terça-feira, 24 de agosto de 2010

Refusing Acceptance, tradução

Deixando um pouco de lado toda a questão da quantidade de epis da Chloe, o final (feliz ou não) de Chlollie em SV e tudo mais porque nas fanfics não tem nada disso :D Mais uma com spoilers da décima. Essa na verdade, foi a primeira que eu li sobre o tema. É a primeira fic que eu traduzo da slytherinpunk, e eu não sei porque, afinal eu adoro todas :D Só tem um pequeno problema: pra visualizar a fic original, é preciso ter conta no Live Journal e é preciso também que a Slytherinpunk tenha você add.
Essa tem mais dois capítulos, que se não me engano são menores que este.
Boa leitura e comentem ^^

Título: Refusing Acceptance
Autora:
slytherinpunk
Classificação: PG

Resumo:
Poucas coisas na vida de Oliver eram incertas… A intensidade do amor deles não era uma delas.
Spoilers: Baseada nos spoilers da décima temporada das entrevistas da Comic Con.
Disclaimer: Os personagens, como era de esperar não nos pertencem :

domingo, 22 de agosto de 2010

Distant Echoes - Tradução - Caps 15 e 16 de 20.

Oi gente! Pois então, com as últimas news nem tive reação de postar os caps novos, mas agora vai, ao menos que melhore algo, não sei. Amo muito essa fic, e tenho que dizer esses capítulos foram maravilhoooooooooosos de se escrever. Sério é PERFEITO. Amo os quotes, os que melhores definem a fic, e eu amo, amo amo amo, passado, presente, palavras e ações perfeitas. Espero que vcs gostem tbm. Bem, só avisando, tem NC-17.

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Capítulo 15



6 de fevereiro de 2010


Ele parou na porta da Watchtower, o olhar dele descansando quase que instantaneamente na pequena loira em frente aos computadores, digitando tão rápido do que ele jamais poderia. Ele simplesmente a observou por alguns momentos enquanto ela permanecia desavisada da presença dele.

Ela tinha salvo a vida dele. Puxado ele da versão criada por ele mesmo do inferno.

Mesmo se ela tivesse feito tudo por detrás das cortinas. Era o que ela fez todo o tempo nesses dias. Ele raramente a viu fora da Watchtower. Ele se perguntava às vezes se ela ao menos voltava para o apartamento no Talon. Ele suspeitava que ela não dormia muito. Entre o café e a obsessão dela com o trabalho, ele estava justamente certo de que ela não se importava em ter tempo para algo frívolo como dormir.

Mergulhando uma respiração, ele andou para frente. “Chloe?”

Chloe levantou uma sobrancelha e olhou para a porta, dando a ele um rápido sorriso e voltando a digitar “Quais são as novas?”

“Nada, na verdade” ele admitiu, se movendo para sentar em uma das cadeiras ao lado dela.

Houve outra pequena pausa na digitação e ela lançou um olhar a ele de novo antes voltar ao trabalho dela.

Na falta de resposta dela, ele levantou uma sobrancelha. “Quais são as novas com você?”

“Nada” ela respondeu sem parar dessa vez.

“Não parece como nada” ele pressionou, olhando por cima do ombro dela para a tela do computador.

“Carter me pediu pra ver se eu consigo rastrear alguns dos antigos membros da Sociedade da Justiça pra ele” Ela explicou “Estou fazendo uma lista pra ele”

Ele fez uma cara com isso, se inclinando de volta um pouco e olhando para as feridas ainda em processo de cura nos braços dele. “Traidora” A voz dele estava leve.

Chloe deu um sorrisinho e olhou pra ele rapidamente pelo canto dos olhos “Quer algum queijo com aquele vinho?”

Oliver revirou os olhos dele. “Eu acho que vou passar dessa vez. Mas só por causa disso, você deve salvar isso e vir comigo”

O sorriso desapareceu da face dela instantaneamente. “Ir aonde?” ela não olhou pra ele dessa vez.

“Almoçar. To faminto e desde que você trouxe a tona o queijo e vinho, agora eu quero os dois. E sim, claro que sou eu que estou pagando” Ele a observou por um momento, esperando pela reação dela.

Ela paralisou, só por um segundo “Eu preciso terminar isso, nós não sabemos se Geada ainda está lá fora”

“Você está certa, não sabemos. Mas eu tenho bastante certeza que no segundo que ele aparecer alguém to time vai apertar nossos botões de alerta, então vamos pegar alguma coisa pra coisa.”

“É, porque nossos sistema de emergência funcionou tão bem da última vez”

Oliver olhou pra ela por um momento mesmo que ela, no entanto, estivesse focada no computador dela e digitando tão rápido quanto estava antes. Ele esticou e descansou uma mão no ombro dela. “Uma hora, Chloe”

Chloe ficou tensa, olhando pra ele e pressionando os lábios dela um contra o outro.

Ele sentiu ela tensa, mas deixou a mão dele onde estava. Não porque ele queria fazer ela ficar desconfortável, mas porque todo mundo, incluindo Chloe, precisa de toque humano de apoio alguma vez. Ele ofereceu a ela um gentil sorriso. “Vamos, Watchtower. Tem um lugar só à duas quadras daqui. Está um lindo dial á for a, nós podemos andar, comer alguma coisa e voltar.”

Ela engoliu seco e olhou de volta para tela “Como se você fosse me dar escolha de qualquer jeito?”

Ele sorriu bastante. “Hey, não reclame. Estou tirando você pra almoçar, e pagando e tudo”

“Uma hora” ela disse a ele, levantando uma sobrancelha quando se virou para olhá-lo “Não mais do que isso”

Oliver piscou pra ela e se levantou, oferecendo a mão pra ela. “Uma hora” ele prometeu, os olhos dele cintilando.

Chloe olhou pra ele meio estrábica por um momento e depois com um revirar de olhos, pegou a mão dele e se levantou também “E eu exijo café no caminho de volta”

Ele deu uma risada, envolvendo um braço em volta dos ombros dela e a guiando para a porta. “Naturalmente. Eu não sujeitaria você estando em minha presença por uma hora sem comprar café pra você” ele provocou.

“Porque você é tão suportável de se estar por perto…” ela disse a ele com um levantar de sobrancelhas.

“Você acharia tão difícil quanto isso convencer você a sair comigo” Ele deu um sorrisinho pra ela, a levando ao elevador.

Ela só deu a ele um olhar e balançou a cabeça dela um pouco.

“Sério. Você está começando a me dar um complexo. O que não é uma coisa fácil, Parceira.” Ele pressionou o botão debaixo e olhou pra ela.

Chloe se inclinou contra a parede oposta do elevador e balançou a cabeça dela, olhando para o mudar de números do elevador. “Talvez eu só esteja tentando manter seu ego gigante checado.”

Ele parou ao distante, quase apagado tom na voz dela. “Alguém tem de fazer isso, acredito. Quem melhor?”

“Chutei seu traseiro no uniforme uma vez antes.”

“Exatamente” ele disse, com a voz suave.

Um pequeno sorrisinho apareceu nos lábios dela e ela olhou rapidamente a ele e depois para a porta.

Oliver a olhou por um momento. “Eu estou aqui, Chloe. E... ao contrário da crendice popular, eu sou um ótimo ouvinte” ele parou “Ao menos quando meu ego está checado.”

Chloe piscou e enrugou as sobrancelhas um pouco “Olha, Oliver, se isso é outra de uma das interferências ‘Watchtower precisa dar um passo longe dos computadores’, eu pouparei nós dois desse tempo e volto lá pra cima agora, Eu estou bem” ela disse a ele firmemente.

Ele balançou a cabeça dele um pouco. “Não. Eu só estou dizendo que se você precisar de um amigo... Eu estou aqui.” A voz dele estava suave. “Eu sei que não temos sido os melhores dos amigos, mas eu espero que você pense em mim como um amigo”

Ela o estudou um por um longo momento e depois confirmou com a cabeça “Claro que eu penso”

“Bom” Ele ofereceu a ela um sorriso genuíno, observando as portas se abrirem e ela sair. Ele respirou fundo e a seguir para fora do elevador. Ela talvez não tenha pedido ou querido a ajuda dele, mas estava indo ajudá-la de qualquer jeito. Porque ele não tinha pedido pela dela também e ela salvou a vida dele.


* * *


8 de Julho de 2016.



Chloe se ajeitou um pouco no sono dela “Mamãe?” ela ouviu o filho dela a chamar e apertando na mão dela “O que foi, bebê?” Ela perguntou a ele com sono, abrindo os olhos dela levemente, um fraco sorriso aparecendo nos lábios dela enquanto ela sentia Oliver se pressionar contra a costa dela, o braço dele envolto apertado em volta da barriga dela, ela tinha caído no sono durante todo o cochilo dele, mesmo que ela tenha só planejado deitar lá e o observar, tendo certeza de que ele era real.

“Vem cá” ela sussurrou pra Matthew “Deite com a gente” ela disse a ele, o ajudando a escalar na cama.


“Ollie está aqui?” Matthew disse surpreso enquanto ele subiu na cama e olhou por cima do ombro da mãe dele.


“Ele estava cansado, ele precisava de um cochilo também” Chloe explicou em voz baixa.

As sobrancelhas de Oliver se enrugaram ao leve som de conversa por perto. O braço de se apertou em volta de Chloe um pouco mais, um reflexo involuntário e ele lentamente abriu os olhos dele quando o colchão de afundou um pouco. Ele piscou algumas vezes para clarear a visão e achou pequenos olhos verdes o encarando. Ele sorriu de volta sonolento. “Oi”

Chloe se ajeitou um pouco então ela estava metade deitada na costa dela, parte deitada em Ollie enquanto Matthew escalou sobre ela pra ele olhar para Ollie, um grande sorriso na face dele “Oi!”

Ele não pode se não sorrir ao garoto. “Você dormiu alguma coisa?”

Matthew concordou com a cabeça e levantou as sobrancelhas “Mia disse que eu devia cochilar também”

Oliver esticou e amaciou o cabelo dele levemente “Mia é uma garota esperta.”

“Você ainda vai dormir?” Ele perguntou curioso.

“Oh. Eu acho que não. Estou bem acordado agora.” Ele sorriu, depois olhou para Chloe.

Ela sorriu levemente para Ollie, observando os dois quieta.

“Depois nós podemos brincar!” Matthew sugeriu.

Ele parou, olhando de volta pra Matthew novamente. “Do que você quer brincar, Campeão?”

“Nós podemos ir para o parque e brincar com o meu arco!” Ele disse.

Chloe deu um sorrisinho um pouco e olhou para Ollie e depois para Matthew de volta “Está tarde, nós não podemos ir ao parque hoje de qualquer forma”

“Talvez amanhã” Oliver sugeriu, olhando entre eles.

Matthew fez um pouco de beiço para a mãe dele e depois olhou pra Ollie “Promete?”

“Contanto que esteja ok pra sua mãe, eu prometo” ele disse.

Chloe levantou as sobrancelhas um pouco e olhou para Ollie “Claro que está ok pra mim” ela disse a ele.

Sorrindo, Matthew sentou “Ok!”

Oliver sorriu de volta pra ele. “Você já jantou?” ele perguntou, não certo por quanto tempo eles tinham dormido ou se Mia tinha feito algo pra comer.

Ele balançou a cabeça dele “Mia disse que ela estava com fome e que eu devia acordar vocês”

Ele deu uma risadinha com isso. “Tudo bem. Porque você não vai ver o que ela quer pra jantar. E o que você quer pra jantar?”

“Batata frita!” ele anunciou, já escalando pra fora da cama “Eu vou perguntar!”

Chloe sorriu levemente e balançou um pouco a cabeça dela, observando enquanto Matthew correu pra fora do quarto.

Ele levantou uma sobrancelha “Batata frita, hein?” ele olhou pra ela.

“Eu prometo que ele come mais do que batata frita e sorvete” ela disse a ele, se ajeitando na cama enquanto o encarava “Você descansou?”

Oliver a encarou por um momento “É, descansei” ele parou “Chloe?”

“Sim?” Ela perguntou em voz baixa, esfregando uma mão gentilmente pelo braço dele.

“Quem é Gavião Negro?”

