não gostamos de mudança.” Oliver sacudiu os ombros e bebeu do seu copo.

“É, mas vendo por outro lado, a definição de insanidade é repetir a mesma ação e esperar um resultado diferente.” Chloe pontuou bebendo seu café. “E é basicamente isso que eu tenho feito nos últimos 148 dias.”

“Hoje vamos mudar isso tudo.” Oliver sorriu para ela.

“Já posso até sentir, hoje vai ser diferente.” Chloe suspirou contente e caminhou até o quarto para trocar de roupa. Quando ela saiu vestida para o dia Oliver estava sentado à mesa lendo o Haiku. “Então, isso ainda é um poema ruim.” Ele sacudiu o papel.

“Ou a chave para tudo.” Chloe sacudiu os ombros ao pegar seu casaco.

“Para onde você está indo?” Oliver se levantou confuso.

“Bem, Lois não vai roubar aquela lista até as duas, então ainda tenho um tempo para passar. Julia é uma garota muito legal então eu prefiro que ela não seja expulsa e aquele ciclista ainda vai correr para o meio da rua.” Chloe pontuou. “E eu preciso ir até o Pino.”

“O garçom?” Oliver pegou sua jaqueta.

“Se Lex conseguir chegar para o almoço antes que eu possa juntar todas as peças, não vai adiantar, vai?” Chloe sorriu.

“Vou estar no Pino.” Oliver sorriu e se inclinou para beijar Chloe.

“Café?” A voz de AC perguntou enquanto ele se arrastava para a cozinha.

“Hum, não.” Chloe sacudiu a cabeça e checou se tinha suas moedas. “Tenho algumas coisas pra resolver, mas volto mais tarde.”

AC gruniu e entrou na cozinha. Chloe e Oliver não perceberam até ser tarde demais e ele já tinha ligado a cafeteira. A tomada explodiu. “Caramba.” AC estava completamente acordado agora enquanto tentava apagar as chamas, e as luzes piscaram e se foram. Chloe foi até o corredor, cortou o papel de parede expondo o registro, ligou o interruptor e virou com um olhar atônito para Oliver.

“Deus odeia aquela cafeteira.” Chloe disse.

“Aparentemente.” Oliver sorriu e se inclinou para beijá-la. “Tenho um garçom pra trancar no freezer.” Ele sorriu antes de sair.

AC jogou no lixo os restos da cafeteira e olhou para Chloe confuso. “Vocês são estranhos pela manhã.” AC bocejou. “E que beijo foi esse?” Ele perguntou acenando para Chloe e para a porta por onde Oliver tinha acabado de sair. “Quando isso começou?”

“Uns 60 dias atrás.” Chloe sacudiu os ombros.

AC franziu a testa. “Há 60 dias estávamos no Brasil.” Ele disse confuso.

“Pra você.” Chloe murmurou.

“Você está realmente estranha esta manhã.” AC sacudiu a cabeça.

“Volta logo pra cama, trago Starbucks pra você quando eu voltar.” Chloe prometeu, indo para a porta, e desceu as escadas sorrindo. Ela correu até o registro quando o fiscal terminou de analisar o carro em frente ao carro da Julia. “Bom dia.” Chloe sorriu enquanto colocava as moedas no registro.

“Bom dia.” O fiscal disse, indo para o próximo carro.

“Bom dia Julia.” Chloe falou por sobre o ombro quando Julia saiu correndo do se apartamento e escada abaixo acenando freneticamente. “Diga ao Jeremy boa sorte com o trabalho.”

“Obrigada.” Julia andou mais devagar quando viu que o registro tinha sido alimentado. “Vou dizer.” Ela disse confusa da rua antes de se virar e voltar para dentro.

Chloe sorriu e respirou o ar fresco da manhã enquanto relembrava do Haiku. Ela chegou à esquina junto com o ciclista. Ela esticou o braço, segurou a jaqueta dele e o puxou de volta bem quando a BMW virou a esquina com velocidade. “Ok, Brian. Isso tá ficando ridículo.” Chloe disse quando o cara prendeu a respiração e percebeu o que poderia ter acontecido. “Você precisa me prometer que vai começar a prestar atenção, porque eu não vou estar ao seu lado pra ajudar o tempo todo.” Chloe sacudiu a cabeça e caminhou em direção ao carrinho de café.

“Ei!” Ele a chamou. “Como você sabe meu nome?”