Os olhos dela se arregalaram com a pergunta “Carter Hall, como você sabe esse nome?”

Ele olhou pra ele, um pequeno sorriso se formando nos lábios dele. “Eu sonhei sobre a gente. Eu não… lembro dele tanto… o nome e—esse cara me lançou por uma janela?”

“Oh” ela sorriu com essa memória, concordando com a cabeça “Ele lançou, através de uma das janelas da Watchtower, você esteve fazendo beiço por causa disso por eras.”

Ele enrugou as sobrancelhas um pouco. “Eu não faço beiço”

Chloe riu levemente e se inclinou, o beijando “Você faz beiço exatamente como seu filho faz” ela disse a ele, não pensando realmente sobre as palavras dela, só pareceu certo dizê-las.

Os olhos de Oliver se suavizaram com isso e ele beijou ela de novo, esticando pra tocar as bochechas dela. “Eu sonhei que eu estava tentando tirar você de lá”

“Tirar da onde?” Ela perguntou em voz baixa, levantando a cabeça.

“Eu acho que talvez tenha sido Watchtower? Tinha um monte de computadores”

Ela parou por um momento “Parece ser, talvez seu sonho foi uma memória, o que aconteceu?”

“Você queria vir exatamente” ele disse a ela “Eu tinha prometido que você estaria de volta em uma hora.”

Chloe juntou os olhos um pouco, tentando se lembrar também “Você estava tentando me tirar pra almoçar?”

Oliver concordou com a cabeça “É, eu estava”

Ela mordeu um pouquinho o lábio inferior dela e sorriu lentamente “Esse foi o nosso primeiro encontro não encontro” ela disse a ele.

Ele levantou as sobrancelhas “Encontro não encontro?” Ele sorriu.

“Bem, eu sou muito boa com esse negócio de negar, então eu me recusei a chamá-los de encontros” ela disse a ele, procurando pela mão dele e entrelaçando os dedos dela nos dele “Mas foram isso exatamente o que eles foram…”

“Eu estava preocupado com você. No sonho” ele procurou pelos olhos dela, esfregando o dedão dele na costa da mão dela.

“Porque eu não deixava a Watchtower?” Ela perguntou em voz baixa.

“Você estava trabalhando demais. Eu lembro pensar que estava retornando o favor” Ele olhou pra ela. “Que favor?”

Pressionando os lábios dela juntos ela considerou a melhor maneira de responder a pergunta dele por um momento “Quando Jimmy, eu ex-marido, foi morto, foi difícil pra todos nós, eu me enterrei no trabalho, e você saiu, você se sentiu culpado e responsável e você tinha o peso de ter matado Lex nos seus ombros, então você foi para um caminho da auto-destruição, você até queimou seu uniforme de Arqueiro Verde.”

Ele a encarou por um momento. “Oh” Ele balançou a cabeça um pouco. “Isso... é. Isso na verdade soa como eu.”

“O time e eu viemos com um plano” ela disse a ele “Te mandar para o abismo e te puxar de volta”

“Significando…?” Enrugou as sobrancelhas.

“Significando, nós meio que pusemos você no inferno e fizemos você lutar do seu jeito pra voltar, nós seqüestramos você, que você tinha seguido, fizemos você pensar que um caminhão estava prestes a te esmagar só pra de desacordar e te levar pra longe, lançar um cachorro que você achou que estava com raiva pra você, fizemos você pensar que sua conta bancária tinha sido esvaziada...” juntando os lábios dela juntos “Nós queríamos mostra que você ainda tinha isso em você pra lutar de volta.”

Ele piscou algumas vezes, olhando pra ela. “Você me fez pensar que um caminhão estava pra me esmagar?”

Chloe não pôde se não rir da reação dele “Você reclamava sobre isso o tempo todo” ela sorriu e balançou a cabeça dela, se inclinando e passando o nariz dela contra o dele “Bart tirou você de lá antes que você conseguisse um arranhão. Você esteve seguro o tempo todo…”

“Bem, isso é um alívio” ele disse em alerta, incapaz de para ele mesmo de pressionar os lábios dele contra os dela.

Ela beijou ele de volta levemente e respirou fundo “Você não queria ver o quanto você importava, o quão importante você era e quantas pessoas você ajudou. Nós tínhamos de mostra isso a você.”

O peito de Oliver se apertou um pouco com as palavras dela, movendo o dedão dele sob a bochecha dele. “Você fez” ele sussurrou “Eu senti no sonho.”

Chloe se inclinou ao toque dele e fechou os olhos por um segundo “Você me salvou também.”

“O que você quer dizer?” ele murmurou.

“Eu estava me escondendo por detrás do trabalho. Eu estava na Watchtower basicamente vinte quatro horas sete dias por semana, vivendo de café, e só dormindo quando meu corpo não agüentava mais, mas você aqueceu o seu jeito e me querer ter uma vida fora da Watchtower de novo” Ela disse a ele em voz baixa.

Ele segurou o fôlego dele, e a olhou por um longo momento, depois de inclinou lentamente e a beijou uma vez mais, a testa dele descansando contra a dela.

Ela sorriu um pouco, suspirando levemente e tocando na bochecha dele gentilmente;

“Então isso foi uma memória” ele murmurou “Não só um sonho”

Chloe concordou com a cabeça, o observando e passando as impressões digitais dela pela bochecha dele “É o que me parece...”

Ele relaxou um pouco, fechando os olhos. “Bom” ele sussurrou.

“Eu me pergunto se você vai começar a se lembrar mais em seus sonhos, ou mesmo se os sonhos que você vem tendo foram memórias também” ela disse em voz baixa.

Ele parou, considerando isso. “Talvez. No entanto os que eu tinha tendo até encontrar você eram basicamente só o seu rosto.”

“Oh” Chloe levantou as sobrancelhas dela um pouco “Mesmo?”

Oliver concordou um pouco, botando um pouco do cabelo dela por detrás da orelha dela. “Seu rosto, e seu sorriso” ele murmurou, tocando os lábios dela “E seus olhos verdes.”

Ela sorriu levemente com isso, inclinando a testa dela contra a dele, e pressionando um beijo no dedo dele “Você lembraria dessa característica em particular.”

Ele sorriu de volta pra ela. “Aparentemente eu sou previsível” ele provocou.

“Somente para algumas pessoas” ela sorriu um pouco, beijando ele de novo e se voltando pra trás quando ela ouviu Matthew chamando “Mamããããããe!”

“Nós estamos indo” ela respondeu pra ele, sorrindo fofamente para Ollie.

Ollie sorriu de volta e sentou lentamente, passando uma mão pelo cabelo dele “Nós vamos terminar no McDonalds, não vamos?” ele brincou.

“Toda noite se for no jeito dele” ela disse a ele, sentando também “Mas eu acho que é provavelmente uma idéia melhor se nós pedirmos serviço de quarto?”

“Seria melhor por agora” ele admitiu em voz baixa.

“Você pode ficar e jantar com a gente?” Ela perguntou, levantando uma mão para o cabelo dela pra ter certeza que parecia apresentável.

“Gostaria disso”

A face dela suavizou e ela sorriu um pouco e depois balançou a cabeça “Você não precisa de convite, Ollie, você é sempre bem vindo com a gente, você é a nossa família.”

Ollie olhou pra ela, a respiração presa na garganta dele. Ele engoliu seco, concordando um pouco. “Eu acredito que eu realmente sou” ele sussurrou.

Chloe pôs a bochecha dele na mão dela e o beijou gentilmente e depois se moveu pra levantar, estendendo a mão dela pra ele.

El escorregou a mão dele na dela e se levantou, também, um sentimento aquecedor no peito dele.

Ela o levou até a sala principal e Matthew correu até eles “To com fome” ele disse com um beiço.

“Eu também” Mia disse, levantando uma sobrancelha tanto para Oliver quanto para Chloe.

Oliver se esticou e carregou Matthew “Bem, o que parece bom além de batata frita?” Ele olhou para Mia e depois para Chloe.

“McDonalds!” Matthew disse excitadamente.

Chloe levantou uma sobrancelha para Matthew. “Nós fomos lá ontem”

“Ollie não foi” ele pontuou.

Oliver não pôde senão sorrir a resposta dele e olhou para Chloe. “Que tal se nós pedirmos serviço de quarto? Você pode até fazer a ligação.

Matthew considerou por um momento e depois enrolou os braços dele em volta do pescoço de Ollie “Ok!”

Os olhos dele se suavizaram ao abraço e depois ele abraçou o garoto mais, inclinando a cabeça dele contra a do filho dele.

Mia engoliu seco, olhando para Chloe enquanto ela segurava o fôlego, surpresa como o gesto estava afetando ela. Ela podia somente imaginar como Chloe devia estar se sentindo.

O rosto de Chloe ficou leve também e ela respirou fundo, não realmente pensando sobre isso antes de se inclinar e botando um beijo em cada uma das têmporas deles, os olhos dela lagrimando enquanto fazia.

Oliver abriu os olhos dele para olhar pra ela, os olhares se encontrando. Ele pôs o outro braço botando pra perto e depois olhando pra Mia.

Chloe levantou uma sobrancelha e enrolando os braços dela apertado em volta deles, sorrindo a Ollie e depois para Matthew.

“Mia precisa de abraços também” Matthew disse, olhando por cima do ombro dele pra ela.

“Eu concordo” Ele segurou o braço dele em volta dela e sorriu um pouco.

Mia hesitou por um momento, depois de moveu rapidamente, abraçando os três em um abraço apertado.

Chloe sorriu levemente a Mia e fechou os olhos dela, soltando uma profunda respiração e descansando a bochecha dela contra o ombro de Ollie.

Oliver olhou do filho dele para Mia, e depois para Chloe.


A família dele.


Juntos.


*** fim do capítulo 15 ***



Capítulo 16


8 de Julho de 2016



Oliver sentou a caixa de galinha na mesa e andou até a sala de estar pra checar Sr. Weatherford. “Ei, Velho. Trouxe jantar” ele disse com um sorriso.

“Garoto?” ele perguntou, piscando os olhos dele e se sentando reto, ele tinha estado tirando uma soneca.

“Sim, sou eu. Eu trouxe algum frango assado e biscoitos. Espero que esteja com fome”

“Eu poderia comer” ele disse “Não achei que você estaria de volta”

“Claro que eu estou de volta. Eu não vou simplesmente ir embora, velho” Ele enrugou um pouco a sobrancelha.

Neil balançou a mão dele “Melhor coisa se você fizesse, achar alguma coisa melhor pra fazer com a sua vida.”

Oliver revirou os olhos com isso. “Porque salvando a cidade não é o bastante?” A voz dele estava leve, provocando.

“Tudo o que você tem feito nesse tempo todo que esteve fora?” Ele perguntou.

Ele parou por um momento, ajudando o velho homem a se levantar e o guiando até a cozinha. “Eu a achei”

O velho homem agarrou a bengala dele e se levantou, se segurando nisso ao invés de Ollie “Achou quem?”

“A mulher que eu falei. Aquela que eu estava sonhando a respeito” Ele parou. “O nome dela é Chloe.”

“Você a conhece?” Ele perguntou, um conhecido sorrisinho aparecendo nos lábios dele.

Ele balançou a cabeça dele um pouco, divertido. “Eu a conheci antes...” Ele parou antes que pudesse dizer Eu morrer. Porque ele não sabia exatamente como explicar isso. “Eu acho que algumas das minhas memórias estão começando a voltar.”

“Eu não tenho vivido todos esses anos por nada, garoto, eu te disse que não era coincidência” ele se moveu ao modo dele pra cozinha “Ela está te ajudando com isso?”

“Sim, ela está.” A voz dele cresceu suave. “E também nosso filho”

O velho homem sentou e enrugou a sobrancelha “Você tem um filho?”

“Sim, eu tenho. O nome dele é Matthew. Ele tem cinco anos de idade” Oliver abriu a caixa do frango e pôs em um prato, depois se moveu em volta, pondo a ele um copo de chá.

Ele enrugou mais ainda e levantou a bengala dele, tentando mexer Oliver com isso “E o que você está fazendo aqui? Vai tomar conta do seu filho.”