Chloe estava pagando pelo café quando recebeu uma mensagem do Oliver, ‘Garçom no gelo.’ Ela sorriu, respondeu a mensagem e se dirigiu de volta à Fundação, enquanto Julia estava desejando a Jeremy boa sorte no seu primeiro dia. Ela sorriu e acenou para eles antes de subir as escadas e ir para seu apartamento. Assim que ela abriu a porta, ela escorregou pelo chão e gritou surpresa, e Bart correu e a segurou antes que ela caísse.

“Sinto muito mesmo...” Ele começou.

“Ótimo.” Chloe sorriu genuinamente para ele. “Você usou o vaso! Vou checar as salas lá embaixo, diz ao AC que eu trouxe o café dele.”

“Mas a água...” Bart falou confuso.

“Tem uma válvula atrás do vaso, ela desliga a água.” Ela gritou por cima do ombro. Ela desceu as escadas correndo e entrou na Fundação Ísis tentando se localizar. “Sala de estar, sala de jantar, cozinha...” Ela imaginou a planta do apartamento em cima. “Então isso significa que o banheiro seria aqui.” Ela se virou e sorriu. No canto da sala tinha um monte de caixas que ela não tinha analisado ainda ficando encharcadas com um vazamento vindo do teto. “Perfeito.”

“Sinto muito Chlo.” Bart disse de trás dela, fazendo careta quando viu as caixas encharcadas. “Eu esqueci completamente do vaso.”

“Você fez bem.” Ela virou para ele sorrindo. “Perfeito. Obrigada.”

“Você está sendo sarcástica?” Bart perguntou lentamente.

“Eu sei que não faz muito sentido, mas você fez exatamente o que eu queria que fizesse.” Chloe o assegurou.

“Você queria que eu alagasse o apartamento e estragasse o seu trabalho?” Bart franziu a testa.

“Mais ou menos, prometo que vou explicar tudo quando for sexta-feira.” Chloe disse a ele. “Por enquanto você podia ir buscar os rapazes pra ajudar a tentar salvar o que pudermos disso?”

“Claro.” Bart disse. “O que você quiser que eu faça.” Ele subiu as escadas correndo enquanto Chloe puxou as caixas para longe do vazamento e colocou uma lixeira para aparar a água.

Oliver voltou uma hora depois e entrou no escritório só para parar na porta. Para todo lugar que ele olhava havia papéis, pendurados no teto, em cima de mesas e se acumulando no chão. “Bom. Bart usou o vaso.” Oliver sorriu. “Já teve sorte?”

“Nada.” Chloe suspirou rasgando duas páginas no meio. “Pelo menos ainda não. Você pegou o filhotinho?”

“Comprado e entregue.” Oliver balançou a cabeça entrando no escritório e se abaixando para ajudar.

“Não vou nem perguntar sobre o filhotinho.” AC disse. “Mas se vocês pudessem dizer o que estamos procurando, seria mais fácil saber se achamos.”

“Já disse, não sei bem o que estamos procurando.” Chloe disse. “Mas talvez eu saiba quando acharmos.”

“Obrigado, isso ajudou bastante.” AC suspirou.

“É pra isso que estou aqui.” Chloe sorriu para ele. Ela pensou por um segundo e puxou um pedaço de papel do bolso. “Vejam se algumas dessas palavras fazem sentido pra vocês.” Ela passou para AC o Haiku e ele o leu confuso. Ele sacudiu a cabeça e passou para Victor, que franziu a testa e passou para Bart.

“Que diabos é isso?” Bart perguntou passando de volta para Chloe.

“Não sei.” Chloe suspirou. Era isso que realmente a estava matando, depois de 148 dias sabendo tudo, não saber algo a estava deixando frustrada.

“Que tal uma pausa para o almoço, pessoal?” Oliver ofereceu e todos se apressaram para se levantar e sair dali.

“Valeu, cara.” Bart deu um tapinha nas costa do Oliver enquanto Victor e AC discutiam sobre comida Indiana ou Chinesa, já indo para a porta.

“Você tá bem?” Oliver se sentou no chão ao lado de Chloe.

“Não sei. O que é que estou fazendo?” Chloe acenou para os papéis. “Não sei o que estou procurando, não vou nem saber quando achar, se achar.”

“Você vai achar.” Oliver a puxou contra seu peito. “Você vai achar e você vai consertar isso.”