“Ele não sabe que eu sou o pai dele. E não tente me acertar com essa bengala, Velho”

Neil bufou e balançou a cabeça dele “Você tenha alguma responsabilidade pelo o que você fez”

Oliver bufou com isso. “Eu tenho totais intenções, não se preocupe tanto.” Tinha um sinal de divertimento na voz dele.

“Bom” Ele enrugou as sobrancelhas “Sua garoto vai te deixar fazer isso?”

“Sim. Ela entende” ele disse fofamente.

“Você teve sorte, garoto” ele disse a ele.

“E eu não sei?” Oliver sorriu um pouco. “Você come. Eu vou tomar um banho”

Ele concordou com a cabeça e balançou a mão, procurando pela galinha e começando a comer.Ele bateu nos ombros do Sr. Weatherford e virou no corredor indo para o quarto dele, pegando algumas roupas que ele poderia mudar depois do banho. Depois de vinte e cinco minutos, ele tomou banho e ajudou o velho homem ir para o quarto onde Oliver sabia que estaria por oito horas ou mais. Depois seguiu para o próprio quarto, cansado de novo dos eventos do dia. Com alguns momentos ele caiu no sono.



* * *



12 de fevereiro de 2010


Ele pôs o arco dele de volta, deixando outra flecha voar antes dele olhar pra ela pelo ombro dele. “E às vezes… está bem na sua frente” A voz dele estava baixa e ele deu a ela um fraco sorriso. “Você só tem que querer ver. Vem cá.”

Chloe o considerou por um momento e levantou as sobrancelhas dela um pouco, um sorriso aparecendo nos lábios dela enquanto ela pôs o copo na mesa e andou até a ele silenciosamente.
Ele sorriu, se movendo enquanto ele estava posicionado atrás dela e dando o arco dele com uma mão.

Ela pegou o arco de puxou a flecha de volta, mantendo os olhos dela no alvo mesmo enquanto ela o sentia de movendo atrás dela. “Como eu sei quando deixar ir?” Ela perguntou em um sussurro.

Ele escorregou uma mão contra o braço dela até os dedos dela estarem descansando levemente sobre os dela. “É tudo sobre seu coração.” Ele sussurrou “Só escute. Bem lá entre as batidas” A boca dele está perto do ouvido dela e a essência do shampoo dela e a cominação de a ter tão perto era intoxicante tanto quanto o uísque single malte. Ele olhou para o alvo. “E é aí quando você deixa ir.”

Chloe paralisou, olhando para a mão dele sobre a dela, e depois olhou para o alvo novamente, engolindo seco e parando de novo por um segundo antes de largar a flecha.

Um sorriso tocou os lábios dela enquanto acertou a margem externa do alvo. “Bom trabalho” ele sussurrou, a mão se movendo para descansar no quadril dela.

Ela soltou uma respiração e abaixou o arco, mas não botou pra longe “Você faz parecer tão fácil”

“Você acertou o alvo na sua primeira tentativa. Isso é impressionante” A cabeça de Oliver estava proximamente tocando a dela. “Quer tentar de novo?”

“Sim” ela disse a ele, virando a cabeça e olhando pra ele.

Ele concordou levemente com a cabeça, encontrando os olhos dela por um momento antes do olhar dele cair na boca dela. Ele alcançou e pegou outra flecha, colocando no arco pra ela.Chloe piscou uma vez mais manteve os olhos nele, se mantendo ereta e segurando o arco levantado outra vez.

Oliver escorregou a mão dele sobre o braço dela mais uma vez, o toque leve dele, passando pela pele dela como uma borboleta.

Ela tremeu levemente, respirando fundo enquanto focava os olhos dela no alvo.

Ele observou enquanto ela soltou outra flecha, dessa vez indo parar na parede atrás do alvo. Um pequeno, divertido malicioso sorriso tocou a boca dele. “Você já esta se divertindo, Watchtower?” ele murmurou

Chloe soltou a respiração dela lentamente e sentou o arco no chão cuidadosamente “Provavelmente é melhor eu parar agora antes de alguém perder um olho.”

“Não se pode ser ótimo em tudo” ele provocou “O resto de nós nos tornaríamos inúteis.”

Ela mordeu o lábio inferior dela e se virou para encará-lo “Porque não? Você é”

“Dificilmente” ele murmurou, encontrando os olhos dela.

“Não é o que eu ouvi” ela disse a ele, segurando o olhar dele.

Os olhos dele se escureceram um pouco com as implicações que ela estava dizendo. “Isso dificilmente é tudo, Chloe” A mãos deles se moveram e se assentaram levemente nos quadris dela.

“É uma grande porção de tudo, não é?” Ela deu um sorrisinho fracamente e levantou uma única sobrancelha.

Ali estavam beirando perigosamente a cruzar uma linha que ele sabia que uma vez cruzada, não poderia jamais ser descruzada. “É importante” ele murmurou, se ajeitando um pouco mais próximo a ela.

Ela não se afastou, somente levantou as sobrancelhas um pouco mais e o encarou “Uma importante parte de se divertir

“Sem argumentos aqui” Ele segurou o olhar dela, a botando mais perto, uma das mãos dele se movendo no final da costa dela. Era o mais perto que eles jamais estiveram fisicamente e ele engoliu seco, as pupilas dele se estreitando enquanto o corpo dele respondia a proximidade dela.

Chloe o considerou por um momento, os próprios dela escuros, enquanto ela mastigou por dentro do lábio dela e se levantou as mãos dela aos braços dele.

“O que você quer, Chloe?” A voz dele era malmente um sussurro.

Ela arqueou uma sobrancelha pra ele “Se divertir”

“Você sabe o que eu quero?” ele murmurou, procurando o olhos dela

“Me diga” ela disse a ele, segurando o olhar dele.

“Você” ele sussurrou.

Chloe segurou o fôlego por um segundo e depois deu um sorriso lentamente “Estou bem aqui.”

Oliver afundou a cabeça dele e a beijou sem nenhuma hesitação, uma das mãos dele se movendo para entrelaçar nas curvas loiras do cabelo dela.

Ela fez um barulho quieto e fechou os olhos, retornando o beijo instantaneamente.

Ele ajeitou próximo a ela, o corpo dele agora pressionado contra o dela intimamente enquanto ele lentamente aprofundava o beijo, escorregando a lingual dele levemente juntamente com os lábios dela e buscando a abertura.Os lábios dela se partiram sob os dele e ela moveu uma mão para cobrir a nunca dele, a outra mão se envolvendo em volta dele enquanto ela se pra tão perto dele quanto possível.

Oliver gemeu levemente, a intensidade do beijo o esmagando. Ele não tinha esperado isso. Não com Chloe. Ele tinha esperaria alguma coisa mais leve ou mais carinhosa. Mas não isso. Não esse suor entre eles. Não o tipo de fogo intenso que fez ele a pegar nos braços dele, andando eles oscilantemente sobre até a parede sem quebrar o beijo.

Chloe enrolou as pernas delas em volta dele sem hesitação, o beijando com vontade enquanto os dedos dela escorregam no cabelo dele.

Ele pressionou a conta dela contra a parede, um braço ainda em volta dela enquanto a mão livre dele percorria o corpo dela, pegando os seios dela gentilmente na palma dele. Ela queria diversão, e estava certo de que iria dar isso a ela. Ela merecia. Diabos, talvez ele também.

Ela gemeu ao toque, pernas se apertando em volta dele enquanto ela quebrou o beijou, pois assim poderia respirar.

A respiração dele estava aos pedaços e oscilante enquanto ele a olhava, seus olhos escuros com provocação. “É isso que você quer?” ele murmurou.

“Sim” ela disse a ele, segurando o olhar dele enquanto ela movia as mãos dela pela costa dele, levantando a camisa dele.

Oliver a deixou tirar a blusa dele pela cabeça antes dele se ajeitar, afundando a cabeça dele para beijar o pescoço dela. A pele dela era macia e cheirava a coisa fresca, limpa. Ele escorregou uma mão por debaixo da blusa dela, a mão dele descansando na barriga dela por um momento antes de dele puxar o bastante e remover a blusa dela também.

Chloe tremeu, fechando os olhos dela enquanto ela descansava a parte de trás da cabeça dela na parede por um momento antes de se ajeitar enquanto ele removeu a blusa dela, ela respirou fundo e olhou pra ele de novo, mantendo o olhar dele enquanto ela corria uma mão pelo peito dele lentamente.

Ele sorriu pra ela, o dedão dele esfregando levemente o mamilo dela, por cima do tecido do sutiã dela, sentindo endurecer em um pico ao toque dele.

Ela respirou fundo enquanto sorriu maliciosamente para ele “Eu devo dizer a você, eu não sou muito… paciente.”

“Algumas coisas valem a pena esperar” ele respondeu, sorrindo maliciosamente para ela.

“Esperar não é uma palavra não qual eu esteja interessada agora” ela disse a ele, mordendo o lábio inferior dela e procurando abrir o jeans dele.

Oliver levantou uma sobrancelha com isso, procurando parar a mão dela. “Eu vou fazer valer a pena o seu tempo” ele sussurrou, esfregando o nariz dele levemente contra o dela.

Segurando o olhar dele, ela levantou uma sobrancelha, movendo o rosto dela para perto enquanto ela sussurrava contra os lábios dele “Eu acredito que eu poderia ver o que você tem”

Ele beijou ela de novo, a mantendo pressionada firmemente contra a parede enquanto ele esticou as mãos dele e desabotoou o sutiã dela, deixando escorregar pelos braços dela até o chão. “Eu trarei meu jogo classe A” ele prometeu.

Chloe sorriu com malícia lentamente e respirou fundo, a face corando “Vamos ver então”

Ele sorriu maliciosamente de volta, então sem aviso, mergulhou a cabeça dele e capturou um mamilo com os lábios dele, rodando a língua dele e sugando gentilmente.

Os olhos dela se arregalaram por um momento antes dela os fechar novamente, gemendo.

O som do gemido dela era intoxicante como tudo sobre ela era. Ele escorregou a mão dele lentamente por debaixo da saia dela, acariciando a parte interna da coxa dela antes de conceder os dedos dele para esfregar levemente sobre a calcinha dela.

“Oh” ela suspirou, o quadril dela se movendo sobre o toque dele instantaneamente, mas os olhos dela permaneceram fechados.

Um sorriso tocou os lábios dele a palavra pronunciada, e ele gentilmente empurrou a calcinha dela para o lado, penetrando um dedo dentro dela. Ele grunhiu fracamente quando as paredes internas dela se apertaram contra ele firmemente.

Chloe levantou uma mão para se segurar no ombro dele, gemendo, “Oliver”


* * *


9 de Julho de 2016


Oliver sentou de repente, engolindo seco enquanto o suor dele batia rapidamente contra o peito dele. Ele olhou para o relógio na mesa de cabeceira dele. Um pouco após as duas da manhã. Ele esfregou uma mão sob a face dele, se sentindo, dentre outras coisas, tonto por causa do sonho. Ele tinha de ver ela. Agora.

Em alguns momentos ele estaria vestido e pularia na moto dele, dirigindo pela cidade até Hilton com o arco dele e a aljava na costa dele. Ele estacionou a moto dele num beco atrás do hotel, olhando para a varando do quarto dela. Ele levantou o arco dele, fazendo rapel até a varanda dela. Depois bateu no vidro da porta.

Chloe abriu seus olhos bem abertos quando ela ouviu a batida, mas ficou na cama completamente paralisada até ela ouvir de novo, o coração dela batendo rápido enquanto ela olhava em volta por um momento, ela não tinha uma arma lá, então cabide teria de resolver. Ela agarrou isso e segurou como se fosse uma arma, andando pela sala principal lentamente, ficando mais devagar quando ela o viu parado do lado de fora.

Ela suspirou profundamente, se acalmado e jogando o cabide no sofá antes de andar até a varanda, destrancando e abrindo pra ele, fazendo movimentos para ele ser cauteloso enquanto ela o guiou de volta para o quarto, ela sabia que seria impossível levar Matthew pra cama se ele soubesse que Ollie estava de volta.

Oliver a seguiu silenciosamente até o quarto, fechando a porta atrás dele suavemente, e virando a fechadura. Então se virou para encará-la, os olhos dele escuros. “Eu já te ensinei uma lição de arco e flecha?”