“Sua fé em mim é completamente injustificável, sabia disso?” Chloe pontuou se aconchegando contra ele.

“Nah.” Ele sacudiu a cabeça. “Você já provou a si mesma vária vezes. Você só está se sentindo um pouco cansada, um pouco desesperançosa.” Ele esfregou as costas dela. “Sabe do que você precisa?” Ele olhou para ela e pegou algo de trás das costas.

Os olhos da Chloe brilharam. “Tiramisu?”

“Um pra cada.” Ele disse pegando as caixas e dando uma a ela junto com uma colher.

“Vou desvendar isso.” Ela sacudiu a cabeça. “Eu vou.”

“Esse é o espírito.” Oliver disse. “Vai parecer mais fácil amanhã, ou hoje, ou... você sabe o que quero dizer, quando os papéis nas caixas não estiverem encharcados e grudados uns nos outros.” Chloe sorriu e balançou a cabeça.

16 de Outubro de 2008 (Dia 155)

Oliver rolou na cama e franziu a testa ainda dormindo quando suas mãos encontraram o colchão vazio. Ele abriu os olhos e olhou para o relógio. Eram 23:48, ele e Chloe tinham ido para a cama às 22:00 naquela noite depois de falhar ao tentar salvar Lex de um atropelamento que ela não previu. Tendo estado mais preocupada com mortes mais incomuns, ela se esqueceu de prestar atenção para as mais mundanas.

Oliver colocou as calças e caminhou até a sala de estar, que estava vazia. Ele suspirou e desceu a escada para os escritórios. Ela a encontrou sentada no chão, analisando os papéis das caixas pela ducentésima vez. “Alguma coisa?” Ele perguntou sentando no chão ao lado dela.

“Nada.” Ela deixou os papéis caírem no chão. “Nem uma única coisa que signifique alguma coisa pra mim. Não entendo, eu realmente pensei que isso fosse funcionar, que isso fosse certo. Pensei que McClane e Powell tinham acertado em algo, mas acho que era só mais beco sem saída.” Ela repousou a cabeça no ombro do Oliver. “Aquela lista que pegamos da Lois não nos disse nada exceto nomes de Corporações Fantasmas. Eu ainda não entendo o Haiku, e não tenho idéia do que ele tem haver com tudo, mas eu posso recitar ele dormindo, e as caixas, essas caixa estúpidas...” Chloe as chutou com força, fazendo com que elas desabassem ao chão.

“Então começamos tudo de novo, de volta ao básico.” Oliver sacudiu os ombros. “Vamos expandir para fora de Metrópolis se for preciso. Vamos-“ Chloe ergueu uma mão.

“Shh.” Ela disse a ele.

“O quê?” Oliver olhou em volta enquanto ela encarava a parede com a visão levemente desfocada.

“Tem algo lá, bem na ponta da língua e eu não consigo pegar.” Ela se levantou e começou a andar, murmurando para si mesma, revisando tudo de que podia pensar, tentando descobrir o que desencadeou essa sensação, aquela sensação de ‘quase descobrindo’. Ela parou e encarou o chão ao lado do Oliver. “As caixas, Oliver.” Ela virou para ele excitada. “As estúpidas, malditas, belas caixas.”

“O que têm as caixas?”

“Nós estávamos fazendo tudo errado.” Agora Chloe já estava pulando. “Bem, não errado, só de trás pra frente, ou de dentro pra fora.”

“Estou boiando aqui, Chloe.” Oliver sorriu para ela.

“Era…” O relógio do Oliver bipou indicando a hora, era meia-noite e a visão da Chloe se apagou, e então ela acordou e sorriu.

16 de Outubro de 2008 (Dia 156)

“As caixas.” Chloe gritou enquanto Oliver estava na frente dela segurando um copo de café.

“Sim, o que tem as caixas, já estou morrendo de curiosidade.”

“Só se passaram uns seis segundos.” Chloe fungou tomando um gole do café.

“Pra você.” Oliver pontuou. “Você não se deu conta de que eu acordo uma hora antes de você na Torre do Relógio? Eu tomo banho, eu me visto, eu te compro café e então eu venho pra cá.”

“Ah.” Chloe sorriu timidamente. Por alguma razão ela sempre imaginou que quando o relógio marcava meia-noite Oliver simplesmente voltava para sua posição na mesa de centro de frente para ela, assim como ela voltava para o sofá.

“As caixas.” Oliver instigou.