Piscando, ela paralisou ao olhar na face dele, de repente completamente sem fôlego, ela conhecia muito bem aquele olhar. “Sim.”

Ele engoliu seco, se ajeitando mais perto dela, em um movimento quase subconsciente. “E terminou com nós dois...”

Com uma respiração profunda, ela confirmou com a cabeça, o observando de perto com olhos arregalados. “A primeira vez que nós fizemos”

“Você estava vestindo aquela… blusa verde oliva” ele murmurou, descansando uma mão no quadril dela, “E aquela saia preta.” Ele levantou outra mão a face dela, depois escorregou os dedos dele no cabelo dela. “E seu cabelo estava mais curto, curvado”

Chloe pôs ambas as mãos e confirmou lentamente com a cabeça, o observando “Nós tínhamos uísque” ela sussurrou.

“Não esse tanto” ele encontrou os olhos dele.

“Não” ela segurou o fôlego “Você decidiu fazer aquela noite muito mais agradável para nós dois.”

“Você disse que você não tinha tido nenhuma diversão que você pudesse se lembrar” Ele a encarou.

“E você” ela sussurrou, sorrindo lentamente “mudou minha vida completamente antes que eu sequer pudesse dizer o que você estava fazendo”

Um sorriso tomou a boca dele. “Eu era bom assim, hein?” ele provocou.

“O melhor que eu já tive” ela disse a ele sinceramente, levantando uma mão para pegar a bochecha dele.

Ele se inclinou e a beijou na boca, com um pouco mais de urgência do que os beijos anteriores deles.

Os olhos de Chloe se arregalaram, mas ela retornou o beijo instantaneamente, enrolando os braços dela em volta dele como ela fazia.

Oliver escorregou os braços dele em volta dela, também, a trazendo próximo, contra ele. Ele os virou, então a costa dela estava contra a porta e ele aprofundou o beijo.

Ela gemeu contra a boca dele, uma perna enrolada nele instantaneamente, o corpo todo dela acordado e muito avisada sobre o que estava acontecendo, como se tivesse sentido a falta dele tanto quanto ela tinha.

O momento que a perna dela foi em volta da cintura dele, ele se ajeitou fracamente, botando ela no chão. Ele terminou o beijou então ambos pegaram fôlego, os olhos dele encontrando os dela com intensidade. “Você quer que eu pare?” A voz dele estava baixa.

Quando ele a pegou, ela fechou as pernas dela em volta dele, cruzando os pés dela atrás dele e respirou fundo “Parar é a última coisa que eu quero que você faça”

“Graças à Deus” ele sussurrou, a beijando de novo.

Chloe retornou o beijo e sorriu um pouco contra a boca dele, o beijando com vontade.

Oliver quebrou o beijou, deslizando os lábios dele no pescoço dela e na frente da garganta dela, a beijando lá, provando a pele dela com a língua dele, mesmo enquanto ele escorregou uma mão por debaixo do curto vestido de dormir.

Ela tremeu, fechando os olhos “Deus, eu senti sua falta” ela sussurrou, abrindo o zíper do colete dele.

Ele acarinhou a bochecha dela com o nariz dele, depois beijou a orelha dela. “Bastante certeza de que senti sua falta também” ele sussurrou de volta, se livrando do colete dele.

Sorrindo suavemente, ela tremeu, fechando os olhos dela por um momento e correndo as mãos dela pela pele dele lentamente “Eu sinto isso”

Ele sorriu um pouco com isso, beijando o canto da boca dela enquanto ele penetrou um dedo dentro dela.

Chloe gemeu, rapidamente fechando a boca dela e os olhos de abaixando a cabeça dela no ombro dele e respirando fundo “Ollie…”

“Você está bem”, ele murmurou, ainda crescendo.

Ela confirmou com a cabeça e respirou fundo “Temos de lembrar se ficar quietos” ela respirou.

Oliver a beijou suavemente, a tirando pra longe da porta “Você está certa” ele sussurrou, a carregando para a cama.

Chloe levantou a cabeça e olhou para ele, levantando uma mão para tocar a face dela enquanto ele a carregava para a cama.

“Eu quero que nós façamos isso certo” ele admitiu suavemente, a deitando na cama gentilmente e segurando o olhar dela.

Um suave sorriso apareceu nos lábios dela e ela balançou a cabeça “Nunca seria errado com você”

Os olhos dele se suavizaram com isso enquanto ele se escorregou sobre ela, mergulhando a cabeça dele para beijá-la levemente.

Ela sorriu contra os lábios dele e o beijou lentamente esfregando as impressões digitais contra os familiares músculos da costa dele, sentindo como se tempo nenhum tivesse passado, e tinha sido assim por seis anos desde que eles tinham estado assim.

Oliver se voltou para encará-la, os olhos deles intensos. “Eu preciso te dizer uma coisa, mas eu estou um pouco preocupado que você pire”

Piscando, ela enrugou as sobrancelhas um pouco, balançando a cabeça “Você pode me dizer qualquer coisa”

Ele segurou o olhar dela. “Eu te amo. Eu não lembro quando aconteceu, mas eu sinto isso. E toda vez que eu sonho com você, fica mais intenso.”

A face dela suavizou e ela respirou fundo, o coração dela batendo rápido. Ela poderia finalmente dizer a ele, depois de todos esses anos, ele estava lá, olhando pra ela, “Eu amo você também” ela sussurrou, a voz dela tremendo “Eu te amo, Ollie e .... Eu nunca tive a chance de dizer pra você antes e foi um dos meus maiores arrependimentos” Ela sussurrou, os olhos dela borrados com lágrimas.

Ele pressionou um carinhoso beijou na bochecha dela, descansando a testa dele contra a dela. “Eu sinto muito” ele sussurrou “Mas eu estou aqui agora. E você pode me dizer tudo o que você precisa”

Chloe balançou a cabeça dela, esfregando o nariz dela no dele “Você está aqui agora, e eu nunca vou cometer aquele erro de novo, eu nunca vou deixar você ir de novo”

“Bom” ele sussurrou “Eu não quero que você faça. Eu quero essa vida. Com você e Matthew e Mia” Ele engoliu seco.

Ela sorriu suavemente, se ajeitando e envolvendo ambos os braços nele, o abraçando apertado “Você completa tudo”

Ele se ajeitou, rolando ele então ela estava em cima dele, não querendo esmagá-la. “Estou feliz” ele murmurou.

“Eu não acho que eu poderia possivelmente pôr em palavras o quão incrível você estando aqui é” ela disse a ele em voz baixa, deitando no topo dele e inclinando para o beijar gentilmente.

Ele acarinhou a bochecha dela com a mão dele, retornando o beijo sem hesitação.

Chloe traçou os dedos dela sobre a bochecha dele enquanto ela o beijava e depois a pôs de volta “Fico feliz que você esteja começando a lembrar”

“Você e eu, ambos” ele disse em voz baixa, a observando.

“Você pode ficar essa noite?” Ela perguntou, o olhando nos olhos.

“Sim” ele respondeu sem hesitação. “Se estiver tudo bem”

“Eu não quero jamais ficar sem dormir com você de novo se eu puder” ela admitiu em voz baixa.

Oliver tirou algum cabelo da frente do rosto dela. “Eu não posso prometer nunca” ele disse amavelmente.

“Eu sei” ela sussurrou, sorrindo um pouco “Esse é um bom começo.”

Ele segurou firme o olhar dela. Realmente era.


*** fim do capítulo 16 ***

próximo

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Sobre a quantidade de episódios da Chloe nessa temporada. (contém SPOILER!)

 

A maioria deve ter visto, e se não viu, aqui está, já traduzido:

@popwrap Acabei de falar no telefone com a Allison Mack (entrevista completa no dia 23/08) – e ela diz que Chloe estará de volta para apenas 5 episódios na décima temporada de Smallville.

Eu até agora tô pensando nisso, mas não consigo escrever nada coerente. O máximo que eu consegui foi numa resposta pra Patrícia num scrap no orkut; E vou repetir aqui o que escrevi. Não sei se vai fazer sentido :D.  A opinião de vocês também é muito bem vinda.

Comentário sobre o Spoiler:

‘Several episodes' foi dito pelos produtores. Eu nunca acreditei muito nisso,
pra mim não passava de uma tentativa de segurar os fãs da Chloe. E não é
só um tweet aleatório: a entrevista completa vai ser publicada dia 23 e
se não fosse verdadeiro, a CW teria agido. Lembra de Salvation? Que o
Greg postou no blog sobre a Allie 'seguir em frente' e logo depois a CW
retirou aquilo do site dele e se pronunciou sobre o assunto? Por mais
que eu queira acreditar no contrário, tudo leva a crer que sim.

Como fã da Chloe, eu ainda não sei nem assimilar a idéia. Ver um epi de SV sem a Chloe… não parece SV pra mim. Como fã da Allie? Muito, mas muito feliz mesmo por ela. A verdade é que dos atores do começo, todos foram embora porque queriam tentar coisas novas, porque queriam crescer em suas carreiras. Só o TW e a Allie ficaram. E o TW só ficou até hoje por que ele é o protagonista, porque senão era capaz de ter saído até mesmo antes do Michael. A verdade é que a série devia ter acabado há muito tempo. Todo ano era a mesma coisa '"essa temp. é a última"... ai renovavam. "Não, agora é sério, essa é a última"... e continuavam.

A série continuou porque acreditavam que existiam mais histórias a serem contadas, mas não existia mais qualidade, foi isso que não viram. Aí a pessoa faz planos, pensa em fazer coisas novas e não pode porque os produtores parecem um cachorro que não quer largar o osso. Por mais que me chateie não ter a Chloe, se eu fosse a Allie, eu teria feito isso há muito mais tempo. ¬¬'

Eu só estou tão... cansada de SV... das decepções com a série, da parte bizarra e sempre chata do fandom... que eu só quero que acabe, sabe? Lógico que quero um final digno pra Chloe. Mas to cansada de ficar indignada com spoilers e tudo mais. Não estou nem otimista, nem pessimista mais. Só estou esperando pra ver o que vai acontecer. Eles podem fazer a pior m**** possível com a história da Chloe  (não exatamente podem, mas é a palavra que eu consegui pensar pra encaixar no argumento) que isso não vai mudar o fato da Chloe ser minha personagem feminina favorita da TV; Não vai mudar a fato de ela ser o tipo de mulher em que eu me espelho. Não vai mudar o lugar dela na história do Super (eles reparando a amizade Chlark ou não); Não vai mudar o fato de Chlollie ser o melhor casal que já existiu naquela série. Não vai mudar o fato dela ser uma heroína, do tipo mais incrível. Se eles estragarem tudo, azar o deles. Perderam a chance de encerrar da melhor forma o ciclo de uma das maiores personagens femininas criadas na TV, uma personagem que extrapolou e muito os limites de Smallville. Perderam a chance de mostrar pra todo mundo, mais do que nunca e pela última vez, porque a DC decidiu comprar os direitos da personagem e usá-la. Vão perder a chance de dar um final digno a uma heróina que eles criaram.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

I’ll Explain Everything When It’s Friday - Capítulo 6

Bom gente, não vou nem tentar explicar o porquê desse monstruoso atraso que é pra não perder mais tempo. Só quero pedir desculpas e dizer que estou de volta.

Só um pequeno esclarecimento, o dia 147 é o dia atual, dia em que a Chloe conta a história para os agentes depois de ser presa (de novo). Todos os outros dias são do passado, são como se ela estivesse contando para eles o que aconteceu. No próximo capítulo chegaremos ao dia atual.

Peço desculpas novamente pelo atraso.

[Personagens e história não nos pertencem]

--

anterior

-- 6 --

16 de Outubro de 2008 (Dia 105)

Chloe balançou a cabeça para Oliver e sorriu levemente. "Tem alguma razão para termos que comer aqui?" Bart perguntou quando Oliver se recostou em sua cadeira e deixou cair um garfo no chão.

"Ouvi dizer que a sopa é incrível." Chloe sorriu quando Oliver se ergueu e balançou a cabeça para Chloe.

"É, ok." Bart disse confuso, olhando entre Chloe e Oliver. "Vocês dois têm estado estranhos a manhã toda." Bart se inclinou para frente. "Alguma coisa está acontecendo aqui e não estou falando sobre a sopa." Bart disse.