“Certo.” Ela pulou do sofá e se dirigiu à porta e então parou, voltou e foi até a cozinha, pegou a cafeteira e jogou no lixo, correu até o banheiro e fechou a água e então voltou para a sala. “Desculpa, vem comigo.” Ela falou para Oliver e desceu as escadas. Ela entrou correndo no escritório e congelou. “Merda, será que você poderia correr lá fora e interceptar o office-boy enquanto eu alimento o registro?”

“Você está me matando com essas caixas.” Oliver disse. “Não pode logo me dizer?”

“Mas tudo depende do mistério.” Chloe sorriu. “Vai salvar o ciclista.” Ela o empurrou pela porta e procurou moedas pela mesa e pelas gavetas. Ela alimentou o registro e se virou, vendo Julia descer as escadas correndo. “Ei.” Chloe sorriu e acenou, e então percebeu que este poderia ser o último dia, este poderia ser o dia de que Julia lembraria ao acordar na sexta-feira. “Chloe Sullivan, me mudei aqui para o lado, eu dirijo a Fundação Ísis. Eu fui pegar uma coisa no meu carro e vi que já tinha expirado, espero que não tenha problema.” Ela estendeu a mão para Julia apertar.

“Não, isso foi ótimo, obrigada.” Julia sorriu. “Aqui, deixa eu te pagar.” Ela colocou a mão no bolso. “Por falar nisso, meu nome é Julia.”

“São só algumas moedas.” Chloe recusou. “Me paga um café qualquer dia.”

“É, tá bom.” Julia sorriu para ela e seu sorriso cresceu quando Oliver chegou perto delas.

“Pronto.” Ele disse envolvendo os braços na cintura da Chloe. “Ei.” Ele acenou para Julia.

“Oi.” Julia respondeu e olhou para Chloe dando o olhar universal das garotas para ‘belo partido’. Chloe só sorriu. “Nos vemos outra hora, ok? Vamos tomar aquele café qualquer dia.”

“Claro.” Chloe balançou a cabeça enquanto Oliver a arrastava de volta para dentro do prédio.

“Ok, explicação, caixas, agora.” Oliver disse depois de fechar as portas. “Por favor, me tire da miséria.”

Ela sorriu e correu para o canto onde as caixas estavam empilhadas e pegou a do topo. “Estávamos certos, as caixas são importantes.” Ela abriu a caixa, jogou todo o conteúdo no chão e foi até o Oliver. “Mas não o que tem nelas, mas elas, na verdade.” Ela colocou a caixa na mesa e apontou para a logo estranha no lado. “Onde você pegou essas caixas?” Chloe perguntou. “Elas são suas, não minhas.”

Oliver olhou para a logo e franziu a testa, não era de nenhuma de suas companhias, mas era familiar. “Ah meu Deus, pegamos do laboratório.” Oliver se virou para Chloe. “Por alguma razão assumimos que o laboratório seria todo computadorizado, mas eles tinham montanhas de arquivos impressos que não esperávamos encontrar, então não tínhamos como trazer. Bart achou as caixas em algum lugar do laboratório e nós as usamos.”

“Que laboratório?” Chloe foi até o computador e o ligou.

“San Antonio.” Oliver disse e Chloe pegou todas as informações que pôde achar sobre o laboratório de San Antonio.

“Ok, de onde ele pegou, elas estavam no lixo? Estavam em algum escritório?” Chloe digitava rapidamente.

“Não sei, foi Bart que pegou.” Oliver disse e Chloe se virou e o encarou. “Eu deveria ir acordar ele e perguntar, não é?”

“É, e traz meu café.” Chloe gritou, enquanto Oliver já subia as escadas.

Dez minutos depois Oliver voltou arrastando Bart atrás dele. Ele ainda não estava completamente acordado. “O que diabos está havendo?”

“Ok, preciso que você acorde agora.” Chloe disse a ele. Bart balançou a cabeça. “Seis meses atrás, em San Antonio, vocês derrubaram um 33.1.”

“Foi.” Bart balançou a cabeça. “A explosão foi épica.” Ele sorriu.

“Ok, você era o encarregado de salvar os registros.” Chloe o lembrou. “Você pegou umas caixas do laboratório pra guardar os papéis.” Bart balançou a cabeça lentamente. “Preciso que você me fale das caixas.”