"Só tome a sua sopa." Chloe o ignorou e olhou para a rua. Ela viu uma mulher descer de um carro e balançou a cabeça para Oliver, era hora de ir.

"Nós ainda não pedimos nada." AC disse, olhando confuso para os dois. "Por mais que me doa dizer isso, o Bart está certo, algo engraçado está acontecendo aqui."

Chloe e Oliver, porém não estavam prestando atenção. Estavam olhando uma mulher caminhar em direção a eles, ambos agindo como se não estivessem olhando-a, mas todos eles conheciam aquele olhar, todos eles aperfeiçoaram aquele olhar. "Sério." Victor disse confuso e Chloe levantou o dedo para silenciá-lo enquanto a mulher passava pela mesa deles. Ela pisou de mau jeito e de repente estava caindo. Alguém de outra mesa se apressou para ajudá-la e Oliver também se levantou, indo até ela. Ele se abaixou e pegou a bolsa dela, enfiando todas as coisas dentro novamente.

"Você está bem?" Alguém perguntou para a mulher.

"Sim, só pisei de mau jeito. Acho que tropecei em alguma coisa." Ela se abaixou e pegou algo do chão. "Tropecei em um garfo." Ela disse surpresa e sacudiu a cabeça.

"Aqui." Oliver sorriu e deu a ela a bolsa. Ela agradeceu e Oliver voltou a sentar.

Quando ela estava longe Chloe sorriu. "Pegou?"

"Ele lança, ele marca." Oliver tirou algo do bolso e deslizou pela mesa.

"Excelente." Chloe puxou seu computador da bolsa junto com uma mão cheia de cabos.

Victor arrancou o objeto da mesa enquanto Chloe ligava o computador. "Você roubou o celular dela?" Victor olhou entre Oliver e Chloe ainda mais confuso. "Por que diabos vocês roubariam o celular de uma mulher qualquer?"

"Ela não é uma mulher qualquer." Oliver tomou um gole da sua água. "Aquela é a assistente do Lex."

"Ok." Victor ainda parecia confuso quando Chloe tirou dele o celular e o conectou ao computador. "Não, ainda não estou entendendo."

"Eu precisava dos horários dela." Chloe digitava rapidamente. Ela olhou para Oliver. "Não acredito que nesse tempo todo não pensei em fazer isso."

"Bem, para isso que você me mantém por perto." Oliver sorriu para ela.

"É para isso que mantenho você por perto?" Chloe olhou para ele. "Pensei que fosse para ter algo bonito para olhar enquanto faço todo o trabalho pesado."

"Ah, isso é tão fofo, você acha que sou bonito?" Oliver inclinou a cabeça.

"Cara, será que eles sabem que estamos aqui?" Bart perguntou a AC, que sacudiu os ombros.

"Eu não sei." AC suspirou, se recostando na cadeira e jogando o cardápio na mesa. "Mas pelo jeito em que eles estavam falando sobre sopa, me deu muita vontade de tomar uma agora, cadê a garçonete?"

"Espera um minuto, calma lá, explica para mim por que você precisa dos horários do Lex." Victor disse.

"Para sabermos onde ele está." Chloe disse sem tirar os olhos da tela.

"E precisamos saber disso por quê?" Victor ainda estava confuso.

"Para tentarmos mantê-lo vivo." Oliver respondeu, pegando um pãozinho da cesta na frente dele.

"Calma lá." Bart pareceu se concentrar na conversa de novo. "Desde quando viramos guarda-costas do Lex?"

"105 dias atrás." Chloe e Oliver responderam juntos, pausaram e se olharam sorrindo. "Só almocem e nós explicamos tudo quando for sexta-feira."

Bart olhou para AC confuso e fez um movimento com a mão para indicar que talvez Chloe estivesse bebendo. "Cara, ela vem dizendo isso o dia todo."

"Consegui." Chloe fechou o computador. "Vamos."

Victor virou para Chloe confuso enquanto ela guardava o computador e se levantava da mesa. "Vamos? Para onde? Ainda não almoçamos."

"Sério, preciso da sopa." AC estava olhando o cardápio.

"Vocês fiquem, comam." Oliver tirou a carteira e jogou um dinheiro na mesa sem olhar. "Levem algo pra nós."

"Ah, sim." Chloe sorriu. "Ouvi dizer que o Vichyssoise é incrível."

"O o quê?" Bart olhou para ela como se ela fosse doida.

"É uma sopa, peça uma pra mim, certo?" Chloe colocou a bolsa no ombro e ela e Oliver saíram.

AC olhou pelo cardápio e franziu a testa. "É servida fria."

"O que?" Bart perguntou.

"Vichyssoise, é uma sopa fria." Ele fez uma careta. "Quem come sopa fria? Quem iria fazer uma sopa fria?"

"Eu alcanço vocês depois." Victor os ignorou, seus olhos ainda na Chloe e no Oliver que desapareciam rua abaixo. "Peguem uma French Onion para mim, ok?"

"Por que as pessoas ficam saindo antes mesmo de pedir o almoço?" Bart se recostou na cadeira.

AC se esticou por sobre a mesa e pegou o dinheiro que o Oliver deixou. "O quanto você acha que essa sopa custa?" Ele perguntou.

"Uns cinco dólares?" Bart sacudiu os ombros.

"O que você acha de pegar a sopa deles, levar para a Fundação e conseguir um almoço de verdade para nós?" AC mostrou o dinheiro e Bart sorriu. Oliver deve ter pensado que estava jogando notas de vinte, mas elas eram na verdade de cem, seis delas.

"Pensei que você estivesse doido pela sopa." Bart disse.

AC sacudiu o dinheiro no ar e sorriu. "Por que tomar sopa quando posso comer filé?"

***********************

Victor sabia como seguir as pessoas, aprendeu com o melhor e nunca foi descoberto, não nos cinco anos fazendo isso. O problema é que o cara que o ensinou era o cara que ele estava seguindo, e aquele cara era também o que o ensinou como achar e como se esconder, então Victor deduziu que essa seria a missão mais difícil que ele já teve.

Ele não estava errado. A primeira parada do Oliver foi em um restaurante. Ele entrou pela frente, pela sala de refeições, jogou um garçom no freezer e saiu pela porta de trás. Então ele parou, checou o relógio e virou à direita, se apressando rua abaixo. Victor o seguiu por mais três missões aleatórias. Uma floricultura onde ele pegou uma dúzia de rosas, um vendedor de rua onde ele pegou um boné dos Sharks, um time que Oliver detestava, então um escritório estadual onde Oliver entrou, flertou um pouco com a recepcionista, deu as flores a ela e saiu, jogando o boné no lixo no caminho pela rua.

Victor sabia que a ultima não tinha sido uma visita social. Depois de anos trabalhando ao lado do Oliver ele sabia que as flores que ele dava para as mulheres eram lírios, não rosas, e também a recepcionista tinha sessenta e cinco anos. A próxima parada foi em uma garagem, onde Oliver foi direto para um Volkswagen Beattle verde, puxou uma chave e abriu a porta. Ele entrou por um minuto e saiu colocando a chave e mais alguma coisa no bolso antes de sair.

Eles praticamente atravessaram a cidade até chegarem ao campus da Met U. Oliver parou em frente a um prédio e olhou para cima. Victor se escondeu atrás de uma porta mais abaixo na rua e assistiu. Oliver foi para a calçada e ficou andando para lá e para cá na frente da escadaria por boa parte de um minuto antes de sorrir e ir embora rua abaixo e dobrar a esquina. Victor xingou e saiu atrás dele só para virar à esquina e descobrir que ele tinha desaparecido. Ele estava xingando a si mesmo quando ouviu uma voz atrás dele. "Ei, preciso da sua ajuda." Oliver disse.

Victor pulou surpreso e se virou. "De onde você veio?" Ele perguntou confuso.

"Eu corri em volta do quarteirão." Oliver sorriu. "Vamos." Ele atravessou a rua e foi em direção
ao prédio que tinha estado em frente mais cedo.

"Você sabia que eu estava seguindo?" Victor perguntou e Oliver balançou a cabeça. "Por quanto tempo?"

"Desde o restaurante." Oliver disse. "Vi o seu reflexo na porta do freezer."

"E você simplesmente me deixou te seguir?" Victor sacudiu a cabeça.

"É, bem." Oliver sacudiu os ombros. "Olha, preciso da sua ajuda para acionar o alarme de
incêndio."

"Você precisa do quê?" Victor o olhou como se ele fosse louco.

"Vai até lá e aciona o alarme de incêndio." Oliver repetiu.

"Aquilo é o dormitório das garotas." Victor disse.

Oliver simplesmente balançou a cabeça. "Qual é, não é tão difícil."

"Então por que você não faz?" Victor perguntou.

"Porque toda vez que eu tento alguém me vê e me reconhece e tem a maior coisa com uma multidão e da última vez um repórter apareceu. Foi horrível." Oliver sacudiu a cabeça relembrando.

"Então você já fez isso antes?" Victor perguntou. "Você faz isso sempre?"

"Não, não antes de hoje." Oliver sacudiu a cabeça. "Olha, você tem que fazer isso agora porque em dois minutos vai ter uma grasnada de garotas saindo por aqui. Confia em mim, ok?" Victor balançou a cabeça e subiu as escadas.

"Se eu fizer isso, você vai explicar?" Victor segurou a porta e puxou, estava trancada. Oliver puxou um cartão do bolso e deu para Victor. Era o cartão de identificação do dormitório. "Onde você... Eu não quero saber." Ele passou o cartão e a porta destrancou. "Uma grasnada?" Ele perguntou confuso.

"Como mais você pode chamar um grupo de garotas?" Oliver sacudiu os ombros.

"Grasnada serve, eu acho." Victor sacudiu a cabeça.

"Estamos com o tempo apertado aqui." Oliver o lembrou. Victor entrou no prédio. Oliver andou para lá e para cá até que ouviu o tom o alarme de incêndio, seguido pelo estridente tom de duas centenas de garotas gritando em pânico.

A porta se abriu e Victor pulou os degraus. "Vai, vai, vai, elas estão bem atrás de mim." Ele correu rua abaixo e Oliver o seguiu. "Por que será que a fantasia de duzentas garotas gritando e correndo atrás de você é tão mais sexy que a realidade?"

Oliver riu. Eles viraram a esquina e pararam para recuperar o fôlego. "Ok, bom, isso está feito."

"De onde você pegou o cartão?" Victor se virou e olhou para ele.

"Do carro no estacionamento." Oliver disse

"Como você entrou no carro?" Victor perguntou.

"Anda comigo." Oliver acenou para a rua e eles começaram a caminhar. "Eu peguei as chaves do carro com a recepcionista no escritório." Ele disse como se isso fosse óbvio. Victor o olhou como se ele fosse doido. "Ok, siga as pistas desde o começo." Oliver disse. "Eu peguei as flores para a recepcionista."

"E o boné dos Sharks?" Victor perguntou.

"Ela gosta dos Sharks." Oliver sacudiu os ombros. "Eu comecei uma conversa, então dei a ela as flores e contei uma história sobre um homem misterioso que as comprou para ela. Isso a distraiu o suficiente para que eu pudesse tirar as chaves da bolsa dela."

"Ok." Victor disse, tentando acompanhar. "Por que ela estacionou tão longe?"

"Aquele era o carro da filha dela, eu peguei a chave reserva." Oliver disse. "Para que pudesse pegar o cartão de identificação."

"Para que pudéssemos acionar o alarme de incêndio no dormitório das garotas?" Victor perguntou.

"Agora você está entendendo." Oliver balançou a cabeça.

"Não, ainda longe." Victor sacudiu a cabeça. "Por que acionar o alarme?"

"Não tenho idéia." Oliver sacudiu os ombros entrando no estacionamento de antes. Ele foi até o carro, deixou o cartão de volta e colocou as chaves no banco antes de travar a porta e fechá-la. Victor pareceu ainda mais confuso. "Chloe que mandou." Oliver disse como se isso fizesse perfeito sentido. "Tem alguma coisa haver com o departamento dos bombeiros bloquear a Sétima Avenida, o que faz com que o cara da entrega se atrase e tem mais, mas eu não estava prestando atenção."

"Você está de brincadeira, não é?" Victor sacudiu a cabeça.

"Nem um pouco." Oliver pegou se telefone e digitou um número. "Ei, o alarme de incêndio foi acionado e o Victor me seguiu de novo." Oliver ficou ouvindo por um minuto. "Sim, posso chegar ao centro da cidade em trinta minutos." Ele olhou para Victor. "Anota aí." Victor ergue as mãos para indicar que não carregava canetas e blocos de anotação com ele por aí. "Então decora." Victor balançou a cabeça. "Esquina da Quarta com a Holland, em frente à fonte, 3:08 da tarde exatamente, taxi número 328." Oliver disse e Victor repetiu em sua mente. "Sim, tenho certeza que vai fazer sentido mais tarde." Oliver sorriu. "Sim, me liga quando você acabar aí em Smallville."

"Por que a Chloe está em Smallville?" Victor perguntou e Oliver chamou um taxi.

"Ela está..." Oliver olhou para Victor, pensando no quanto falar a ele. "Ela está quebrando o tanque séptico do Lex."

"Não vou nem perguntar." Ele sacudiu a cabeça. "O que você quis dizer com eu estar te seguindo de novo?"

"Você já me seguiu algumas vezes." Oliver disse.

"Não, não segui." Victor sacudiu a cabeça.

"Bem, essa parte é mais difícil de explicar... só esquece."

"Não, você sabe que eu não vou realmente esquecer isso. Você e Chloe têm agido de forma estranha o dia todo e tem também o negócio com o telefone, o alarme de incêndio, o tanque séptico e... Ok quer saber? Acho que vou simplesmente esquecer no fim das contas."

"É melhor assim." Oliver sorriu enquanto eles seguiam para o centro da cidade. Eles saíram na Quarta com a Holland e olharam em volta. "Hora?"

"2:42." Victor disse.

"Temos 27 minutos." Oliver suspirou. "Então, você está com fome?"

"Poderia comer." Victor balançou a cabeça.

Cinco minutos depois eles estavam sentados nos degraus da fonte comendo hot-dogs de um vendedor de rua esperando por um táxi. "Então um velho vai sair do taxi 328 exatamente às 3:08 e temos que pegar o táxi antes que alguém pegue?"

"Esse é o plano." Oliver limpou a boca.

"Certo, e o que isso faz?" Victor perguntou e Oliver sacudiu os ombros. "Você não tem idéia?"

"Não." Oliver sorriu.

"E para onde vamos levar esse táxi?" Victor perguntou.

"Fundação Ísis, preciso checar algumas coisas para a Chloe." Oliver disse. "O quão bom você é em disfarçar a voz e cruzar ligações telefônicas?"

"Muito bom." Victor disse confuso.

"Ótimo, preciso que você ligue e faça uma falsa ameaça de bomba no Aeroporto de Metrópolis mais tarde." Oliver jogou seu guardanapo no lixo e se levantou.

"Quer saber, vou simplesmente concordar com isso." Victor disse. "Não vou fazer nenhuma pergunta e vou acordar amanhã e perceber que isso tudo era um sonho, um sonho maluco todo enrolado."

"Ou você vai acordar amanhã e não vai ser realmente amanhã, vai simplesmente ser hoje de novo e você não vai se lembrar de nada dessas coisas e vamos simplesmente ter que fazer tudo de novo." Oliver suspirou. Victor o olhou confuso e então sacudiu a cabeça. "Ei, o taxi 328." Oliver apontou. Victor jogou seu guardanapo fora e seguiu Oliver para o outro lado da rua e para dentro do táxi.

*****************

Depois de checar algumas coisas para Chloe na Fundação e fazer a falsa ameaça de bomba, Oliver e Victor estavam de volta no apartamento da Chloe fiscalizando o eletricista quando Chloe entrou, ou melhor, se esgueirou pela porta. Ela estava encharcada da cabeça aos pés com o que, a julgar pelo cheiro, não era só água. "Como foi com o tanque séptico?" Oliver perguntou tentando segurar a risada.

Chloe se virou e o encarou. Oliver se levantou e andou até ela, se esticou para tocar nela e mudou de idéia. "Qual é, não é tão ruim assim." Ele se virou para tapar o nariz.

"Eu juro por Deus Oliver, juro por Deus que se você quiser fazer sexo novamente você vai me dizer que o meu banheiro está funcionando, porque estou coberta com água de esgoto, meu carro está coberto com água de esgoto, e eu acabei de ouvir no caminho de volta que Lex Luthor morreu esmagado por uma escultura de gelo de cem quilos, então, por favor, eu realmente preciso tomar um banho quente e ir para a cama, ok?"

"Uma escultura de gelo?" Victor perguntou surpreso.

"Caiu de um caminhão de entrega e deslizou rua abaixo por quatro quarteirões antes de pular a calçada e cair no Lex enquanto ele saía do escritório dele." Chloe suspirou.

"Quais são as chances?" O eletricista fungou, tendo ouvido a conversa toda.

"Hoje?" Chloe inclinou a cabeça para o lado. "Só 273 para 1." Chloe sacudiu os ombros. "Banheiro?" Chloe perguntou.

"É melhor você usar o meu." Victor olhou tristemente para ela.

Chloe balançou a cabeça e se virou para a porta. Ela se abriu e AC e Bart entraram rindo e carregando sacolas de compras. Eles pararam quando viram Chloe. "O que aconteceu com você?"

"Não." Chloe ergueu a mão os encarando. "Não falem nada. Eu quero uma hora, ok? Só uma hora sozinha, posso ter isso, por favor?"

"Sim." Oliver balançou a cabeça enquanto ela saia da sala. Ele olhou para Bart e AC e notou que eles estavam com roupas diferentes das que estavam vestindo de manhã. "Onde diabos vocês estavam o dia todo?"

AC e Bart se olharam e gaguejaram. "Nós, sabe, nós tomamos uma sopa." AC tentou esconder suas sacolas atrás das costas.

"Então nós passeamos um pouco. Fomos ao parque e alimentamos os pássaros." Bart acrescentou.

"Vou dar uma olhada na Chloe." Oliver os encarou andando para o quarto dela e saindo com carregando um monte de coisas. Ele encarou Bart e AC novamente até sair da sala. Victor se recostou em sua cadeira e analisou AC e Bart.

"Vocês alimentaram os pássaros?" Victor ergueu uma sobrancelha.

"É." AC balançou a cabeça.

"Então vocês realmente pegaram o dinheiro que o Oliver deixou para o almoço e saíram para fazer compras?" Victor disse.

"É." Bart balançou a cabeça.

Victor sacudiu a cabeça e sorriu. "Vocês são desprezíveis."

"Você gostaria de ser o primeiro a jogar no nosso X-Cube?" Bart puxou um console de vídeo-game de uma sacola. "Ainda somos desprezíveis?"

"Ah sim." Victor balançou a cabeça. "Mas eu sou o jogador um."

Chloe finalmente conseguiu tirar todo o esgoto dela e estava deitada na banheira com os olhos fechados, aproveitando um banho quente quando a porta do banheiro se abriu. "Pessoal, eu pedi uma hora, será que isso é tão difícil? Além do mais estou na banheira, sei que tenho uma política de porta aberta por aqui, mas não tão aberta assim."

"Não vejo você se apressando para cobrir nada." Oliver disse da porta.

Chloe abriu um olho. "Estou muito cansada." Ela disse enquanto Oliver sentou na beira da banheira e deu a ela um copo de café. "Você é incrível." Chloe pegou o copo dele e tomou lentamente.

"Eu tento." Ele sorriu.

"Ei." Chloe suspirou. "Desculpa por antes, é só que eu... sabe?"

Oliver a olhou preocupado. "Fora o banho de esgoto, você tem certeza de que está bem?"

"Estou bem." Chloe sorriu. "Só... cansada."

"Ok, vou deixar você de molho." Oliver deu um beijo na testa dela. "Trouxe para você algumas roupas e o roupão."

"Muito incrível." Chloe o assegurou. Ela ficou de molho por um tempo, não a hora que queria, mas o suficiente para acalmá-la, relaxar seus dedos e evitar que ela se arrastasse para a cama e chorasse de exaustão. Ela colocou as roupas que Oliver trouxe e o roupão e caminhou pelo corredor, se preparando para a cacofonia do caos que ela estava para enfrentar. Quando ela abriu a porta, entretanto, estava tudo silencioso, e escuro. Ela franziu a testa. "Ei, tá todo mundo aqui?"

"Eu os mandei embora." Oliver falou do quarto. "Vem aqui."

Chloe atravessou o corredor e parou. "O que é isso?" Ela olhou em volta pelo quarto iluminado por velas. "Você não precisava fazer isso. Sabe, eu estava brincando sobre a história de você nunca mais fazer sexo novamente."

"Vem aqui." Ele deu um tapinha na sua frente na cama. "Deita."

Chloe o olhou, duvidosa. "Ok, mas eu não estava brincando sobre estar cansada." Ela sorriu. "Então você vai ter que fazer a maior parte do trabalho." Oliver a encarou. "Ok, você vai ter que fazer todo o trabalho."

Os lábios do Oliver se curvaram em um meio sorriso. "Tira o roupão." Chloe deslizou o roupão para o chão e tremeu quando o vento frio bateu em sua pele. A camisola e os shorts que Oliver levou para ela não cobriam muito. Ela subiu na cama e se deitou. "Vira." Oliver se esticou para a gaveta na cama.

"Exótico." Chloe balançou as sobrancelhas e Oliver revirou os olhos. Ela se virou para deitar de barriga e ouviu ele levantar da cama e se mover pelo quarto. Uma música começou a tocar, um jazz calmo, e então ela sentiu o peso dele mover o colchão. Ele montou nas costas dela e ela franziu a testa por um segundo, ele ainda estava completamente vestido. A fragrância de lavanda a alcançou primeiro e então mãos umedecidas e quentes começaram a massagear os músculos do pescoço dela. Chloe gemeu involuntariamente e fechou os olhos. "Oh Deus," ela conseguiu dizer enquanto os dedos ágeis do Oliver trabalhavam nos músculos dela.

"Tudo bem eu fazer isso?" Ele perguntou com um estranho tom de insegurança na voz dele. O fato de que a Chloe nunca o ouviu soar tão inseguro de si mesmo fez com que ela se apressasse em assegurá-lo.

"Eu viveria este dia quinhentas vezes se soubesse que teria isso no fim dele."

Ele riu. "Você tem nós do tamanho da Bélgica." Ele pressionou um em particular ao lado da omoplata dela. "Em cima de nós do tamanho da Islândia." Ele gruniu enquanto trabalhava nos músculos da Chloe e ela afundava mais e mais fundo em um estado de êxtase. "Você está fazendo coisas demais, se desgastando muito. Você precisa relaxar mais, se divertir um pouco."

"Claro." Chloe suspirou. "Amanhã vou tirar umas férias. Só você e eu, e aquele vidro de óleo de massagem, não vamos sair desse quarto o dia todo. Que se dane o Lex e todos os outros também."

"Não é uma má idéia." Oliver gruniu. "A parte das férias, bem o negócio todo, mas principalmente a parte das férias."

"Eu estava brincando." Chloe riu.

"Eu não." Oliver disse.

O tom sério da voz dele fez ela se sentar e virar para ele. Ela o pegou de surpresa e ele caiu para o outro lado da cama. "Você tá falando sério?" Ela perguntou. "Oliver, eu tentei não fazer nada, não funciona."

"Não estou dizendo pra você não fazer nada." Ele se sentou. "Só me ouve. Eu percebi uma coisa hoje quando Victor estava me ajudando. Temos uma equipe a nossa disposição e estamos correndo por aí como galinhas sem cabeça, é com dificuldade que conseguimos fazer tudo e ainda assim não está funcionando."

"Mas eles não entendem." Chloe sacudiu a cabeça. "E tentar explicar tudo pra eles levaria muito tempo."

"Então não explicamos pra eles." Oliver sacudiu os ombros. "Só dizemos o que eles têm que fazer. Sei lá, transformar isso tudo numa disputa de estranheza, um tipo de caçada a alguma coisa, tanto faz."