Bart franziu a testa, ele estava acompanhando até ali. “Ok, elas eram quadradas, feitas de papelão, montadas pra guardar coisas.” Chloe o olhou feio. “Sinto muito, eram caixas, o que você quer saber?”

“Onde no laboratório você as encontrou? Estavam no lixo? Tinha coisas dentro que você precisou jogar fora?”

“Elas só estavam lá em uma prateleira do armário de suprimentos.” Bart disse. “Foi a coisa mais fácil de achar naquele lugar. Eu me virei e lá estavam as caixas. Achar fita pra montá-las, isso foi difícil.”

“Elas não estavam montadas?” Chloe perguntou. “Estavam abertas?” Bart balançou a cabeça. Chloe sorriu e se virou para o computador.

Bart olhou para Oliver. “Posso voltar pra cama agora?” Oliver balançou a cabeça. Ele se virou e subiu as escadas, encontrando com AC e Victor que estavam descendo.

“O que foi?” Oliver perguntou a eles.

“Sua cafeteira tá na lixeira.” AC falou para Chloe.

“E não tem água no seu banheiro.” Victor disse.

“Vocês têm o banheiro de vocês do outro lado do corredor com a água de vocês, não têm?” Chloe perguntou. “E uma cafeteira novinha também?” Ela não tirou o olhar do monitor.

“Bem, é, mas foi Oliver quem comprou, então é estranhamente complicada e não sabemos como funciona.” AC disse. “O que você está fazendo?”

“Ela tá trabalhando. É um novo conceito que vocês poderiam experimentar qualquer dia.” Oliver disse a eles e pegou uma nota de 20 do bolso. “Vai comprar um café.” Ele disse para AC e então se virou para Victor. “E por que você não usa seu próprio banheiro?”

“Não preciso ir ao banheiro.” Victor olhou para Oliver como se ele fosse louco e foi até a Chloe.

Oliver sacudiu a cabeça. “Então por que você... deixa pra lá.”

Victor olhou o monitor mais de perto. “San Antonio? Nós já demos um jeito nesse lugar há alguns meses, não foi?”

Algo saiu da impressora e Chloe pegou. Ela olhou a lista e então jogou as mãos para cima e ficou girando, fazendo uma dança improvisada.

“O que é isso?” Victor assistiu Chloe atônito enquanto ela cantava ‘descobri’ repetidamente.

“Acho que isso seria uma dança da vitória.” Oliver disse cautelosamente.

“Pode apostar que é.” Chloe sorriu para ele. “Abasteça seu jato e prepare o castelo, porque amanhã vai ser sexta-feira, baby.” Ela se esticou e beijou Oliver bem nos lábios e então se virou e subiu as escadas correndo.

“Pra onde você está indo?” Oliver riu dela.

“Temos que ir, eu descobri.” Ela falou por sobre o ombro.

“Encontrou o quê, exatamente?” Victor perguntou. “E que beijo foi esse?”

“Explico tudo quando for sexta-feira.” Oliver disse a ele. “Vai chamar o Bart, temos trabalho a fazer.”

Chloe checou o prédio novamente com os binóculos e anotou a hora que os guardas passaram pela entrada frontal. Ela passou as anotações para Oliver. “Explica de novo, por que estamos aqui?” Ele perguntou a Chloe.

“As caixas que o Bart achou eram de transporte. Então eu cruzei os dados de cada lugar que o laboratório de San Antonio fazia transportes com os nomes na lista da Lois.”

“Que lista?” AC perguntou confuso e eles o ignoraram.

“Encontrei um resultado, toda semana o laboratório de San Antonio mandava quatro caixas do que eles diziam ser suprimentos de escritório para as Industrias Macon, que é uma corporação fantasma que a LuthorCorp usa pra lavar milhões de dólares, que estava na lista da Lois, mas não tínhamos um endereço porque eles nunca se registraram no Better Bussiness Bureau*.”

“Então você pegou o endereço das informações de transporte do San Antonio.” Oliver acompanhou a história.

“E aqui estamos.” Chloe sorriu.

“Mas por quê?” Bart perguntou. “Eu entendi como você achou este lugar. Bem, na verdade não, mas sinta-se livre pra não explicar de novo. Mas por que estamos aqui?”

“Não sei.” Chloe sacudiu os ombros.

“Estamos procurando por algo?” Victor perguntou.

“Não sei.” Chloe sacudiu os ombros.

“Você sabe de alguma coisa?” AC perguntou.