"Mas não posso estar em todo lugar ao mesmo tempo, já dá trabalho demais descobrir as coisas quando você tá me ajudando." Ela o lembrou. "Não posso ver a imagem completa se estivermos nós cinco correndo por aí fazendo alguma coisa."

"Ah, mas pode sim." Oliver sorriu para ela. "Lembra no ano passado quando o prefeito se meteu em uma briga imensa com a legislação estadual por causa do orçamento?"

Chloe franziu a testa e o rosto dela se transformou em um grande sorriso. "As câmeras." Ela sorriu.

"As câmeras." Oliver balançou a cabeça para ela. "Metrópolis inteira está conectada, e com áudio. E tem mais câmeras CCTV nas ruas e prédios do que em Las Vegas. Você poderia hackear esses sistemas mais rápido do que Bart consegue comer um burrito."

"Eu poderia ver todos, poderia ver tudo." Chloe soou excitada. "Literalmente, posso ver a totalidade da causa e efeito para cada ação e predizer melhor o que poderia acontecer depois."

"E você poderia manter um olho no Lex ao mesmo tempo, sempre saber onde ele está." Oliver balançou a cabeça.

"Você é..." Ela se jogou nos braços dele e o beijou, longa e firmemente. "Absolutamente brilhante." Chloe disse.

"Eu tento." Oliver sacudiu os ombros e olhou para trás dela na estante. "Que tal isso, eu resolvi todos os seus problemas e ainda temos trinta minutos até a meia-noite." Ele a beijou docemente e ela gemeu, relaxando seu corpo contra o dele. Quando ele se afastou porém, o olhar no rosto dela era pouco encorajador. "Você está mesmo cansada, não está?"

"Exausta." Ela franziu a testa para ele.

"Você provavelmente não quer nada além de dormir agora." Oliver perguntou.

"Muito." Ela balançou a cabeça. "Mas você podia ficar." Ela ofereceu.

Ele beijou a testa dela e puxou de volta o cobertor da cama. "Entra aí." Ela rastejou para debaixo do cobertor e ele se despiu rapidamente, apagou as velas e deslizou na cama por trás dela, envolvendo os braços em volta da barriga dela. Ele beijou o pescoço dela e fechou os olhos.

"Mas é sério," Chloe disse, sonolenta, se virando para ele, "quando for sexta-feira, você, eu e aquele vidro de óleo de massagem não vamos sair do quarto por um dia."

"Posso fazer melhor." Oliver disse a ela. "Quando for sexta-feira, você faz as malas e então podemos ser você, eu e aquele vidro de óleo de massagem e não vamos sair da minha ilha por uma semana." Ele rebateu.

Chloe o olhou estranhamente. "Espera um minuto. Você tem uma ilha?"

"Não é grande." Ele balançou os ombros. "Só tem uns 300 ou 400 acres."

"Você tem uma ilha?" Chloe perguntou de novo.

"Sério, não é nada." Ele se defendeu.

"Há um mês eu tive que escolher entre café e papel higiênico." Ela ergueu as sobrancelhas. "E você tem uma ilha."

"Sim." Oliver balançou a cabeça. "E tem um estoque completo de papel higiênico e café, então não se preocupe, durma." Ele deu um beijo na testa dela. Ela o encarou, mas não disse mais nada e fechou os olhos. "Qual você escolheu?" Ele perguntou depois de alguns minutos.

"O quê?" Chloe perguntou confusa.

"Papel higiênico ou café?"

Chloe o olhou como se ele nem a conhecesse. "Café." Ele disse simplesmente. "Eu roubei papel do Talon."

"Por que você não roubou café do Talon?" Oliver perguntou confuso. "É uma loja de café."

Chloe o encarou por um segundo. "Porque isso seria errado."

"E roubar papel higiênico não é errado?" Oliver a olhou estranhamente. "Por que é diferente?"

"Papel higiênico é uma necessidade, café é uma luxúria, se você quiser tem que pagar por ela." Chloe explicou. "São diferentes. E quer saber de uma coisa, você tem uma ilha." Ela o encarou. "Qualquer opinião que você achou que podia oferecer sobre essa situação, não pode." Ela se virou de costas para ele novamente e eles ficaram quietos por mais alguns minutos. "Eu pensei que você odiava ilhas." Chloe disse. "Nunca fosse querer colocar os pés em uma novamente."

"Não é tropical." Oliver disse. "Não há praias ou selvas. É na costa da Escócia." Ele explicou. "E eu não simplesmente comprei uma ilha. Eu não pensei um dia 'sou um milionário entediado, acho que vou torrar cinco milhões de dólares em um monte de terra. Meus pais costumavam alugá-la. Usavam para férias da Queen Industries e para entreter clientes, por alguns anos até fizemos nossa festa de Natal lá. Então quando eu assumi a companhia, assumi a tradição." Ele pensou sobre isso. "É uma ilha realmente bonita. O castelo é gigantesco, antigo e rústico, perfeito para uma criança, mas ainda assim moderno onde é necessário, bom para se viver. Há alguns anos os donos resolveram vender. Uma rede de hotéis ia comprar e derrubar o castelo pra construir condomínios, não pude deixar isso acontecer, então eu mesmo comprei."

"Ah." Chloe disse calmamente. "Bem isso... não é tão ruim."

"Acho que você gostaria de lá." Ele disse. "Tem toneladas de passagens secretas e escadas escondidas e à noite quando a neblina cobre tudo, fica um clima misterioso e romântico ao mesmo tempo."

"Eu gosto de passagens secretas." Chloe concordou virando de volta. "É assombrada?"

"Tem quinhentos anos." Oliver sacudiu os ombros. "Provavelmente."

"Ok, então podemos ir lá." Chloe abrandou a situação.

"Não vamos passar muito tempo no quarto?" Ele perguntou desencorajado. "Vamos ficar procurando passagens secretas de fantasmas, não é?"

"Podemos fazer os dois." Chloe o assegurou. "E não há nada que possa ser feito num quarto que não possa ser feito em uma passagem secreta." Ela o beijou e então algo foi registrado na mente dela e ela se afastou. "Você gastou cinco milhões de dólares em uma ilha?"

Oliver abriu a boca para se defender, mas ao mesmo tempo o relógio marcou meia-noite.

16 de Outubro de 2008 (Dia 110)

Chloe checou o relógio na parede e então digitou algumas coisas e checou se AC, Victor e Bart estavam onde precisavam estar. Eles estavam fazendo isso pelos últimos cinco dias e estava indo tudo bem. Chloe se sentiu um pouco como o grande e poderoso Oz, manipulando as coisas por trás das cortinas e tinha que admitir que era bem legal.

Ela considerou algo em sua cabeça e então digitou rapidamente. Ela rackeou, bem facilmente, o sistema de segurança da LuthorCorp e ficou assistindo o progresso da Lois pelo prédio. Ela mordeu os lábios e então puxou o telefone. Tirou o equipamento de comunicação da orelha para ter um pouco de privacidade e ligou para um número. Ela viu Lois pausar no vídeo de segurança, puxar algo da bolsa e ficar encarando por um segundo antes de colocar na orelha. "Alô?" Ela sussurrou.

"Ei." Chloe sorriu. "O que você tá fazendo?"

"Ah, você sabe, só pesquisando." Lois se curvou e tirou um grampo do cabelo e arrombou a fechadura da porta do corredor. "E você?"

"Só vendo umas coisas no computador." Chloe sacudiu os ombros e ficou lá sentada encarando a tela enquanto Lois se esgueirava pela sala e ia até o armário de arquivos.

"Chloe, você me ligou por alguma razão? Porque eu preferia muito mais fazer isso outra hora se for possível." Lois procurou pelo armário certo.

"Tá." Chloe suspirou. "Você sabia que Oliver Queen tem uma ilha?"

"Uma ilha?" Lois pausou. "Tipo, uma ilha inteira? Ele é dono de uma ilha inteira?"

"A coisa toda." Chloe balançou a cabeça.

"Mês passado tivemos que escolher entre papel higiênico e café e ele tem uma ilha?" Lois finalmente encontrou o armário e arrombou a fechadura.

"Foi o que eu disse." Chloe suspirou.

"Por que estamos falando sobre Oliver e ilhas?" Lois perguntou e então pausou. "Como é que você sabe disso?"

"Vi em um artigo sobre gastos supérfluos." Chloe esfregou os olhos.

"Ok." Lois pegou os arquivos, saiu da sala e desceu o corredor para copiar a lista. "Engraçado, na verdade, você ter me ligado pra falar sobre o Oliver." Ela fechou a copiadora e se dirigiu de volta para a sala dos arquivos. "Eu encontrei com ele outro dia."

"Encontrou?" Chloe se retesou.

"Foi, e ele perguntou por você." Lois lembrou.

"Ele perguntou por mim?" Chloe mordeu os lábios.

"Sim, acho que ele estava tentando recrutar você ou algo assim, mas eu disse a ele que você era totalmente fiel ao seu novo chefe misterioso." Lois disse enquanto guardava o arquivo original. Chloe pensou no assunto por um segundo e então franziu a testa. Eles reviveram este dia 110 vezes e ele nunca mencionou ter conversado com a Lois há alguns dias. Chloe estava em choque quando viu um movimento em uma das telas que não deveria ter movimento algum. "Quer saber, nunca tinha pensado sobre isso até agora, mas você e Oliver seriam ótimos juntos."

"Lois, se abaixa agora." Chloe disse e instintivamente Lois se abaixou atrás de uma mesa quando um guarda da segurança entrou na sala, olhou em volta e saiu.

"Essa foi por pouco." Lois suspirou. "Como você..."

"Tenho que ir, te ligo depois." Chloe desligou o telefone rapidamente e o colocou na mesa fazendo careta.

"Ela vai fazer perguntas sobre isso." Oliver disse da porta.

"É, bem, dessa forma não tenho que pagar fiança pra tirar ela da cadeia e se isso não funcionar, ela não vai lembrar mesmo." Chloe sacudiu os ombros.

"É isso aí." Oliver entrou na sala. "Você pode realmente controlar tudo isso que está acontecendo aqui?"

"Sim." Ela disse, passando a vista nos monitores. Oliver colocou uma mão sobre os olhos dela. "Segunda fila, quinto da esquerda para a direita, o que está passando?"

"Uma mulher está sentada num banco do parque lendo o jornal e balançando um carrinho com um bebê, acho que de seis meses. Ela tá com uma blusa rosa e um copo de café do Starbucks, grande duplo com leite de soja."

"Como é que você pode saber que tipo de café ela tá bebendo?" Oliver olhou a tela mais de perto.

"As marcas no copo." Chloe disse.

"Tá certo, primeira fila, segundo da direita." Oliver perguntou.

"Nada, ou nada até você cobrir meus olhos, era uma visão do Parque Laurent, um carvalho com dezessete galhos e um esquilo correndo ao redor da raiz." Chloe tomou um gole de café.

"Ok, terceira fila, oitavo da direita." Oliver disse.

"Minha direita ou sua direita?" Chloe perguntou.

"É a mesma direita." Oliver disse.

"Não importa, não tem uma terceira fila." Ela saiu de traz da mão dele e sorriu.

"Isso é realmente incrível." Oliver sentou ao lado dela.

"Só algo que eu posso fazer." Ela sacudiu os ombros.

"Por que você ligou pra Lois?" Ele olhou para as telas.

"Não sei, eu só... Eu não sei." Chloe sacudiu os ombros. "Depois de ontem, e por falar nisso você se lembra que ontem à noite você me convidou pra viajar por uma semana, não lembra? Depois de ontem e de todo o negócio sobre a viajem e outras coisas, eu comecei a me sentir meio pressionada."

"Pressionada?" Oliver perguntou.

"Você é Oliver Queen." Chloe disse. "Meu último encontro foi no Baskin and Robin numa noite de concha grátis e quando o Jimmy me pediu em casamento com um anel de uma máquina de chicletes, e você quer me levar pra sua ilha pra passar uma semana no seu castelo de 10 mil metros quadrados, então eu só precisava falar com alguém que já passou por isso antes."

"Passou por isso o que? Minha ilha?" Oliver franziu a testa. "Lois nunca esteve lá, acho que ela nem sabe nada sobre a ilha."

"Não é isso." Chloe disse.

"Pensando nisso, não acho que tenha levado nenhuma das minhas namoradas pra Ilha." Oliver ponderou por um minuto.

"Passou por isso, ser namorada do Oliver Queen." Chloe apontou para ele. "É isso que eu sou agora?"

"Sim." Oliver balançou a cabeça. "É isso que você é."

"Bem, eu tinha que saber. Tinha que saber o que isso significava pra mim." Chloe disse.

"E?" Oliver perguntou. "O que você acha?"

"Eu acho que vai ser difícil e que vamos ter várias brigas como a de ontem sobre o café e o papel higiênico, porque vai haver coisas sobre mim que você não vai entender e coisas sobre você que eu não vou entender." Chloe suspirou. "O que você acha?"

"Eu acho que temos mais coisas em comum do que você pensa e acho que depois de tudo que já fizemos nos últimos 110 dias, e todas as coisas que você fez antes disso, se você acha que o que aconteceu ontem foi uma briga, vamos nos dar muito bem." Oliver sorriu para ela.

"Aquilo não foi uma briga?" Chloe olhou para ele.

"Não foi nem uma pequena desavença. Você pode até chamar de discussão." Ele concedeu. Ela empurrou o ombro no lado dele e então voltou a atenção para os monitores e franziu a testa. Ela pôs o comunicador de volta. "AC, acorda, é sua vez." AC pareceu se despertar na tela na frente dela quando Lex saiu de um prédio. Ela olhou para outro monitor e começou a contar. Quando ela chegou ao um AC pisou na rua, colocou o boné na cabeça para disfarçar o rosto e se preparou para o impacto. A escultura de gelo bateu contra ele e Chloe e Oliver fizeram careta, mas ela mudou o percurso e desceu a rua até cair e se despedaçar. O único dano que ela causou foi o hematoma no lado do AC e um arranhão em uma BMW. "Bom trabalho, vá para a Rua Union o mais rápido possível." AC simplesmente balançou a cabeça e foi embora, mancando levemente. "Acho que devemos tentar o Victor com a escultura de gelo amanhã. Não vai machucar tanto."

"É." Oliver balançou a cabeça distraidamente. "O que é esse aqui." Ele apontou para um monitor que mostrava um estacionamento com um guarda sentado em um banco.

"Nada." Chloe rapidamente apertou um botão e a imagem desapareceu.

Oliver se virou, intrigado. "O que era aquilo?" Ele cruzou os braços.

Chloe gemeu e colocou a imagem de volta. "Você disse para eu relaxar, me divertir." Chloe corou e Oliver ergueu as sobrancelhas indicando para ela elaborar melhor. "Esse é Paul Masters." Chloe explicou. "Eu estudei com ele no ensino médio. Ele era o grande popular esportista que gostava muito de fazer piadas com a meio estranha editora do jornal da escola." Oliver ficou um pouco tocado.

"Então agora você tá seguindo ele?" Oliver perguntou confuso.

A mão da Chloe pairou sobre um botão e então ela sorriu. "Tá, olha isso." Ela pressionou um botão e o alarme de uma fila inteira de carros foi acionado simultaneamente, fazendo com que Paul pulasse e corresse para checar, e assim que ele chegou lá Chloe pressionou outro botão e todos pararam.

Oliver sorriu. "Ok, como você fez isso?"

"Tem um sistema interno de intercomunicação conectado às câmeras de segurança e eu encontrei uma freqüência sub-sônica que agita os alarmes dos carros." Chloe o olhou, prendendo a respiração enquanto esperava para ver o que ele teria a dizer sobre isso.

Ele se inclinou sobre ela. "Isso é muito legal." Ele sorriu, apertando o botão enquanto Paul se afastava e apertando de novo assim que ele se virava.

"Tem mais." Ela disse, sorridente. Ela pressionou mais alguns botões e se inclinou em direção a um microfone. "Paul." Ela chamou com uma voz rígida, distorcida o suficiente para ser tanto autoritária quanto misteriosa. Se os alarmes dos carros o tinham feito pular, Oliver tinha certeza de que ele mijou nas calças.

"Olá." Paul olhou em volta. "Tem alguém aí?"

"Paul." Chloe disse novamente em um tom meio rígido. "Você sabe quem é."

O cara olhou em volta, consideravelmente assustado. "Ok, isso não tem mais graça."

"Você deveria tratar melhor a sua mãe, Paul." Chloe disse. Oliver a olhou confuso, imaginando que se ela não estava seguindo ele, como ela sabia disso. Ela colocou a mão sobre o microfone. "Foi só um palpite. A maioria dos caras de 26 anos deveria tratar a mãe melhor."

"É... Deus?" Paul perguntou, olhando para o teto do estacionamento.

"Você é uma mulher horrivelmente brilhante." Oliver sorriu para ela.

"Eu sei." Chloe riu. Ela pressionou o botão de novo. "Você está com a gravata suja de mostarda." Ela disse, e acionou os alarmes de novo.

"Ok." Oliver se sentou. "Sério agora." Ela a olhou. "Mas podemos fazer isso em outros lugares além de estacionamentos?" Ele perguntou. "Tem alguns CEO's que me ferraram em alguns negócios."

"Faça uma lista, eu encontro um modo." Chloe assegurou. "Victor." Ela o colocou na tela. "Você já pode ir."

16 de Outubro de 2008 (Dia 147)

"Sem contar o monte de leis Estaduais e Federais que você acabou de admitir ter quebrado, ao menos parece que você se divertiu." A Agente McClane fungou.

"É isso que parece?" Chloe virou toda sua atenção para a agente e o olhar que ela deu fez McClane achar que talvez tenha dito a coisa errada. Ela ao menos teve a decência de ficar envergonhada. "Você acha que isso é divertido pra mim?" Chloe se inclinou para frente. "Você acha que isso é um jogo?"

"Eu não..." McClane se mexeu em seu assento.

"Você acha que já deduziu tudo?" Chloe sacudiu a cabeça. "Toda vez que eu mudo alguma coisa, há conseqüências." Chloe olhou para os dois agentes e se reclinou na cadeira, sacudindo a cabeça. "Não estou falando sobre fazer com que alguém se atrase, não estou falando sobre forçar alguém a pegar a Terceira ao invés da Segunda Avenida."

Powell olhava Chloe intensamente. "Outras pessoas morreram." Ele disse. "Não foi?" Chloe simplesmente fechou os olhos. "Não foi só o Lex ou o office boy na bicicleta, não é?" Chloe sacudiu a cabeça lentamente.

McClane olhou para Powell confusa e então para Chloe. "Do que ele tá falando? Outras pessoas morreram?"

"Não, eu matei outras pessoas." Chloe disse calmamente enquanto mexia na borda do copo. "Morreram por minha causa."

"Como assim?" McClane perguntou.

"Nos primeiros dois dias foram o Lex e o office boy, e só. E então foi só o Lex por um bom tempo, mas aí, um dia, foi a Lois." Lágrimas encheram os olhos da Chloe. "Eu estava com pressa, tentando descobrir o que aconteceria com o Lex e perdi a hora, fiquei desorientada. Coloquei muito laxante no café do segurança na LuthorCorp e ele teve que ir pra casa. O segurança enviado pra substituir não era tão calmo quanto a crimes, ou intrusos." Chloe tossiu fracamente e limpou os olhos. "Ele pegou Lois arrombando o armário e ela correu e de alguma forma... ela levou um tiro." Ela ergueu a cabeça. "E houve outros. Muitos inocentes que não tinham nada haver com isso, simplesmente estavam no lugar errado e na hora errada durante um dos muitos acidentes do Lex."

"Você?" Powell perguntou. Chloe o olhou e ficou pensativa. "Você falou algo mais cedo sobre cair de uma ponte. Você morreu, não foi?"

Chloe balançou a cabeça se levantando e jogando o copo vazio na lixeira. "Algumas vezes."

"Quantas vezes são algumas vezes?" McClane perguntou.

"Dezessete." Chloe disse.

"Dezessete... Você morreu dezessete vezes?" Powell perguntou, se engasgando com o café. McClane bateu nas costas dele para acalmá-lo. "Não posso nem imaginar o quanto essa sensação deve ser estranha."

Chloe simplesmente sacudiu os ombros. "É, eu já tinha tido essa sensação antes disso tudo começar." Os dois a olharam confusos e ela ignorou.

"Então aposto que não funcionou." Powell continuou ao ver o olhar confuso no rosto da Chloe. "Ter a equipe toda pra ajudar enquanto você ficava por trás das cortinas."

Chloe se recostou. "Não, obviamente, já que estou aqui. Ajudou a me estressar menos, e fez com que as coisas fossem consideravelmente mais fáceis e muito menos complicadas do que pensamos que seriam, mas não funcionou. Lex ainda morreu, eu ainda acordei na quinta-feira. Mas aí algo aconteceu e eu tive que sair de trás dos computadores e voltar às ruas."

16 de Outubro de 2008 (Dia 117)

Chloe checou se vinham carros antes de atravessar a rua e esqueceu que estava no telefone com Oliver até que ele gritou no ouvido dela. "Chloe! Você estava ao menos me ouvindo?"

"O quê?" Chloe perguntou confusa. Ela não estava ouvindo. "Sim claro."

"Não estava não." Oliver suspirou.

"Você tá certo, eu não estava." Chloe admitiu. "Mas caso você tenha estado dormindo nos últimos 33 dias, eu tenho muita coisa pra fazer."

"Não entendo porque você não nos deixa ajudar." Oliver disse. "Pensei que o sistema estivesse funcionando."

"Eu precisava de um tempo de volta no jogo." Chloe disse.

"Você nunca esteve fora do jogo." Oliver tentou explicar. "Você estava instruindo de fora do campo, mas estava no jogo."

"Exceto que eu não estava, não é?" Chloe perguntou. "Eu não estava instruindo de fora do campo. Você não vê, eu estava na cabine de imprensa tentando descobrir as jogadas e os meus jogadores estavam no campo improvisando as jogadas." A linha ficou em silêncio por um minuto e Chloe parou de andar e suspirou. "Oliver, eu não quis dizer isso."

"Não." Ele disse forçadamente. "Você tá certa."

"Você teve que tomar uma decisão difícil e tomou." Chloe tentou fazê-lo se sentir melhor.

"Tomei a decisão errada." Ele disse.

"Escuta, nos últimos cem dias eu tenho tomado decisões erradas mais do que eu gostaria de lembrar." Chloe sorriu.

"Alguma das suas decisões erradas resultou na dizimação completa do centro de Metrópolis?" Oliver perguntou.

Chloe pensou por um segundo. "Eu caí de uma ponte no carro. Estraguei bastante o carro e isso não também não foi muito bom pra ponte."

"É isso?" Oliver perguntou. "É o melhor que você pode fazer?" Ele fungou. "Você destruiu mais ou menos dois metros do parapeito de uma ponte? Chloe, eu explodi o Planeta Diário. A força derrubou todos os prédios ao redor num perímetro de cinco milhas, isso acabou com o encanamento de água e de gás central da cidade resultando em uma das mais estranhas explosões de água e fogo que eu já vi na vida. Eu destruí vinte e sete prédios, trezentos carros, interrompi a distribuição de água e gás da cidade e o Meio-Oeste inteiro ficou sem energia por cinco horas."

"É, na medida dos estragos, esse foi bem espetacular." Chloe sorriu. "Olha, não vou mentir, o dia de ontem influenciou um pouco a minha decisão, mas não é todo o motivo de eu estar aqui. Eu simplesmente tenho a sensação de que preciso estar no meio ao invés de assistir tudo de longe. Não posso explicar e tenho que trancar um garçom num freezer."

16 de Outubro de 2008 (Dia 147)

"E isso nos traz para o dia de hoje." Chloe disse.

"Então o que aconteceu hoje?" Powell perguntou.

"Você estava lá, você me diz." Ela sorriu e se reclinou na cadeira.

"Quero ouvir a sua versão." McClane sorriu para ela. "Quero ver como você revira isso."

"Ok, mas eu não sei todo o seu lado da história então vou ter que completar os espaços da melhor forma que puder na adivinhação." Chloe avisou.

"Começa logo." McClane disse a ela.

próximo