“Eu sei que temos seis minutos antes que aqueles guardas voltem.” Chloe acenou para eles a seguirem. Os rapazes todos suspiraram e seguiram Chloe até a entrada. Ela acenou para Victor dar um jeito na porta e eles ficaram ao redor esperando impacientemente.

“Parados.” Uma voz disse atrás deles e Chloe se virou praguejando. “Se afastem da porta.”

Todos colocaram as mãos para cima. “Alguma idéia?” Oliver perguntou pelo canto da boca. Chloe sacudiu a cabeça e ele respondeu balançando a cabeça dele. “Olha, isso tudo é um terrível mal-entendido.” Ele deu um passo à frente e Chloe ouviu o estalido da arma antes de ver a bala.

Quando as pessoas diziam que em situações intensas o tempo passa mais lentamente, Chloe sempre pensou que só estavam loucas ou em choque, até ela mesmo viver isso. Ela viu Bart pelo canto do olho, se movendo agonizantemente devagar e ela instintivamente sabia que isso não estava certo. Bart só se movia devagar quando era a vez dele de lavar os pratos ou na hora de tomar banho, não quando as pessoas estavam atirando. Ela pôde ver cada pé dele tocar o chão e percebeu que era a percepção dela que estava estranha e não a velocidade do Bart quando ela viu a bala entrar no peito do Oliver antes que o Bart estivesse na frente dela. O tempo voltou ao normal quando o sangue espirrou no rosto da Chloe. Bart se tornou nada mais do que um borrão, desarmando o guarda e Victor o derrubou. Oliver tropeçou para trás e bateu contra Chloe, derrubando os dois no chão.

“Me ajuda.” Chloe chamou AC, que tirou Oliver de cima dela. “Deita ele.” Ela tirou o cabelo do rosto e respirou fundo. “Não, ah Deus.” Ela pressionou a ferida, desejando que o poder dela funcionasse, mas ele tinha sido falível desde toda a coisa com Braniac. “Por favor, funciona, agora, preciso que funcione agora.” Ela chorou.

“Chloe.” AC se ajoelhou ao lado dela. “Temos que chamar uma ambulância.”

Ela balançou a cabeça e Oliver suspirou e tossiu. “Ambulância não.” Ele sacudiu a cabeça. “Não posso explicar.”

“Oliver, não consigo te curar.” Chloe ergueu as mãos. “Não está funcionando. Não posso.”

“Hospital não.” Ele tossiu e os olhos dele fecharam.

“Chloe?” Victor perguntou. “O que vamos fazer?”

“Eu não...” Ela percebeu que todos estavam olhando para ela esperando o próximo passo, que ela tinha acabado de tomar o cargo de líder. “Ok.” Ela se levantou e respirou fundo. “Deixa comigo.” Ela pegou o telefone e percebeu que suas mãos estavam tremendo tanto que ela não conseguiu digitar na primeira vez. Ela se acalmou e tentou de novo. “Clark...” Ela se virou e explicou o que aconteceu. Trinta segundos depois ele estava lá, encarando o corpo de Oliver Queen. “Não pude chamar uma ambulância, ninguém pode saber que estamos aqui.”

“Ele levou um tiro, Chloe. Vão fazer perguntas de qualquer forma.”

“Eu sei disso, só...” Chloe implorou com o olhar. Era raro Chloe tirar vantagem das habilidades do Clark, mais raro ainda ele ter uma chance de ajudá-la, então ele não argumentou, só pegou Oliver e saiu correndo.

“Vamos.” Chloe levou os rapazes de volta para o carro para se dirigirem para Metrópolis. “Você não.” Ela colocou uma mão no peito do Bart. “Preciso que você pegue o documento verde da última gaveta na minha mesa e leve para o hospital.”

“Tá.” Bart balançou a cabeça lentamente.

Quando eles chegaram ao hospital, Clark já tinha deixado Oliver, que tinha sido levado para a cirurgia. “Eles não me dizem nada, não vão te dizer nada.” Clark disse a ela. “Tentei explicar que ele não tem família, mas...”

“Não se preocupe.” Chloe sorriu tristemente. “Eu cuido disso.” Bart chegou alguns segundos depois com o documento verde e Chloe foi até o balcão. A enfermeira olhou o documento por um minuto e então chamou um médico.

“O que tá acontecendo?” Bart perguntou.

“Não sabemos.” AC disse enquanto o médico conversava com Chloe por mais alguns minutos. Ela balançou a cabeça e caminhou de volta para os rapazes respirando erroneamente.

“Ele tá mal.” Chloe explicou. “Aparentemente a bala o acertou no lugar exato para causar o máximo de dano. Atravessou o intestino e perfurou um pulmão. Ele tem uma hemorragia e os rins dele estão falhando.”

“Qual é o prognóstico?” Victor perguntou.

“Não é bom.” Chloe disse com lágrimas caindo dos olhos. “Eles não vão saber ao certo até ele sair da cirurgia, mas o médico disse que isso pode levar até cinco horas.”

“O que fazemos?” Bart perguntou.

“Esperamos.” Chloe foi até uma cadeira e se sentou.

“Como você...” Clark olhou para a enfermeira. “Como você conseguiu que eles te dissessem tudo isso?”

Chloe deu a ele a pasta verde e ele olhou o conteúdo. “Procuração Médica?”

“Fizemos há algumas semanas.” Chloe enxugou as lágrimas, mas isso não ajudou, mais lágrimas continuavam caindo. “Nós sabíamos que se alguma coisa acontecesse, um de nós precisaria ser capaz de tomar decisões médicas.” Ela fungou. “Oliver tem uma pra mim, e nós dois juntos temos para AC, Victor e Bart. Nunca pensei que fossemos ter que usar, muito menos duas semanas depois de termos feito.”

Clark encarou Chloe por um segundo e percebeu o quanto ele perdeu nas últimas semanas. Ele pensou que com a Chloe trabalhando para Oliver, o relacionamento deles ficaria mais tenso, que eles não seriam mais tão próximos como uma vez foram, mas ele acabou de perceber o quanto isso era verdade. O fato de que Oliver tinha controle sobre o estado médico da Chloe, o fato de que Chloe nunca pediu ou ao menos pensou no Clark. “Ele vai ficar bem.” Clark colocou um braço em volta da Chloe e era quase como se ele estivesse dando permissão para que ela se soltasse. Ela desabou, chorando no ombro dele e mesmo enquanto tentava consolá-la, não podia evitar pensar que ele estava um pouco por fora. Havia algo entre Chloe e Oliver que ele ainda não entendia completamente.

Cinco horas depois, Bart estava caindo no sono quando Chloe pulou de pé e correu para o corredor. Eles olharam e viram o médico saindo lentamente pela porta. Antes que ela pudesse perguntar alguma coisa ele sacudiu a cabeça lentamente. Chloe caiu no chão, o ar sugado para fora de seus pulmões, como se os ossos e músculos dela tivessem se transformado em gelatina. “Não.” Ela sacudiu a cabeça. “Não, isso não está certo, isso não pode estar certo.” Chloe sussurrou.

“Sinto muito.” O médico disse tristemente. Ele explicou que havia muitas complicações por causa do ferimento da bala e que eles fizeram tudo o que podiam, mas não foi suficiente. Chloe, porém, não ouviu nada disso, não importava. Nada mais importava. Não em um mundo onde Chloe foi levada à beira da insanidade, revivendo o dia de novo e de novo, tentando tão esforçadamente fazer tudo certo, tentando tão esforçadamente salvar um homem que não trouxe nada ao mundo além de dor e sofrimento, que não trouxe nada mais do que dor e sofrimento para Chloe, só para perder alguém como Oliver no meio de tudo.

“A polícia vai estar aqui em alguns minutos.” O médico disse desajeitadamente.

“Polícia?” Clark perguntou.

“É procedimento padrão em casos com tiroteios.” Ele disse. “Sinto muito, mais uma vez.”

O médico saiu. “Victor.” Clark olhou preocupado para ele e ele saiu do transe em que estava.

“Eu sei.” Ele pareceu se recuperar de repente, deslizando os braços por baixo de Chloe e a carregando. “Temos que ir.” Ele explicou a ela.

“Não.” Chloe sacudiu a cabeça. “Não podemos deixar ele aqui, não podemos deixar ele sozinho.”

“A polícia está vindo, Chloe. Não temos nada pra dizer pra eles.” Victor explicou para ela lentamente. “Temos que ir.”

“Ele vai ficar só.” Chloe argumentou.

“Vamos voltar para buscá-lo.” Victor disse. “Vamos pensar em alguma coisa amanhã.”

Chloe de repente olhou para Victor, surpresa, como se tivesse acabado de acordar. “Amanhã?” Ela perguntou lentamente. “Amanhã.” Ela sussurrou para si mesma e então acabou. Não estava mais chorando, não estava mais fazendo nada além manter um olhar vazio para frente, uma expressão estranha de esperança e pesar em seus olhos.

“Vamos.” Victor falou puxando Chloe para fora do hospital.

“Vocês acham que ela está bem?” AC perguntou. Quando eles voltaram para o apartamento da Chloe, a colocaram no sofá. Ela estava fora de si, murmurando sozinha e encarando a parede.

“Não acho que nenhum de nós está bem.” Victor pontuou virando sua segunda dose de whisky.

“Não, eu sei, mas tem algo realmente errado.” AC olhou para Chloe de novo, que ainda estava murmurando sozinha enquanto Bart limpava o sangue das mãos dela.

“O que ela está dizendo?” Victor perguntou.

“Começa de novo.” AC disse a ele. “Ela só fica falando ‘começa de novo’. Repetidamente.”

“Chloe?” Bart limpou o resto de sangue das mãos dela. “Vou limpar seu rosto agora.” Ele levou lenço até a bochecha dela e ela abriu os olhos e franziu a testa e fechou os olhou de novo.

“Começa de novo, vamos, começa de novo.” Ela sussurrou.

“Chloe.” Victor foi até ela. “Chloe, olha, todos estamos chateados...” Ela de repente se virou para ele.

“Tudo bem.” Ela sorriu tristemente para ele através das lágrimas. “Vai ficar tudo bem.”

“Sim, vai, mas...”

“Só espere até meia-noite.” Ela disse a ele. “Então ele vai voltar.”

“Chloe.” Clark interrompeu. “Ele não vai voltar. Ele morreu.”

“Não, ele vai voltar amanhã. Lex morreu hoje, foi envenenado no almoço, esqueci do garçom, então ele vai voltar.” Ela disse a eles. “Ele vai voltar depois da meia-noite.” Eles se olharam confusos. “Ele vai voltar.” Chloe os assegurou antes de fechar os olhos. “Começa de novo, começa de novo, começa de novo.” Ela murmurou novamente.

“Alguém devia ligar para a Lois.” AC disse. “Vai virar notícia logo, ela não deveria ficar sabendo assim, e eu acho que a Chloe precisa de ajuda.”

“Deixa comigo.”

Lois chegou lá três horas depois e Victor tentou explicar o que aconteceu, mas já que ele não estava certo do que aconteceu, tudo o que pôde dizer foi que Oliver tinha levado um tiro e estava morto, e parecia que a Chloe tinha ficado louca. “Ela acha que ele vai voltar?” Lois perguntou. “Ela disse que ele vai voltar depois da meia-noite?”

“Pois é, mas ela não explica o que isso significa.” Victor disse.

“Não entendo o que aconteceu. Não entendo o que vocês estavam fazendo lá. Por que ela estava com vocês?” Lois pegou o whisky que Victor ofereceu a ela e então ergueu a cabeça quando pensou em algo. “Ela estava trabalhando para ele.” Lois percebeu. “Oliver era o chefe misterioso, não era?” AC balançou a cabeça.

“Momento da verdade, hein?” Bart perguntou ao entrar na cozinha enquanto Clark ficou na vez para tomar conta de Chloe. Todos viraram para ele confusos. “Um minuto para meia-noite.” Ele acenou para o relógio.

“Você sabe que ele não vai realmente voltar, não sabe?” AC perguntou.

“Ela parece bem certa disso.” Bart pontuou. “E coisas estranhas têm acontecido.”

“Caso você não tenha notado, eu tenho certeza de que a Chloe ficou louca.” Victor estourou. “Que por falar nisso, confia em mim, eu entendo a inclinação voltada à insanidade, porque estou há uma dose de ficar louco também.”

“Calma.” Bart ergueu as mãos.

“Ele salvou a minha vida.” Victor pontuou. “Se não fosse por ele, eu provavelmente estaria... Não quero nem pensar onde eu estaria.”

“Nós sabemos.” AC assegurou. “Ele fez o mesmo por nós.”

“Dez segundos.” Bart disse calmamente e todos se viraram para o relógio, e então para Chloe, que estava com os olhos o mais apertados que podia.

“Começa de novo, começa de novo, começa de novo, começa de novo.” A voz dela estava mais alta agora, mais desesperada, imploradora, quando o relógio bateu meia-noite.

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